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Pesquisa Ipsos: Otimismo sobe e 39% veem o Brasil no rumo certo

Melhora na economia e queda na inflação impulsionam salto no índice. Criminalidade, porém, segue como grande preocupação dos brasileiros conectados

A percepção de que o Brasil está no rumo certo cresceu entre os brasileiros conectados, aponta levantamento da Ipsos. O índice de otimismo registrou um salto relevante de sete pontos percentuais: saiu de 32% e alcançou 39% dos entrevistados, revelando uma mudança expressiva no humor social desse grupo.

Os dados constam da mais nova rodada do monitoramento What worries the world (O que preocupa o mundo, em português), conduzido pelo instituto em 30 países. Os novos números se baseiam em entrevistas realizadas entre 24 de abril e 8 de maio.

“Os resultados de maio mostram um Brasil relativamente mais estável e com melhora na percepção de rumo, contrastando com um cenário internacional ainda marcado por insegurança econômica, polarização política e tensões geopolíticas”, avalia o CEO da Ipsos no Brasil, Diego Pagura.

Alívio no bolso e queda da inflação

Essa guinada na percepção é atribuída à melhora na avaliação da economia e à diminuição da ansiedade em relação à inflação. Nos últimos 30 dias, a percepção sobre o estado da economia subiu quatro pontos, indo de 31% para 35%.

A preocupação com a alta dos preços caiu para 25% — oito pontos a menos em relação a um ano atrás. O alívio contínuo do bolso aliviou a tensão do brasileiro sobre o rumo geral do país. Temas como pobreza, saúde e impostos mantêm patamar estável de preocupação.

Brasil na contramão dos EUA

O cenário brasileiro contrasta na comparação com o dos Estados Unidos. Apenas 30% dos americanos aprovam a direção do seu país, o que representa uma queda de cinco pontos de abril para maio. Ironicamente, a avaliação positiva da economia no Brasil (35%) está próxima da média mundial, que é de 37%.

Esses resultados vão ao encontro de pesquisas anteriores, como o Datafolha, que já indicavam uma pequena melhora na percepção sobre a situação do país e até na avaliação do governo.

A sombra da criminalidade e da corrupção

Apesar do otimismo generalizado, nem todos os indicadores são positivos. A grande exceção de desgaste é a criminalidade e a violência, que lideram isoladamente as preocupações no Brasil com 48% das menções. Embora estável em relação à pesquisa anterior, o tema registrou alta expressiva de sete pontos no acumulado de um ano.

Preocupações com corrupção financeira e política (37%, dez pontos acima da média global) e meio ambiente (10%, acima da média global e americana) também permanecem em patamares elevados.

A pesquisa Ipsos aponta para um alerta metodológico importante ao refletir a visão dos brasileiros com acesso à internet, um perfil mais urbano e escolarizado, próximo do universo total, mas não exatamente igual. Vermelho.


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Política

Envolvimento da família Bolsonaro com Vorcaro escancara a engrenagem da corrupção no Brasil

O escândalo do Banco Master revela como os ultra-ricos e a extrema direita se associam para moldar a política, mostrando que a raiz da corrupção no Brasil está fincada no sistema capitalista.

A revelação recente do Intercept Brasil de que Daniel Vorcaro e sua fortuna estavam por trás do filme “Dark Horse”, produzido pela família Bolsonaro para contar, de maneira bastante enviesada, a história do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro, causou um alvoroço no Brasil. Flávio Bolsonaro, que horas antes havia dito ser mentira, tentou moldar a narrativa, fingindo se tratar de mero apelo a um financiador privado qualquer para a realização de um projeto familiar.

Mas uma mensagem que diz “irmão, estou e estarei contigo sempre” não é trocada em simples transações financeiras. Essa nova etapa do escândalo Bolsomaster demonstra quão promíscua é a relação entre os ultra-ricos brasileiros e a extrema direita que insiste em roubar o povo, enquanto prega que Deus e o Brasil estão acima de todos.

A direita deturpa seu histórico de corrupção
Uma das vitórias políticas da direita brasileira foi a inserção no senso comum de que a esquerda rouba e é corrupta. É fato que há escândalos de corrupção também por representantes políticos de esquerda, desde a corrupção mais leviana de um parlamentar que se apropria de fundos públicos para si próprio, até esquemas mais elaborados de troca de favores e resolução de conflitos políticos através de liberação orçamentária. Mas a blindagem que a direita construiu para si não passa de uma narrativa cada vez mais frágil que esconde o quão enraizada está a corrupção no seu meio.

Um mito histórico e uma confusão sobre a base da corrupção são bem explorados pela direita para manipular a opinião pública. O primeiro se trata de uma ilusão de que durante o regime ditatorial militar iniciado com o golpe de 1964 não havia corrupção. Popularmente, propagam que os militares eram (ou ainda são) moralmente idôneos, incapazes de roubar, e que seu único interesse sempre foi zelar por ordem e progresso no Brasil.

Os próprios ditadores brasileiros investiram nesse ufanismo – como é praxe de ditadores fascistas que se escondem atrás do ultranacionalismo e ideias abstratas de unidade nacional – e representantes da direita conservadora e autoritária se munem desses sentimentos para eliminar dúvidas e questionamentos sobre seus afazeres.

Não se pode indagar sobre os interesses dos autoritários, já que tudo que fazem seria em nome do estado-nação. Qualquer visão contrária seria sinônimo de traição. Mas o que chamam de patriotismo, nacionalismo e amor ao Brasil sempre foi seletivo, voltado aos interesses de grupos específicos, tanto que não deveria causar estranhamento a obsessão dos mesmos com os Estados Unidos e o imperialismo.

É característica histórica do ufanista autoritário de estados pós-coloniais rogar por golpes e intervenções estrangeiras, crendo que uma força maior lhe concederá autoridade absoluta para moldar toda uma nação de acordo com os interesses financeiros e políticos de seus grupos. É um nacionalismo excludente que manipula a ideia de povo para, ao fim, governar apenas com uma elite de escolhidos e iguais.

Seu projeto depende de explorar e oprimir para se sustentar e é por isso que odeiam tanto os movimentos indígenas, negros, feministas e LGBT. Juntos, eles demonstram a complexidade de experiências de exclusão e violência entre as classes subalternas. É também por isso que odeiam propostas para a redução da jornada de trabalho. Mais tempo livre para o trabalhador é também mais tempo para se organizar e para se formar politicamente. Aumenta o risco de que o trabalhador brasileiro aprenda, por exemplo, que a ditadura militar foi um período altamente corrupto de nossa breve história como nação.

O negacionismo da corrupção na ditadura se dá por várias razões, mas uma delas seria de que vários militares morreram pobres, então como seriam corruptos? Essa visão simplista e completamente falsa é levantada por figuras como o senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, buscando esconder o quanto práticas ilegais e relações duvidosas entre os gestores do estado e grande burguesia faziam parte do cotidiano da ditadura.

A documentação histórica demonstra que o aumento do aparato estatal antidemocrático também abriu espaço para o pagamento de propinas e esquemas de favorecimento a empresários nos grandes projetos e operações do regime.

Relações espúrias entre o público e o privado
O apagamento do histórico de corrupção da direita e de regimes autoritários também serve ao falso diagnóstico da origem da corrupção. É muito fácil atribuí-la a um problema moral e mais ainda ao suposto tamanho gigantesco do estado. Neoliberais argumentam convenientemente que a esquerda prefere um estado gigantesco para facilitar a apropriação de recursos, mas, como a teoria é uma coisa e a prática é outra, a maioria dos neoliberais gostam do estado, desde que seja reduzido à sua função de facilitar o lucro e a concentração de renda.

Mecanismos de investigação e transparência democrática são rechaçados, frequentemente atribuindo métodos de participação social a “populismo” (palavra empregada de maneira esvaziada). Estado de bem estar social? Estado bem gerido para suprir necessidades do povo? Estado que garante justiça fiscal? Nada disso é bem-vindo para a direita, seja ela neoliberal ou desenvolvimentista.

O que sobra é o aparato do estado gerido ao lado da iniciativa privada, que nos empurra à privatização, mesmo quando diz fazê-la em nome do “desenvolvimento” – como já elaborei anteriormente nesta coluna. Se há imposto, que empresários possam se apropriar do seu uso para investimentos em setores que eles pretendem explorar. Ademais, em nome de uma visão torta de segurança pública, defendem a presença do estado nas periferias e espaços populares, pois estado bom é aquele que reprime e controla a população, nunca combatendo o crime na sua raiz, pois precisa do medo para justificar seu autoritarismo.

*Sabrina Fernandes/Intercept Brasil


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Política

Imprensa internacional diz que campanha de Flávio Bolsonaro afunda antes de começar

Ligação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, repercutiu em jornais estrangeiros

A imprensa internacional tem repercutido a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O áudio revelado pelo site Intercept Brasilabalou a pré-campanha de Flávio à presidência. Interlocutores do seu partido já especulam a possibilidade de substituição na cabeça de chapa.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg indica que a campanha de Flávio pode ter acabado antes de começar: “Mensagens de áudio vazadas que ligam o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, ao homem no centro de um escândalo de fraude bancária bilionária, ameaçam afundar a campanha do senador de direita antes mesmo de ela começar.”

No texto, a reportagem indica que as revelações são as “mais explosivas” dentro do amplo escândalo do Banco Master, “uma saga que abalou o setor financeiro e inflamou a fúria dos brasileiros com a má conduta da elite.”

O jornal ainda salienta que o áudio “reforça a ligação direta entre a estrutura de poder político de Bolsonaro e de Vorcaro: na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, alegando que o influente parlamentar usou sua influência para ajudar o Vorcaro a expandir os negócios do banco em troca de propinas e subornos.”

O Clarín destaca na sua manchete que Flávio pediu dinheiro para o filme de seu pai ao banqueiro preso. O jornal argentino expõe aos seus leitores que o Banco Master está envolvido em um “enorme escândalo de corrupção”.

O La Nación, também da Argentina, tem dado bastante repercussão ao tema, evidenciando que o escândalo de corrupção avança sobre o senador, com uma crise de “proporções incalculáveis” que já afeta a sua pré-campanha. Segundo o jornal, a ligação entre o senador e Vorcaro ameaça reconfigurar o cenário político na véspera da eleição. Para completar, o texto ainda coloca que Flávio agora está potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência.

O espanhol El Mundo avaliou que o prejuízo à candidatura de Flávio é significativo, que a direita está em uma zona de turbulência e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, surge como uma alternativa a ele.

A agência de notícias britânica Reuters destacou que os mercados financeiros foram abalados com a ligação do senador com um “banqueiro desonrado”. A agência ressalta que o dólar voltou a subir e a bolsa a cair com a revelação. Além disso, a reportagem passa pelo histórico fraudulento do Master e a possível derrocada de Flávio na disputa eleitoral, além de lembrar aos leitores que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos por conspirar por um golpe de Estado.

Por fim, a agência Associated Press, dos Estados Unidos, indica na manchete que Flávio é pré-candidato e que ele negou irregularidades no pedido de dinheiro a Vorcaro. No entanto, a reportagem replicada pelo The Washington Post evidencia a hipocrisia de Flávio, que, horas antes da revelação feita pelo Intercept, negou a jornalistas qualquer ligação com o banqueiro, sendo que já havia feito isso no mês de março, quando foi revelado que seu nome estaria entre os contatos do banqueiro. Vermelho.

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Política

A direita que pensava o país foi engolida pelo fisiologismo brutal e pela corrupção cínica

Para Amadeu, é preciso que a esquerda coordene, no próximo ano, uma forte campanha contra os partidos do Centrão evidenciando essas duas caraterísticas.

“Esses partidos são muito nefastos para o Brasil. Não são partidos que têm uma política que você discorda, são como cupins, que vão corroendo por dentro”, afirma Amadeu. “E da maneira mais cínica dizem que são honestos”, acrescenta.

Amadeu ainda declara que “o que aconteceu com a direita e a centro-direita que pensava o país como proposta, é que elas foram engolidas pelo fisiologismo mais brutal e pela corrupção mais cínica”.

O sociólogo destaca que é bem difícil fazer o que ele propõe, porque ao mesmo tempo que a esquerda tem que explicar com fatos o que são esses partidos, é preciso também fazer campanha para eleger seus próprios candidatos.

Amadeu comenta sobre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que publicou um vídeo afirmando que Deus lhe deu uma “missão” para concorrer ao cargo no próximo ano.

“É sempre isso. O Flávio que tem uma casa, que ele não explica de onde vem o dinheiro – quer dizer, a extrema direita tem predileção por não colocar o dinheiro nas redes bancárias – mas mais do que isso, ele usa Deus de cabo eleitoral”, diz Amadeu.

“Então, é preciso que as pessoas falem ‘olha, é Deus sendo transformado num cabo eleitoral de um cara que é notoriamente vazio de proposta, que só tem interesses familiares e que, obviamente, a classe dominante mais podre do Brasil, os ruralistas, os fascistas, mais o capital financeiro, se junta com ele”, complementa o sociólogo.

Para Amadeu, esses políticos “hegemonizaram a direita e romperam com a democracia”. “Eles estão indo num caminho que, não à toa, você já vê o Tarcísio falando: ‘olha, temos que demitir o CEO’. CEO seria o presidente da República. Não, Tarcísio, o presidente da república não é o CEO. Ele não dirige uma empresa, ele dirige um Estado, ele é um estadista. Quem quer transformar o estado em CEO é você

“Então, esses caras, eles vão para ganhar a eleição do ano que vem, para eleger maioria no Congresso e destruir direitos sociais para dar dinheiro para o agro e para o capital financeiro. Nós estamos numa situação muito delicada, então nós precisamos ganhar energia, porque no ano que vem o bicho vai pegar”, finaliza Amadeu.

Candidatura de Tarcísio
Em relação a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ele seria o melhor candidato para a extrema direita, de acordo com Amadeu. Antes do anúncio de Flávio Bolsonaro (PL) como substituto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a expectativa era que Tarcísio fosse a principal opção.

“Mas eu acho que o Tarcísio mesmo prefere ser governador. Porque o interior de São Paulo é um interior que vota na extrema direita hoje. Então, a chance dele ganhar é maior, apesar que ele está fazendo coisas absurdas”, diz Amadeu.

“Tarciso vai ter repercussões muito negativas da água, de todas as ações contra o sistema universitário, de ciência e tecnologia, que demora para chegar na população. E muitas vezes nem chega, né?”, analisa o sociólogo.

Amadeu também ressalta o poder da máquina do PSD, através de Gilberto Kassab, para a candidatura de Tarcísio, visto que o atual Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo deseja ser vice do governador no próximo ano.

*Sergio Amadeu/Forum


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Mundo Política

Da devoção à frustração, mídia brasileira decepcionada com Milei, rebatiza o anarcocapitalista de ‘Bezerro de Ouro’

Em síntese a matéria do Globo de hoje, 19/ 10, detona Milei: “Imagem queimada, erosão econômica, escândalos de corrupção e estilo autoritário corroem fenômeno Milei”.

A reportagem analisa o esfarelamento acelerado da imagem do presidente argentino Javier Milei, que ascendeu como um fenômeno político antissistema em 2023, mas agora enfrenta uma “policrise” que ameaça suas ambições legislativas.

O texto destaca um clima de mal-estar social palpável nas ruas e conversas informais, sinalizando riscos de um resultado trágico nas eleições legislativas de 26 de outubro.

Segundo o jornalão dos Marinho, que estendia tapete vermelho pra Milei, apesar de promessas de recuperação, a gestão de Milei registra decepção generalizada.

Pesquisas mostram que nenhum setor do governo tem aprovação positiva superior à negativa, com apenas 34% dos argentinos crendo em melhorias futuras.

O dólar sobe, reservas do Banco Central são queimadas para conter a desvalorização do peso, e sinais iniciais de recessão agravam o cenário, complicando planos de expansão da bancada da La Libertad Avanza (LLA) no Congresso.

Escândalos de Corrupção

Uma série de denúncias abala o círculo íntimo de Milei, contradizendo sua bandeira anticorrupção.

Destaques incluem o “Karinagate” (envolvendo a irmã Karina Milei em supostas propinas na Agência Nacional de Deficiência) e a renúncia do principal candidato em Buenos Aires, José Luis Espert, por ligações com narcotraficantes.

Esses casos viralizaram nas redes, elevando menções negativas e erodindo a confiança pública.

Estilo Autoritário

O tom agressivo e radical de Milei, criticado por agressões verbais até a pessoas com deficiência, gera rejeição crescente.

Analistas como Mario Riorda, da Universidade Austral, apontam essa postura como catalisadora do mal-estar, somada a erros de gestão.
Ou seja, para O Globo, Milei está morto.


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Mundo

Acusado de corrupção, Milei fica mais enrolado e descabelado do que nunca

A frase de Javier Milei, o Bolsonaro argentino, dita em um comício em Junín, na província de Buenos Aires, onde ele afirmou que a oposição estava “irritada porque estamos roubando o roubo deles”, foi interpretada por adversários como uma admissão de culpa em meio a denúncias de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei.

O escândalo, relacionado a áudios vazados sobre um esquema de propinas na Agência Nacional de Deficiência (Andis), foi explorado pela oposição, como o deputado Maximiliano Ferraro, que ironizou nas redes sociais dizendo que “o inconsciente o traiu”.

A declaração de Milei, feita durante um evento do partido La Libertad Avanza, intensificou as críticas e deu munição política aos opositores, especialmente às vésperas das eleições legislativas.


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Política

Operação contra corrupção afasta prefeito de São Bernardo que está de tornozeleira

Polícia Federal investiga suposto esquema de propina e lavagem de dinheiro; R$ 14 milhões foram apreendidos com servidor ligado ao caso

O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), foi afastado do cargo nesta quinta-feira (14) após uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura da cidade, na Grande São Paulo. A decisão judicial determinou o afastamento por um ano e o uso de tornozeleira eletrônica.

A investigação teve início no mês passado, quando a PF apreendeu R$ 14 milhões e US$ 500 mil em espécie com um servidor apontado como operador financeiro do prefeito. Segundo os agentes, ele pagava despesas pessoais de Marcelo Lima e de sua família. O servidor, identificado como Paulo Iran, está foragido e teve prisão preventiva decretada.

Prefeito

Prefeito e primo alvos
Além do prefeito, o atual presidente da Câmara Municipal e primo dele, vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), e o suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB) também são alvos da operação. Até agora, a PF já recolheu cerca de R$ 400 mil em endereços de empresários suspeitos de ligação com o esquema.

Com o afastamento de Lima, a vice-prefeita Jessica Cormick (Avante), de 38 anos e sargento da Polícia Militar, assume interinamente o comando da cidade.

Batizada de Operação Estafeta, a ação cumpre duas prisões preventivas, 20 mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário e fiscal em São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema. Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

A gestão do prefeito Marcelo Lima (Podemos), procurada pelo g1, não havia dado retorno até a última atualização desta reportagem. Também foi tentado localizar a defesa do vereador e do suplente.

*ICL


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A punição de Bretas pelo CNJ cristaliza que a Lava Jato de Moro era uma rede criminosa

A Lava Jato, que viveu de slogans contra a corrupção, era corrupta e  onde Sergio Moro tinha total comando, como é o caso de Marcelo Bretas, o Moro carioca.

A mutação que Moro sofreu diante da opinião pública é emblemática.

O salafra, que trotava pela estrada da mídia, era o mais genuíno impostor como juiz e, agora, como senador.

Sim, não vamos esquecer de sua armação fraudulenta com Bolsonaro para prender Lula e o fascismo assumir o comando do país com Bolsonaro e o próprio Moro como ministro da Justiça e Segurança Pública em função da ponte entre as milícias de Rio da Pedras com a milícia da República de Curitiba.

Bretas, que costumava posar de marombeiro anabolizado nas redes, é o próprio ranço daquilo que nossa sociedade tem de pior. A filosofia da Lava Jato batia perfeitamente com a fisionomia hormonizada do sujeito da sunga tomara que caia.

Diante de tal histórico, a Lava Jato está sendo eletrocutada do alto de sua própria torre de barro humano.

O duro e caro para a sociedade, é o sujeito fazer o que fez e, ainda assim, é recompensado com uma gratificação para ficar em casa fazendo nada ou um monte de merda.

Aposentadoria compulsória, com valores integrais, é um deboche com a cara do povo que paga tal privilégio de juízes corruptos.

O nome disso é corporativismo explícito.

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A esquerda tem que pautar o debate sobre corrupção ou os corruptos seguirão corrompendo a verdade

O PT tem que ir muito além de sua defesa sobre o tema corrupção, “mensalão” “Petrolão” e qualquer outra farsa moral que pinta um quadro a modo e gosto da direita que é, em sua ação objetiva, corrupta e imoral.

Honestidade e retidão, vendidas pelos canalhas da direita para seu curral, sempre demonizando o PT, usam duas grotescas farsas jurídicas, mensalão e petrolão.

A principal arma é o cinismo em estado puro.

Um juiz corrupto como Moro, até hoje banca o pimpão da moral, mesmo não provando absolutamente nada do que acusa Lula.

Pior, Moro é comprovadamente um corrupto tão vulnerável quanto qualquer bandido comum, sobretudo quando veio à luz que ele e Dallagnol tinham dado um perdido de R$ 2,5 bilhões da Petrobras para criar uma “fundação privada contra a corrupção” da qual os dois espertos seriam os administradores.

A mídia transformou a palavra “corrupção” em dogma contra a esquerda, principalmente contra o PT, logo na chegada de Lula ao poder em 2004.

Para blindar qualquer inconveniente, a mídia põe uma tarja nos olhos quando a palavra corrupção é do bando curitibano de Moro, como o caso da sua fundação mandrake.

Para evitar que essa questão venha à baila e desmoralize completamente a Lava Jato e a farsa do “Petrolão”, a mídia simplesmente se cala sobre o fato concreto do roubo de Moro e Dallagnol, como não existisse esse borralho criminoso na vida dos dois mega pilantras.

Grosso modo, é isso. É hora de cristalizar uma narrativa que opere contra as duas maiores farsas jurídicas da nossa história “Mensalão e Petrolão” que funcionará como uma cama de gato contra essa direita corrupta onde habita a mídia num alinhavo com os figurões da Faria Lima.

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Política

Curto e grosso sobre o esquema de corrupção no INSS desbaratado no governo Lula

A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal, teve origem em uma investigação iniciada pela Controladoria-Geral da União (CGU) logo após uma troca de governo de Bolsonaro para Lula em 2023.

Com as substituições de Wagner Rosário, chefe da CGU no governo Bolsonaro, por Vinicius Marques, indicado pelo governo Lula, a CGU deu início à apuração que culminou na operação.

Atualmente, Wagner Rosário atua como controlador-geral do estado de São Paulo, contratado pelo governador Tarcísio de Freitas, também ex-capitão do Exército.

Mas afinal quem é esse tão prestigiado Wagner Rosário?

Ele é capitão da reserva do Exército Brasileiro, formado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1996, mesma turma de Tarcísio. Antes, foi ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU) durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2018 e 2022.

Rosário ganhou destaque em 2024 devido a investigações da Polícia Federal que apontaram sua presença em uma reunião em 2022, durante o governo Bolsonaro, onde teria sido discutida uma trama golpista para impedir a posse de Lula após as eleições.

A reunião envolveu militares e outros aliados de Bolsonaro.
Apesar disso, Tarcísio optou por mantê-lo no cargo de controlador-geral do estado.

Críticas a Rosário também incluem acusações de omissão durante sua gestão na CGU, especialmente por supostamente não investigar esquemas de corrupção no Ministério da Saúde, conforme apontado pela CPI da Covid em 2021.

Recentemente, há relatos de tentativas no governo Tarcísio de transferir investigações da Procuradoria do Estado para a CGE, sob comando de Rosário, o que gerou controvérsias.

As informações sobre a trama golpista são baseadas em investigações em andamento. Wagner segue no cargo, e o governo Tarcísio não se pronunciou publicamente sobre as acusações de forma detalhada

A foto em destaque com Wagner Rosário, Bolsonaro e Tarcísio é autoexplicativa.