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Bolsonaro será expulso das Forças Armadas hoje

Segundo a CNN, o Ministério Público Militar expulsará Bolsonaro das Forças Armadas. Não é somente perderá a patente de militar, generais, Auguso Heleno, Braga Netto, Paulo Sergio Nogueira e o Almirante Almir Garnier, envolvidos na tentativa de golpe, também perderão. Ou seja, nesta terça-feira 3, as cabeça de Bolsonaro e dos demais estarão a prêmio.

Para quem usa a tática de mandar seus cães de guarda pararem de atacar o STF, em busca de uma prisão domiciliar, essa notícia, que dá como certa a desonrosa expulsão de Bolsonaro do Exército, junto com os demais golpistas militars, cai como uma bomba na cabeça de quem quer cometer crime e manter suas regalias.

Na verdade, esta será a segunda expulsão de Bolsonaro nas Forças Armadas, a primeira, que ocorreu há três décadas, foi docilizada e, mesmo sendo informalmente expulso, manteve seus privilégios como militar, recebendo vencimentos, enquanto iniciava sua carreira política, que termina de forma melancólca numa frustrada tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

O nome disso é sarjeta, sobretudo para qum roncou força militar que não tinha, para seus súditos fanáticos que o viam como um super herói indestrutível imantado pela farda do Exército.

Isso, para o bolsonarismo significa pesa substancial de peso na imagem forjada por Bolsonaro em que aparecia, de forma recorrente, pedindo endurecimento de pena e até de morte para quem cometesse crime.

Na prática, todas essas perdas juntas colocam a figura do “mito” de ponta-cabeça pela fragilidade institucional que amargará após expulsão do Exército, somada à condenação por tentativa de golpe que, certamente, será inflada pela condenação por corrupção inapelável no caso do roubo das joias que jorram provas que abre um céu de esperança para o restante da sociedade de 2que ele será punido por um longo histórico de corrupção envolvendo formação de quadrilha e peculato.

Com certeza, outros tantos crimes serão parte de uma fieira incontável na sua rede de corrupção, inlusive familiar.

A grande ironia é lembrar que, quando presidente da República, Bolsonaro dirigia-se às Forças Armadas como se fossem particularmente suas.

Grande e abençoado dia!


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Não saiu como Bolsonaro queria e nomeia os três comandantes da antiguidade das Forças Armadas

Solução de consenso mistura nomes próximos e criticados do bolsonarismo nas Forças Armadas.

Buscando evitar uma escalada na pior crise militar desde 1977, o presidente Jair Bolsonaro escolheu para o comando das Forças Armadas oficiais-generais com perfis complementares, respeitando critérios de antiguidade caros aos militares.

Ainda sofrendo os abalos secundários do terremoto que derrubou a cúpula militar brasileira em dois dias, Bolsonaro foi salomônico.

Indicou um criticado pelo Planalto para chefiar o Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Para a Marinha, o almirante Almir Garnier, próximo da gestão anterior na Defesa mas visto como bolsonarista moderado. Na Força Aérea, o brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr., próximo do bolsonarismo.

O movimento, coordenado pelo novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, foi o de buscar apaziguar as tensões depois da traumática intervenção do governo no meio militar.

Bolsonaro demitiu sumariamente o general Fernando Azevedo da Defesa porque não via o apoio a ideias intervencionistas e até golpistas que gostaria entre os fardados da ativa —no governo, há ministro de sobra oriundo das Forças.

A decisão pela renúncia coletiva inédita dos três comandantes, atravessada com um “eu sou o chefe aqui” seguido de ordem de demissão por Braga Netto, deixará marcas por muito tempo nas complexas relações civil-militares no governo do capitão reformado que saiu enxotado do Exército para entrar na política em 1988.

Isso dito, até por iniciativa das cúpulas, os Alto-Comandos do Exército e da Força Aérea e o Almirantado, houve uma busca por consenso em torno dos nomes dos novos chefes militares. Aí entra a questão da antiguidade, muito prezada no setor.

No Exército, principal Força com 220 mil dos 380 mil militares do país, o cargo ficou o Paulo Sérgio, chefe do Departamento-Geral de Pessoal, responsável também pela saúde na corporação.

Uma entrevista concedida por ele no domingo ao jornal Correio Braziliense, na qual louvava o trabalho do Exército em manter a Covid-19 sob controle relativo em seu efetivo, gerou críticas duras no Palácio do Planalto.

Bolsonaro o criticou por dizer que o Exército se preparava para uma terceira onda da Covid-19 —tema sensível, dado que boa parte da tragédia da pandemia é debitada da gestão de outro general, Eduardo Pazuello, que deixou a Saúde. Paulo Sérgio é um nome próximo do comandante que sai, Edson Leal Pujol.

Com a ida nesta quarta (31) de Décio Schons (Departamento de Ciência e Tecnologia), o decano do Alto-Comando, e de César Augusto Nardi de Souza (Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa), Paulo Sérgio ficou como o terceiro mais longevo do colegiado.

O primeiro passa a ser José Luiz Freitas (Operações Terrestres), que vai à reserva em agosto, e Marco Antonio Amaro dos Santos (Estado-Maior), o número 2 da Força que tem resistências no Planalto por ter trabalhado na Casa Militar de Dilma Rousseff (PT).

A escolha entre os três mais experientes é usual. Eduardo Villas Bôas era o terceiro mais antigo quando virou comandante em 2014.

Com isso, ficou de fora Marco Antônio Freire Gomes (Comando Militar do Nordeste), que era o sexto na fila e o preferido pelo Planalto para ser o novo comandante.

A sugestão, atípica para a Força, incomodou os membros do Alto-Comando. De resto, o colegiado, com seus 15 generais da ativa e o comandante, está com fileiras cerradas nesta crise. A ideia de resistir a qualquer politização vinda do Planalto segue em pé por ora.

*Com informações da Folha

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