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Brasileiros relatam noite de pânico com bombardeios em Rafah: ‘Todos morrerão aqui’

Os novos bombardeios à cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, deixaram os brasileiros que aguardam por resgate em pânico. Eles aguardam a abertura da fronteira com o Egito para serem repatriados pelo governo brasileiro. O GLOBO conversou com Alajrami Ahamed, de 43 anos.

— Houve um bombardeio muito violento à noite, e não conseguimos dormir. Não há proteção em Gaza, todos morrerão aqui. A situação é muito difícil e todos estão em perigo. Israel está matando todo mundo.

Alajrami Ahmed disse que foi possível ver o bombardeio de onde estavam. Ele está com outros nove brasileiros em uma casa da embaixada brasileira a 1 km da fronteira com o Egito aguardando um cessar-fogo temporário e a autorização de saída de Gaza.

A liberação da fronteira para saída de civis ainda depende do aval de Israel, que tem resistido. O governo israelense teme que integrantes do Hamas se aproveitem do cessar-fogo para também saírem pela fronteira.

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Egito convida Lula para cúpula sobre Gaza; presidente enviará representante

O governo do Egito enviou um convite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o brasileiro participe de uma cúpula para lidar com a crise no Oriente Médio. A reunião ocorrerá no sábado (21), no Cairo, e tem como objetivo ainda lidar com a questão humanitária, a saída de estrangeiros da Faixa de Gaza e a criação de corredores de abastecimento de alimentos e remédios.

Fontes de alto escalão do Palácio do Planalto confirmaram que o convite foi destinado ao presidente Lula. Mas ele não tem autorização para pegar aviões — ainda está se recuperando de uma cirurgia.

O governo brasileiro debate, neste momento, quem irá participar da cúpula. Mas já há uma definição de que o país estará presente.

Uma das opções poderia ser a ida do chanceler Mauro Vieira. Mas o diplomata viaja para Nova York para presidir reuniões do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil é o presidente do órgão no mês de outubro e, portanto, a presença do ministro é considerada indispensável.

Outra alternativa seria ainda a participação do assessor especial da presidência, Celso Amorim. Amplo conhecedor da região e com contatos em todos os países no Oriente Médio, o embaixador esteve envolvido na costura das ligações de Lula para presidentes de países árabes, para Israel e Irã na busca de uma solução para os brasileiros que estão na Faixa de Gaza.

Além do Brasil, participarão do evento governos como o do Qatar — que tenta negociar uma liberação dos reféns israelenses feitos pelo Hamas —, Iraque, Turquia e Jordânia.

A Espanha, que preside neste semestre a União Europeia, também foi convidada. O Egito ainda consultou a possibilidade da presença da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

Nesta quarta-feira (18), porém, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, deixou claro que uma abertura indiscriminada de sua fronteira para refugiados palestinos não ocorrerá. Ele citou pelo menos três motivos para sua recusa.

O primeiro seria o esvaziamento da causa palestina, caso essa população saia de Gaza. Outro elemento que ele alerta é o da segurança. Para o Egito, o temor é que milhares de palestinos se instalem no Sinai, região que por anos foi alvo de forte instabilidade.

O receio é que, se isso ocorrer, Israel passará a atacar o território egípcio cada vez que voltar a se sentir ameaçado por algum dos grupos islâmicos palestinos. Isso, portanto, reabriria a tensão entre Egito e Israel, um capítulo fechado na relação entre os dois países.

Outro argumento do Egito é que o desembarque desses grupos no país poderia significar uma ameaça à própria estabilidade do regime.

*Jamil Chade/Uol

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Washington Post: Israel já atingiu 11 hospitais em Gaza

Mesmo que se prove não ser o responsável pelo ataque de ontem (e cabe a Israel provar, pois é Israel que está bombardeando a região), restam ainda outros 10 hospitais atingidos por ataques aéreos. Essas acusações Israel não nega.

Pra quem acha que “há limites” nessa guerra, que “pelo menos o ataque ao hospital pode não ter sido intencional”, que explique os outros 10 ataques.

Importante:

1. Os vídeos mostrados até agora para culpar a Jihad Islâmica são absolutamente inconclusivos. Para além disso, não foram periciados de modo independente.

2. O Exército israelense mente de modo contumaz e não é de hoje (leiam sobre o caso da jornalista Shireen Abu Akleh, pra começar).

3. Não há, sobretudo, explicação sobre como um foguete da Jihad teria matados centenas de pessoas com uma única explosão, algo sem precedentes na história (como bem apontado ontem por diversos especialistas militares que postei aqui, entre eles na MSNBC e BBC).

Por ora ninguém sabe a verdade. O que temos é o contexto e as evidências. Quem bombardeia Gaza? Quem já bombardeou hospitais em Gaza? Quem tem armamento pra matar centenas de pessoas com uma explosão? Quem já mentiu sobre suas responsabilidades no conflito? Quem mandou evacuar o hospital em questão, informação confirmada pela ONU?

Israel.

Qualquer análise que não levar esses fatores em conta está indo contra um punhado de obviedades.

Imagem

*Do Twitter de Leandro Demori

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Ataque matou 500 e feriu 900 em hospital de Gaza; Palestina pede ‘fim do genocídio intencional’

Israel nega autoria do ataque e responsabiliza o grupo palestino Jihad Islâmica.

Um bombardeio contra o Hospital Batista al-Ahli, localizado na cidade de Gaza, a maior cidade da Faixa de Gaza, deixou pelo menos 500 pessoas mortas nesta terça-feira (17). A contagem preliminar de vítimas foi divulgada pelo Ministério da Saúde da Palestina. Ao todo, o ataque ainda deixou mais de 900 pessoas feridas.

Segundo informações da Defesa Civil local, trata-se do ataque aéreo israelense mais letal dentre as cinco guerras travadas na região desde 2008. Em discurso na ONU, a ministra de Saúde palestina, Mai al-Kaila, fez um apelo aos países estrangeiros, à entidade e às instituições humanitária de todo o mundo: “salvem o nosso povo deste genocídio intencional”.

“O massacre no Hospital al-Ahli não tem precedentes na nossa história. Embora tenhamos testemunhado tragédias em guerras e dias passados, o que aconteceu esta noite equivale a um genocídio”, disse o porta-voz da Defesa Civil palestina, Mahmoud Basal.

O representante palestino na ONU, Riyad Mansour, também pediu ao presidente Joe Biden que pressione Israel por um cessar-fogo e passe a considerar a opinião de seu povo, que é fortemente afetado pela guerra.

“A nossa posição comum é um cessar-fogo imediato. Ele [Biden] é capaz de dizer a Israel ‘basta, vocês devem parar com este massacre do povo palestiniano na Faixa de Gaza’. Que pare, que a ajuda humanitária seja entregue, não expulsem dois milhões de palestinos e não os empurre para a Jordânia”, disse Mansour.

Após o ataque, a Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que o hospital chegou a receber uma ordem de evacuação por Israel. Porém, a medida era “impossível de ser executada” por conta das condições de segurança na parte Norte da Faixa de Gaza, além do estado crítico de muitos pacientes internados, falta de ambulâncias para transporte, profissionais e até vagas no sistema de saúde da região.

*Com Sputnik Brasil

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Hezbollah convoca ‘dia de ira’ após bombardeio de hospital em Gaza

Bombardeio deixou ao menos 500 mortos na unidade de saúde.

O grupo libanês Hezbollah convocou um “dia da ira” para esta quarta-feira (18), para condenar o bombardeio de um hospital na Faixa de Gaza, que deixou centenas de mortos e pelo qual acusa Israel, diz O Tempo.

“Que amanhã, quarta-feira, seja um dia de ira contra o inimigo”, declarou o Hezbollah, aliado do movimento islamita palestino Hamas, em um comunicado, denunciando um “massacre” e um “crime brutal”.

Ataque ao hospital em Gaza

O bombardeio, que o Hamas atribuiu a Israel, matou, nesta terça-feira (17), ao menos 500 pessoas em um hospital de Gaza, provocando uma onda de indignação internacional na véspera da chegada à região do presidente americano, Joe Biden. (AFP)

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Ataque de Israel a hospital em Gaza deixa pelo menos 500 vítimas

Informação foi dada pelo Ministério da Saúde palestino, que estima entre 200 e 300 mortos.

Um ataque israelense a um hospital no centro da cidade de Gaza, na tarde desta terça-feira, deixou pelo menos 500 vítimas. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde palestino, administrado pelo Hamas. Estimativas preliminares indicam que entre 200 e 300 pessoas foram mortas no bombardeio, segundo O Globo.

 

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Gaza vive expectativa de abertura; governo diz que brasileiros não saíram

A comunidade internacional, agências humanitárias e milhares de palestinos vivem a expectativa de que a passagem entre a Faixa de Gaza e o Egito possa ser aberta na manhã desta segunda-feira. Mas diplomatas brasileiros, tanto em Ramallah como do lado egípcio da fronteira, garantiram ao UOL que o ponto de cruzamento continua fechado para a saída dos estrangeiros. O Hamas também negou que haja um acordo neste sentido.

O Brasil é um dos cerca de dez países que negocia a retirada de seus nacionais da Faixa de Gaza. No caso nacional, são cerca de 30 pessoas que aguardam para ser evacuadas para o Egito, enquanto uma pequena delegação de diplomatas brasileiros espera e negocia a passagem do comboio do outro lado da fronteira, em segurança.

As primeiras notícias de uma abertura da passagem entre Gaza e o Egito, em Raffah, surgiram com uma reportagem da agência Reuters que, citando fontes na região, revelou que a fronteira seria aberta para permitir que a ajuda humanitária entre em Gaza. O acordo entre EUA, Egito e Israel teria sido fechado depois da visita do secretário de estado norte americano, Antony Blinken, ao Cairo.

A informações levou centenas de pessoas para a região de fronteira. Mas a passagem não foi aberta.

O chefe da diplomacia americano estará hoje em Tel Aviv para convencer os israelenses de que um entendimento precisa ser fechado, antes de qualquer operação militar terrestre sobre Gaza. Num primeiro momento, a abertura duraria apenas algumas horas.

Mas instantes depois da publicação da informação, foi o governo de Israel que emitiu um alerta de que não houve um acordo sobre um cessar fogo no Sul de Gaza. Ataques foram registrados nesta manhã, na região onde supostamente haveria um entendimento.

Um dos representantes do Hamas, ainda nesta segunda-feira, declarou para a agência Reuters que a notícia de um acordo de abertura da fronteira não seria verdadeira.

Nos bastidores, fontes de agências humanitárias indicaram que Israel aceitou o pedido americano para que uma ajuda humanitária possa entrar em Gaza. Mas Tel Aviv quer garantias de que isso não irá ao Hamas e, portanto, combustível foi excluído da lista de produtos que poderão entrar. O temor dos israelenses é de que isso possa ser usado na resistência contra os militares enviados por terra.

Em entrevista para a rede BBC, o chefe de operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths, confirmou que uma negociação no mais elevado escalão estava ocorrendo.

Já o governo do Egito resiste em promover a abertura, diante do que poderia representar o fluxo de milhares de palestinos para seu território e uma ameaça para sua soberania em regiões como o Sinai.

Além disso, o governo do Cairo acusa Israel de não estar aceitando um acordo. Segundo os egípcios, as autoridades israelenses bombardearam o lado de Gaza da fronteira, o que torna difícil a passagem de veículos.

Mas a crise tem ganhado uma dimensão inédita, com a ONU pressionando pela criação de um corredor humanitário.

Brasileiros continuam em Gaza
Tanto o embaixador do Brasil no Egito como em Ramallah indicaram ao UOL que os brasileiros não foram deslocados ainda de sua base. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem disparado telefonemas a líderes da região, apelando para que o grupo seja autorizado a deixar a Faixa de Gaza.

*Jamil Chade/Uol

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Política

Governo Lula envia dinheiro para brasileiros em Gaza

Grupo aguarda autorização para deixar região mais crítica do conflito.

O Ministério das Relações Exteriores tem realizando transferências bancárias para ajudar os brasileiros que estão na Faixa de Gaza, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela CNN.

Como a estrutura do local está em colapso, dificultando a entrada de insumos, o envio de dinheiro foi a saída mais rápida encontrada para conseguir enviar apoio ao grupo que aguarda autorização para sair pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito.

Fontes que coordenam o deslocamento dos brasileiros em Gaza afirmaram à CNN que a quantia está sendo utilizada na compra de alimentos e remédios. O valor recebido não foi informado pelo Itamaraty.

A CNN apurou que 28 brasileiros aguardam repatriação no local. Doze estão em Khan Younes e 16 já na região da passagem de Rafah. São 14 crianças, 8 mulheres e 6 homens. Todas aguardam autorização para atravessar a fronteira pelo Egito.

Um avião presidencial — enviado na quinta-feira (12) especificamente para resgatar os brasileiros em Gaza — segue em Roma, na Itália. Aguarda apenas autorização para seguir para o Egito.

O governo brasileiro tem negociado em todas as frentes na tentativa de viabilizar um corredor humanitário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou no sábado (14) para a autoridade Palestina Mahmoud Abbas. Na sexta (13), já havia conversado com o presidente de Israel, Isaac Herzog. Lula também telefonou para o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi.

Além disso, o Itamaraty não descarta fazer contato com o próprio Hamas para negociar a retirada dos brasileiros.

Voos da FAB já resgataram 916 brasileiros.

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Israel planeja destruição total de Gaza com bombas aéreas JDAM, diz jornalista Hersh

Israel está planejando atacar Gaza com bombas aéreas JDAM, levando à destruição total da cidade neste domingo (15) ou na segunda-feira (16), afirmou o jornalista norte-americano Seymour Hersh em sua página na plataforma Substack, citando fontes.

“O planejamento atual sugere que um ataque com JDAM, se aprovado, aconteceria já no domingo ou na segunda-feira, conforme a eficácia da expulsão forçada da cidade de Gaza e do sul, com uma invasão terrestre imediata em seguida”, escreveu Hersh.

Isso levará à destruição total de Gaza, de acordo com o jornalista.
Israel está tentando persuadir o Catar a se unir ao Egito para financiar um acampamento para um milhão ou mais de refugiados retidos na fronteira, acrescentou Hersh.

Cairo, por sua vez, pode concordar com isso na esteira das recentes alegações de corrupção contra o senador norte-americano Robert Menendez, “decorrentes de seus laços comerciais com autoridades egípcias de alto escalão” e da suposta transferência de informações sobre indivíduos que trabalham na embaixada dos Estados Unidos no Cairo, resumiu ele.

Seymour Hersh ganhou o Prêmio Pulitzer por suas investigações dos crimes militares dos EUA no Vietnã e no Iraque.

Ondas de fumaça aumentam quando uma bomba aérea é lançada sobre a Torre Jala durante um ataque aéreo israelense na cidade de Gaza controlada pelo movimento palestino Hamas

*Sputnik Brasil

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Novo prazo termina, e Israel prepara entrada por terra em Gaza

Apesar do apelo da ONU e da comunidade internacional, forças israelenses já posicionam dezenas de tanques no sul do país, próximo a Gaza.

O novo prazo que o Exército de Israel deu para os moradores do norte da Faixa de Gaza, chamado de Cidade de Gaza, deixem suas casas se esgotou neste domingo, 15. Com isso, é iminente a entrada de tropas israelenses por terra na região, que está em guerra desde o sábado 7, quando o grupo terrorista Hamas fez ataques sem precedentes a Israel.

As forças de Israel fariam uma operação por terra já no sábado, mas diante do apelo da ONU, que falou em “consequências humanitárias catastróficas”, além de ONGs e de outros países, decidiram prolongar o prazo dado aos palestinos da região, diz o Metrópoles.

Israel se prepara para um ataque maciço por terra, ar e mar à Faixa de Gaza. A ofensiva poderá representar uma das maiores carnificinas na história da Faixa de Gaza, densamente povoada. No sábado, o primeiro-ministro do país, Benjanim Netanyahu, visitou uma base militar e anunciou que “a próxima fase está chegando”.

O Exército de Israel tem pelo menos 300 mil soldados mobilizados para o ataque às bases do Hamas. Israel tem alguns dos equipamentos mais modernos do planeta para dar suporte e apoio ás tropas terrestres, o que inclui aeronaves não tripuladas de última geração, os drones, óculos de visão noturna e jatos equipados com radares sofisticados.

No sábado, o governo de Israel acusou o Hamas de bloquear a passagem de cidadãos que tentavam fugir do norte para o sul da Faixa de Gaza após a ordem dada pelos israelenses. O governo divulgou imagens do que seriam estas barreiras. Nas imagens aéreas, supostamente feitas por um um drone (avião não tripulado) aparece o que seria uma fila de carros e palestinos barrada por muralhas que os terroristas teriam colocado na pista.