Jamais se esqueçam que Michelle era a primeira-dama da rachadinha do clã.
Até hoje, nada disse dos depósitos de Queiroz em sua conta.
Não me venham falar que ela não sabe medir as consequências de sua fala. Por isso mesmo ela está esperando sua expulsão do PL, como querem muitos do partido larápio de Bolsonaro por alta traição à pátria da milícia.
Michelle sabe exatamente por que testemunhou, in loco, o próprio esquema da cúpula bolsonarista para chegar ao poder, e dele, formar uma verdadeira comissão de caça ao tesouro, assim foi feito.
A santa está amarrada nessa história até a medula e será arrastada até o buraco que o clã que, nem com oferta na bacia das almas, terá espaço para qualquer voo solo.
Na verdade, o que Michelle está deixando claro é que o bolsonarismo já deu o que tinha que dar e o próprio Bolsonaro está, assim como Michel Temer, com valor de mercado negativo.
Sem poder e, consequentemente, sem aquela montanha de dinheiro que esquematizou com uma falange de oportunistas, nunca antes vista na história do Brasil, o “mito” volta à condição de aspirante de baixo clero.
É o que está escancarado no sincericídio da ex-primeira-dama para provocar uma crise que, praticamente, degola a candidatura à presidência do seu enteado.
É uma crise familiar? Sim, afinal ela é casada com o líder máximo da facção terrorista chamada clã Bolsonaro, mas isso não é causa, é consequência de uma realidade estabelecida com o debacle de Flavio nas pesquisas que, na verdade, coloca Lula a 1,2% de vencer a eleição já no primeiro turno, isso antes da mais recente crise michellina.
Na verdade, segundo O Globo, Bolsonaro sabia que Michelle daria essa declaração pública.
Trocando em miúdos, Michelle não está pulando fora do barco por conta do furdunço armado por ela no Ceará contra Ciro Gomes, aliadão de Flavio, a quem ele de fato chamou de corrupto. Mas Moro não fez o mesmo, não saiu do governo Bolsonaro atirando, dizendo que são todos corruptos?
Por que Michelle não se indignou com a recente aliança de Flavio com o juiz vigarista?
Na realidade, a esperta só está vendo os últimos suspiros do moribundo bolsonarismo, criado e sustentado por um número incontável de mentiras, inclusive, sobre sua suposta força, que já havia sido desmascarada com a derrota de Bolsonaro para Lula, mesmo comprando mais de uma dezena de milhões de votos.
Só para refrescar a memória do que está acontecendo e mostrar que não tem santo nesse pardieiro. Mauro Cid, em troca de mensagens com Fabio Wejngarten, disse que “Michelle tem um passado podre”.
Em delação premiada, o mesmo Mauro Cid disse que Michelle e Eduardo Bolsonaro comandavam o núcleo mais duro da tentativa de golpe.
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