Mês: maio 2026

‘Pior cenário’: o temor de empresários após EUA designarem PCC e CV como terroristas

A decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas tem provocado preocupação entre empresários e executivos de diversos setores da economia brasileira. Segundo reportagem da revista Exame, representantes dos segmentos financeiro, industrial, energético e varejista avaliam que a medida pode gerar consequências econômicas amplas e até mesmo efeitos contrários aos pretendidos no combate ao crime organizado.

Cinco empresários e executivos ouvidos sob condição de anonimato afirmaram que a classificação das facções como organizações terroristas abre espaço para um cenário de aumento de custos operacionais, endurecimento de regras de compliance e eventual aplicação de sanções contra empresas e instituições brasileiras sem vínculo direto com atividades criminosas.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que PCC e CV passarão oficialmente a integrar a lista de organizações terroristas em 5 de junho. A decisão foi tomada após articulações realizadas nos Estados Unidos pelos irmãos Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro junto a autoridades americanas. O governo brasileiro criticou a medida, classificando-a como uma interferência na soberania nacional e ressaltando que já desenvolve ações de combate ao crime organizado.

Temor de sanções e aumento de controles

Segundo a Exame, uma das principais preocupações do setor privado é que a nova classificação permita que empresas brasileiras sejam alvo de restrições econômicas ou diplomáticas, mesmo sem participação direta em atividades ilícitas.

Executivos do setor financeiro afirmam que bancos, cooperativas de crédito e fintechs poderão ampliar seus mecanismos preventivos para evitar riscos de punições internacionais. Entre as medidas cogitadas estariam critérios mais rígidos para abertura e manutenção de contas, o que poderia dificultar o acesso de parte da população ao sistema financeiro formal.

Também existe preocupação com possíveis impactos sobre o Pix. O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro já é alvo de críticas de autoridades americanas e integra discussões conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que investiga práticas consideradas potencialmente prejudiciais à concorrência de empresas americanas do setor de pagamentos.

Relações comerciais sob escrutínio

Outro receio manifestado por empresários é a possibilidade de sanções atingirem companhias que tenham realizado, mesmo de forma indireta ou ocasional, transações com pessoas ou empresas posteriormente associadas a organizações criminosas.

Segundo a matéria, a crescente sofisticação das redes financeiras ligadas ao crime organizado torna difícil identificar previamente eventuais conexões entre investidores, fundos e atividades ilícitas. Nesse contexto, executivos argumentam que punições contra instituições financeiras poderiam gerar efeitos econômicos significativos sem necessariamente enfraquecer as facções.

Preocupação com uso político das sanções

Fontes ouvidas pela revista também demonstraram preocupação com a possibilidade de instrumentos destinados ao combate ao terrorismo serem utilizados de forma política. De acordo com o DCM, como exemplo, citaram a aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, em 2025, por meio da chamada Lei Magnitsky.

Na avaliação de parte do empresariado, o uso ampliado desse tipo de mecanismo pode aumentar a insegurança jurídica e afetar investimentos e negócios no Brasil.

Apesar das preocupações, os executivos consultados pela Exame evitam se manifestar publicamente sobre o tema. Segundo a reportagem, muitos temem que críticas à decisão do governo americano sejam interpretadas como defesa ou tolerância em relação às facções criminosas, em um ambiente político altamente polarizado.


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Família Bolsonaro é viciada em mentir. Seu maior adversário é o jornalismo

Os dias não têm sido fáceis para a família Bolsonaro. As reportagens do Intercept Brasil não têm dado espaço para ela respirar. É isso o que acontece quando o jornalismo revela o que os poderosos querem esconder.

A maior adversária dos Bolsonaros é a verdade dos fatos. Quando ela é exposta dessa maneira, eles se sentem intimidados e perseguidos pelo jornalismo. Sobram-lhes as mamadeiras de piroca e a guerra das narrativas.

Nas duas últimas semanas, as reportagens da #VazaFlavio escancararam para o mundo do que a família Bolsonaro é capaz no campo da mentira e dissimulação. Quando o Intercept perguntou a Flávio Bolsonaro se o filme do seu pai havia sido financiado por Vorcaro, ele gargalhou e disse que era mentira. Horas depois, um áudio o desmentiu de forma cabal. O ridículo se seguiu nos dias posteriores, com um choque de versões de aliados e novas mentiras sendo contadas para tapar buracos feitos por outras mentiras. A falta de vergonha na cara é infinita dentro do clã Bolsonaro.

Uma viagem desesperada
Desesperado com a queda nas pesquisas de intenção de votos, Flávio cavou uma visita à Casa Branca para tentar tirar o foco do escândalo e manter acesa a seita que tem fetiche com o presidente dos Estados Unidos. A foto com Trump sentado e Flávio em pé é o retrato perfeito da sabujice dessa família. O presidente americano nem se deu ao trabalho de se levantar da cadeira para tirar a foto.

A humilhação foi grande, mas eles saíram de peito estufado. Dois dias após a visita, o governo americano passou a classificar o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, o CV, como grupos terroristas – algo que excita o bolsonarismo, mas que atrapalha o combate ao crime organizado e ameaça a soberania nacional. Quem diz isso é o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo, que é o principal investigador do PCC no país há mais de 20 anos.

Considerar a medida do governo americano como um passo importante para acabar com as facções é só mais uma mentira do bolsonarismo. Até porque Flávio Bolsonaro talvez seja o político que mais tenha aliados enrolados com o crime organizado. Do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj, Rodrigo Bacellar ao grupo político do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro, há uma lista grande de aliados de Flávio que aparecem nas investigações sobre o Comando Vermelho. Ora, o próprio Flávio transformou seu gabinete de deputado estadual no Rio em cabide de emprego para o Escritório do Crime. É essa gente que vai acabar com o crime organizado?

Eduardo e sua vida de luxo
Menos de 24 horas depois do encontro de Flávio com Trump, o Intercept trouxe à tona outra mentira da família Bolsonaro. Diferentemente do que se dizia, Eduardo Bolsonaro não vive uma vida de dificuldades nos EUA. Vive uma vida de luxo em uma mansão com piscina em área nobre da cidade de Southlake, no Texas. Antes, o pobrezinho dizia ter dificuldades para pagar as contas nos EUA, chegando até a ter que dormir em colchão inflável. É realmente impressionante a ascensão social meteórica do ex-deputado que, de repente, passou a ter condições de pagar um aluguel de R$ 30 mil por mês mesmo estando desempregado. Ele não sabe explicar como foi que esse azarão da meritocracia — ou “Dark Horse”, se preferir — conseguiu vencer a corrida do “sonho americano”. Talvez o Daniel Vorcaro saiba.

Antes de publicar a reportagem, o Intercept buscou ouvir o que Eduardo Bolsonaro tinha a dizer sobre o caso. O jornalista Steven Monacelli bateu na porta da mansão e foi recebido educadamente pela esposa de Eduardo, Heloísa, que não quis dar entrevista. O casal então foi às redes para relatar dramaticamente que “um parceiro do PCC” teria assediado eles e a vizinhança. Até a polícia foi acionada para proteger a família ameaçada. O bolsonarismo ficou ouriçado com a história e passou a denunciar o que seria uma perseguição contra a família de Eduardo nos Estados Unidos. O golpista Paulo Figueiredo ameaçou usar a força contra jornalistas que ousarem procurá-lo em sua casa na Flórida.

Mentira desmontada
Eles não contavam que toda a abordagem do jornalista havia sido filmada por ele. O vídeo não mostra nada além de um contato cordial com Heloísa Bolsonaro. Monacelli tocou a campainha, perguntou com toda educação se podia conversar com Eduardo e foi embora diante da negativa. A publicação do vídeo desmontou com requintes de crueldade a narrativa de perseguição que o casal havia espalhado nas redes.

‘Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha’.
A mentira derreteu em praça pública e deixou Eduardo atônito. Ao ser abordado por jornalistas para comentar o tema, contou novas mentiras para manter a narrativa em pé. “Desde março (de 2025) não recebo dinheiro público. Sou uma pessoa igualzinha a vocês: dinheiro privado, tudo meu. Moro de aluguel, ao contrário do que o Intercept falou. O Intercept dá fake news. O Intercept foi na casa errada, porque são péssimos jornalistas investigativos”, disse. É mentira sobre mentira. Eduardo Bolsonaro não teme o ridículo. O Intercept não disse que ele não mora de aluguel nem foi na casa errada. É só mais uma tentativa de jogar areia nos olhos da opinião pública. O fato é que o ex-deputado continua se recusando a explicar quem está bancando a sua vida luxuosa nos EUA.

A mentira não é apenas um método ou uma mera ferramenta política do bolsonarismo. É a sua quintessência. Absolutamente todas as suas narrativas fundamentais são baseadas em falseamentos da realidade. Jair Bolsonaro e seus filhos são viciados em mentir. Eles lideram uma seita numerosa, que acredita em suas mentiras e ainda cria outras para manter a roda das narrativas girando. Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha. Pode até parecer que é enxugar gelo, mas desmascará-los e expô-los de modo permanente é fundamental. Essa é a única maneira de impedir que falsas narrativas se consolidem na opinião pública. Não é fácil, mas a realidade dos fatos acaba se impondo no final. O jornalismo bem feito é a kriptonita dessa gente.

*João Filho/Intercept Brasil


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Cedae abortou saque de R$ 44 milhões no Master; diretor se reuniu com Vorcaro após colapso

Funcionários da Cedae ligados ao ex-governador Cláudio Castro abortaram o resgate de R$ 44 milhões investidos no Banco Master em maio de 2025, quando notícias sobre a situação crítica do conglomerado de Daniel Vorcaro ganharam corpo. Após o colapso da instituição financeira, um diretor indicado por Castro ainda teve um encontro presencial com o banqueiro, mostra investigação interna da estatal a que o ICL Notícias teve acesso.

Antonio Carlos dos Santos, indicado por Castro para a Diretoria Financeira e de Relações com Investidores (DFI) da Cedae, vinha ignorando alertas de colegiados internos da estatal para reduzir o valor investido no Master, que passava de R$ 200 milhões, desde julho de 2024. Antes de assumir o cargo na estatal, em novembro de 2022, ele havia ocupado o cargo estratégico de assessor-chefe do gabinete de Castro, entre junho e setembro de 2022.

Em 28 de maio de 2025, o gerente financeiro da empresa Rodrigo Borges Mendes, chegou a expedir uma ordem ao Banco Master para o resgate imediato de R$ 44.779.327,32. A determinação foi cancelada 1 hora e meia depois por ordem de Mauro Luis Rodrigues Marques, assessor direto de Santos na DFI. O relatório da Comissão de Ética da Cedae afirma que não foi identificada até hoje “justificativa formal registrada nos autos para a reversão da operação”.

“O Gerente Rodrigo Borges assumiu em entrevista que cancelou um resgate de R$ 44 milhões do Banco Master cumprindo ordens do assessor Mauro sem saber o motivo”, destaca a investigação.

A Cedae só iniciaria os trâmites para de fato recuperar o direito investido em setembro de 2025, após o Banco Central (BC) negar a compra do banco de Vorcaro pelo BRB.

Mesmo diante da iminente quebra do banco, Santos –apoiado pelo então presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, outra indicação direta do núcleo duro do governo Castro– aceitou que a devolução do dinheiro da Cedae fosse feita pelo Master em prestações mensais de R$ 20 milhões – o que faria com que a estatal demorasse cerca de 1 ano para recuperar tudo que tinha investido.

O derretimento do Master veio depois do acordo de parcelamento, em outubro de 2025: o rating do banco despencou para CC na classificação da Fitch, o que representa, na prática, risco iminente de calote. O saldo que a Cedae ainda tinha a receber era de R$ 220.486.968,53.

O Master não pagou os valores prometidos em outubro e novembro. Ainda assim, Antonio Carlos dos Santos tentou negociar. Ele se reuniu diretamente com Daniel Vorcaro em 10 de novembro. Mesmo diante do colapso do banco, o objetivo não era pressionar o banqueiro a devolver imediatamente o dinheiro da Cedae. Segundo o relatório da Comissão de Ética, Santos queria “tentar alterar o contrato e exigir a ‘vinculação de garantias reais’”.

Contudo, “as garantias reais não chegaram a ser consolidadas a tempo”, destaca o documento.

Investimento após jantar de Castro com Vorcaro
Como o ICL Notícias revelou neste sábado (30), Santos iniciou informalmente as tratativas para o investimento de R$ 200 milhões no Banco Master em maio de 2023, uma semana após o governador Cláudio Castro ter um jantar de R$ 60 mil pago por Daniel Vorcaro em Nova York.

O jantar de luxo de Castro com o banqueiro ocorreu no dia 11 de maio de 2023, quando ambos participavam de eventos nos Estados Unidos.

TSE marca para 2 de junho julgamento de recurso de Claudio Castro –  CartaCapital

Seis dias depois, em 17 de maio de 2023, Santos e seus assessores diretos receberam um representante do Banco Master na sede da Cedae, no Centro do Rio de Janeiro, para uma reunião. O encontro marcou o início da negociação para o aporte no conglomerado de Vorcaro, mesmo contrariando as regras internas da companhia naquele momento.

Ao mesmo tempo que mantinha encontros com a cúpula do Master, Santos iniciou uma revisão.

*Igor Mello/ICL


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O PCC que atormenta Trump, é o Partido Comunista Chinês

Os Estados Unidos são, disparado, o país que mais consome e comercializa drogas no mundo. Ou seja, o maior consumo absoluto e financeiro está justamente lá.

O país, presidido por Donald Trump, é o principal destino financeiro do narcotráfico global. Conforme dados compilados pelo Escritório das Nações Unidas sobre drogas e crime organizado, os EUA enfrentam uma grave crise de saúde pública.

O consumo de fentanil e outros sintéticos gera um mercado de bilhões de dólares e altos índices de overdose.

Os EUA são, historicamente, considerados o maior mercado consumidor de drogas ilícitas no mundo em valores econômicos e volume absluto. O país também lidera o comércio financeiro do narcotráfico pelo alto poder aquisitivo da população e pela forte demanda por opióides sintéticos, como fentanil e cocaína.

O cenário global do tráfico e consumo divide-se de forma específica entre consumo proporcional e comercialização e os EUA são o líder de todos esses quesitos.

Por isso, terceirizam a produção para o México e Colômbia e pulverizam a distribuição das drogas por todo o território norte-americano debaixo das barbas da CIA, do FBI, etc.

Se os EUA não conseguem resolver esse gigantesco comércio e consumo dentro do próprio território, como quer resolver essa questão em país alheio?

Aliás, essa é a principal crítica feita por especialistas em segurança pública e relações internacionais à política externa dos EUA.

É de fato uma estrondosa contradição entre suas ações internas e externas.

A tal guerra às drogas, que os americanos fantasiam, é uma balela estratégica para se meter em outros países, impondo sanções econômicas e classificando grupos estrangeiros como terroristas, como faz agora com o Brasil.

Na verdade, no caso brasileiro, além do olho gordo de Trump nas terras raras, na Amazônia, no petróleo e até mesmo na água, a China, a maior parceira comercial do Brasil, tendo o nosso país como principal destino de seus investimentos, que chegam a 10%, é o grande calcanhar de Aquiles dos EUA.

Pouco ou nada adianta Trump ficar nesse cerca frango para impedir a China de continuar a tratorar a economia americana, porque não tem capacidade nenhuma de disputar o mercado global com ela.

Os problemas são muitos e se acumulam e detonam o próprio mandato de Trump, que hoje vê a inflação americana crescer, a economia estagnar e, logicamente, sua rejeição explodir, tendo apenas 32% de aprovação.

Para os americanos, o demônio é muito mais feio que o próprio pinta.

Mas a coisa não para por aí, para Trump seguir tentando ficar de pé com o populismo que lhe é peculiar, sua situação política fica cada vez pior, sobretudo com o fracasso da política de tarifas, que não aterou em nada positivamente os números da economia americana, somado à humilhante derrota da bradada super potência para o Irã, tendo que sair do país persa com o rabo entre as pernas.

E se não pode militarmente com o Irã, que fará com a China.

Que fique claro que o problema de Trump não é o PCC brasileiro (Primeiro Comando da Capital), mas sim, o PCC chinês (Partido Comunista Chinês), que avança de forma cada vez mais acelerada em Inteligência Artificial, transição energética, semicondutores e domínio do mercado global de veículos elétricos, pressionando a liderança tecnológica de Washington.

Ou seja, não tem nada de Flavio, comparsa de narcomilicianos e outros bichos soltos com relações pesadas com o PCC nativo e com o Comando Vermelho.


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PoderData: Aprovação de Lula salta 13 pontos em dois meses

O levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (29) mostra que a aprovação do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu 13 pontos percentuais em dois meses e chegou a 44%. No mesmo período, a desaprovação caiu de 61% para 49%, enquanto 7% dos entrevistados disseram não saber responder.

Os números divulgados no Poder 360 indicam uma melhora na percepção sobre o presidente em meio à corrida eleitoral de 2026. A avaliação sobre o governo em geral aparece em patamar semelhante: 44% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão petista, enquanto 50% dizem desaprová-la. Outros 6% não souberam opinar.

Na avaliação do trabalho de Lula, 36% consideram o desempenho “ótimo” ou “bom”. Outros 16% avaliam como “regular”, e 46% classificam como “ruim” ou “péssimo”. O índice positivo reforça a recuperação registrada pelo presidente desde a última rodada da pesquisa.

O levantamento foi realizado pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. A divulgação tem parceria com o Aya Bancah, plataforma digital que reúne jornais e revistas nacionais e internacionais.

Os dados foram coletados entre 25 e 28 de maio de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Ao todo, foram realizadas 2.400 entrevistas em 651 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. DCM.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04882/2026. Segundo a metodologia do PoderData/Aya, as entrevistas são distribuídas proporcionalmente conforme sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica dos entrevistados.

Para chegar ao total de 2.400 entrevistas, o instituto afirma fazer dezenas de milhares de telefonemas. Em alguns levantamentos, o número de ligações supera 100 mil até que sejam encontrados entrevistados capazes de representar de forma fiel o conjunto da população.


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Lula valoriza saberes ancestrais e autoriza 1ª universidade indígena

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas

Ao sancionar a lei que cria a primeira universidade indígena do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou uma luta de 30 anos do movimento indígena para que seus saberes ancestrais sejam reconhecidos.

“Não podemos prescindir do conhecimento milenar que os povos indígenas acumularam ao longo de tanto tempo neste país e no mundo”, disse o presidente durante o ato de sanção da lei nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto.

Lula diz que a Universidade Federal Indígena (Unind), que funcionará no campus do Distrito Federal, também é uma forma de garantir direitos a todos.

“O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam”, afirma o presidente.

Leia também: Lula cria as universidades federais Indígena e do Esporte

Lula ressaltou que a Unind servirá para ensinar o mundo a conviver com a diversidade e combater a segregação histórica dos povos originários.

O Ministério dos Povos indígenas considera que o ato marca um momento histórico de reparação e o nascimento de uma ponte educacional entre mundos que foram mantidos separados por mais de cinco séculos.

O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, classificou a sanção como o ápice de uma trajetória de resistência, definindo a Unind como um “grande legado deixado por Lula na história brasileira”.

Para o ministro, cuja trajetória acadêmica é fruto das políticas de ação afirmativa e bolsista do Prouni, a universidade materializa a transição da aldeia para a universidade, algo que ele mesmo percorreu há 20 anos.

Terena ressaltou que a instituição é a realização de um sonho estratégico das lideranças ancestrais que decidiram “doutorar seus filhos, ocupando as universidades, e assim travar a luta por direitos”.

“A nova Universidade Federal, embora seja uma instituição de origem ocidental, será agora aldeada por nós indígenas, servindo como o espaço primordial para a defesa de direitos e o aperfeiçoamento constante das políticas públicas voltadas aos territórios”, afirma o ministro.

Unind

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas, nos primeiros quatro anos de implantação.

De acordo com o Vermelho, os cursos de graduação e de pós-graduação a serem ofertados na universidade serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas.

A ênfase será em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e demais áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, a atuação profissional nos territórios e a inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho.


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Vídeo: Paraguai manda retirar painéis após montagem com Bolsonaro causar confusão

Telões mostravam Bolsonaro agredindo o jogador Gustavo Gómez em meio a provocações contra o Paraguai

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou, na noite desta sexta-feira (29), que ordenou a retirada de painéis de LED em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, após a exibição de uma montagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de provocações políticas e futebolísticas que provocou confusão.

As imagens incluíam uma cena em que Bolsonaro aparece agredindo o jogador Gustavo Gómez, convocado pela seleção paraguaia para a Copa do Mundo, com a frase “Paraguai derrotado”. O conteúdo foi exibido em pelo menos três painéis eletrônicos da cidade. Moradores destruíram um dos telões.

A montagem dizia que o “Brasil mandou e desmandou no campo e na política”. A imagem era acompanhada da imagem de Bolsonaro sentado nas costas do jogador, puxando-o pelos cabelos. No canto inferior da montagem, havia a provocação “o Hexa é nosso”.

Nas redes sociais, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, lamentou o episódio e anunciou a retirada de todos os painéis na cidade. “Ordenei ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações a remoção de todas essas estruturas, bem como de quaisquer outras instalações não autorizadas que ocupem espaços públicos, dentro do âmbito das competências legais que a instituição vem exercendo em diversas partes do país”, publicou.

Empresas afimam que painéis foram alvo de invasão hacker
As empresas responsáveis pelos espaços publicitários, Fast Print e Publimix, afirmaram que os sistemas foram alvo de invasão hacker. As empresas afirmaram que o conteúdo foi divulgado por meio de “manipulação não autorizada” das telas publicitárias.

“As informações preliminares apontam para atos ilícitos de invasão hacker da estrutura publicitária”, informaram. As empresas disseram ainda que uma denúncia criminal está sendo formalizada junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.

As imagens também foram exibidas em um outdoor ligado à loja New Zone, que informou que não teve participação na divulgação do conteúdo e que solicitou esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens.

O Departamento de Segurança Turística do Paraguai afirmou que equipes policiais acompanharam a confusão para evitar confrontos e preservar a segurança no local.

A prefeitura de Cidade do Leste afirmou que abriu uma investigação administrativa para apurar o caso e identificar os responsáveis pela divulgação das imagens. A administração municipal repudiou os anúncios e informou que irá analisar possíveis sanções e multas contra as empresas responsáveis pelas estruturas publicitárias.

*ICL


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O preço de Flávio 2026: Como os novos escândalos do senador assombram a direita

De repasses aos mandantes do caso Marielle a esquemas bilionários de sonegação, a avalanche de denúncias cria um oceano de lama que ameaça afundar o projeto nacional do clã.

“O Ministério Público tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente”, disse Fabrício Queiroz em um áudio de 2019, quando ele e Flávio Bolsonaro eram investigados por lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. Mal sabia que essa seria a menor das “picas” a serem enfrentadas por Flávio Bolsonaro no decorrer da sua carreira política.

Sete anos depois, o senador é pré-candidato à presidência e está enfrentando uma série de graves acusações. Além das negociações milionárias suspeitíssimas com o maior ladrão do Brasil, Flávio terá que passar o ano eleitoral explicando os escândalos de corrupção em que está envolvido. Não estamos falando de um caso ou outro, mas de muitos. A relação obscura com Vorcaro é só uma gota no oceano de lama no qual o senador está atolado.

Flávio terá que explicar por que enviou uma emenda parlamentar de R$199 mil para uma ONG suspeita de integrar um esquema de desvio de verbas públicas, comandado pelos irmãos Brazão — os mandantes do assassinato de Marielle Franco. Segundo a Polícia Federal, o envio foi intermediado por um policial militar conhecido como “Peixe”, que também foi condenado pelo assassinato da vereadora. O senador terá que esclarecer os motivos que o levaram a manter negócios com a quadrilha que matou a vereadora do PSOL.

Operação ‘Sem Refino’
Há um outro caso que está prestes a explodir no colo de Flávio. A operação “Sem Refino” da Polícia Federal investiga um esquema bilionário de sonegação envolvendo a Refit, uma empresa do setor de combustíveis.

As investigações estão chegando cada vez mais perto de Flávio Bolsonaro, que viu seu aliado Cláudio Castro ser alvo de busca e apreensão na semana passada. O caso tem grande potencial para arrastar Flávio para o olho do furacão. Um relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal destaca que a “a leniência e a criação de um ambiente propício para a propagação da atividade espúria desenvolvida pela organização criminosa (…) retratam o amálgama do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, a começar pelo então chefe do Poder Executivo”.

Não é possível falar em “agentes públicos influentes na política fluminense” sem falar na família Bolsonaro, especialmente Flávio. Até os paralelepípedos da Rua do Ouvidor conhecem a influência do senador na política fluminense. Um esquema dessa grandiosidade, considerado o maior caso de sonegação do país, dificilmente seria ignorado pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro. Ainda mais um caso envolvendo dois parças tão próximos como Cláudio Castro, do PL do Rio de Janeiro, e o senador Ciro Nogueira, do Progressistas do Piauí, a quem foi entregue a “alma do governo” Bolsonaro. Aliados mais próximos a Flávio sabem disso e estão desesperados com a possibilidade real do caso respingar nele.

Ninguém confia no Flávio
Flávio Bolsonaro é um mentiroso contumaz, como ficou evidente depois das reportagens do Intercept. Não que isso seja novidade, mas descobrimos que ele mente até mesmo para seus aliados. No início da pré-campanha, os dirigentes do PL questionaram o senador sobre suas relações com Vorcaro. Ele negou. Meses depois, Flávio mudou a história, mas continuou mentindo. Disse que foi procurado pelo banqueiro, mas recusou o encontro. Hoje, sabe-se que ele não só o encontrou como pediu milhões para financiar o filme panfletário sobre seu pai. Ninguém confia em Flávio, nem mesmo os seus companheiros.

‘No fim das contas, a reunião com Trump é só um ato de desespero’.
O desespero para encontrar uma narrativa que salve o candidato é grande. Cavaram até um encontro com Trump nos EUA para tentar virar o jogo no noticiário. É uma tentativa de mostrar credibilidade junto ao presidente americano, já que aqui no Brasil nem a confiança de Valdemar da Costa Neto ele tem mais.

As chances do encontro ser um mico são grandes. Primeiro porque o presidente americano já não é mais visto como um bom cabo eleitoral. Uma fotinho ao lado dele não rende votos, apenas serve para deixar sua base eleitoral excitada. Segundo porque a imprevisibilidade de Trump pode até melar o encontro, ainda mais em meio a uma guerra. Viajar até os EUA e voltar sem o encontro seria vergonhoso e aumentaria as manchetes negativas. No fim das contas, a reunião com Trump é só um ato de desespero.

O plano secreto para levar Jair Bolsonaro na mansão de Vorcaro
São muitos os esqueletos no armário de Flávio mas, pelo menos por enquanto, nada indica que ele desistirá da candidatura. Em condições normais de pressão e temperatura, um candidato que não inspira confiança já teria sido rifado pelos aliados. Ocorre que toda a direita brasileira está sequestrada pelos Bolsonaros.

Afinal de contas, quem tem votos é a família e, para ela, não interessa vencer a eleição sem um parente à frente da candidatura. É melhor perder e manter a família com o controle político da direita do que ganhar e entregar todo o capital eleitoral de bandeja para alguém de fora do clã.

A direita hoje está refém de uma família cujo patriarca está preso, um dos filhos está foragido e o mais velho está escalado para a disputa presidencial mesmo atolado por escândalos de corrupção. Outros candidatos de direita, como Zema e Caiado, até tentam se diferenciar, mas não podem romper de uma vez com o bolsonarismo. Seria um suicídio eleitoral. Além disso, seria incoerente largar o osso depois de terem sido cúmplices dos maiores absurdos protagonizados pelo clã Bolsonaro, desde a roubalheira generalizada até a tentativa de golpe de estado. Vejam só onde a direita brasileira foi amarrar seu burro. Agora é tarde demais. Vão ter que segurar essa pica do tamanho de 10 cometas até o final da eleição.

*João Filho/Intercept Brasil


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Vídeo: Lula diz que clã Bolsonaro ‘não tem vergonha de trair a própria pátria’

Lula criticou integrantes da família Bolsonaro após os EUA classificarem PCC e CV como terroristas e chamou a articulação de “traição à pátria”

Em discurso durante evento da Petrobras em Sergipe nesta sexta-feira (29), o presidente Lula (PT) criticou integrantes da família Bolsonaro após os Estados Unidos anunciarem a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O petista afirmou que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro incentivam interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil e classificou a articulação como “traição à pátria”.

“Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, afirmou Lula. O presidente também disse já ter tratado do combate ao crime organizado diretamente com Donald Trump em uma reunião anterior. “Eu tive três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para ele. Um deles era o combate ao crime organizado”, declarou.

Lula também fez referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que integrantes da família Bolsonaro atuam nos Estados Unidos em busca de pressão internacional sobre o Brasil. “Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente provocou aliados bolsonaristas que, segundo ele, estão se escondendo da Justiça brasileira nos Estados Unidos.

“Quer combater o crime organizado? Que entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, disse Lula, ao mencionar condenados como o ex-deputado federal do PL Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, da Refit.

Em nota, o Palácio do Planalto reforçou o tom das críticas e classificou como “deplorável” a viagem de integrantes da família Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, afirmou o governo.

O Planalto também alertou para possíveis impactos da medida anunciada pelos EUA no combate ao crime organizado e em setores estratégicos da economia brasileira. Segundo o governo, a classificação unilateral de facções como terroristas pode prejudicar o compartilhamento de informações entre forças de segurança e afetar o sistema financeiro nacional.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz a nota.

Os Estados Unidos vêm investigando o Pix sob alegações de possível “concorrência desleal”, em um movimento visto pelo governo brasileiro como uma pressão de interesses financeiros internacionais.

Apesar das críticas, o governo reconheceu, no comunicado, a gravidade da atuação do PCC, do CV e de outras organizações criminosas no território nacional. O Planalto afirmou que as facções “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”, mas argumentou que há diferença entre a violência praticada pelo crime organizado para obtenção de lucro e o terrorismo internacional motivado por razões políticas, religiosas ou ideológicas.

“Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, concluiu o governo.

*ICL

Veja:


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Brasil é quem define como combate e classifica o crime, diz Planalto

Governo critica família Bolsonaro por buscar “intervenção estrangeira”

O governo afirmou, nesta sexta-feira (29), que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. O Palácio do Planalto afirmou também, em nota, que a família Bolsonaro tem buscado uma intervenção estrangeira no Brasil.

“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto.

O posicionamento é uma resposta à decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificarem organizações narcotraficantes como terroristas. Para especialistas, a decisão pode servir como pretexto para intervenção no país.

Para o Planalto, a medida dos EUA pode prejudicar o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro, além de sistemas inovadores como o Pix.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado.

Os EUA têm investigado o Pix do Brasil por suposta “concorrência desleal”. O mecanismo prejudica comercialmente empresas financeiras dos EUA.

Família Bolsonaro
Para o governo brasileiro, a família Bolsonaro tem buscado provocar o governo de Donald Trump para que intervenha no país.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, acrescenta o comunicado.

O pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou com o presidente Donald Trump, nesta semana, tendo pedido ao chefe da Casa Branca para classificar grupos narcotraficantes no Brasil como terroristas.

Ainda segundo o Planalto, “traidores” tentam manipulada politicamente o debate sobre o tema.

“A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, disse o Palácio do Planalto.

Terrorismo
O governo ainda reconheceu, no comunicado, que o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”.

Porém, argumenta que não se pode misturar esse terror, usado para obter lucro, com o terrorismo internacional com motivações políticas, religiosas ou ideológicas.

“Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, diz o governo.

*Agência Brasil


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