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Brasil reduz pobreza ao menor nível, diz IBGE

Com recuos expressivos em 2024, país soma 8,6 milhões de pessoas fora da pobreza e 1,9 milhão que deixou a extrema pobreza, impulsionado por empregos e programas sociais

Após os primeiros dois anos de governo Lula, o Brasil registrou, no final de 2024, o menor nível já observado de pobreza e extrema pobreza desde o início da série histórica do IBGE. A proporção de pessoas em extrema pobreza caiu de 4,4% para 3,5%, uma redução de 1,9 milhão de brasileiros vivendo com menos de US$ 2,15 por dia. Já a pobreza recuou de 27,3% para 23,1%, retirando 8,6 milhões de pessoas dessa condição.

Trata-se do terceiro ano seguido de melhora, impulsionada pelo mercado de trabalho mais aquecido e pelo reforço de programas sociais, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta quarta-feira (3).

Pobreza volta a patamar pré-pandemia e rompe pico de 2021

O levantamento mostra a trajetória recente marcada pelo choque da pandemia de covid-19. Depois de atingir 36,8% da população em 2021 — o pior momento da série — a taxa vem caindo consistentemente: 31,6% em 2022, 27,3% em 2023 e 23,1% em 2024, de acordo com o Vermelho.

A queda reflete tanto a recuperação do emprego quanto a ampliação das transferências de renda. Em 2020, o Auxílio Emergencial reduziu temporariamente a pobreza; em 2021, com valores menores e menor cobertura, o indicador voltou a subir. O reaquecimento econômico e a retomada de benefícios mais robustos a partir de 2022 consolidaram a reversão.

Impacto decisivo dos programas sociais

O IBGE ressalta que, sem programas como Bolsa Família e BPC, a extrema pobreza no país seria quase três vezes maior, saltando de 3,5% para 10%. A pobreza, hoje em 23,1%, subiria para 28,7%.

O reforço no Bolsa Família e a inclusão de novos grupos beneficiários foram determinantes para a melhora. No segundo semestre de 2022, o Auxílio Brasil passou a pagar R$ 600 — valor mantido na retomada do Bolsa Família em 2023.

Regiões Norte e Nordeste seguem mais vulneráveis

Mesmo com avanços gerais, persistem grandes desigualdades territoriais. As taxas de pobreza e extrema pobreza continuam mais altas no Norte e Nordeste:

Pobreza (2024)

  • Nordeste: 39,4%
  • Norte: 35,9%
  • Brasil: 23,1%
  • Sul: 11,2%

Extrema pobreza (2024)

  • Nordeste: 6,5%
  • Norte: 4,6%
  • Brasil: 3,5%

Segundo o IBGE, as regiões mais pobres sofrem maior vulnerabilidade no mercado de trabalho, o que aprofunda as distâncias históricas.

Desigualdade racial continua marcante

Os indicadores expõem disparidades profundas entre brancos, pretos e pardos. A proporção de pobres entre pessoas brancas é de 15,1%, enquanto chega a 25,8% entre pretas e 29,8% entre pardas. A renda dos trabalhadores brancos supera em 65,9% a de pretos e pardos, diferença presente em todos os níveis de escolaridade.

Desigualdade de renda tem menor Gini da série

O Índice de Gini, que mede desigualdade de renda, caiu de 0,517 para 0,504 — o menor já registrado desde 2012. Sem os programas sociais, porém, o indicador teria subido para 0,542, mostrando que grande parte do equilíbrio obtido depende das políticas de transferência de renda.

Mercado de trabalho melhora, mas desigualdades insistem

O país atingiu em 2023 o maior número de pessoas ocupadas desde 2012: 100,7 milhões. Mesmo assim, as desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho permanecem:

  • Mulheres seguem com rendimento-hora 12,6% menor que o dos homens.
  • Trabalhadores brancos ganham 67,7% mais por hora que pretos e pardos.
  • A informalidade atinge 45,8% dos trabalhadores pretos e pardos, contra 34,3% entre brancos.

Jovens fora da escola e do trabalho atingem menor nível

O Brasil registrou também o menor contingente de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham desde 2012: 10,3 milhões, ou 21,2% do total. Ainda assim, desigualdades de gênero e raça são evidentes: mulheres pretas ou pardas representam 45,2% desse grupo.


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Economia

Inflação recua 0,63% ficando abaixo de 4% pela primeira vez em 2 anos

Queda do IPCA em 12 meses indica desaceleração dos preços e reflete políticas do governo que buscam contar a alta do custo de vida, especialmente no orçamento das famílias mais pobres

A inflação brasileira voltou a desacelerar e alcançou um marco importante em 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, recuando em relação aos 4,44% registrados anteriormente, segundo o Vermelho.

É a primeira vez desde maio de 2024 que o indicador fica abaixo de 4%, sinalizando uma tendência de estabilidade de preços após um período de pressão inflacionária.

O resultado mantém a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central do Brasil, que estabelece objetivo de 3% ao ano, com limite máximo de 4,5%.

Governo aposta em medidas para reduzir preços

A desaceleração ocorre em meio a iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas para conter a alta do custo de vida, especialmente em setores sensíveis ao orçamento das famílias.

Entre os fatores apontados por analistas estão políticas voltadas à redução do preço de combustíveis, estímulo à produção agrícola e ampliação da oferta de alimentos, além de medidas para estabilizar cadeias de abastecimento.

Essas ações têm impacto direto na formação de preços, especialmente no setor de alimentação e transporte, que possuem peso significativo na composição do índice de inflação.

Educação e transportes pressionam índice mensal

Apesar da desaceleração no acumulado anual, o IPCA registrou alta de 0,7% em fevereiro, acima dos 0,33% de janeiro, movimento considerado típico do início do ano.

O principal impacto veio do grupo Educação, que subiu 5,21%, refletindo reajustes anuais de mensalidades escolares e cursos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, cerca de 44% do índice mensal está associado ao setor educacional, especialmente aos cursos regulares. Os maiores reajustes ocorreram no ensino médio, fundamental e pré-escola.

Outro grupo com influência relevante foi o de Transportes, responsável por parte significativa do resultado do mês.

Combustíveis e alimentos ajudam a conter inflação

Por outro lado, alguns itens importantes do orçamento das famílias registraram queda de preços.

No grupo de combustíveis, houve retração média de -0,47%, com destaque para a queda da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).

No setor de alimentos, o comportamento foi moderado, com variação de 0,26%. Alguns produtos apresentaram reduções expressivas, como:

  • frutas (-2,78%)
  • óleo de soja (-2,62%)
  • arroz (-2,36%)
  • café moído (-1,20%)

O arroz, por exemplo, acumula queda de 27,86% nos últimos 12 meses, reflexo da ampliação da oferta do cereal no mercado interno.

Cesta básica registra queda em metade das capitais

Outro indicador que reforça a tendência de desaceleração dos preços é a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento mostrou queda no custo da cesta básica em 13 das 27 capitais brasileiras em fevereiro, resultado associado principalmente à redução de preços de produtos como óleo de soja, açúcar, café e leite.

Para especialistas, a redução nesses itens tem impacto direto no poder de compra das famílias de renda média e baixa.

Tendência de estabilidade

Economistas avaliam que o recuo do IPCA em 12 meses indica uma trajetória de maior estabilidade inflacionária, ainda que pressões pontuais possam surgir ao longo do ano.

A leitura predominante é que, mantido o controle sobre combustíveis, alimentos e serviços essenciais, o país poderá consolidar um cenário de inflação moderada — fator considerado decisivo para sustentar crescimento econômico e preservar o poder de compra da população.


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Política

Desemprego reduz para 5,4%, menor taxa desde 2012

Massa de rendimento dos trabalhadores é novamente recorde

A taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em outubro de 2025 caiu para 5,4%, repetindo a menor taxa da série histórica, que teve início em 2012. Frente ao trimestre móvel de maio a junho (5,6%), a taxa recuou 0,2 ponto percentual (p.p.). Comparada ao trimestre encerrado em outubro de 2024 (6,2%), o indicador caiu 0,7 p.p. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (28) pelo IBGE.

No trimestre, a população desocupada caiu para seu menor contingente desde o início da pesquisa, em 2012: 5,910 milhões, recuando nas duas comparações: -3,4% (menos 207 mil pessoas) no trimestre e -11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano.

O total de trabalhadores do país ficou estável, em 102,5 milhões, ainda em patamar recorde, enquanto o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) ficou em 58,8%. Já o número de empregados com carteira assinada renovou seu recorde, chegando a 39,182 milhões.

A taxa composta de subutilização manteve-se em 13,9%, a menor da série histórica da Pnad Contínua. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas recuaram para 4,572 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em abril de 2016.

A força de trabalho potencial recuou para 5,2 milhões, menor número desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. Durante a pandemia, no trimestre de maio a julho de 2020, esse indicador havia chegado ao seu auge: 13,8 milhões. Já a população desalentada chegou em 2,647 milhões, depois de ter atingido seu maior valor (5,829 milhões) no trimestre de janeiro a março de 2021.

Para Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “o elevado contingente de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação e, como resultado, a taxa de desocupação segue em redução, alcançando nesse trimestre o menor valor da série histórica”.

No trimestre, grupamentos da Construção e da Administração pública crescem, mas Outros serviços recuam
Embora a população ocupada do país tenha ficado estatisticamente estável frente ao trimestre móvel anterior, dois dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua mostraram crescimento no período: Construção (2,6%, ou mais 192 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,3%, ou mais 252 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Outros serviços (2,8%, ou menos 156 mil pessoas).

Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, a ocupação aumentou em dois grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 223 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,8%, ou mais 711 mil pessoas). Houve redução nos seguintes grupamentos: Outros serviços (3,6%, ou menos 203 mil pessoas) e Serviços domésticos (5,7%, ou menos 336 mil pessoas).

Informalidade fica estável e número de trabalhadores com carteira renova recorde
No trimestre encerrado em outubro, a taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada, ou o equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores informais, repetindo os 37,8% do trimestre móvel anterior. No entanto, esta taxa ficou abaixo dos 38,9% (ou 40,3 milhões de trabalhadores informais) do trimestre encerrado em outubro de 2024.

O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada manteve o recorde, chegando aos 39,182 milhões e mostrando estabilidade no trimestre. Na comparação anual, esse contingente cresceu 2,4% (mais 927 mil pessoas). Já o número de empregados no setor público (12,9 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.

Pelo lado da informalidade, o número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,9% (menos 550 mil pessoas) no ano. Já o número de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) também ficou estável no trimestre e cresceu 3,1% (mais 771 mil pessoas) no ano.

*Da Agência de Notícias do IBGE


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Política

Taxa de Desemprego no Brasil Atinge Menor Nível Histórico

A taxa de desemprego no Brasil realmente atingiu o menor nível da série histórica em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 31 de outubro, a taxa permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em setembro (julho a setembro). Esse índice repete o patamar recorde positivo registrado nos trimestres anteriores e é o menor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

Principais Destaques dos Dados
Número de Desempregados caiu para 6,04 milhões de pessoas, o menor contingente da história da série. Isso representa uma redução de 11,8% (cerca de 809 mil pessoas) em comparação com o mesmo período de 2024 e de 3,3% em relação ao trimestre anterior.

População Ocupada – Estabilizou-se em 102 milhões de brasileiros, com o nível de ocupação em 58,7% da população em idade ativa – um patamar elevado e sustentável.

Emprego Formal – O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu **39,2 milhões**, um recorde histórico, com crescimento de 2,7% no ano.

Subutilização da Força de Trabalho – A taxa caiu para **13,9%**, o menor nível histórico, abrangendo desempregados, subocupados e força de trabalho potencial. Isso equivale a 15,8 milhões de pessoas nessa condição.

Essa trajetória reflete um mercado de trabalho aquecido, impulsionado por setores como agropecuária e construção, apesar de desacelerações em comércio e indústria. Economistas destacam a sustentabilidade dessa retração ao longo de 2025, com maior participação na força de trabalho e rendimentos em alta.


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Com Lula, preço dos alimentos cai pelo quarto mês consecutivo, segundo IBGE

O custo dos alimentos no Brasil voltou a cair em setembro, marcando o quarto mês consecutivo de deflação no setor. Dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo alimentação e bebidas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de -0,26% no mês.

Com o novo recuo, o acumulado dos últimos quatro meses atingiu -1,17%, refletindo a redução dos preços de diversos itens básicos da cesta de consumo.

Entre os produtos com as maiores quedas estão o tomate (-11,52%), a cebola (-10,16%), o alho (-8,70%), a batata (-8,55%) e o arroz (-2,14%).

A alimentação consumida em casa apresentou deflação de -0,41% em setembro, após uma retração mais intensa de -0,83% em agosto.

Já as refeições fora do domicílio mostraram desaceleração, passando de 0,50% em agosto para 0,11% em setembro. Segundo o IBGE, a variação mais branda foi influenciada, principalmente, pela redução do ritmo de aumento dos preços de lanches, que caíram de 0,83% para 0,53%.

O comportamento dos alimentos teve impacto direto sobre o resultado geral da inflação. O IPCA, que mede o custo de vida das famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, ficou em 0,48% em setembro, após o índice de agosto ter sido negativo em -0,11%. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial do país está em 5,17%, ainda acima do centro da meta de 3%, mas dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Banco Central.

“Efeito Lula!”, celebrou o senador Humberto Costa (PT-PE) nas redes sociais.

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Política

Marcio Pochmann: Transformando dados oficiais em política pública

Mais uma vez, dados oficiais do IBGE sobre a realidade subsidiam políticas públicas. Desta vez, destaca-se a decisão do governo do presidente Lula de universalizar – pela primeira vez – o CEP (Código de Endereçamento Postal), reconhecido pelos Correios, para todas as favelas do país.

São 12.348 comunidades registradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o Censo Demográfico de 2022, que terão algo comum na vida da maioria dos brasileiros, porém até então ainda desconhecido em regiões periféricas pertencentes a 656 cidades brasileiras, onde residem 16,4 milhões de pessoas (8,1% da população do país), a maioria pretas e pardas (72,9%).

A partir da existência do CEP, a comunidade passa a ser atendida regularmente por agentes de saúde e assistência social, entre outros serviços públicos e privados, inclusive o acesso a benefícios sociais aos quais já tinham direito.

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Política

Desemprego cai para 5,8% pela 1ª vez no Brasil

Emprego com carteira e taxa de população ocupada também são recordes da série histórica inicada em 2012

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8 no segundo trimestre de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) nesta quinta-feira (31). O patamar atingido durante o governo Lula é histórico: trata-se da primeira vez que o indicador registra um valor abaixo de 6% desde o início da série histórica em 2012.

Os dados do IBGE passaram por uma atualização da série histórica nesta quinta e, agora, passam a incorporar informações do Censo Demográfico 2022. A atualização foi necessária para refletir as novas estimativas populacionais: o censo mais recente projeta que a população em 2024 era de 212,6 milhões, enquanto a Pnad calculava mais de 216 milhões.

Brasil registra menor taxa de desemprego da série histórica
A taxa de desemprego (5,8%) caiu 1,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior, encerrado em março (7%). No mesmo trimestre de 2024, a taxa era de 6,9%. O número absoluto da população desocupada recuou para 6,3 milhões, o que representa uma variação de 17,4%, ou seja, menos 1,3 milhão de pessoas desempregadas no trimestre.

A pesquisa destaca outros recordes da série histórica: no segundo trimestre de 2025, a Pnad registrou alta de 1,8% na população ocupada (102,3 milhões). No ano, o aumento foi de 2,4%, com mais 2,4 milhões de pessoas ocupadas.

Mais um destaque é a maior taxa de empregados com carteira assinada no setor privado da série histórica, chegando a 39 milhões, com altas nas duas comparações: 0,9% (mais 357 mil pessoas) no trimestre e 3,7% (mais 1,4 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) subiu 2,6% (mais 338 mil pessoas) no trimestre e manteve estabilidade no ano.

O número de empregados no setor público (12,8 milhões) foi recorde da série e cresceu nas duas comparações: 5,0% (mais 610 mil pessoas) no trimestre e 3,4% (mais 423 mil) no ano. Houve recorde entre os trabalhadores por conta própria (25,8 milhões) também. A taxa cresceu nas duas comparações: 1,7% (mais 426 mil pessoas) no trimestre e 3,1% (mais 767 mil) no ano.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.477) foi recorde, com crescimento nas duas comparações: 1,1% no trimestre e 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 351,2 bilhões) foi igualmente recorde: aumento de 2,9% (mais R$ 9,9 bilhões) no trimestre e de 5,9% (mais R$ 19,7 bilhões) no ano.

A população desalentada (2,8 milhões) caiu 13,7% (436 mil pessoas a menos) no trimestre e 14% (menos 449 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,5%) caiu 0,4 ponto percentual no trimestre e recuou 0,4 p.p. no ano.

Confira os principais dados da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 5,8% (recorde da série histórica)
  • População ocupada: 102,3 milhões (recorde da série histórica)
  • População desocupada: 6,3 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39 milhões (recorde da série histórica)
  • Empregados sem carteira: 13,5 milhões
  • Empregados no setor privado: 52,6 milhões
  • Empregados no setor público: 12,8 milhões (recorde da série histórica)
  • Trabalhadores por conta própria: 25,8 milhões (recorde da série histórica)
  • População desalentada: 2,8 milhões

*TVTNews


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Economia

Desemprego cai para 6,2% e emprego com carteira assinada bate recorde

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, o menor patamar para o período desde o início da série histórica do IBGE em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). O número de desempregados foi de 6,8 milhões, uma queda de 8,6% em relação ao trimestre anterior e de 12,3% comparado ao mesmo período de 2024.

O emprego com carteira assinada no setor privado atingiu um recorde de 39,8 milhões de trabalhadores, com alta de 0,5% no trimestre e 3,7% no ano. A população ocupada alcançou 103,9 milhões, um aumento de 1,2% no trimestre e 2,5% em 12 meses.

A massa salarial também bateu recorde, chegando a R$ 354,6 bilhões, impulsionada pela estabilidade dos rendimentos e pelo crescimento do emprego formal.

A informalidade caiu, com 39,3 milhões de trabalhadores informais, e o número de desalentados (2,89 milhões) foi o menor desde 2016, com queda de 10,6% no trimestre e 13,1% no ano.

O mercado de trabalho aquecido sugere uma economia resiliente.


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Política

No Brasil, informalidade recua ao menor nível desde a pandemia

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), revelam a consolidação da formalização do trabalho no Brasil, evidenciada pelo aumento de vagas com carteira assinada. A pesquisa aponta que a informalidade atingiu o menor índice da sua série histórica, desconsiderando os dados atípicos de 2020.

Especialistas notam que o crescimento do emprego formal superou as expectativas, levando a uma revisão das projeções de geração de vagas, mesmo com a previsão de desaceleração da economia no segundo trimestre. A taxa de desocupação ficou em 7% no trimestre encerrado em março, um aumento em relação aos 6,6% do trimestre anterior. Contudo, ajustada sazonalmente, a taxa caiu para 6,5%. Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, sublinha que a redução do desemprego tem um impacto positivo na formalização do trabalho.

Honorato observa que houve estímulos significativos do governo federal e dos governos estaduais e municipais, que impulsionaram a atividade econômica. À medida que o nível de desemprego diminui, a formalização do trabalho tende a aumentar, pois chega a uma parte da população ativa que só consegue ser empregada com ofertas melhores do que aquelas do trabalho informal.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram a criação de 71,5 mil empregos formais em março. Apesar do número estar abaixo das expectativas, é considerado compensatório diante dos 431 mil novos postos gerados em fevereiro. O mercado de trabalho formal apresenta um crescimento ininterrupto por 16 meses, enquanto a ocupação informal continua a declinar pelo quinto mês consecutivo.

Analistas associam esse panorama a fatores estruturais, como a reforma trabalhista de 2017, cuja influência se tornou mais evidente com o aquecimento econômico. Segundo Honorato, o verdadeiro teste do impacto da reforma seria em um ciclo de forte crescimento, e a pandemia coincidiu com esse momento, dificultando a análise completa dos efeitos daquela legislação.

Alessandra Ribeiro, diretora da consultoria Tendências, ressaltou que a reforma trabalhista ajudou a diminuir a judicialização das demissões e aumentou a previsibilidade jurídica para as empresas. Embora o número total de ações trabalhistas tenha ultrapassado 2 milhões em 2024, a proporção destas em relação à população ocupada continua inferior ao que era antes da reforma.

Bruno Imaizumi, economista da LCA 4Intelligence, destacou que a legislação atual favorece a contratação formal em modalidades como trabalho intermitente e temporário, que já representam cerca de 11% das admissões com carteira assinada no Caged.

Entre os fatores que impulsionam a formalização estão o aumento da escolaridade e a digitalização na intermediação de vagas. O percentual de brasileiros com ensino superior triplicou entre 2000 e 2022, ampliando o acesso a empregos formais. Ribeiro também mencionou o papel das plataformas digitais que, ao reduzirem os custos de intermediação entre empregadores e empregados, facilitam contratações.

O crescimento do número de microempreendedores individuais (MEIs) contribui para os índices de formalidade; em fevereiro de 2025, havia 6,7 milhões de MEIs registrados. Muitos utilizam aplicativos para prestar serviços, mas uma parcela significativa opta pela formalização para acessar benefícios como crédito, previdência e proteção social.

A projeção da LCA 4Intelligence para a taxa de desemprego em 2025 é de estabilidade em 6,6%, com uma previsão de geração de 1,4 milhão de empregos com carteira assinada, superando a estimativa anterior de 1,1 milhão. A Tendências Consultoria, por sua vez, revisou suas expectativas de criação líquida de vagas formais, passando de 1 milhão para 1,5 milhão.

A combinação de estímulos das políticas públicas, os efeitos de reformas passadas e fatores estruturais no mercado de trabalho são cruciais para a trajetória atual da formalização, enquanto o primeiro trimestre de 2025 representa um período de consolidação desse processo, mesmo em um cenário de crescimento econômico mais modesto nos próximos meses.

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Brasil cresceu 3,8% em 2024, aponta prévia do PIB do Banco Central

Foi divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado em março pelo IBGE.

Conforme mostram dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica). Mesmo com a desaceleração, o indicador do Banco Central, conhecido como “prévia do PIB (Produto Interno Bruto)”, sinaliza um crescimento de 3,8% da economia nacional no ano passado. O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado apenas em 7 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A economia nacional encolheu 0,7% no mês de dezembro. A queda registrada levou a prévia do PIB aos 152,3 pontos na série dessazonalizada (livre de influências). Esse é o patamar mais baixo registrado desde maio do ano passado, quando o índice alcançou 151,2 pontos.

De acordo com o UOL, a perda de fôlego do IBC-Br nos últimos meses de 2024 ocorreu após a atividade econômica ter atingido, em agosto, o maior nível da série histórica do indicador, com 153,7 pontos. Essa desaceleração é atribuída, em grande parte, ao efeito das taxas de juros elevadas no período em que Campos Neto presidia o Banco Cntral..

A elevação da taxa Selic, nas últimas quatro reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), teve como objetivo controlar a inflação. Contudo, a medida acabou desestimulando a atividade econômica, pois dificultou o acesso ao crédito e reduziu o consumo.

Em relação ao terceiro trimestre de 2024, o resultado do PIB teve uma diferença de 0,22 ponto percentual. O PIB brasileiro avançou 0,9% comparado ao período entre abril e junho, enquanto o IBC-Br registrou alta de 1,12%. Quando comparados ao mesmo período de 2023, os dados do IBGE mostraram um avanço de 4% da economia, enquanto o IBC-Br indicou uma alta de 4,7%.