30 de setembro de 2021
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A crise econômica pela péssima atuação do governo Bolsonaro durante a  pandemia trouxe de volta uma ameaça para parte dos brasileiros: a fome, a miséria. Com inflação e desemprego elevados, o país passou a registrar mais cenas de pessoas em busca de doações de alimentos e até de itens rejeitados por supermercados.

As cenas mais recentes a ganhar repercussão ocorreram na zona sul do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (29), reportagem do jornal Extra mostrou que um caminhão com restos de carne e ossos, no bairro Glória, virou ponto de distribuição para moradores que têm fome e não têm dinheiro para comprar alimento.

Comerciantes da região relataram que essas cenas costumam ocorrer durante a manhã, em parte da semana. A reportagem tentou contato com os responsáveis pela distribuição, mas não obteve retorno. Ao Extra, o motorista do caminhão indicou que antes as pessoas buscavam os ossos para dar a cachorros, e hoje as sobras vão para consumo próprio.

Cenas como essa não são exclusividade do Rio. Durante a pandemia, cidades como Cuiabá (MT) também registraram filas de pessoas em busca de doações de restos de ossos de boi. Os resquícios de carne acabam virando prato principal na casa de quem sofre com dificuldades financeiras.

A organização social Viva Rio afirma que percebeu um aumento na fome com a chegada da pandemia. Por isso, ajudou a promover uma campanha de doações de alimentos, a SOS Favela, a partir da fase inicial da crise sanitária. Segundo a organização, 450 comunidades do estado do Rio chegaram a ser beneficiadas.

“O impacto da pandemia foi tremendo. O último a se recuperar é o mais pobre, que depende do trabalho nas ruas, por conta própria e informal. Ele é o primeiro a entrar na fila das perdas e o último a sair”, diz o antropólogo Rubem César Fernandes, fundador da Viva Rio.

“A situação ainda é dramática. A população de rua aumentou.”

No estado do Rio de Janeiro, 2,6 milhões de pessoas (o equivalente a 15,1% da população local) estavam em situação de extrema pobreza e viviam com até R$ 89 por mês no começo deste ano, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a partir de dados do Ministério da Cidadania.

Durante sessão da CPI da Covid nesta quarta-feira, o senador Humberto Costa (PT-PE) comentou, com críticas ao governo Jair Bolsonaro, o caso de pessoas garimpando restos de carne entre ossos no Rio.

“Não sei se o senhor viu, na foto de um jornal, um bocado de carcaça de osso e umas pessoas querendo levar aquilo ali, que antigamente compravam pra dar para os cachorros, e hoje as pessoas compram para fazer sopa e comer o resto da carne”, disse, durante sua fala no depoimento do empresário bolsonarista Luciano Hang.

O senador disse que “é isto que este governo e esse projeto causaram ao nosso país: uma tragédia sanitária, econômica, social e política”.

*Com informações da Folha

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  1. Pingback: O que Bolsonaro tem para mostrar: ‘Caminhão de ossos’ no Rio é disputado por população faminta — Antropofagista | Gustavo Horta
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