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Política

Não existiria Banco Master se não tivesse existido governo Bolsonaro

Banco Central, na gestão Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, aprovou a transferência definitiva do controle para Vorcaro.

O nome “Banco Master” foi criado e adotado durante o governo Bolsonaro, como parte da transformação liderada por Vorcaro. Sem essa aprovação do BC em 2019 e a expansão que veio em seguida, o banco não teria sido rebatizado e crescido com essa identidade.

Tirando esse monte de plha de milho espalhada pelo chão, na gtentativa de encobrir a nascente desse crime durante o governo Bolsonaro e a gestão de Campos Neto no Banco Centtral, daremos de cara com o que interessa, o princípio de tudo.

Vale abrir um parêntese para lembrar que não existiria o governo Bolsonaro sem a parceria café com leite entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, que transformou o Banco Master na central da picaretagem nacional.

O tráfego da grana toda que Vorcaro centrifugou com um plano pré-estabelecido, foi cem por cento desenvolvido e assinalado como tal, durante tal governo.

Dito isso, o verdadeiro significado do termo “irmão” , tantas vezes falado por Flavio a Vorcaro, está referendado por um sistema que nasce e se fortalece como filhos do mesmo pai, Jair Bolsonaro.

Não fosse isso, o Master não teria qualquer valor, pois a terra valiosa que virou o Banco Master, tem todas as nascentes fincadas durante o governo Bolsonaro para que uma caudalosa montanha de dinheiro circulasse no que, antes, era apenas uma campo de várzea.

Sem o aceite de Campos Neto, tal hegemonia jamais teria acontecido. Então, tudo teve começo na era Bolsonaro.

Isso explica, com  todas as letras, por que Flavio estava cobrando o restante do dinheiro, já que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões combinados, mais os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio diretamente em suas contas.

Na verdade, a montanha de recursos para o filme sobre Bolsonaro e para sua campanha, não passou de lavagem de dinheiro.

Não dá para esquecer que, nessa conta, também entra a mesada de R$ 300 a R$ 500 mil ao todo poderoso chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira.

Trocando em miúdos, quando Flavio fala em cobranca e não em patrocínio do filme, é claro que ele está se referindo ao que foi acordado com Bolsonaro e filhos para conseguir a liberação do Banco Central para o Bnaco Master. Isso está pra lá de escancarado e não comentado pela grande mídia.

Repetindo, o papo do filme é somente para justificar a lavagem de dinheiro, assim como a loja de chocolate, assim como o dinheiro da compra da mansão.


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Política

Marqueteiro de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 650 mil por campanha do Master de ataques ao BC

O publicitário Marcello Lopes (conhecido como Marcelão), escolhido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para coordenar a comunicação da sua pré-campanha presidencial, aparece citado como um dos estrategistas do chamado “Projeto DV” (referência a Daniel Vorcaro, do Banco Master).

Esse projeto envolvia uma campanha coordenada de ataques ao Banco Central (BC) e a servidores da instituição, investigada pela Polícia Federal no contexto das operações sobre o Banco Master.

A PF obteve documentos do plano que listam Marcelão entre os nomes da equipe.

Houve um Pix de R$ 650 mil feito em 13 de dezembro de 2025 (período de elaboração do projeto) por um dono de agência (citado como Miranda na reportagem) para a conta de Marcello Lopes.
jornaldebrasilia.com.br

Resposta de Marcelão: Ele nega participação no projeto de ataques ao BC. Afirma que o valor recebido refere-se a pagamentos atrasados por serviços e consultorias prestados anteriormente, sem relação com o “Projeto DV”.

Isso ocorre em meio ao escândalo do Banco Master (Operação Compliance Zero), que investiga Daniel Vorcaro, supostas fraudes, influência sobre o BC e doações/políticos. Flávio Bolsonaro não é investigado diretamente nesse caso específico do marqueteiro, mas o episódio gera desconforto para sua campanha, especialmente com o histórico de ligações do entorno bolsonarista com o banco (doações de aliados de Vorcaro em 2022, etc.).

A matéria da Folha traz comprovantes e documentos obtidos pela PF, tornando a informação consistente. É mais um capítulo que a oposição (principalmente PT) usa para tentar associar Flávio ao caso Master, enquanto o lado bolsonarista minimiza e cobra investigação ampla (incluindo CPI).

Segundo ele, não houve autorização para utilização de sua imagem no material. “O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, afirmou.


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Política

Se o Banco Central não tivesse sido privatizado por Bolsonaro, os juros não estariam na estratosfera

O tal Banco Central independente é uma grande piada, tanto que André Esteves do BTG Pactual batia no peito para dizer que todos os dias Campos Neto, enquanto presidente do BC, e Arthur Lira, enquanto presidente da Câmara, ligavam para ele para receber orientações e avaliações sobre suas escolhas, suas condutas.

A usurpação da taxa de juros, decidida pelo próprio sistema financeiro, produz o mesmo que toda empresa privatizada no Brasil, lucros exorbitantes para os acionistas e uma progressiva ruína da empresa para os brasilleiros.

Tanto isso é verdade que o colunismo de economia da grande mídia não quer saber de tevisitar uma empresa depois de privatizada para compará-la à antiga estatal, de tão díspar que é o resultado contra a sociedade brasileira.

Não há lero lero técnico possível que justifique esse estupro ao bolso dos brasileiros que necessitem de crédito ou que tenham que pagar seus boletos.

Não se pode jamais esquecer que o motivo real do golpe em Dilma Rousseff foi por ela ter a coragem de reduzir o spread bancário à menor taxa da história em busca da reindustrialização brasileira.

Lógico, isso impacta negativamente nas pesquisas de opinião, já que os impactos em cadeia na economia brasileira são evidentes, pois o Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo.

É fundamental que essa lógica mude radicalmente nos próximos seis meses da eleição presidencial, mesmo que, para isso, Lula tenha que reestatizar o Banco Central, privatizado por Bolsonaro, que gerou, entre outros absurdos como a taxa de juros, um caminho de ratos para Vorcaro e outros roedores deitassem e rolassem nessa marafunda financeira.


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Economia Política

Sem malabarismos, a maior oposição a Lula não é a dos Bolsonaro, mas do custo de vida a partir dos juros reais mais altos do mundo

Não adianta enfeitar o pavão, a imagem de Lula está atada naquilo que hoje é o maior presente de grego deixado por Temer e Bolsonaro, o custo de vida nas alturas, puxado pela agiotagem nacional com o suposto Banco Central independente, já que quem manda é o mercado.

A fatia da renda para pagar juros é a maior em 20 anos.

Certamente, tais disparates só vão piorar, Deus que me perdoe, numa gestão de Flavio ou Tarcísio. Mas a luta das famílias para se manterem diante do custo dos alimentos não é nada amável e, com certeza, o tom do guincho imposto pela taxa Selic é o grande pesadelo brasileiro.

É preciso entender os dois golpes dados em Dilma num piscar de olhos, quando ela enquadrou a agiotagem com o menor spread da história. Chacinaram seu governo e seguem abalando o terceiro mandato de Lula com o senquestro do Banco Central pela agiotagem nacional.

Essa é a pior forma de raptar uma gestão, porque temos que lembrar que, nos dois primeiros mandatos de Lula, o Banco Central não estava nas mãos dessa choldra de agiotas. Agora, o dinheiro está num preço profundamente imoral, desumano e isso, logicamente afeta os preços dos alimentos, do crédito e faz com que, por mais que Lula faça uma ótima gestão com avanços fundamentais, não alcance a glória merecida, do ponto de vista político.

Esse pesadelo continuará, caso nada seja feito até a eleição. O velho patriarcado rentista mostrou do que é capaz de fazer com o país, por mais generoso que um governo seja com a população, infelizmente, a vida como ela é no cotidiano dos brasileiros, é sim melhor do que nos períodos de Temer e Bolsonaro, mas a banana continua com o preço nas alturas, o torresmo, idem, a proteina animal está com preço trágico, nas estrelas.

Conclusão, a população está indiferente a todos os grandes avanços do Planalto na gestão Lula, demonstrando que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outr coisa. E todos os sacrifícios do governo para benefíciar o povo, não passam de uma arte de plumaria diante da caristia implacável que o assalta cotidianamente.

Para piorar, o governo, com a guerra contra o Irã, promovida pelos EUA e Israel, fica amarrado a um novelo difícil de se livrar, já que, como todos sabem, Bolsonaro fez o que fez contra a Petrobras e o cheiro de enxofre, mesmo depoiis de 4 anos de Bolsonaro longe do poder, segue praticamente inabalável.

Trocando em miúdos, o desequilíbrio da balança política está essencialmente na economia de vida no cotidiano dos brasileiros, isso precisa ser o foco central, sobretudo a feroz taxa Selic do Banco Central “independente”. Somente assim, Lula ganhará o terreno perdido, porque não há espaço para paralelismos que compense tal estupro que os agiotas impõem aos brasileiros.


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Política

Lula sobe tom contra Banco Central após corte da Selic de somente 0,25%

“Esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual (de 15% para 14,75% ao ano).

Lula disse que o Banco Central (BC) frustrou a expectativa do governo que esperava ao menos uma redução de 0,5 ponto percentual.

No comunicado, o BC alegou ambiente externo incerto, em “função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, para decidir por uma redução de 0,25.

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula.

Leia também: BC cita Oriente Médio e reduz juros a 14,75%; taxa segue no topo do mundo

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescenta.

No Congresso, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que o BC tem andado na contramão dos interesses e necessidades do povo brasileiro ao entregar centenas de bilhões de reais à agiotagem financeira por meio da extorsiva taxa de juros.

“A redução em 0,25% na taxa Selic, embora aponte para a necessária redução e seja o primeiro corte desde 2024, frustra quem trabalha e produz. É quase um placebo para uma indústria que necessita de um tratamento intensivo com antibióticos para retomar a pujança”, compara o deputado.

Na avaliação dele, é certo que a reindustrialização carece de um projeto nacional de desenvolvimento estruturado, com metas, planejamento e indução do Estado, algo que o governo Lula esboça com a Nova Indústria Brasil (NIB), segundo o Vermelho.

“Mas também é fato que a política monetária e um instrumento fundamental para o crescimento econômico, fomento a investimentos e para o próprio consumo e bem-estar das famílias”, observa.


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Política

A trama que une o Master, Campos Neto, a Faria Lima e a Globo

Do Banco Central ao Nubank, gestão do ex-presidente do BC abriu alas para o Master, propiciou doações milionárias ao bolsonarismo e agora conta com a blindagem da imprensa corporativa

O cenário político-financeiro brasileiro assiste, atônito, ao desenrolar de um dos enredos mais complexos de nossa história recente: o Caso Banco Master. No entanto, para além das cifras bilionárias, o que emerge é uma cronologia de proximidades perigosas, doações vultuosas e uma engenharia de proteção mediática que tenta, a todo custo, inverter a lógica dos fatos. Para compreender o escândalo, é preciso conectar os pontos de uma trajetória que começa nos gabinetes de Brasília e termina nas cadeiras de luxo de bancos digitais e grandes conglomerados de mídia.

A gênese: O Banco Central de Campos Neto
De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Jair Bolsonaro (PL) para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, o BC adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras. Foi nesse vácuo de “flexibilização” que o Banco Master (antigo Banco Máxima), sob o comando de Daniel Vorcaro, encontrou terreno fértil para sua expansão meteórica. Os registros oficiais são implacáveis: Daniel Vorcaro visitou o Banco Central presidido por Campos Neto pelo menos 24 vezes durante o período em que o Master se consolidava e recebia autorizações cruciais da autarquia. Essa frequência de reuniões entre um regulador e um ente regulado, em meio a um processo de formalização institucional, levanta questões éticas profundas sobre a impessoalidade da administração pública.

Dinheiro no tabuleiro eleitoral
Enquanto o Master ganhava musculatura sob a vigilância, ou benevolência, do BC, o braço político do grupo operava a todo vapor. Fabiano Zettel, o operador, sócio e cunhado de Vorcaro, não economizou no apoio aos aliados de Campos Neto. Nas eleições de 2022, Zettel injetou R$ 5 milhões nas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo R$ 3 milhões para o primeiro e R$ 2 milhões para o segundo. O investimento foi preciso. O Banco Master, que operava à margem do sistema mainstream, tornava-se um gigante em tempo recorde, enquanto seus principais entusiastas buscavam a manutenção do poder central.

A “porta giratória” e o Nubank
Com o fim do governo Bolsonaro, a trajetória de Campos Neto seguiu um caminho meticulosamente pavimentado. Ele assumiu o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. É aqui que a teia se expande. O Nubank recebeu autorização para operar como financeira nos momentos finais da gestão de Ilan Goldfajn no BC (antecessor de Campos Neto), consolidando-se como a “queridinha” do mercado. Coincidentemente, a Globo, através da Globo Ventures, tornou-se sócia minoritária do Nubank. O círculo se fecha: o ex-regulador agora é alto executivo de uma empresa que tem como sócio o maior conglomerado de comunicação do país.

Escândalo e a estratégia da distração
Quando o escândalo do Banco Master explode, envolvendo investigações sobre fraudes, venda de carteiras de crédito sem lastro, movimentações atípicas e o uso de fundos de pensão, a reação da imprensa corporativa foi, no mínimo, curiosa. Em vez de focar na relação promíscua entre o Master e a cúpula do BC da era Bolsonaro, ou no papel de Campos Neto enquanto facilitador institucional, assistimos a um fenômeno de “alucinose jornalística”. Veículos ligados à Globo e seus “co-irmãos” iniciam uma manobra de contorcionismo retórico aflitivo para tentar vincular o escândalo à esquerda e ao atual governo do presidente Lula (PT).

A verdade dos fatos, porém, é translúcida e derruba qualquer narrativa fantasiosa. As nomeações cruciais para o funcionamento do esquema foram feitas pela direita, assim como as doações milionárias foram direcionadas exclusivamente a candidatos desse espectro político e profundamente arraigados ao bolsonarismo-raiz. Houve reuniões constantes e documentadas entre o comando do Banco Central de Bolsonaro e os donos do Master, culminando na ocupação de cargos de alto escalão em bancos como o Nubank, que possui a própria Globo como sócia. Todos os nomes na agenda do celular de Vorcaro, apreendido e periciado, são de políticos da direita, assim como a totalidade das mensagens comprometedoras que vieram à tona até agora.

Não existe sequer um nome do atual governo ou de partidos progressistas envolvido formalmente no cerne das irregularidades investigadas. A tentativa de “esconder” Roberto Campos Neto e seu papel no fortalecimento desse ecossistema financeiro é uma nítida estratégia de proteção de ativos.

Ao culpar a esquerda por um esquema nascido, criado e totalmente operado nos gabinetes da gestão anterior, a imprensa corporativa não faz jornalismo; faz advocacia administrativa para seus próprios sócios. O Caso do Banco Master não é um mistério: é um retrato fiel de como o poder financeiro e o poder midiático se abraçam para proteger seus expoentes, enquanto tentam vender ao público uma versão distorcida da realidade.


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Política

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país

Ministro apoia atuação do BC e destaca impacto no Fundo Garantidor

O caso envolvendo o Banco Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do país, disse nesta terça-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o governo acompanha de perto a atuação do Banco Central (BC) e mantém diálogo permanente com a autoridade monetária desde a decretação da liquidação da instituição financeira.

“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, disse o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Haddad informou que tem conversado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e fez questão de manifestar apoio público ao trabalho conduzido pelo BC no caso.

“Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram”, afirmou Haddad, durante conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

“Eu já disse isso, é um trabalho muito robusto”, reforçou.

Haddad ressaltou que a condução do processo exige rigor técnico e transparência, diante da gravidade das suspeitas e do potencial impacto sobre o sistema financeiro nacional.

Articulação com o TCU
O ministro também revelou que tratou do assunto com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo ele, houve avanços na interlocução entre os órgãos de controle e o Banco Central.

De acordo com Haddad, a reunião realizada na segunda-feira (12) entre Galípolo, Vital do Rêgo e o relator da apuração no TCU, Jhonatan de Jesus, indicou uma convergência de entendimento sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master.

“Aparentemente, houve uma boa convergência em relação à leitura dos fatos e à importância da apuração”, disse Haddad.

Impacto sobre FGC
Ao comentar os desdobramentos do caso, o ministro destacou a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger depositantes em situações de quebra bancária. O ministro lembrou que o fundo é abastecido não apenas por bancos privados, mas também por instituições públicas.

“O FGC é composto por recursos de todo o sistema, inclusive de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”, afirmou.

Após a liquidação do Banco Master, o FGC deverá honrar depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as regras vigentes. O titular da Fazenda ressaltou que o episódio reforça a importância de mecanismos de proteção ao sistema financeiro e aos correntistas.

Para Haddad, a investigação completa do caso será fundamental para esclarecer responsabilidades e evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

*Agência Brasil


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Política

Influenciadores digitais relatam oferta de R$ 2 milhões para defender Vorcaro e atacar o Banco Central

Influenciadores digitais receberam até R$ 2 milhões cada um para defender nas redes sociais o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e lançar suspeitas sobre o processo de liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.

Influenciador não identificado recebeu R$ 2 milhões por 24 postagens. Segundo a reportagem de “O Globo”, esse influencer – cujo nome não foi revelado, mas teria mais de 1 milhão de seguidores – teria sido contratado para fazer oito conteúdos mensais, durante três meses. O contrato incluía uma cláusula de confidencialidade.

Pagamento teria sido feito por agência de comunicação. Ainda de acordo com o jornal, os valores teriam sido desembolsados pela Agência MiThi, pertencente a Thiago Miranda.

Polícia Federal investiga o caso, mas ainda não abriu inquérito. “Estamos em análise inicial das informações, para produzir uma Informação de Polícia Judiciária, que poderá levar à instauração de inquérito policial”, disse um porta-voz da PF ao UOL.

Outro influenciador recebeu R$ 250 mil, diz “O Globo”. Esse profissional, que também não foi identificado, teria menos de 500 mil seguidores. Seu contrato cobriria os mesmos 24 posts distribuídos por três meses.

Deputado paulista diz ter rejeitado oferta. De acordo com o Uol, deputado estadual Leo Siqueira (Novo) disse ao jornal que foi procurado com uma proposta semelhante, mas interrompeu os contatos ao perceber que o nome a ser defendido era o de Daniel Vorcaro. Siqueira é conhecido por fazer críticas frequentes ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


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Política

Ataque coordenado ao Banco Central

Influenciador de direita e vereador do Partido Liberal (PL) em Erechim (RS), Rony Gabriel afirmou nesta terça-feira (6) que foi abordado por uma empresa com proposta de gravar e divulgar conteúdos nas redes sociais em defesa do Banco Master e com ataques ao Banco Central (BC). A instituição financeira decretou a liquidação do Master no fim de 2025.

Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Rony relatou que a abordagem ocorreu no dia 20 de dezembro do ano passado. Ele conta que a empresa entrou em contato com seu assessor e se apresentou como responsável pelo “gerenciamento de reputação de um grande executivo”. O interlocutor também teria informado que estava contratando influenciadores para fortalecer a estratégia.

Ainda de acordo com o vereador, a proposta incluía o pagamento de uma “boa quantia em dinheiro”, que ele afirma ter recusado. Apesar disso, Rony disse acreditar que outros influenciadores aceitaram a oferta e foram contratados para participar da campanha.

O objetivo da ação, segundo Rony Gabriel, seria responsabilizar o Banco Central pela grave crise de liquidez enfrentada pelo Banco Master, além de passar a impressão de que não havia irregularidades na instituição comandada por Daniel Vorcaro. O influenciador também mencionou que o trabalho exigiria a assinatura de um contrato de confidencialidade. O documento, exibido no vídeo, previa uma multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento do acordo.

Além do vereador gaúcho, muitos outros influencers, com muitos seguidores nas redes sociais, receberam proposta semelhante: foram convocados a participar de um ataque coordenado para descredibilizar o Banco Central e defender o Master.

A denúncia foi publicada em primeira mão pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. “Reportagem do Metrópoles foi usada como exemplo de conteúdo que precisava ser difundido, sempre lançando dúvidas sobre a ação do Banco Central que levou à liquidação do Master”, escreveu Malu.

Também a Folha de S. Paulo tratou do assunto, em reportagem dos jornalistas Adriana Fernandes e Lucas Marchesini, mostrando que ao menos 46 perfis da internet fazem ataques ao BC e a investigadores do caso Master.

Um dos principais alvos é o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes. O setor dele recomendou o veto à compra do BRB pelo Master e deu informações importantes para o trabalho do Ministério Público Federal.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo e até seus familiares também são alvos da campanha, além do diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, banqueiros e associações do setor financeiro que se manifestaram em defesa da autoridade monetária por meio de uma série de notas de apoio à decisão técnica de liquidar o Master em novembro.

Pedindo preservação da autoridade técnica do BC para evitar “cenário gravoso de instabilidade”, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e outras entidades emitiram nota no dia 27 de dezembro sobre o estilo incomum dos ataques sofridos.

“A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”, dizia o texto.

Os ataques acontecem em meio a movimentos incomuns no Caso Master, tanto da parte do Supremo Tribunal Federal quanto do Tribunal de Contas da União.

No início de dezembro, o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, decretou sigilo máximo às investigações contra executivos do Banco Master dias depois de viajar em um jatinho particular para assistir a final da Libertadores da América, em Lima, ao lado do advogado Augusto Arruda Botelho, que representa um dos empresários do banco liquidado.

Pouco depois, o TCU entrou na história.

Como publicou a coluna de Amanda Miranda no ICL Notícias, a análise de documentos do BC que tratam da liquidação do Master pelo relator do TCU, ministro Jhonatan de Jesus, é considerada completamente inadequada.

Na avaliação de Luiz Henrique Cadermatori, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, esta é uma situação inédita na história da República. Ele explica que nunca aconteceu de uma espécie de órgão fiscalizador exercer controle sobre outro órgão fiscalizador, em poderes independentes.

Para o professor, o caso cria um conflito político: “Os membros do Tribunal de Contas são escolhas políticas movidas por critérios políticos. O técnico faz a avaliação, mas o ministro é quem decide, então é diferente do Banco Central, onde todos os cargos são eminentemente técnicos. Isso traduz uma certa situação incomum e questionável politicamente”.

Cadermatori reforça que a liquidação de bancos ou definição de critérios sobre sua atuação envolve decisões técnicas. Ele adverte que a repercussão do caso no TCU é moralmente e politicamente questionável, mas que juridicamente não há um impedimento prévio a esse tipo de situação.

Chama atenção o perfil do relator: nos tempos de deputado foi autor de emendas parlamentares que estão na mira do ministro Flávio Dino, parceiro de Arthur Lira e cria do Centrão, grupo que tem muitos políticos defensores do Master.

Não há dúvida: há vários motivos para críticas ao Banco Central. Em especial a manutenção da taxa Selic em patamar altíssimo e inexplicável. Mas a a atuação em relação ao Banco Master tem sido irretocável.

E é justamente quando o BC age de forma correta que surge esse ataque.

As cifras envolvidas e os personagens poderosos ligados ao Master certamente são os motivos dessa ofensiva inédita.

*ICL


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Economia

Ao contrário das expectativas do mercado, Prévia do PIB mostra crescimento de 3,5%

O índice IBC-Br do Banco Central (BC), considerado a “prévia do PIB” (Produto Interno Bruto), marcou quatro meses seguidos de aumento com os resultados consolidados de abril. A soma de todos os bens e serviços produzidos no país no mês teve aumento de 0,2% entre abril e março.

Os dados apresentam um sólido crescimento econômico no país. Comparado a abril de 2024, o crescimento é de 2,5%. Já o acumulado de 12 meses soma alta de 4%, enquanto o acumulado nos quatro primeiros meses de 2025 alcança um aumento de 3,5%.

Em abril, o setor de Serviços foi o único a apresentar crescimento, mas o suficiente para o resultado geral positivo, uma vez que é o maior, representando 70% do PIB. Portanto, Serviços marcou alta de 0,4%, revertendo os índices negativos da agropecuária (-0,9%) – que tiveram maior força no primeiro trimestre com a comercialização da safra de verão – e indústria (-1,1%) – afetada pela alta da taxa de juros.

Nesse sentido, o PIB nacional tem mostrado resiliência, ainda que tenha desacelerado, e deverá surpreender novamente este ano, apesar das dificuldades impostas pelo mercado financeiro.

Os resultados da “Prévia do PIB”, que monitora todos os meses a atividade econômica, são acompanhados de perto pelos diretores do BC, reunidos no Comitê de Política Monetária (Copom) nesta terça-feira (17) e quarta-feira (18), em que será definido o direcionamento da taxa de juros (Selic), hoje em 14,75%. Analistas apontam que o ciclo de aumentos deverá terminar com a atividade econômica em desaceleração, porém, a taxa deverá ser mantida no atual patamar, diz o Vermelho.


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