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Flavio Bolsonaro despenca entre os evangélicos e soma mais um pesadelo

Números da última Quaest no segmento são assustadores para o candidato de extrema direita, que passou a semana participando de cultos e “orando” emocionado. Veja os dados e por que a preocupação aumenta no PL

clima nos bastidores do Partido Liberal (PL) azedou de forma definitiva. A pré-candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que surfava em uma trajetória de forte crescimento no início do ano, vive agora um processo acelerado de derretimento nas pesquisas de intenção de voto. Diante do que interlocutores já chamam reservadamente de “naufrágio” do filho 01 do ex-presidente, o principal motor do pânico instalado no comitê bolsonarista tem endereço certo e contornos dramáticos: a debandada em massa do eleitorado evangélico, um movimento que destrói a principal fortaleza eleitoral da extrema direita.

Os dados da última pesquisa Genial/Quaest acenderam o sinal vermelho na campanha da oposição e lançaram os estrategistas em um verdadeiro estado de desespero. No cenário geral de segundo turno, Flávio aparece com apenas 38% das intenções de voto, ficando seis pontos atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera de forma consolidada com 44%. O que realmente tira o sono dos caciques do PL e tira o sossego da família Bolsonaro, no entanto, é o recorte religioso exclusivo e detalhado dessa sondagem, que revela um colapso em um segmento que até então parecia inabalável.

Enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu estancar as perdas entre os eleitores católicos, mantendo em junho o exato mesmo percentual de 34% obtido na pesquisa de maio, o chão desabou completamente sob seus pés quando o assunto é o segmento evangélico. Considerado historicamente o porto seguro do bolsonarismo e a base de sustentação do discurso moral da extrema direita, esse eleitorado promoveu uma queda vertiginosa nas intenções de voto do senador. Flávio despencou impressionantes nove pontos percentuais em apenas um mês, caindo de 61% das intenções de voto no levantamento anterior para 52% no atual cenário.

Na contramão desse declínio acentuado, o presidente Lula, embora ainda apareça numericamente distante do candidato do PL, avançou de forma consistente e “perigosa” dentro do grupo, subindo de 24% para 31% das intenções de voto no mesmo período. Esse avanço petista e o consequente tombo do 01 são alimentados diretamente por uma melhora contínua e gradual na percepção que os evangélicos têm da atual administração federal.

A aprovação ao governo Lula nesse nicho religioso específico deu um salto significativo, subindo de 28% em abril para 30% em maio, e atingindo a marca de 35% em junho. Paralelamente, no mesmo período, a desaprovação ao atual mandatário recuou de forma notável, caindo de 68% para 60%.

Líderes evangélicos dizem reservadamente que a forte rejeição a Flávio Bolsonaro se consolidou de forma irreversível após o candidato ter sido pego na mentira no escândalo envolvendo o Banco Master. Em março, quando veio a público a informação de que a CPI do INSS havia localizado o número de celular do senador na agenda de contatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o parlamentar tentou se esquivar dizendo que os dois nunca haviam tido qualquer tipo de contato e que seu número telefônico não era propriamente um segredo guardado a sete chaves.

Essa versão defensiva, contudo, ruiu por completo após o portal The Intercept Brasil vazar áudios devastadores que comprovam que Flávio atuou de forma direta para pressionar e cobrar repasses financeiros milionários de Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por suspeitas de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.

Os áudios vazados expuseram as entranhas de uma negociação espantosa, na qual o banqueiro investigado se comprometia a injetar R$ 134 milhões na produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia laudatória destinada a exaltar a figura de Jair Bolsonaro, sendo que desse montante pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

A reação do público evangélico e da sociedade foi imediata e severa, conforme mensurado pela pesquisa Quaest, na qual 60% dos eleitores afirmaram convictamente que os diálogos vazados levantam fortes suspeitas de corrupção, enquanto 65% avaliaram que o senador errou gravemente ao se aliar e receber recursos financeiros de um magnata envolvido com práticas criminosas.

A temperatura das redes sociais confirmou o tamanho do estrago na imagem do senador. Um levantamento minucioso realizado pela consultoria Ativaweb DataLab, que analisou mais de 17 milhões de menções públicas nas primeiras 20 horas após a realização da Marcha para Jesus, revelou que 51,9% de todas as interações direcionadas a Flávio Bolsonaro tiveram um tom marcadamente negativo.

Os pesquisadores e analistas de dados identificaram um volume expressivo e inédito de manifestações de cristãos criticando abertamente a transformação de um evento estritamente sagrado em um palanque de disputa eleitoral rasteira. Parte considerável do público rejeitou de forma veemente o discurso do senador, que afirmou na ocasião que o Brasil vive uma suposta “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo”, uma retórica agressiva que acabou gerando um profundo cansaço e efeito reverso entre os fiéis.

Se a perda da hegemonia evangélica já configura uma crise sem precedentes para os planos do PL, o desempenho de Flávio Bolsonaro entre os eleitores independentes aprofunda o isolamento da extrema direita e desenha o que muitos já consideram um beco sem saída eleitoral. Esse grupo decisivo, formado por cidadãos que não se declaram nem lulistas nem bolsonaristas e que costuma definir os pleitos majoritários no país, promoveu mais um forte recuo nas aspirações do senador, cujas intenções de voto despencaram de 31% para 24% no segmento. O presidente Lula soube capitalizar com maestria o desgaste moral do adversário e abriu uma distância que agora se configura como um verdadeiro abismo eleitoral, alcançando uma gritante vantagem de 13 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro entre os eleitores independentes.

Estrategistas políticos e eleitorais apontam de forma unânime que essa sequência ininterrupta de escândalos colou de forma indelével no primogênito do ex-presidente as pechas de corrupto, traidor da pátria e trapaceiro eleitoral. Além do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, a imagem pública do candidato sofreu um golpe quase fatal com a repercussão extremamente negativa de sua recente viagem oficial aos EUA. Flávio foi a Washington com o objetivo confesso de articular com parlamentares norte-americanos alinhados a Donald Trump e com organismos internacionais a aplicação de sanções econômicas e políticas severas contra o próprio Brasil, sob a alegação de que estaria sofrendo perseguição política interna.

O episódio foi amplamente explorado por seus adversários políticos como um ato inequívoco de traição à pátria, consolidando o argumento de que o candidato preferiu sabotar a economia do seu próprio país e prejudicar a população a responder de forma limpa pelos próprios atos perante a Justiça brasileira.

No auge do pânico, o comitê de campanha tentou uma manobra jurídica desesperada que acabou por selar a pecha de autoritarismo e mordaça que a oposição tanto buscava explorar. Ao ter acesso aos dados internos que já apontavam para o derretimento acelerado de suas intenções de voto, Flávio acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a censura imediata e a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, sob o argumento frágil de que as perguntas induziriam os entrevistados a darem respostas negativas. Embora o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, tenha concedido uma decisão liminar favorável ao senador, o tiro saiu espetacularmente pela culatra.

A reação política da oposição e de amplos setores da sociedade civil foi devastadora, classificando a medida como um flagrante ato de censura eleitoral e um atestado de desespero do clã, o que acabou por atrair ainda mais holofotes e curiosidade pública para o escândalo dos áudios do Banco Master, intensificando a queda de Flávio nas sondagens da própria AtlasIntel, onde ele já havia despencado seis pontos no segundo turno, fixando-se em 41,8% contra 48,9% de Lula.

Diante do colapso iminente da candidatura e da paralisia do comitê político, a ordem para uma intervenção de emergência partiu diretamente de Jair Bolsonaro. Mesmo cumprindo rigorosa prisão domiciliar após sua condenação histórica por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente determinou de forma categórica que sua esposa, Michelle Bolsonaro, assuma o protagonismo e entre de cabeça na campanha do enteado para tentar estancar a sangria de votos e resgatar o eleitorado perdido.

Essa decisão funciona como uma operação de salvamento político de alto risco, mas esbarra imediatamente em um histórico crônico e amplamente conhecido de severas tensões familiares. A relação pessoal entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta sempre foi descrita por aliados mais próximos como péssima, sendo marcada ao longo dos anos por episódios humilhantes, desconfianças mútuas e ofensas proferidas de lado a lado nos bastidores do poder.

Na intimidade do clã, o senador frequentemente tentava diminuir a relevância e o peso político de Michelle Bolsonaro, referindo-se a ela de forma pejorativa e arrogante como uma mera “agregada” da família que tentava pegar carona no sobrenome do marido. Por sua vez, a ex-primeira-dama nunca fez questão de esconder seu profundo descontentamento com o comportamento e as trapalhadas do enteado e, em conversas reservadas com interlocutores da extrema direita, chegou a debochar abertamente dos seguidos desastres políticos e judiciais que pavimentaram a derrocada e o isolamento atual do parlamentar.

Apesar dessas fraturas expostas na dinâmica familiar, o PL deposita agora todas as suas fichas e recursos remanescentes no capital político de Michelle Bolsonaro, enxergando-a como a única figura do ecossistema direitista capaz de promover uma reconciliação e reconectar o partido com fatias cruciais do eleitorado que abandonaram Flávio após a enxurrada de denúncias de corrupção. A estratégia traçada pela legenda mira de forma cirúrgica e obsessiva em três frentes específicas onde a rejeição ao senador disparou de forma alarmante nas últimas semanas.

A primeira e mais urgente linha de ação foca justamente no eleitorado evangélico, nicho em que Michelle mantém uma liderança sólida e forte trânsito emocional por meio de discursos inflamados, testemunhos de fé e um poderoso apelo religioso que Flávio simplesmente perdeu a capacidade de emular. O segundo alvo prioritário da ex-primeira-dama será o eleitorado feminino, um público que historicamente demonstra forte rejeição ao tom belicoso e agressivo adotado pela ala masculina do clã Bolsonaro e que enxerga com profunda desconfiança os problemas criminais e os escândalos financeiros que cercam o parlamentar fluminense. Por fim, o partido planeja explorar exaustivamente a imagem de Michelle para recuperar o terreno perdido nas classes sociais mais baixas e entre os brasileiros de menor poder aquisitivo, setores vulneráveis onde a imagem assistencialista e de caridade que ela cultivou no passado recente ainda guarda um recall eleitoral bastante significativo e afetivo.

Contudo, apesar da urgência máxima e da ordem expressa vinda de cima para que o socorro político seja executado imediatamente, o plano de resgate ainda carece de um cronograma definitivo e esbarra no calendário do país. Informações de bastidores colhidas junto à cúpula do partido indicam que, embora o pânico seja generalizado, as agendas públicas conjuntas e os grandes comícios com a presença de madrasta e enteado não devem ocorrer durante o período de realização da Copa do Mundo, momento em que a atenção e o interesse da população brasileira estão amplamente dispersos e voltados para o evento esportivo global. Essa trégua forçada pelo futebol dará ao comitê de campanha do PL o tempo necessário para tentar costurar, longe dos olhos do público, um armistício político e familiar, na tentativa desesperada de vender aos eleitores uma imagem de unidade e harmonia que, na dura realidade dos bastidores, está completamente esfacelada e em ruínas.

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Cultura Política

Audiência da Globo despenca após esconder desfile que homenageou Lula no Carnaval

A Globo perdeu audiência após esconder o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a transmissão do Carnaval neste domingo (15), conforme informações do F5, da Folha.

Em São Paulo, principal mercado publicitário do país, a emissora marcou 11 pontos entre 22h10 e 23h35, período em que a escola passou pela Marquês de Sapucaí, desempenho inferior à média recente da faixa e sob ameaça da Record, que transmitia a rodada final do Campeonato Paulista.

Segundo dados prévios, a Record atingiu 7 pontos no período e chegou a picos de 10 com São Bernardo x Corinthians entre 22h15 e 22h30, enquanto o desfile alcançou pico de 12 pontos. O SBT marcou 6 pontos. Cada ponto equivale a cerca de 199 mil telespectadores na Grande São Paulo.

Nas quatro semanas anteriores, a Globo havia registrado média de 15 pontos no mesmo horário com Fantástico e BBB 26, o que representa queda de 26%. Já no domingo de Carnaval de 2025, a emissora marcou 14 pontos ao exibir o Oscar, com a vitória do filme “Ainda Estou Aqui”.

Cobertura “mais sóbria”
A emissora adotou uma transmissão mais contida para evitar acusações de propaganda eleitoral. Antes do desfile, Pedro Bassan mencionou as tentativas de impedir a apresentação. A orientação interna foi focar alegorias e aspectos técnicos, evitando entrevistas com populares ou comentários políticos. A equipe de redes sociais também recebeu instruções para tratar o desfile de forma neutra.

Durante a exibição, comentaristas como Milton Cunha, Mariana Gross, Alex Escobar, Karine Alves e Pretinho da Serrinha concentraram as falas em fantasias, acabamento e evolução da escola, sem aprofundar o conteúdo político do enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que trazia referências diretas à trajetória do presidente e a episódios recentes da política nacional.

Acadêmicos de Niterói deu um show de irreverência, mostrou o Bolsonaro fantasiado de palhaço várias vezes, mas a narração da Globo censurou a explicação de tudo. Cobertura vergonhosa, mas aqui vamos mostrar tudo! pic.twitter.com/e06vPyb0jw

Diferença de tratamento
A comissão de frente encenou personagens representando os quatro últimos presidentes do país, incluindo uma sequência em que Lula passava a faixa para Dilma Rousseff, que a perdia para Michel Temer em referência ao impeachment de 2016.

Em seguida, a faixa era associada a Jair Bolsonaro, retratado como o palhaço Bozo. Mesmo com a encenação explícita, a transmissão limitou-se a mencionar que se tratava de uma representação do passado recente do Brasil, sem identificar nominalmente as figuras parodiadas nem comentar o teor político da crítica.

Nos bastidores, a emissora já havia orientado seus profissionais a manter postura neutra para evitar interpretações que pudessem ser entendidas como posicionamento político. A escolha editorial também incluiu a decisão de não exibir integralmente o início do desfile da escola de Niterói.

O tratamento desigual ficou evidente na sequência da programação. Logo após a Acadêmicos de Niterói, a Imperatriz Leopoldinense recebeu cobertura ampla desde o esquenta, com apresentação detalhada do enredo em homenagem a Ney Matogrosso, entrevistas, contextualização histórica e exibição integral da entrada na avenida. Para parte do público, a diferença reforçou a percepção de omissão no caso da homenagem a Lula. DCM.


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Economia Mundo

Wall Street despenca ainda mais enquanto Trump se aprofunda no tarifaço

As ações dos EUA caíram após perdas na Ásia e na Europa. O presidente Trump disse que não recuaria em sua guerra comercial, reforçando os temores de uma crise econômica global.

Guerra comercial eleva a fasquia para cortes nas taxas da Fed.

As tarifas, que entrarão em vigor esta semana, correm o risco de provocar uma inflação ainda maior e um crescimento mais lento, complicando as decisões do Federal Reserve sobre política monetária.

Trump pode levar Os EUA a um buraco sem fundo.

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Aprovação de Bolsonaro despenca para 26%

A crise em Manaus e a falta de perspectiva sobre cronograma de vacinação colaboraram para a queda de popularidade do presidente.

Com a crise de saúde pública em Manaus e desencontros sobre o cronograma de vacinação, a aprovação à gestão do presidente Jair Bolsonaro caiu de 37% para 26%, a maior queda semanal desde o início de seu governo. Agora, está no mesmo nível de junho de 2020, um dos momentos mais críticos da pandemia. A queda acentuada fez com que a desaprovação ao governo saltasse para 45%.

É o que mostram os novos resultados de uma pesquisa exclusiva de EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Research, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Clique aqui para ver o relatório completo.

A desaprovação do presidente é maior nos estratos de maior renda e de maior escolaridade: entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 58% não aprovam a gestão do presidente. No grupo dos que têm ensino superior, 64% desaprovam o governo federal.

Já em relação à aprovação do presidente, ela segue maior entre os que moram no Centro-Oeste e os evangélicos. Entre os que moram no Centro-Oeste, 36% aprovam o governo Bolsonaro — nas outras regiões do Brasil, esse índice varia de 22% a 27%.

Entre os evangélicos, 38% apoiam o governo Bolsonaro, ante 20% dos católicos e 23% dos que declaram seguir outra religião.

O levantamento foi realizado por telefone, em todas as regiões do país, entre os dias 18 e 21 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

“A dinâmica dos sérios problemas em Manaus junto a falta de perspectivas sobre um cronograma de vacinação e o fim do auxílio emergencial constituem os principais fatores que levam à queda de popularidade do presidente”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA.

Os dados de avaliação do governo mostram um desempenho similiar: o percentual de pessoas que considera o governo ótimo ou bom passou de 38% para 27%. Do mesmo modo, o grupo que avalia a gestão Bolsonaro como ruim ou péssima subiu de 34% para 45%.


Manaus

A pesquisa também perguntou se a crise de saúde pública em Manaus, que vive uma deficiência no fornecimento de oxigênio para os hospitais e um aumento substancial de casos de covid-19, poderia influenciar a avaliação do governo. Para 60% dos entrevistados, o quadro atual na capital amazonense deve impactar o modo como analisam o trabalho do presidente. Para outros 22%, não deve fazer diferença

Quando se observa o aspecto regional, 66% dos que moram no Nordeste dizem que a avaliação do governo deve ser influenciada pela crise em Manaus, enquanto que 57% dos que moram no Sudeste e no Norte – epicentro da atual crise – compartilham da mesma opinião.
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O impacto dos acontecimentos em Manaus também repercute mais na população de alta escolaridade e renda: 71% dos que têm ensino superior dizem que a avaliação do governo deverá ser impactada, assim como 67% das pessoas com rendimentos superiores a cinco salários mínimos têm a mesma opinião.

“As classes média e alta, que poucas vezes usam o sistema público de saúde por ter plano particular, está insatisfeita porque as vacinas, a cargo do governo, não chegam e não há, até agora, uma definição sobre o calendário da campanha de imunização”, diz Moura. “Ao mesmo tempo, o fim do auxílio é visto negativamente por boa parte da população.”

Pazuello

A pesquisa EXAME/IDEIA também perguntou sobre como a população avalia o trabalho do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Enquanto 28% dos entrevistados consideram o trabalho do ministro como bom ou ótimo, outros 32% consideram a gestão de Pazuello ruim ou péssima. Outros 33% avaliam como regular.

Os dados mostram que a avaliação do ministro é melhor do que a do presidente Bolsonaro (27% consideram bom ou ótimo; 45% acham ruim ou péssima).

“A população com menos instrução geralmente não sabe quem são os ministros, mas conhecem o presidente. Por isso, o governo federal tende a ser mais responsabilizado em momentos de grave crise”, diz Moura, do IDEIA.

*Com informações da Exame

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