Categorias
Política

Quando o escândalo chega ao quintal da velha mídia, o silêncio começa

Foi um verdadeiro festival.

Durante semanas, a velha mídia transformou o STF em uma espécie de vilão nacional de plantão. Cada decisão, cada ministro, cada conflito institucional servia de matéria-prima para manchetes alarmistas, colunas indignadas e intermináveis discussões destinadas a produzir uma conclusão política muito conveniente: era preciso desgastar o Supremo e, por tabela, criar desgaste para Lula.

O problema é que a realidade, essa inconveniente senhora que insiste em aparecer quando menos se espera, resolveu mudar o roteiro.

O espetáculo montado para atingir o STF acabou produzindo um efeito político que seus autores talvez não tivessem previsto: o desgaste passou a respingar muito mais no campo bolsonarista, especialmente em Flávio Bolsonaro.

E então veio o caso Banco Master, com as mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro e as revelações sobre relações envolvendo personagens do Judiciário e pessoas próximas ao ministro Kassio Nunes Marques.

Entre os elementos divulgados está um contrato que poderia alcançar R$ 427 milhões em honorários de êxito, relacionado a ações envolvendo precatórios e interesses do Banco Master. Kassio Nunes Marques nega ter participado do contrato ou atuado em favor de Vorcaro ou do banco.

Ora, se o argumento era que o STF precisava ser vasculhado até a última vírgula quando as suspeitas serviam para atingir Lula, por que a mesma lupa não deveria permanecer sobre a mesa quando surgem fatos que envolvem personagens ligados ao universo bolsonarista?

Aí acontece o milagre editorial: o STF desaparece das manchetes.

O tribunal que ocupava horas de televisão, páginas de jornais e quilômetros de comentários passa, de repente, a parecer uma instituição quase invisível.

Convenientemente invisível.

É como se o botão de emergência da velha mídia tivesse duas posições: “escândalo quando interessa” e “silêncio quando incomoda”.

Mas jornalismo não deveria funcionar assim.

Se há suspeitas, que sejam investigadas. Se não há provas, que isso seja claramente informado. Se existem documentos, que sejam publicados e contextualizados. Se existem negativas, que sejam igualmente registradas.

O que não pode existir é uma imprensa que exige transparência absoluta dos adversários e subitamente descobre a delicadeza, a cautela e o silêncio quando a investigação começa a alcançar seus aliados políticos.

E talvez seja justamente por isso que todo aquele festival contra o STF tenha produzido um resultado tão diferente do esperado.

Tentaram transformar o Supremo em problema eleitoral para Lula. No caminho, acabaram abrindo uma janela para que o eleitor enxergasse as conexões políticas e financeiras que cercam o universo bolsonarista.

Agora, o que se espera é simples: menos teatro, menos manchete seletiva e mais jornalismo.

Porque, quando a imprensa decide quem merece holofote e quem merece silêncio, o problema deixa de ser apenas aquilo que está sendo investigado.

Passa a ser também aquilo que deliberadamente deixa de ser investigado com a mesma intensidade.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Covaxin: o escândalo que a CPI da Covid arrancou das entranhas do governo Bolsonaro

A vacina Covaxin que revelou o porão do governo Bolsonaro

O escândalo da Covaxin foi um daqueles episódios que, por si só, deveriam ter sido suficientes para marcar para sempre a história de um governo. Enquanto o Brasil enterrava seus mortos pela Covid-19, enquanto famílias desesperadas procuravam oxigênio, leitos e vacinas, nos subterrâneos do governo Bolsonaro se desenrolava uma operação bilionária cercada de pressões, inconsistências documentais, intermediários suspeitos e perguntas que até hoje não podem ser tratadas como mero detalhe burocrático.

Foi a CPI da Covid que abriu a porta desse porão.

E o que apareceu não foi bonito.

O governo havia contratado 20 milhões de doses da Covaxin por aproximadamente R$ 1,6 bilhão, em um negócio que passou a despertar uma sucessão de suspeitas. O processo avançou em velocidade incomum, apesar dos obstáculos e inconsistências apontados por servidores do próprio Ministério da Saúde. Havia problemas nos documentos, questionamentos sobre o pagamento e uma tentativa de envolver uma empresa que não constava originalmente do contrato.

O mais impressionante, porém, estava em outro lugar.

O presidente da República foi avisado.

Os irmãos Luís Miranda e Luís Ricardo Miranda levaram ao conhecimento de Jair Bolsonaro as suspeitas relacionadas à operação. Luís Ricardo, servidor do Ministério da Saúde, havia identificado problemas na documentação e relatado pressão para dar andamento ao negócio.

A partir daí, o escândalo ganhou uma dimensão política explosiva.

Porque, se o presidente da República recebe informações sobre possíveis irregularidades em uma contratação bilionária de vacinas e, em vez de determinar imediatamente uma investigação, deixa o episódio seguir seu curso, surge uma pergunta inevitável: quem estava sendo protegido?

A CPI foi atrás dessa resposta.

E encontrou uma história ainda mais incômoda.

A operação envolvia a Precisa Medicamentos, intermediária da negociação, e documentos que apresentavam inconsistências. Um dos pontos mais graves era a previsão de pagamento a uma empresa chamada Madison Biotech, sediada em Singapura, que não aparecia como contratada no negócio original.

Em qualquer administração minimamente comprometida com o dinheiro público, uma sucessão de sinais dessa natureza deveria acender todas as luzes vermelhas.

No governo Bolsonaro, as luzes precisaram ser acesas por uma CPI do Congresso.

Essa é talvez a dimensão mais importante do caso.

A Covaxin não foi apenas uma história sobre uma vacina que acabou não sendo aplicada. Foi uma história sobre como o poder público negociava bilhões de reais durante uma emergência sanitária e sobre o que acontecia quando servidores levantavam dúvidas sobre a operação.

E há algo particularmente repugnante no contraste.

De um lado, o governo Bolsonaro tratava a vacinação com uma mistura de negligência, sabotagem política e desinformação. De outro, quando surgia uma oportunidade de contratar uma vacina por bilhões de reais, apareciam pressa, pressão e uma cadeia de acontecimentos que despertou suspeitas no próprio Ministério da Saúde.

A CPI fez aquilo que as instituições do Executivo deveriam ter feito desde o primeiro alerta: perguntou, confrontou documentos, ouviu servidores, rastreou responsabilidades e colocou o negócio sob os holofotes.

O contrato acabou suspenso e posteriormente cancelado.

Mas o cancelamento não apaga o escândalo.

Ao contrário.

Ele torna ainda mais necessário perguntar por que uma contratação cercada de tantos sinais de alerta chegou tão longe.

A Covaxin entrou para a história da pandemia brasileira como um símbolo do que acontecia quando interesses políticos, negócios privados e dinheiro público se encontravam no pior momento possível: quando milhares de brasileiros estavam morrendo e cada dia de atraso na vacinação custava vidas.

A CPI da Covid teve muitos episódios, mas o caso Covaxin ocupa um lugar especial porque desmontou uma das narrativas centrais do bolsonarismo: a de que o governo seria simplesmente vítima de uma perseguição política.

Não era perseguição.

Era investigação.

E investigação existe justamente para fazer aquilo que governos acuados detestam: colocar documentos sobre a mesa, reconstruir os caminhos do dinheiro, confrontar versões e perguntar quem sabia o quê — e quando sabia.

No caso Covaxin, a pergunta permanece brutalmente simples:

se o presidente foi alertado sobre possíveis irregularidades em uma operação bilionária de compra de vacinas, por que a investigação não partiu imediatamente do Palácio do Planalto?

Foi preciso uma CPI para fazer essa pergunta em voz alta.

E talvez seja esse o maior legado do escândalo: a Covaxin mostrou que, durante a tragédia da Covid-19, havia muito mais acontecendo dentro do governo Bolsonaro do que aquilo que aparecia nas coletivas e nas redes sociais.

Enquanto o país contava mortos, a CPI contou documentos.

Enquanto o governo tentava controlar a narrativa, a comissão desmontava versões.

E enquanto Bolsonaro procurava se apresentar como alguém que nada sabia, a Covaxin deixou uma pergunta política impossível de esconder:

O que exatamente o presidente sabia — e por que, diante dos alertas que recebeu, não fez aquilo que qualquer presidente deveria fazer quando suspeita de uma fraude bilionária: mandar investigar?


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Um escândalo a mais: Regra defendida por Flávio Bolsonaro beneficiou setor que recebeu investimentos do Banco Master

As revelações sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, continuam produzindo novos questionamentos sobre a convergência entre atuação política e interesses econômicos. Um dos pontos que passou a chamar atenção é a defesa, por Flávio, de mudanças regulatórias que beneficiavam diretamente um setor no qual o Banco Master havia realizado investimentos significativos.

A Polícia Federal está investigando se o ocorrido foi em troca de vantagens ou mediante coordenação com o banco, a coincidência entre os interesses defendidos pelo senador e os investimentos do conglomerado financeiro amplia o escrutínio sobre sua relação com Vorcaro.

O caso ganha relevância porque o Banco Master tornou-se alvo de uma série de investigações conduzidas pela Polícia Federal e por órgãos reguladores, que apuram suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e operações irregulares envolvendo recursos públicos. Daniel Vorcaro nega as acusações e afirma que o banco enfrentou uma crise de liquidez, não de solvência.

As investigações também revelaram que Flávio manteve interlocução frequente com Vorcaro. Reportagens mostraram, por exemplo, que o senador intermediou pedidos de recursos para projetos ligados ao universo bolsonarista, enquanto a Polícia Federal apura a natureza dessas operações financeiras. Flávio afirma que não recebeu vantagem indevida e sustenta que todas as negociações ocorreram dentro da legalidade.

Nesse contexto, a defesa de normas que favoreciam um segmento econômico financiado pelo Master passa a ser analisada sob uma nova perspectiva. Especialistas em integridade pública costumam observar que, mesmo quando não há prova de ilegalidade, a coincidência entre interesses privados e atuação parlamentar pode suscitar questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse, especialmente quando há relações pessoais ou comerciais entre agentes políticos e empresários.

O episódio soma-se a uma sequência de revelações envolvendo a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nos últimos meses vieram à tona informações sobre pagamentos, notas fiscais emitidas por seu escritório de advocacia, além de mensagens entre o senador e o banqueiro, fatos que passaram a integrar diferentes linhas de investigação e reportagens. Flávio nega irregularidades e afirma que sua atuação profissional e política sempre observou os limites da lei.

À medida que as investigações avançam, a tendência é que a atuação legislativa relacionada a setores econômicos beneficiados pelo Banco Master também seja examinada pelas autoridades e pela opinião pública. Ainda que a existência de uma regra favorável não constitua, por si só, prova de irregularidade, ela amplia o contexto em que as relações entre política e interesses financeiros passam a ser avaliadas.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Escândalo no INSS começou no governo Bolsonaro

Jornalista Marcelo Auler afirma que rombo de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos em aposentadorias teve origem na gestão anterior e defende apuração rigorosa.

Segundo o Jornalista, o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, estimado em R$ 6,3 bilhões, teve início ainda no governo Jair Bolsonaro. Auler enfatizou que a operação conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) não tem motivação política contra a atual gestão federal, mas responde a um problema estrutural que se arrasta desde 2019.

“Eu acho que o governo está dando uma dentro. Este escândalo do INSS precisa ser apurado, e não é um golpe contra o governo. Não foi dinheiro do governo que foi roubado dessa vez, foi dinheiro do aposentado”, declarou.

Os indícios de irregularidade vieram à tona a partir de uma investigação interna da CGU, iniciada após detectar um aumento anormal nos descontos aplicados a beneficiários do INSS. Auler relatou que uma pesquisa da CGU ouviu 1.224 beneficiários e constatou que “97,6% deles informaram não autorizar os descontos”. Ainda conforme o jornalista, “1.221 disseram: ‘Eu não sou de associação nenhuma e tô sendo descontado’”.

A operação mobilizou cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU. Foram cumpridos 211 mandados judiciais de busca e apreensão, além de seis mandados de prisão temporária. Também houve o afastamento de seis servidores públicos e o bloqueio de bens que ultrapassam R$ 1 bilhão. Para Auler,

“essa é a principal diferença da Lava Jato: você não tem um só juiz. São inquéritos de delegados diferentes, de estados diferentes, que são relatados a procuradores da República diferentes, que encaminham aos juízes diferentes”.

O jornalista destacou que a operação se diferencia por sua base institucional. “Ela começa quando a CGU nota que há um crescimento inexplicável desses descontos e começa a investigar”, frisou. A investigação posterior da Polícia Federal teve como ponto de partida os dados consolidados pela CGU.

Marcelo Auler também comentou a atuação do governo Lula diante do escândalo. Ele defendeu a postura da atual administração, que, segundo ele, “acertou no discurso e na operação feita em conjunto CGU, Polícia Federal e a inteligência do INSS”. Porém, criticou a tentativa do ministro da Previdência, Carlos Lupi, de amenizar a situação do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que acabou sendo exonerado. “O Lupi errou ontem quando entra na entrevista aliviando o presidente do INSS. Como é que esse cara não viu isso, se já pipocavam matérias na imprensa desde o ano passado?”, questionou.

O caso revela um problema de fiscalização e responsabilidade administrativa. “O servidor público foi corrompido para facilitar essa sacanagem. O rombo não é no governo, infelizmente, é no bolso dos aposentados”, ressaltou. Ele ainda afirmou que, embora parte dos descontos possa ter sido legal, “ainda que fossem apenas 100 mil reais descontados de aposentados, merece uma apuração séria”.

Ele ainda fez referência à atuação do presidente Lula, lembrando que foi ele quem determinou a exoneração do presidente do INSS. “Foi por isso que o Lula mandou demiti-lo no meio da tarde, e quem demitiu foi a ministra substituta da Casa Civil”, explicou. Com 247.

Categorias
Mundo

Escândalo do criptogolpe: na TV argentina Milei mandou um “apertei mas não fumei” “Eu não promovi, apenas espalhei”

Quanto mais Milei se explica mais se complica.

O presidente argentino está enrolado. Se exime de culpa dizendo ter tomado um tapa na cara, mas diz que, quem comprou a moeda furada sabia dos riscos.

Na verdade, ele está adicionando uma série interminável de contradições no seu palavrório. Outra tirada de resgova de Milei foi impagável: “Quando você vai ao cassino e perde, qual é a reclamação?”

Para quem se vendia como o rei da economia, dizer que entrou de gaiato no submundo da cripto-picaretagem para ajudar um argentino, ele acaba mordendo o próprio rabo.

“levei um tapa por querer ajudar um argentino” e anunciou que fará mudanças para evitar que seja tão fácil entrar em contato com ele.

Milei tentou se distanciar do escândalo do criptogolpe que estourou no fim de semana depois que seu tuíte fez o preço da memecoin $LIBRA disparar, criado poucos minutos antes da postagem do presidente.

‘Vou embora, tenho que correr’”, disse ele sobre os motivos pelos quais apagou a postagem.

Milei se acha inocente por, segundo o descabelado, só cinco argentinos compraram o golpe. O resto é otário americano e chinês

Ou seja, Milei culpou as vítimas do golpe que protagonizou.

Santiago Siri, especialista em criptomoedas, que viu o escândalo chegando foi curto e grosso: “Um projeto com uma moeda meme é uma farsa”

Categorias
Opinião

Os escândalos de Paulo Guedes não escandalizam a grande mídia

Glauber Braga (PSol) em seu twitter escreve:

VERGONHA! Paulo Guedes foi anunciado como sócio e presidente da Legend Capital q administra 11 bilhões. A empresa assessora investimentos adivinha como afiliada de quem? BTG Pactual. O Banco q Paulo Guedes fundou e q foi enormemente beneficiado com as privatizações de bolsonaro. (Glauber Braga).

Esse duplo padrão da mídia brasileira é das coisas mais escandalosas desse país.

Assim que li o tuíte de Glauber Braga, corri nos portais da grande mídia para ver se esse escândalo estava nas primeiras páginas em garrafais.

Lógico, quebrei a cara, sequer no rodapé a tríade dos jornalões, Folha, Globo e Estadão, tampouco mencionam o nome de Paulo Guedes, fossem dois pedalinhos e uma horta, o carnaval estava garantido.

Ou seja, dependendo dos personagens e não dos fatos, a mídia guia ou esconde seus holofotes, baseada numa realidade própria que seus interesses são descendentes diretos de determinados fatos.

Nisso, não há o que estranhar, pois é tradição da grande mídia brasileira ocultar e cultuar picaretagens das entranhas da direita.

Nessa celebração, o que é crime, passa a ser virtude, o que é podre, passa a ser defendido pela mídia como um ato de nobreza, martelando de forma repetitiva tal narrativa para que a maré sempre siga o rumo dos interesses dos donos da festa.

Por isso nem um sussurro sobre essa fala de Glauber Braga, ao contrário, diante desse fato, as redações repousam em berço esplêndido. Se não podem defender um escracho como esse, não há sinuca qualquer, os devotados súditos do grande capital que, em nome dos seus interesses, trataram Paulo Guedes como um herói, ficam mudas, e o clube dos ricos segue incólume, embriagando-se de lança perfume nos luxuosos salões Brasil afora.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental.

Caixa Econômica, Agência: 0197

Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Opinião

Quem vai herdar a massa falida do bolsonarismo?

O escândalo das joias foi a pá de cal no sepultamento do fascismo nativo.

O cadavérico Bolsonaro, nunca mais pisa no Brasil.

Seu crime de peculato, é titica perto do que será descortinado daqui pra frente.

O sujeito é imundo.

A condenação moral desse animal é tanta que nem os mais radicais devotos do ex-mito, ensaiam qualquer defesa do vigarista.

O caso agora é outro.

Quem ficará com a sua xepa, para minimizar os efeitos dessa decomposição?
Por hora, Moro, Dallagnol e Nikolas estão tentando.

Mas no primeiro momento em que isso significar, e vai significar, que sair na foto com ele é suicídio político pela contaminação, os três passarão a atacá-lo.

A conferir os próximos capítulos de uma novela fracassada.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Política

Escândalo dos diamantes mostra uso do Estado a serviço da família Bolsonaro

Servidores da Receita resistiram a pressão indevida para liberar joias; caso reforça importância da estabilidade no setor público.

Depois das rachadinhas, dos depósitos do Queiroz e dos imóveis comprados com dinheiro vivo, a família Bolsonaro precisa explicar um novo rolo com pedras preciosas.

O governo do capitão tentou trazer ilegalmente para o país um kit com colar, anel, relógio e brincos de diamante. As joias foram avaliadas em € 3 milhões, o equivalente a R$ 16,5 milhões no câmbio atual.

O tesouro seria um presente da monarquia da Arábia Saudita para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, segundo confirmou o almirante Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia.

A mercadoria foi apreendida em outubro de 2021 durante fiscalização de rotina no Aeroporto de Guarulhos. Um militar lotado no gabinete do ministro fez o papel de mula, tentando passar com as joias numa mochila sem declará-las ao Fisco. Foi interceptado na alfândega e obrigado a entregar as pedras à Receita Federal.

Documentos revelados pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que o almirante tentou usar o cargo para liberar os diamantes. Depois disso, o governo faria mais quatro investidas frustradas, numa força-tarefa que envolveu três ministérios e o gabinete presidencial. Tudo a serviço de interesses particulares da família Bolsonaro.

O governo poderia ter trazido as joias sem impostos se elas fossem declaradas como presente oficial para o presidente da República. Neste caso, o tesouro não ficaria para o clã: seria incorporado ao patrimônio da União. A forma como o militar tentou driblar a Receita deixa claro que o plano era outro.

O caso dos diamantes deixa no ar uma série de perguntas. Por que o governo tentou ocultar as joias da alfândega? Em que circunstâncias elas foram entregues ao ex-ministro? Por que o Itamaraty e o antigo comando da Receita tentaram reaver as pedras sem o pagamento de multa e imposto de importação?

Em tempo: o que levaria a Arábia Saudita a gastar tanto num mero agrado à família Bolsonaro? A troca de presentes é praxe nas relações diplomáticas, mas uma coleção de diamantes avaliada em R$ 16,5 milhões parece exagero até para os padrões da realeza saudita.

Esses e outros mistérios precisam ser elucidados pelo novo governo. Na noite de sexta, o ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal abra uma investigação. Ao anunciar a medida, deu pistas de suas possíveis consequências. Disse que os fatos podem configurar crimes de peculato, descaminho e lavagem de dinheiro.

No front político, o escândalo das joias deve atrapalhar os planos de Bolsonaro e Michelle. Enquanto o marido estica as férias na Flórida, a ex-primeira-dama voltou ao país e ganhou cargo no PL. O chefão da sigla, Valdemar Costa Neto, sugeriu que ela poderia ser lançada ao Planalto em 2026 caso o capitão seja declarado inelegível.

O caso também reforça a importância da estabilidade no setor público. Se não contassem com a garantia, os servidores da Receita poderiam ter sucumbido às pressões indevidas para liberar os diamantes. Eles resistiram ao assédio e garantiram o cumprimento da lei.

*Bernardo Mello Franco/O Globo

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Coação

Vídeo – Escândalo: Diretor da PRF que impede nordestinos de votar postou apoio a Bolsonaro

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, pediu votos para Bolsonaro, e agora organiza operações para impedir os votos dos nordestinos, onde Bolsonaro é odiado.

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, pediu votos para Bolsonaro, e agora organiza operações para impedir os votos dos nordestinos, onde Bolsonaro é odiado.

Em um post feito no story de sua conta pessoal no Instagram, na noite deste sábado, o policial escreveu “vote 22, Bolsonaro presidente”. O pedido estava acompanhado de uma foto da bandeira do Brasil, mas foi apagado no início da tarde deste domingo.

Na rede de fotos e vídeos, Vasques já compartilhou com os mais de 41 mil seguidores, algumas vezes, fotos ao lado de Bolsonaro em compromissos oficiais de governo que contaram com a presença da PRF.

O Nordeste é um reduto de votos antibolsonaristas, onde a extrema direita é odiada pela sua política ultraliberal de fome e miséria. O roubo dos votos nordestinos foi um fator chave das eleições manipuladas de 2018.

Policial rodoviário federal desde 1995, Silvinei Vasques já foi coordenador-geral de operações, além de exercer atividades de gerência e comando. Foi também superintendente nos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro. Antes de ser promovido a diretor, atuou como secretário municipal de segurança pública e de transportes na cidade de São José, em Santa Catarina, entre 2007 e 2008.

No histórico desse agente de extrema direita, também consta participação em “cursos policiais no Brasil e no exterior, entre eles, o curso da Escola da Swat (Course Swat School – HSS International), no Departamento de Polícia de Orange, na Califórnia (EUA)”. Como não poderia deixar de ser, possui vínculos com o aparato repressivo imperialista.

Vasques é um dos dirigentes de polícia mais alinhados ao bolsonarismo. Em janeiro, por exemplo, esteve por uma semana em Las Vegas, nos Estados Unidos, para participar da feira de tiro esportivo Shot Show 2022, um evento que costuma ser frequentado por filhos do presidente, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.

Repudiamos esse acionar do aparato repressivo do Estado, nicho da extrema direita. É necessário combater o bolsonarismo nas ruas, com um programa anticapitalista, acabando com os privilégios dos faraós policiais que odeiam a população pobre e os nordestinos.

*Com Esquerda Diário

https://twitter.com/felipeneto/status/1586762205344808968?s=20&t=TGqTvYrNyuyIy9_1wkaPEA

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Opinião

Nem no twitter Bolsonaro comenta o escândalo dos 107 imóveis

Alguém acha mesmo que Bolsonaro vai querer atacar Lula com o tema corrupção com 107 imóveis com telhado de vidro?

Isso, com certeza, não seria medicamento para sair da estagnação eleitoral em que se encontra, seria veneno direto na veia.

Ou seja, seu chão ficou mole que nem manteiga. Se ficar parado sem dizer nada, ele afunda, se falar sobre o assunto, afunda ainda mais rápido.

Não tem nada que adoce o caso do escândalo doméstico que envolve muitos milhões em que quase 50% dos imóveis foram adquiridos com grana viva. E, pelo jeito, Bolsonaro não tem a menor ideia de como tirar esse peso pesado das costas à beira do primeiro turno.

Ele sabe que não tem como manter esse escândalo em banho maria até o dia 2 de outubro, que é um tempo curto para tentar rebocar uns pontinhos nas pesquisas, mas é um pavio longo que será queimado até as eleições pelos seus opositores sem que ele tenha a mínima ideia de como lidar com isso.

Isso é nitroglicerina pura, que não há indústria de fake news capaz de desviar a atenção da sociedade devido ao tamanho e gravidade da encrenca que não para de crescer.

Na verdade, outros rolos de duas mansões que não estavam na matéria do Uol, colocaram o tamanho do imbróglio numa lente de aumento, transformando-se naqueles clássicos casos políticos que derrubam um candidato às vésperas da eleição que, como todos sabem, pelas informações generalizadas, sua derrota tem um sabor bem mais amargo, porque sem poder, não terá mais mediador capaz de blindá-lo de denúncias de crimes dos mais variados.

Seu inevitável destino, assim como o dos familiares, é prestar contas à justiça. Por isso Bolsonaro está mudo e apoplético sobre o assunto.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição