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Por que a paulista no domingo virou um hospício a céu aberto?

Algumas coisas básicas precisam ser ditas sobre aquele ornitorrinco tropical visto na Paulista no último domingo.

A primeira coisa é observar que Bolsonaro foi pego no contrapé pela Polícia Federal na obtenção do vídeo do seu discurso em que ele confessa, de todas as formas, que é sim o idealizador e comandante da tropa golpista que já operava antes mesmo do resultado da eleição de 2022, em que foi derrotado por Lula, tornando-se o primeiro presidente da redemocratização não se reeleger, enquanto Lula se tornou o primeiro presidente a vencer três últimas eleições presidenciais que disputou.

Por isso, Bolsonaro correu para, junto com Malafaia, que deve ter motivos bem graves para se enfiar nessa roubada que pode lhe custar um puxadinho na Papuda, ao lado de Bolsonaro.

Bolsonaro, certamente, teve informação que, nacionalmente, sua musculatura política sofreu um pesado catabolismo, mais do que o normal para quem perde o poder.

Então, para não correr o risco de um fiasco ainda maior, foi para a TV e convocou seus discípulos a irem à manifestação da Paulista para concentrar o máximo de pessoas em um único lugar, porque sabia que, se fosse no país inteiro, a imagem de fracasso seria ainda maior.

Por isso, Bolsonaro pediu para que não fizessem manifestações fora de São Paulo, o que é uma coisa inédita.

Ou seja, o que estava na Paulista não era representação de São Paulo, mas do bolsonarismo nacional, o que faz om que qualquer análise contemple um leque efetivamente representativo dentro do território nacional.

O primeiro dado que chega é que, ao contrário do que o senso comum dos preguiçosos analistas da mídia, é que os católicos eram a franca maioria dos que ali estavam.

43% eram católicos; 29% evangélicos; 10% espírita ou kardecista.

Isso, em parte, explica a reação muxoxa do inadvertido discurso evangélico de Michelle, que fez uma espécie de discurso alemão para a imensa maioria de franceses.

A construção ideológica desses manifestantes da Paulista, que passa de 60 anos em média, foi feita durante os 21 anos de ditadura, assim como Bolsonaro e seus generais de bolso. Por isso defendem um verme que fez tanto mal a eles, sobretudo na pandemia. Ali, a maioria é do grupo de risco que mais morreu por covid.

Esses são alguns dos motivos que fizeram com que a emenda de Bolsonaro saísse pior do que o soneto,  confessando de boca própria que é um dos redatores da minuta golpista.

 

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Vídeo: bolsonarismo é um hospício

Além dos bolsonaristas, quem seria capaz de acreditar que o mais fuleiro dos impostores da história do Brasil, o tal padre Kelmon, é de fato um padre?

Sim, aquele vigarista armado pela dupla dinâmica, Roberto Jefferson e Bolsonaro, para tumultuar o debate da Globo, foi uma das coisas mais picaretas da história da República para qualquer sujeito minimamente normal, mas para os bolsonaristas, essa regra não vale.

É lamentável tudo o que está acontecendo neste momento no Brasil, como mostra o áudio de Eduardo Bolsonaro incitando os acéfalos a irem para as ruas pedir intervenção militar para livrar a cara de uma família inteira de corruptos, porque simplesmente, mesmo depois de Bolsonaro produzir a mais escandalosa organização de fraude eleitoral de que se tem notícia nesse país, ele perdeu a eleição para Lula e, consequentemente, perdeu a blindagem que o cargo lhe conferia.

Na verdade, o que sobrou para Bolsonaro é isso que está no vídeo, uma parcela de celerados da sociedade, absolutamente doente, que não é de direita, de extrema direita ou coisa que o valha, mas de um hospício patriótico, um manicômio verde e amarelo que, ao mesmo tempo em que constrange provocando vergonha alheia a quem assiste a cenas como essa, produz gargalhadas.

Confira e ria

https://twitter.com/lazarorosa25/status/1587828113878163456?s=20&t=DB8lhnNpVGN1cTy2y-od-g

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Vídeo: bolsonaristas em hospício a céu aberto, declaram guerra às máscaras e as queimam

Ainda em 2018, logo após a vitória de Bolsonaro, escrevi na minha página do Facebook, que viralizou nas redes: “Bolsonaro deu dignidade aos burros, elevou a autoestima dos idiotas, valorizou a estupidez, deu voz aos imbecis e cargos aos canalhas.”

Logicamente, como não coube tudo no mesmo post, nada falei do racismo, da misoginia, da milícia, da violência, do despudor, do Queiroz, da homofobia e de toda uma gama de comportamentos torpes que se aglutinou em torno do nome de Bolsonaro.

Enquanto nesse dia de finados em que mais de 160 mil famílias choram os seus mortos no Brasil, integrantes de uma facção que tem na propagação do ódio um meio de vida, ou seja, gente que tem aversão profunda a qualquer sentimento humano, é vista em vídeo queimando máscaras, fato que ocorreu dias atrás, como quem tenta queimar suas próprias frustrações embalados por um fervor histérico voltado a uma expressão agressiva.

É nítido que essa gente que nutre ódio como fator primeiro em suas vidas, é característico de quem não conseguiu atingir um determinado objetivo na vida, mesmo que seja algo tolo. Por isso tem a necessidade de julgar, difamar as pessoas, negar ou simplesmente recusar-se admitir ou reconhecer qualquer argumento de quem eles consideram inimigo.

Hoje, essas pessoas, sem ter exatamente um inimigo de visibilidade nacional que elas classificam como comunista, contestam e agridem a si próprios para afirmar uma forma de negacionismo científico ou de qualquer traço de razão.

Não é simples lidar com esse tipo de chaga social, pois não há exatamente recurso clínico para esse comportamento ignóbil, repulsivo e asqueroso. Mas essas pessoas existem e jamais buscam a paz com essa pseudo filosofia negacionista.

Não há qualquer consideração ou consciência nessa forma de negação a não ser a vazão da própria frustração de quem, mesmo vivendo em sociedade, mantém-se como um soldado da psicologia do ódio.

A agressão, que é uma forma de desvalorização ou desprezo pelo outro, é a principal arma da indiferença coletiva contra quem lhes pareça ser o mal.

Esse vídeo abaixo mostra que a sociedade brasileira tem um grande desafio pela frente, que é lidar com esse tipo de provocação, incitação e a prática violenta que afronta qualquer senso de civilidade que essas pessoas representam.

O que parece claro é que estamos diante de um grupo em que as frustrações pessoais transformaram-se em causas coletivas de quem não soube enfrentar os desafios da vida e acabou virando uma coisa que precisa ser estudada nessa espécie de videoaula de ódio.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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