Mês: maio 2026

Exército prorrogou contrato do Banco Master até 2027 meses antes da liquidação

Renovação ocorreu mesmo após alertas públicos sobre riscos envolvendo o banco

O Comando do Exército prorrogou em janeiro de 2025, por mais dois anos, o contrato que permitia ao Banco Master operar empréstimos consignados para militares e pensionistas da Força. O novo prazo de vigência ia até janeiro de 2027, mas o vínculo acabou rescindido unilateralmente apenas dez meses depois, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Documentos obtidos pelo ICL Notícias mostram que o termo aditivo foi assinado em 15 de janeiro de 2025 e publicado no Diário Oficial da União em março daquele ano. O texto previa a “prorrogação de vigência do contrato de credenciamento por mais 02 (dois) anos” para prestação de serviços de empréstimo consignado aos militares e pensionistas vinculados ao Comando do Exército.

A renovação ocorreu em um momento em que o Banco Master já acumulava sinais públicos de alerta no mercado financeiro.

Em outubro de 2024, uma reportagem da revista piauí já descrevia a estratégia de crescimento acelerado da instituição e classificou os negócios conduzidos pelo banco como operações de risco. Na mesma época, análises do mercado financeiro passaram a chamar atenção para os CDBs emitidos pelo Banco Master com remuneração muito acima da média praticada pelo setor bancário.

Meses depois, o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou publicamente que a autoridade monetária já havia identificado problemas de liquidez e dificuldades de captação no Banco Master ainda em novembro de 2024, período anterior à renovação do contrato assinada pelo Exército.

O contrato do Banco Master estava vinculado ao Edital de Credenciamento nº 001/2022 da Secretaria de Economia e Finanças do Exército, responsável por estabelecer os critérios para habilitação de instituições financeiras interessadas em operar consignados dentro da Força.

O edital previa uma análise econômico-financeira rigorosa das empresas interessadas em operar empréstimos consignados para militares e pensionistas.

Entre os documentos obrigatórios exigidos pelo Exército estavam “certidão negativa de falência, recuperação judicial ou extrajudicial”, além de “balanço patrimonial, demonstração de resultado de exercício e demais demonstrações contábeis dos 2 (dois) últimos exercícios sociais”.

As exigências faziam parte justamente da seção de “Qualificação Econômico-financeira” do edital, aplicada às instituições autorizadas a operar empréstimo, financiamento e assistência financeira dentro do sistema de consignações do Exército.

Além disso, o edital também estabelecia que o Exército poderia inabilitar empresas caso existisse “qualquer fato ou circunstância, anterior ou posterior à fase de habilitação, que desabone a qualificação técnica, habilitação jurídica ou regularidade fiscal” da instituição.

Apesar disso, o contrato do Banco Master foi renovado em janeiro de 2025 e prorrogado até 2027.

Em novembro de 2025, porém, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O ato do BC apontou “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”, além de deterioração da liquidez, infringência às normas bancárias e descumprimento de determinações da própria autoridade monetária.

Seis dias depois da decisão do Banco Central, o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) comunicou ao banco a rescisão unilateral do contrato de credenciamento.

No ofício enviado à instituição financeira, o Exército afirmou que a liquidação extrajudicial “impede a continuidade regular das operações financeiras realizadas por essa instituição e altera substancialmente sua capacidade jurídico-operacional”.

O documento também informa que o Banco Master foi bloqueado no Sistema de Consignações do Exército (EBconsig), ficando impedido de formalizar novos contratos com militares e pensionistas.

Apesar do bloqueio, os contratos antigos permaneceram ativos. Segundo o próprio Exército, os valores descontados em contracheque referentes aos empréstimos já contratados continuariam sendo repassados ao Banco Master até a quitação dos saldos devedores.

Em resposta enviada via Lei de Acesso à Informação (LAI), o Exército afirmou que o Banco Master foi credenciado “seguindo o rito padrão previsto no edital, aplicado a todas as demais organizações já habilitadas pelo Comando do Exército”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a resposta, porém, não detalha quais análises econômico-financeiras foram realizadas antes da renovação contratual assinada em janeiro de 2025, nem informa se houve alguma reavaliação específica da situação financeira do banco antes da prorrogação do vínculo até 2027.

Levantamento publicado pelo g1 mostrou que as Forças Armadas repassaram mais de R$ 137 milhões ao Banco Master entre 2020 e 2026 por meio de operações de crédito consignado. O Exército concentrou a maior parte desse volume.


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Os blogs de direita, assim como podcasts, hackers e mídia têm patrocínios milionários, nós da esquerda só temos o apoio dos leitores

A asfixia que muita gente diz que essa direita chucra produz, não é com o intuito de promover o debate nacional, o que essa gente faz é importar dos EUA e da Europa, sobretudo de Steve Bannon, o ataque de animais virtuais como produto de disputa sangrenta pelo poder.

Isso causa uma enorme surpresa nenhuma. Porque, intelectualmente, a direita não existe nem como auxiliar de um projeto elaborado para vender tecnocracia ou expandir o pensamento neoliberal no Brasil.

A esquerda, em seus blogs, canais, depende, na imensa maioria dos casos, das contribuições dos leitores, porque, mesmo aqueles que, como o nosso blog, são monetizados, porém, essa monetização não tem graça, não paga sequer um café, que fará a manutenção do blog.

O que não falta é criatividade para furar o cerco das big techs imposto pelos algoritmos.

Agora mesmo, descobre-se, em reportagem do g1, que Daniel Vorcaro montou uma rede milionária de hackers, formadores de opinião, influencers e mais uns bichos soltos para, inclusive, ameaçar pessoas com tempestades de ataques muito além do previsível.

A ordem é bombardear até tombar o “adversário”.

O banqueiro do Master tinha uma espécie de mistura do gabinete do ódio de Bolsonaro, tocado por Carluxo e do escritório do crime, liderado pelo miliciano, Adriano da Nóbrega, que recebeu das mãos de Flavio Bolsonaro, na cadeia, a medália de Tirandentes. Tudo para petrificar, sob o impacto da ocupação, a estrutura absurda que Vorcaro montou para produzir as melhores impressões do Banco Master e, com tantos elogios às suas virtudes, abarcar incontáveis bilhões, principalmente de recursos públicos.

Então, é preciso lançar uma nota para deixar claro que a direita não tem mais conhecimento ou táticas inteligentes para se multiplicar nas redes, enquanto a esquerda vive mais no mundo analógico.

Na verdade, a disparidade de armas não é no campo das ideias, mas do dinheiro grosso, que opera com um bando, somado à nattureza da mídia industrial. Mas não desistimos e nem vivemos de desalento, o que fazemos é buscar o apoio dos leitores para seguir tocando a nossa luta, visando criar uma atmosfera mais à esquerda, sem baixar os olhos.

Nesse campo de batalha, o que há são exércitos polítícos de fascistas se digladiando nos feeds da esquerda. São celulares e notebooks cuspindo ódio como metralhadora, os hashtags viram espadas, trends tocando fogo e foda-se. Trolls monstros saindo dos comentários, escudos de fact-check tentando a esquerda no meio por influencers entrincheirados com megafone no bunkar.

O importante, para a direita, é manter uma guerra digital, junto com algorítmos acorrentand fantoches.


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Rachadinha de Mario Frias: ex-funcionária devolveu parte do salário e pagou despesas de deputado, diz site

Popularmente chamada de rachadinha, a prática costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato

Uma ex-funcionária do gabinete do deputado Mario Frias (PL-SP) devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete e pagou despesas ligadas à família do parlamentar. A denúncia é do site g1.

Comprovantes de PIX, extratos bancários e relatos da ex-assessora indicam transferências para o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo, além de pagamentos destinados à mãe e à esposa do deputado. A prática é conhecida como rachadinha e costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato.

Segundo os documentos obtidos pelo g1, a ex-funcionária Gardênia Morais foi nomeada secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Os registros mostram que ela recebia salários líquidos entre R$ 10 mil e R$ 21 mil e fazia transferências da conta em que recebia os valores para outra conta de sua titularidade. Depois disso, parte do dinheiro era enviada para Raphael Azevedo, para a ex-mulher dele e para outra parente do ex-chefe de gabinete.

Os comprovantes mostram transferências de R$ 4,6 mil em fevereiro de 2023, R$ 5 mil em março, R$ 1,5 mil em abril e R$ 4 mil em março de 2024 para Raphael Azevedo. Também aparecem repasses de R$ 3,2 mil para a ex-mulher do ex-chefe de gabinete em diferentes meses de 2023, além de outros depósitos menores para familiares dele. Os valores identificados somam R$ 35.116.

Gardênia afirmou que existiram outros repasses além dos identificados pela reportagem e disse que “tinha mais pessoas devolvendo” dinheiro no gabinete.

Documentos obtidos pela reportagem também apontam pagamentos ligados à família de Mario Frias. Em janeiro de 2024, Gardênia fez um PIX de R$ 1 mil para Maria Lucia Frias, mãe do deputado. Em dezembro de 2023, ela quitou uma fatura de cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do parlamentar, no valor de R$ 4.832,32.

A reportagem também revelou um saque de R$ 49.999,99 realizado pela ex-funcionária em março de 2024. Segundo os extratos, ela recebeu três depósitos de R$ 50 mil feitos por Raphael Azevedo e pela esposa dele. No dia seguinte, transferiu o valor para outra conta e sacou o dinheiro em espécie. Gardênia disse apenas que entregou a quantia, sem revelar o destinatário.

Em entrevista ao g1, a ex-funcionária confirmou a devolução de parte do salário e afirmou que havia um acordo com Raphael Azevedo e conhecimento de Mario Frias. “O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step’”, declarou.

Ela também afirmou que o deputado acompanhava os repasses. “O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, disse.

Gardênia relatou ainda ter feito cinco empréstimos consignados que somaram R$ 174.886. Segundo ela, apenas um foi para uso pessoal e os demais teriam sido solicitados por Mario Frias e Raphael Azevedo para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2022. “Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa”, afirmou.

O atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos, afirmou ao g1 que desconhece as suspeitas porque entrou no gabinete depois do período citado e disse acreditar que o deputado também não tinha conhecimento. Segundo Ramos, “aparentemente são ex-funcionários aproveitando a situação midiática”. Raphael Azevedo não respondeu aos questionamentos da reportagem.

*BdF


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A nova cascata fuleira de Eduardo Bolsonaro mostra o tanto que o clã sentiu o tranco das mais recentes pesquisas

Primeira coisa a se lembrar, da comédia da facada sem sangue e sem faca, para o genocida fugir do debate com Haddad por motivos óbvios.

Somente isso já basta para entender a chamada do vídeo de Eduado Bolsonaro, dizendo que sua família foi atacada nos EUA, afirmando que aliados do PCC, do Intercept, bateram na porta de sua casa, no Texas, e importunaram sua família.

Eduardo contou essa versão exclusiva sem corar, de forma seca, fresca para usar como abrigo da pedrada que estão levando das pesquisas e não de Intercept ou PCC.

O distribuidor de cascatas que, nos EUA, opera cotra o povo brasileiro e o Brasil, sentiu que a queda livre nas pesquisas, de seu irmão e comparsa, Flavio Bolsonaro, está fora de controle.

É desespero que chama.

Isso é um produto importado do Brasil por Eduardo daquela facada fuleira para tentar produzir uma reação positiva diante do desespero e até dos fatos que detonaram Flavio e, lógico, usar o mesmo quite de mentiras, sem qualquer inspiração, para servir de apara bomba que ainda explodirá na cabeça do mano bandido.

Os filhotes de Bolsonaro se comportam, ora como animais, ora como crianças para ver se mantêm o produto político do papai para voltar ao poder e fazer a esbórnia que fizeram no Brasil de 2019 a 2022, sem falar da tentativa de golpe em 2023.

Esse vigarista só mostra que não tem compromisso moral nenhum com seu próprio curral eleitoral. É também por isso que a campanha de Flavio está na merda.

Isso acontece no mesmo momento em que o senador Cajuru, na tribuna, de frente para Flavio Bolsonaro, denuncia que ele não assinou nenhum pedido de CPI do Banco Master, desmascarando o vigarista.

Com essa nova mentíra que beira o ridículo, Eduardo só consegue provar que essa família é formada pelo piores pilantras do Basil.


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Flavio Bolsonaro assume como tática o deboche depravado com a justiça brasileira

Com uma extensa folha corrida dos mais variados crimes, como rachadinha, mansões, condecoração do miliciano na cadeia, Adriano da Nóbrega, chefe do escritório do crime, fraude de loja de chocolate e sua relação pessoal com o mundo do crime comum, tanto com as milícias quanto com as organizações criminosas ligadas ao tráfico, parece que dão a Flavio a certeza de que, se com essa enciclopédia de banditismo, nada foi feito contra ele, não será sua relação com Vorcaro do Banco Master, por mais espúria que se revele, que lhe custaré um preço em forma de punição.

Esse é o tom do seu cnismo diante da sociedade. No bom português, isso é um bundalelê na cara do sistema de justiça no Brasil. Está longe de ser uma questão de opinião.

A postura que Flavio adotou com seu cinismo sarcástico, é uma clara afronta às instituições brasileiras, e não deixa de ser uma forma de enfrentamento à constituição, às leis, como se elas fossem feitas apenas para os  mortais, sobretudo os pés rapados.

É nítido que, com esse comportamente, Flavio aposta cem por cento na impunidade. Tanto isso é verdade que, quando mentiu para o repórter do Intercept sobre a “doação de Vorcaro” para o filme do seu pai, sendo obrigado a, logo depois, desdizer o que disse. Flavio declarou isso simplesmente na porta do STF, antes de uma reução com o ministro Fachin, presidente da Corte, como se não estivesse mentindo diante do prédio da Suprema Corte brasileira.

Assim, Flavio segue nesse deboche depravado de forte teor imoral, querendo jogar o seu destino para o debate político e não para a justiça. O desrespeitona qualquer lei do país passou a ser sua conduta, numa afronta ética à integridade das instituições brasileiras, em via pública, sobre seus critérios morais, sobre uma argumentação de que tinha apenas que dar satisfação a uma espécie de tribunal eleitoral de seus apoiadores, anulando completamente qualquer reserva diante da legislação brasileira, como se o que faz não fosse quebra de decoro parlamentar.

É como se Flavio ainda tivesse o grande poder político de quando seu era presidente, hoje, condenado e preso.

Essa é a percepção de que o sistema de justiça funciona de maneira desigual, do contrário, Flavio não tentaria anular a importância da justiça, mesmo diante de uma sensação de impunidade que demonstra em sua fala, e isso é um dos principais combustíveis que ele quer produzir numa desconfiança nas instituições públicas brasileiras.

Flavio, antes de qualquer coisa, precisa sentir o peso da mão da justiça, diferente disso, fará proselitismo de sua impunidade, gargalhando na cara do Supremo como se não houvesse amanhã, o que é um grande estímulo à prática de crimes no Brasil.


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Privatização de Tarcísio: Explosão em SP expõe falta d’água e contas até 600% mais caras

Moradores afirmam que abastecimento é interrompido todas as noites há cerca de seis meses e denunciam aumento nas tarifas

A explosão registrada no dia 11 de maio durante obra da Sabesp em uma comunidade do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, acabou expondo problemas que, segundo moradores da rua Doutor Benedito de Moraes Leme, já faziam parte da rotina do bairro havia meses: falta de água quase todas as noites, aumento expressivo nas contas e danos causados por obras nas ruas da comunidade.

Moradores afirmam que, há cerca de seis meses, o abastecimento começou a falhar diariamente no início da noite e só retorna no dia seguinte.

“Quando falta, é todo dia, toda noite. Vou dormir, não tomo banho nem nada”, relata a aposentada Maria Vilma Rodrigues dos Santos.

Segundo ela, os problemas começaram após a troca dos hidrômetros e mudanças feitas na rede da região.

“Depois que colocou esse aí, ficou caro. Sem usar, vem caro. Não adianta, pode usar”, afirma, mostrando contas que passaram de cerca de R$ 50 para quase R$ 300 em poucos meses.

A dona de casa Julieta da Silva Trindade relata situação semelhante. Pensionista, ela afirma que passou a receber contas superiores a R$ 1 mil após a substituição dos relógios.

“Eu só ganho mil. Não tenho como bancar isso. Eu vivo doente, tomo remédio. Não tenho da onde tirar”, afirma.

Segundo Julieta, moradores chegaram a procurar a companhia para questionar os valores cobrados, mas não receberam solução.

Moradores de Jaguaré mostram suas contas de água. Foto: Divulgação

“Falaram que estava em análise. Que vinham ver. Depois não vieram mais”, relata.

Além da falta de água e do aumento nas contas, moradores afirmam que as intervenções deixaram excesso de ar nas tubulações, o que estaria provocando danos em chuveiros, torneiras e nos próprios sistemas internos das casas.

“Meu chuveiro chega a quebrar quando vem o pipoco da água”, diz Maria Vilma.

O filho da aposentada afirma que o problema se tornou recorrente após as obras realizadas na comunidade.

“De manhã tem uma explosão de ar que danificou torneira, danificou chuveiro”, afirma.

Segundo ele, o retorno da água misturado com ar estaria elevando artificialmente os registros de consumo.

“A gente já gasta um absurdo pelo ar”, relata.

Outra moradora, após as intervenções da Sabesp.

“Como que vai pagar uma conta de 10 mil reais que a gente não usou?”, questiona.

Moradora do Jaguaré, Emilayne Leal, afirma que as contas da casa da avó tiveram aumento superior a 300%. Foto: Divulgação

Ela afirma que procurou atendimento da companhia em diferentes unidades, mas ouviu que os relógios estariam funcionando normalmente.

“Eles falaram que tava certo, que o relógio tava rodando normal”, relata.

Segundo Emilayne, a família acumula mais de dez contas atrasadas e acredita que a própria companhia reconhece problemas nas cobranças.

“Se não cortaram, é porque sabem que tem algo errado. E se cortarem, iremos à Justiça”, afirma.

A explosão registrada na comunidade ampliou ainda mais a revolta dos moradores. Maria Vilma afirma que o impacto foi tão forte que chegou a balançar a estrutura da casa.

“Foi um susto de morrer. O sofá subiu comigo e balançou tudo”, lembra.

Segundo ela, o cheiro de gás já tomava conta da rua horas antes do acidente.

“Desde as duas horas já tava saindo gás e tava cheirando ruim na rua”, relata.

Moradores também criticam as condições das ruas após as obras realizadas pela companhia. Em diversos pontos da comunidade, o asfalto apresenta remendos, desnivelamentos e buracos deixados após intervenções nas tubulações subterrâneas.

Procurada pela reportagem, de Cleber Lourenço, ICL, a Arsesp afirmou que monitora reclamações envolvendo aumento no consumo após substituição de hidrômetros e confirmou que vem estruturando ações regulatórias para fiscalizar os processos de medição e faturamento adotados pela Sabesp.

Segundo a agência, desde a privatização da companhia, em julho de 2024, já foram realizadas mais de 1,1 mil ações de fiscalização relacionadas aos serviços prestados pela empresa.

A Arsesp afirmou ainda que, caso sejam identificadas falhas técnicas na prestação do serviço, poderão ser aplicadas medidas administrativas, incluindo multas. A agência também informou que consumidores têm direito à devolução em dobro de valores cobrados indevidamente, conforme previsto na regulamentação do setor.

Sobre a explosão registrada no Jaguaré, a agência afirmou que recebeu documentos das concessionárias envolvidas e que o material está em análise.

A Sabesp foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a publicação desta matéria.


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Zema alterou lei para beneficiar Master em meio à doação de R$ 1 milhão de pai de Vorcaro, diz denúncia enviada à PF

“Zema enche a boca para falar e criticar Flávio Bolsonaro pela ligação ao Daniel Vorcaro, mas ele próprio tem relações com o Banco Master”, diz deputada Bella Gonçalves, que pediu abertura de investigação sobre o caso, idêntico ao realizado por Ronaldo Caiado em Goiás.

Denúncia enviada pela deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais revela que o ex-governador Romeu Zema alterou lei e emitiu um decreto para aumentar o endividamento de servidores público antes de firmar parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, para oferecer o CredCesta, cartão de crédito consignado da instituição, que tinha o apresentador do SBT, Carlos “Ratinho” Massa, como garoto-propaganda.

A alteração na lei, aumentando para 50% o índice de comprometimento dos salários dos servidores “exclusivamente a cartão benefício consignado”, e o decreto que regulamente a mesma lei foram assinados por Zema em meio à disputa à reeleição de 2022, quando o partido Novo recebeu R$ 1 milhão em doação de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, preso em 14 de maio por comandar a milícia A Turma na organização criminosa do filho, que já cumpria prisão em Brasília.

“Zema enche a boca para falar e criticar Flávio Bolsonaro pela ligação ao Daniel Vorcaro, mas ele próprio tem relações com o Banco Master, fortaleceu empreendimentos vinculados à família Vorcaro na área da mineração e favoreceu também a partir da indicação do CredCesta como crédito a ser utilizado pelos servidores do Estado de Minas Gerais. Milhões, se não bilhões de reais, devem estar comprometidos em salários de servidores hiperendividados, que estão pagando para um banco que está agora passando por um processo de liquidação relativo à corrupção”, afirmou Bella Gonçalves à Fórum.

Segundo a deputada, o esquema foi detectado após receber uma série de denúncias de servidores que estariam recebendo cobranças indevidas sobre o CredCesta após a liquidação do Banco Master, concluída pelo Banco Central uma dia após a prisão do banqueiro, em novembro de 2025.

“Nós conseguimos perceber que, de fato, Vorcaro foi beneficiado por uma lei sancionada pelo Governo Zema e um regulamento depois feito que aumentou a margem de consignável do servidor público em mais 10%, mas desde que fosse feito por cartão. E, nesse momento, casado com a apresentação do Banco Master e do CrediCesta como alternativa para crédito aos servidores. Ou seja, uma abertura direcionada para beneficiar um banco que como vimos tem vários problemas de corrupção. Não é estranho nesse sentido que o Partido Novo e o próprio Zema tenham recebido R$ 1 milhão da família Vorcaro”, diz a deputada.

As denúncias de servidores envolvendo o CredCesta em MG foram parar até na plataforma ReclameAqui, na internet. É o caso de um servidor militar do Estado, que expôs a situação com o Banco Master, que figura como “empresa suspensa” no site.

“Sou servidor publico militar em MG. Possuía um cartão consignado com empréstimo em folha na modalidade CredCesta junto ao banco Master. Na data de 10 de fevereiro de 2026 realizei a quitação do valor do empréstimo assim como o saldo devedor do cartão. Entrei em contato com com os administradores da liquidação do banco master através do portal do Banco Central do Brasil solicitando a liberação da minha margem, no entanto, até a presente data não tive a minha margem liberada sob alegaçao que havia debito a pagar referente ao cartão do credito”, diz a denúncia no ReclameAqui.

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“Relação espúria e direta entre Zema e família Vorcaro”
Segundo Bella Gonçalves, o caso envolvendo Romeu Zema segue o mesmo modus operandi do esquema para favorecer o Banco Master montado em Goiás pelo ex-governador e também presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que foi denunciado pela Fórum em reportagem no dia 12 de março de 2026 – leia aqui.

“É exatamente a mesma coisa que o Caiado fez em Goiás e que o Bolsonaro fez, alterando um decreto do INSS”, diz a deputada, sobre as medidas do governo Jair Bolsonaro que abriram as portas para as fraudes contra aposentados e pensionistas.

Na notícia-crime enviada à PF, a deputada afirma que “é possível visualizar uma relação mais direta e espúria entre ROMEU ZEMA e a família VORCARO, com possível favorecimento direto do BANCO MASTER por meio de atos do Governador em sua gestão”.

“Durante o mandato em curso do Governador que visava a reeleição, foi por ele sancionada a Lei nº 23.923, de 16/09/20214, que autorizou o Poder Executivo a ampliar as margens de consignação em folha de pagamento de servidor público ativo ou inativo e de pensionista estadual em mais 10%, com destinação exclusiva a cartão benefício consignado. A medida foi regulamentada pelo Decreto nº 48.370, de 22/02/20225 , editado pessoalmente pelo Governador ROMEU ZEMA, exatamente no ano em que se realizariam as eleições e em que, poucos meses depois, receberia a doação de R$1 milhão do pai de VORCARO, dono do BANCO MASTER”, diz a representação, que pede a abertura de inquérito pelos agentes federais.

Untitled 22 de maio de 2026 as 12.09.21

A peça ainda ressalta que “a questão se torna mais grave quando se verifica que, em concreto, é o BANCO MASTER que opera as consignações em folha de pagamento no Estado de Minas Gerais, exatamente no modalidade do cartão benefício consignado, ao qual é reservada a margem de 10% que foi ampliada pela medida. A operação da instituição financeira se dá por meio do produto CREDCESTA, um cartão de crédito consignado para os servidores públicos, aposentados e pensionistas, cujas parcelas da fatura são descontadas automaticamente do salário ou benefício, oferecendo a possibilidade de compras e saques”.

A Lei foi regulamentada em decreto de Zema publicado no Diário Oficial de 22 de fevereiro de 2022, quando o governador já previa a candidatura à reeleição.

O decreto estipula que “a soma mensal das consignações facultativas previstas nos incisos I e II não poderá exceder ao percentual de cinquenta por cento da remuneração mensal líquida do consignado, observados os limites exclusivos destinados para uso de cartão de crédito e uso de cartão benefício consignado”.

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Datafolha: Lula tem 9% de vantagem sobre Flávio após crise com Vorcaro

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (22), mostra que o presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a repercussão do caso envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. No cenário de primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o rival registra 31%.

No levantamento anterior, divulgado uma semana antes, a diferença era de três pontos, com 38% para o petista e 35% para o senador. A mudança também foi registrada na simulação de segundo turno.

Segundo turno

O empate de 45% verificado na pesquisa passada deu lugar a uma vantagem de quatro pontos para Lula, que agora soma 47% contra 43% de Flávio. O levantamento foi realizado após mais de uma semana de repercussão do caso.

Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do caso. Entre aqueles que ouviram falar do episódio, o mesmo percentual considera que Flávio agiu de forma inadequada. O senador inicialmente classificou a informação como falsa, mas depois admitiu ter solicitado recursos para a produção do longa-metragem sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

Apesar do recuo, Flávio segue isolado na segunda posição da disputa presidencial. Atrás dele aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; Renan Santos (Missão), com 3%, e Samara Martins (UP), também com 3%. Os demais nomes testados aparecem com índices entre 1% e 2% das intenções de voto.

Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem sobre os demais adversários avaliados. Contra Caiado, o presidente alcança 48%, enquanto o ex-governador goiano registra 39%. No confronto com Zema, Lula também marca 48%, diante de 39% do mineiro. DCM.

A pesquisa voltou a testar o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após cinco meses. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Lula, ela aparece com 43%, enquanto o presidente tem 48%.

Já no primeiro turno, Michelle registra 22%, abaixo dos 31% obtidos por Flávio, embora permaneça à frente dos demais concorrentes.


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Flávio Bolsonaro, em conversas internas, mentiu a aliados sobre sua relação com Vorcaro

Desde que o escândalo eclodiu o advogado Frederick Wassef voltou a guiar as estratégias jurídicas do senador

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mentiu, nos últimos meses, a dirigentes do Partido Liberal e a outros aliados sobre sua relação com o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, controlador do Banco Master preso por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Ele foi questionado, ao menos duas vezes, se conhecia e tinha qualquer relação, mas sempre negou. Desde que as mensagens entre ele e o banqueiro vieram à tona, o ambiente dentro do partido é de total desconfiança em relação a Flávio. A coluna apurou que desde que o escândalo eclodiu o advogado Frederick Wassef voltou a guiar as estratégias jurídicas do senador.

No início de dezembro de 2025, quando anunciou sua pré-campanha, Flávio Bolsonaro foi questionado por dirigentes do PL sobre a existência de algum relacionamento com Vorcaro e negou qualquer relação relevante. O partido já se preocupava em preparar uma defesa sobre todos os casos criminais nos quais Flávio já esteve envolvido. Meses depois, em outra conversa, o senador admitiu que o banqueiro o havia procurado para uma conversa, mas afirmou que recusou o encontro. Uma vez que as mensagens entre ele e Vorcaro vieram à tona por meio de reportagens do Intercept Brasil todos ficaram surpresos e chocados.

Nesta semana, o ICL Noticias revelou com dados do Portal da Transparência do Senado que Flávio Bolsonaro foi ressarcido com dinheiro público por viagem feita a São Paulo no dia 29 de novembro, um dia após Daniel Vorcaro voltar para casa após sua primeira prisão. O banqueiro havia tido sua prisão revogada na noite do dia anterior, 28 de novembro de 2025, por uma decisão da desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Solange Salgado da Silva.

No final da manhã de 29 de novembro, o senador embarcou em voo da Latam marcado para sair às 11h40 de Brasília para o aeroporto de Congonhas, com custo de R$ 2.216,77. Na noite do mesmo dia, retornou à capital federal em voo operado pela Azul, no valor de R$ 413,22. O encontro com o banqueiro ocorreu no mesmo dia da viagem do presidenciável do PL a São Paulo.

Desde que o senador anunciou que foi escolhido por Jair Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa, Wassef voltou a se reaproximar de Flávio, o que preocupa interlocutores do ex-presidente e integrantes da legenda.

O advogado coleciona uma série de polêmicas, problemas e envolvimento em investigações. Em 2020, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, foi encontrado e preso no sítio de Wassef em Atibaia em meio às investigações sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Além disso, em março de 2023, ele foi até os EUA recomprar um Rolex de ouro branco, presenteado à presidência da República, vendido ilegalmente pelo tenente-coronel Mauro Cid a pedido de Bolsonaro. O valor pago pelo advogado foi de U$ 49 mil.

*Juliana Dal Piva/ICL


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