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Brasil Economia

Desemprego cai a 5,3% e atinge menor taxa para julho desde 2012, diz IBGE

O desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). O resultado é o menor para os trimestres terminados em julho desde o início da série histórica, em 2012.

O indicador integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que acompanha o mercado de trabalho no país. A taxa manteve o desemprego nas mínimas históricas.

No trimestre móvel anterior, encerrado em abril, a taxa havia sido de 5,8%. A leitura de julho representa uma queda de 0,5 ponto percentual nessa comparação.

Em igual período de 2025, o desemprego estava em 5,6%. Portanto, o índice de 5,3% também ficou abaixo do registrado um ano antes.

Mercado de trabalho opera perto das mínimas históricas
Durante o primeiro semestre, as taxas de desemprego ficaram abaixo das observadas na primeira metade de 2025. As variações mensais, porém, foram pequenas, indicando estabilidade do indicador em patamar baixo.

Especialistas veem essa estabilidade como resultado das melhoras sucessivas do mercado de trabalho desde a retomada econômica posterior à pandemia de Covid-19. Com o desemprego em mínimas históricas, o cenário ainda aponta aquecimento nas contratações.

A expectativa para o segundo semestre, contudo, é de que essa estabilidade dê lugar a uma piora gradual. A desaceleração da atividade econômica é um dos fatores considerados nessa projeção. DCM.

Depois de a economia brasileira crescer 2,3% em 2025, analistas consultados pelo Banco Central projetam expansão de 1,9% neste ano, conforme a edição mais recente do Boletim Focus.


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Economia

Inflação desacelera com alimentos mais baratos e fica em 0,07%, menor resultado para julho desde 2022

A inflação oficial brasileira perdeu força em julho e registrou alta de apenas 0,07%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação aos 0,16% registrados em junho e marca o quarto mês consecutivo de arrefecimento do IPCA. Trata-se ainda da menor inflação para um mês de julho desde 2022.

Um dos principais responsáveis pelo resultado foi justamente um dos itens que mais pesam no orçamento das famílias: a alimentação. A redução dos preços dos alimentos ajudou a conter o índice e trouxe um pouco de alívio para os consumidores, especialmente para as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento à compra de produtos básicos.

O desempenho de julho também fez a inflação acumulada em 12 meses recuar para 4,44%, ficando abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação. O resultado representa uma mudança importante no cenário recente, depois de meses de maior pressão sobre os preços.

Mas o número não significa que todos os preços estejam caindo. A inflação de 0,07% representa uma forte desaceleração do ritmo de alta, e não uma redução generalizada do custo de vida. Alguns grupos continuaram pressionando o índice, com destaque para a energia elétrica, que funcionou como contraponto à queda dos alimentos.

Ainda assim, o resultado é uma notícia positiva para a economia brasileira. Quando os alimentos ficam mais baratos ou sobem menos, o impacto é sentido diretamente no supermercado e pode aliviar o orçamento doméstico. Para milhões de brasileiros, especialmente aqueles que vivem com renda mais apertada, qualquer redução na pressão sobre a cesta básica pode representar uma diferença concreta no fim do mês.

A desaceleração também reforça a percepção de que o processo de desinflação ganhou força ao longo de 2026. Depois de sucessivas altas, o IPCA vem apresentando uma trajetória de perda de intensidade, o que pode contribuir para melhorar as expectativas econômicas e reduzir a pressão sobre a política monetária.

O dado de julho, portanto, vai além de uma simples estatística. Inflação mais baixa significa menor velocidade de corrosão do poder de compra, embora ainda seja necessário acompanhar a evolução dos preços nos próximos meses. O desafio agora é transformar essa desaceleração pontual em uma tendência duradoura, sem que novas pressões sobre energia, serviços ou alimentos interrompam o processo.

O resultado de 0,07% mostra que, pelo menos em julho, o custo de vida perdeu força — e a queda dos preços dos alimentos teve papel decisivo nesse alívio.


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Pesquisa

Brasil reduz pobreza ao menor nível, diz IBGE

Com recuos expressivos em 2024, país soma 8,6 milhões de pessoas fora da pobreza e 1,9 milhão que deixou a extrema pobreza, impulsionado por empregos e programas sociais

Após os primeiros dois anos de governo Lula, o Brasil registrou, no final de 2024, o menor nível já observado de pobreza e extrema pobreza desde o início da série histórica do IBGE. A proporção de pessoas em extrema pobreza caiu de 4,4% para 3,5%, uma redução de 1,9 milhão de brasileiros vivendo com menos de US$ 2,15 por dia. Já a pobreza recuou de 27,3% para 23,1%, retirando 8,6 milhões de pessoas dessa condição.

Trata-se do terceiro ano seguido de melhora, impulsionada pelo mercado de trabalho mais aquecido e pelo reforço de programas sociais, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta quarta-feira (3).

Pobreza volta a patamar pré-pandemia e rompe pico de 2021

O levantamento mostra a trajetória recente marcada pelo choque da pandemia de covid-19. Depois de atingir 36,8% da população em 2021 — o pior momento da série — a taxa vem caindo consistentemente: 31,6% em 2022, 27,3% em 2023 e 23,1% em 2024, de acordo com o Vermelho.

A queda reflete tanto a recuperação do emprego quanto a ampliação das transferências de renda. Em 2020, o Auxílio Emergencial reduziu temporariamente a pobreza; em 2021, com valores menores e menor cobertura, o indicador voltou a subir. O reaquecimento econômico e a retomada de benefícios mais robustos a partir de 2022 consolidaram a reversão.

Impacto decisivo dos programas sociais

O IBGE ressalta que, sem programas como Bolsa Família e BPC, a extrema pobreza no país seria quase três vezes maior, saltando de 3,5% para 10%. A pobreza, hoje em 23,1%, subiria para 28,7%.

O reforço no Bolsa Família e a inclusão de novos grupos beneficiários foram determinantes para a melhora. No segundo semestre de 2022, o Auxílio Brasil passou a pagar R$ 600 — valor mantido na retomada do Bolsa Família em 2023.

Regiões Norte e Nordeste seguem mais vulneráveis

Mesmo com avanços gerais, persistem grandes desigualdades territoriais. As taxas de pobreza e extrema pobreza continuam mais altas no Norte e Nordeste:

Pobreza (2024)

  • Nordeste: 39,4%
  • Norte: 35,9%
  • Brasil: 23,1%
  • Sul: 11,2%

Extrema pobreza (2024)

  • Nordeste: 6,5%
  • Norte: 4,6%
  • Brasil: 3,5%

Segundo o IBGE, as regiões mais pobres sofrem maior vulnerabilidade no mercado de trabalho, o que aprofunda as distâncias históricas.

Desigualdade racial continua marcante

Os indicadores expõem disparidades profundas entre brancos, pretos e pardos. A proporção de pobres entre pessoas brancas é de 15,1%, enquanto chega a 25,8% entre pretas e 29,8% entre pardas. A renda dos trabalhadores brancos supera em 65,9% a de pretos e pardos, diferença presente em todos os níveis de escolaridade.

Desigualdade de renda tem menor Gini da série

O Índice de Gini, que mede desigualdade de renda, caiu de 0,517 para 0,504 — o menor já registrado desde 2012. Sem os programas sociais, porém, o indicador teria subido para 0,542, mostrando que grande parte do equilíbrio obtido depende das políticas de transferência de renda.

Mercado de trabalho melhora, mas desigualdades insistem

O país atingiu em 2023 o maior número de pessoas ocupadas desde 2012: 100,7 milhões. Mesmo assim, as desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho permanecem:

  • Mulheres seguem com rendimento-hora 12,6% menor que o dos homens.
  • Trabalhadores brancos ganham 67,7% mais por hora que pretos e pardos.
  • A informalidade atinge 45,8% dos trabalhadores pretos e pardos, contra 34,3% entre brancos.

Jovens fora da escola e do trabalho atingem menor nível

O Brasil registrou também o menor contingente de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham desde 2012: 10,3 milhões, ou 21,2% do total. Ainda assim, desigualdades de gênero e raça são evidentes: mulheres pretas ou pardas representam 45,2% desse grupo.


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Economia

Inflação recua 0,63% ficando abaixo de 4% pela primeira vez em 2 anos

Queda do IPCA em 12 meses indica desaceleração dos preços e reflete políticas do governo que buscam contar a alta do custo de vida, especialmente no orçamento das famílias mais pobres

A inflação brasileira voltou a desacelerar e alcançou um marco importante em 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, recuando em relação aos 4,44% registrados anteriormente, segundo o Vermelho.

É a primeira vez desde maio de 2024 que o indicador fica abaixo de 4%, sinalizando uma tendência de estabilidade de preços após um período de pressão inflacionária.

O resultado mantém a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central do Brasil, que estabelece objetivo de 3% ao ano, com limite máximo de 4,5%.

Governo aposta em medidas para reduzir preços

A desaceleração ocorre em meio a iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas para conter a alta do custo de vida, especialmente em setores sensíveis ao orçamento das famílias.

Entre os fatores apontados por analistas estão políticas voltadas à redução do preço de combustíveis, estímulo à produção agrícola e ampliação da oferta de alimentos, além de medidas para estabilizar cadeias de abastecimento.

Essas ações têm impacto direto na formação de preços, especialmente no setor de alimentação e transporte, que possuem peso significativo na composição do índice de inflação.

Educação e transportes pressionam índice mensal

Apesar da desaceleração no acumulado anual, o IPCA registrou alta de 0,7% em fevereiro, acima dos 0,33% de janeiro, movimento considerado típico do início do ano.

O principal impacto veio do grupo Educação, que subiu 5,21%, refletindo reajustes anuais de mensalidades escolares e cursos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, cerca de 44% do índice mensal está associado ao setor educacional, especialmente aos cursos regulares. Os maiores reajustes ocorreram no ensino médio, fundamental e pré-escola.

Outro grupo com influência relevante foi o de Transportes, responsável por parte significativa do resultado do mês.

Combustíveis e alimentos ajudam a conter inflação

Por outro lado, alguns itens importantes do orçamento das famílias registraram queda de preços.

No grupo de combustíveis, houve retração média de -0,47%, com destaque para a queda da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).

No setor de alimentos, o comportamento foi moderado, com variação de 0,26%. Alguns produtos apresentaram reduções expressivas, como:

  • frutas (-2,78%)
  • óleo de soja (-2,62%)
  • arroz (-2,36%)
  • café moído (-1,20%)

O arroz, por exemplo, acumula queda de 27,86% nos últimos 12 meses, reflexo da ampliação da oferta do cereal no mercado interno.

Cesta básica registra queda em metade das capitais

Outro indicador que reforça a tendência de desaceleração dos preços é a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento mostrou queda no custo da cesta básica em 13 das 27 capitais brasileiras em fevereiro, resultado associado principalmente à redução de preços de produtos como óleo de soja, açúcar, café e leite.

Para especialistas, a redução nesses itens tem impacto direto no poder de compra das famílias de renda média e baixa.

Tendência de estabilidade

Economistas avaliam que o recuo do IPCA em 12 meses indica uma trajetória de maior estabilidade inflacionária, ainda que pressões pontuais possam surgir ao longo do ano.

A leitura predominante é que, mantido o controle sobre combustíveis, alimentos e serviços essenciais, o país poderá consolidar um cenário de inflação moderada — fator considerado decisivo para sustentar crescimento econômico e preservar o poder de compra da população.


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Política

Desemprego reduz para 5,4%, menor taxa desde 2012

Massa de rendimento dos trabalhadores é novamente recorde

A taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em outubro de 2025 caiu para 5,4%, repetindo a menor taxa da série histórica, que teve início em 2012. Frente ao trimestre móvel de maio a junho (5,6%), a taxa recuou 0,2 ponto percentual (p.p.). Comparada ao trimestre encerrado em outubro de 2024 (6,2%), o indicador caiu 0,7 p.p. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (28) pelo IBGE.

No trimestre, a população desocupada caiu para seu menor contingente desde o início da pesquisa, em 2012: 5,910 milhões, recuando nas duas comparações: -3,4% (menos 207 mil pessoas) no trimestre e -11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano.

O total de trabalhadores do país ficou estável, em 102,5 milhões, ainda em patamar recorde, enquanto o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) ficou em 58,8%. Já o número de empregados com carteira assinada renovou seu recorde, chegando a 39,182 milhões.

A taxa composta de subutilização manteve-se em 13,9%, a menor da série histórica da Pnad Contínua. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas recuaram para 4,572 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em abril de 2016.

A força de trabalho potencial recuou para 5,2 milhões, menor número desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. Durante a pandemia, no trimestre de maio a julho de 2020, esse indicador havia chegado ao seu auge: 13,8 milhões. Já a população desalentada chegou em 2,647 milhões, depois de ter atingido seu maior valor (5,829 milhões) no trimestre de janeiro a março de 2021.

Para Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “o elevado contingente de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação e, como resultado, a taxa de desocupação segue em redução, alcançando nesse trimestre o menor valor da série histórica”.

No trimestre, grupamentos da Construção e da Administração pública crescem, mas Outros serviços recuam
Embora a população ocupada do país tenha ficado estatisticamente estável frente ao trimestre móvel anterior, dois dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua mostraram crescimento no período: Construção (2,6%, ou mais 192 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,3%, ou mais 252 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Outros serviços (2,8%, ou menos 156 mil pessoas).

Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, a ocupação aumentou em dois grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 223 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,8%, ou mais 711 mil pessoas). Houve redução nos seguintes grupamentos: Outros serviços (3,6%, ou menos 203 mil pessoas) e Serviços domésticos (5,7%, ou menos 336 mil pessoas).

Informalidade fica estável e número de trabalhadores com carteira renova recorde
No trimestre encerrado em outubro, a taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada, ou o equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores informais, repetindo os 37,8% do trimestre móvel anterior. No entanto, esta taxa ficou abaixo dos 38,9% (ou 40,3 milhões de trabalhadores informais) do trimestre encerrado em outubro de 2024.

O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada manteve o recorde, chegando aos 39,182 milhões e mostrando estabilidade no trimestre. Na comparação anual, esse contingente cresceu 2,4% (mais 927 mil pessoas). Já o número de empregados no setor público (12,9 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.

Pelo lado da informalidade, o número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,9% (menos 550 mil pessoas) no ano. Já o número de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) também ficou estável no trimestre e cresceu 3,1% (mais 771 mil pessoas) no ano.

*Da Agência de Notícias do IBGE


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Política

Taxa de Desemprego no Brasil Atinge Menor Nível Histórico

A taxa de desemprego no Brasil realmente atingiu o menor nível da série histórica em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 31 de outubro, a taxa permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em setembro (julho a setembro). Esse índice repete o patamar recorde positivo registrado nos trimestres anteriores e é o menor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

Principais Destaques dos Dados
Número de Desempregados caiu para 6,04 milhões de pessoas, o menor contingente da história da série. Isso representa uma redução de 11,8% (cerca de 809 mil pessoas) em comparação com o mesmo período de 2024 e de 3,3% em relação ao trimestre anterior.

População Ocupada – Estabilizou-se em 102 milhões de brasileiros, com o nível de ocupação em 58,7% da população em idade ativa – um patamar elevado e sustentável.

Emprego Formal – O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu **39,2 milhões**, um recorde histórico, com crescimento de 2,7% no ano.

Subutilização da Força de Trabalho – A taxa caiu para **13,9%**, o menor nível histórico, abrangendo desempregados, subocupados e força de trabalho potencial. Isso equivale a 15,8 milhões de pessoas nessa condição.

Essa trajetória reflete um mercado de trabalho aquecido, impulsionado por setores como agropecuária e construção, apesar de desacelerações em comércio e indústria. Economistas destacam a sustentabilidade dessa retração ao longo de 2025, com maior participação na força de trabalho e rendimentos em alta.


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Política

Com Lula, preço dos alimentos cai pelo quarto mês consecutivo, segundo IBGE

O custo dos alimentos no Brasil voltou a cair em setembro, marcando o quarto mês consecutivo de deflação no setor. Dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo alimentação e bebidas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de -0,26% no mês.

Com o novo recuo, o acumulado dos últimos quatro meses atingiu -1,17%, refletindo a redução dos preços de diversos itens básicos da cesta de consumo.

Entre os produtos com as maiores quedas estão o tomate (-11,52%), a cebola (-10,16%), o alho (-8,70%), a batata (-8,55%) e o arroz (-2,14%).

A alimentação consumida em casa apresentou deflação de -0,41% em setembro, após uma retração mais intensa de -0,83% em agosto.

Já as refeições fora do domicílio mostraram desaceleração, passando de 0,50% em agosto para 0,11% em setembro. Segundo o IBGE, a variação mais branda foi influenciada, principalmente, pela redução do ritmo de aumento dos preços de lanches, que caíram de 0,83% para 0,53%.

O comportamento dos alimentos teve impacto direto sobre o resultado geral da inflação. O IPCA, que mede o custo de vida das famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, ficou em 0,48% em setembro, após o índice de agosto ter sido negativo em -0,11%. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial do país está em 5,17%, ainda acima do centro da meta de 3%, mas dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Banco Central.

“Efeito Lula!”, celebrou o senador Humberto Costa (PT-PE) nas redes sociais.

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Política

Marcio Pochmann: Transformando dados oficiais em política pública

Mais uma vez, dados oficiais do IBGE sobre a realidade subsidiam políticas públicas. Desta vez, destaca-se a decisão do governo do presidente Lula de universalizar – pela primeira vez – o CEP (Código de Endereçamento Postal), reconhecido pelos Correios, para todas as favelas do país.

São 12.348 comunidades registradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o Censo Demográfico de 2022, que terão algo comum na vida da maioria dos brasileiros, porém até então ainda desconhecido em regiões periféricas pertencentes a 656 cidades brasileiras, onde residem 16,4 milhões de pessoas (8,1% da população do país), a maioria pretas e pardas (72,9%).

A partir da existência do CEP, a comunidade passa a ser atendida regularmente por agentes de saúde e assistência social, entre outros serviços públicos e privados, inclusive o acesso a benefícios sociais aos quais já tinham direito.

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Política

Desemprego cai para 5,8% pela 1ª vez no Brasil

Emprego com carteira e taxa de população ocupada também são recordes da série histórica inicada em 2012

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8 no segundo trimestre de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) nesta quinta-feira (31). O patamar atingido durante o governo Lula é histórico: trata-se da primeira vez que o indicador registra um valor abaixo de 6% desde o início da série histórica em 2012.

Os dados do IBGE passaram por uma atualização da série histórica nesta quinta e, agora, passam a incorporar informações do Censo Demográfico 2022. A atualização foi necessária para refletir as novas estimativas populacionais: o censo mais recente projeta que a população em 2024 era de 212,6 milhões, enquanto a Pnad calculava mais de 216 milhões.

Brasil registra menor taxa de desemprego da série histórica
A taxa de desemprego (5,8%) caiu 1,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior, encerrado em março (7%). No mesmo trimestre de 2024, a taxa era de 6,9%. O número absoluto da população desocupada recuou para 6,3 milhões, o que representa uma variação de 17,4%, ou seja, menos 1,3 milhão de pessoas desempregadas no trimestre.

A pesquisa destaca outros recordes da série histórica: no segundo trimestre de 2025, a Pnad registrou alta de 1,8% na população ocupada (102,3 milhões). No ano, o aumento foi de 2,4%, com mais 2,4 milhões de pessoas ocupadas.

Mais um destaque é a maior taxa de empregados com carteira assinada no setor privado da série histórica, chegando a 39 milhões, com altas nas duas comparações: 0,9% (mais 357 mil pessoas) no trimestre e 3,7% (mais 1,4 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) subiu 2,6% (mais 338 mil pessoas) no trimestre e manteve estabilidade no ano.

O número de empregados no setor público (12,8 milhões) foi recorde da série e cresceu nas duas comparações: 5,0% (mais 610 mil pessoas) no trimestre e 3,4% (mais 423 mil) no ano. Houve recorde entre os trabalhadores por conta própria (25,8 milhões) também. A taxa cresceu nas duas comparações: 1,7% (mais 426 mil pessoas) no trimestre e 3,1% (mais 767 mil) no ano.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.477) foi recorde, com crescimento nas duas comparações: 1,1% no trimestre e 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 351,2 bilhões) foi igualmente recorde: aumento de 2,9% (mais R$ 9,9 bilhões) no trimestre e de 5,9% (mais R$ 19,7 bilhões) no ano.

A população desalentada (2,8 milhões) caiu 13,7% (436 mil pessoas a menos) no trimestre e 14% (menos 449 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,5%) caiu 0,4 ponto percentual no trimestre e recuou 0,4 p.p. no ano.

Confira os principais dados da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 5,8% (recorde da série histórica)
  • População ocupada: 102,3 milhões (recorde da série histórica)
  • População desocupada: 6,3 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39 milhões (recorde da série histórica)
  • Empregados sem carteira: 13,5 milhões
  • Empregados no setor privado: 52,6 milhões
  • Empregados no setor público: 12,8 milhões (recorde da série histórica)
  • Trabalhadores por conta própria: 25,8 milhões (recorde da série histórica)
  • População desalentada: 2,8 milhões

*TVTNews


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Economia

Desemprego cai para 6,2% e emprego com carteira assinada bate recorde

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, o menor patamar para o período desde o início da série histórica do IBGE em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). O número de desempregados foi de 6,8 milhões, uma queda de 8,6% em relação ao trimestre anterior e de 12,3% comparado ao mesmo período de 2024.

O emprego com carteira assinada no setor privado atingiu um recorde de 39,8 milhões de trabalhadores, com alta de 0,5% no trimestre e 3,7% no ano. A população ocupada alcançou 103,9 milhões, um aumento de 1,2% no trimestre e 2,5% em 12 meses.

A massa salarial também bateu recorde, chegando a R$ 354,6 bilhões, impulsionada pela estabilidade dos rendimentos e pelo crescimento do emprego formal.

A informalidade caiu, com 39,3 milhões de trabalhadores informais, e o número de desalentados (2,89 milhões) foi o menor desde 2016, com queda de 10,6% no trimestre e 13,1% no ano.

O mercado de trabalho aquecido sugere uma economia resiliente.


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