Flavio está naquela situação típica de um político pangaré, se fala, cai; se não fala, cai também.
O que se sabe até então de Flavio Bolsonaro, é que ele gosta muito de dinheiro, não é exatamente apegado a poder, mas ao que o poder pode lhe render de maneira nua e crua.
Esse é o ponto, esse é o legado do primogênito de Jair Bolsonaro. Claro que hoje ele vive um pesadelo sem intervalo diante do que havia sonhado, enriquecer às custas do que podia brotar de dinheiro quando esteve, junto com o pai, com o poder nas mãos.
Seu paladar é aguçado para grandes fortunas, sem qualquer sentimento que beire algo minimamente moral. Foi nesse ponto que Flavio também forjou seu cinismo despudorado. Isso nada tem a ver com o jeito rude do não menos corrupto de Jair Bolsonaro. E é justamente nesse ponto que Bolsonaro se transformou numa lenda para os piores reacionários do país, gente rancorosa que simplesmente não sorri, não debate, briga, ofende, calunia, utiliza as formas mais vis de relação com outras pessoas.
E não se engane, há uma legião desses zumbis vagando por aí prontos para vomitar fel contra quem eles julgam ser inimigo pessoal do seu universo mental microscópico.
Pois bem, Flavio não empolga essa gente ao bancar um conservador sabor Bolsonaro. Seu objetivo é direto e reto em busca de fortunas fáceis, de acumulação, tudo à vista pago com dinheiro vivo para não deixar rastro.
Não importa se, para isso, tenha que colocar medalha no peito de assassino, como fez com Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes, a maior honraria fluminense.
Só que ele não empolga nada, ninguém, Não tem carisma. Suas falas são puro improviso de quem não tem intresse em outra coisa que não seja dinheiro, mesmo nessa luta da família para reconquistar o poder, Flavio é insosso, se comparado, por exemplo, ao cachorro louco, Eduardo, tão ou mais corrupto que o irmão, mas com ódio visceral contra a esquerda.
Flavio prefere ser um corrupto boa praça que não bate de frente e que aceitta, sem constrangimento, a sugestão de Paulo Figueiro, neto de um ditador, para criar um teatrinho em defesa das mulheres “desautorizando” o gnomo de jardim.
Por isso tudo caminha para o fracasso eleitoral, até porque, de forma objetiva, o néctar do poder, mesmo que seja na liderança do poder de direita, é mais ambicionado pelo clã do que a própria cadeira presidencial.
O que essa gente, incluindo Flavio, não aceita sob qualquer hipótese, é dividir um quinhão qualquer de espaço para candidatos de direita, mesmo que essa falta de fusão realmente concatenada signifique a vitória de Lula, contanto que os Bolsonaro sigam sendo a voz dos piores, mais rudes e odiosos reacionários do Brasil.
Isso não ganha jogo.
Junte tudo isso ao escândalo do Master em que nenhum outro corrupto se mostrou tão afeito, integrado e complementado pelas pilantragens de Vorcaro como o próprio Flavio.
Para piorar, agora ainda tem que enfrentar o esculacho da madrasta que sugere que, além de outros bacanais, o sujeito foi useiro e vezeiro das orgias promovidas a peso de ouro por Daniel Vorcaro com modelos europais, importadas para alegrar os marmanjos que comeram na mão do banqueiro pilantra, com capacete, com tudo.
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