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Lula venceria Bolsonaro em eleição no primeiro turno, diz pesquisa

Levantamento feito pelo instituto AtlasIntel a pedido da CNN Brasil mostra que presidente venceria adversário da extrema direita em uma virtual disputa com 48,1% dos votos.

Uma pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel a pedido da CNN Brasil revelou que, se as eleições presidenciais fossem realizadas no próximo domingo (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria Jair Bolsonaro (PL) logo no primeiro turno. Os resultados do levantamento foram divulgados neste sábado (26).

De acordo com a pesquisa, 48,1% dos entrevistados afirmaram que votariam no candidato petista, enquanto 40% declararam que votariam no ex-presidente Bolsonaro. A atual ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), teria 2,1% dos votos, enquanto Ciro Gomes (PDT) receberia 1,7% das intenções de voto.

Num possível segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o candidato do PT sairia vitorioso com 51,2% dos votos, enquanto o ex-presidente receberia 41,5% dos votos.

Comparando com os resultados do primeiro turno de 2022, Lula registrou um aumento de quase 4 pontos percentuais, subindo de 48,4% (considerando votos válidos) para 52,35%. As intenções de voto em favor do ex-capitão Bolsonaro passaram de 43,3% para 43,5%, um número insuficiente para garantir sua participação no segundo turno.

Há 10 meses, Lula conquistou 50,90% dos votos válidos e venceu o então presidente no segundo turno. Bolsonaro obteve 49,1% dos votos, tornando-se o primeiro presidente a ser derrotado ao buscar a reeleição.

A pesquisa realizada pela AtlasIntel contou com entrevistas de 1.232 pessoas, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, e os dados foram coletados nos dias 23 e 24 de agosto.

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Política

Lula diz que é preciso discutir uma forma de compensar Dilma após Justiça arquivar caso das ‘pedaladas’

Em entrevista coletiva em Luanda, presidente afirmou que a ex-mandatária sofreu um impeachment sob uma acusação ‘que não aconteceu’

Após a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) pela manutenção do arquivamento da ação das “pedaladas fiscais”, Lula (PT) afirmou neste sábado que é preciso discutir uma forma de reparar Dilma Rousseff (PT). Em 2016, a ex-presidente foi acusada de ter atrasado o repasse a bancos públicos, para melhorar artificialmente as contas do governo federal, o que culminou em seu impeachment, leia-se, golpe.

— Na semana passada, a Justiça Federal em Brasília absolveu a companheira Dilma da acusação que ela tinha sido feito da pedalada. A Dilma foi absolvida e eu agora vou discutir como é que a gente vai fazer. Não dá para reparar o direito político porque se ela quiser voltar para ser presidente, eu quero terminar o meu mandato — brincou, arrancando risos dos presidente.

Em seguida, o presidente reiterou a necessidade de reparação:

— Quero saber como que se repara uma uma coisa que foi julgada por uma coisa que não aconteceu — finalizou.

Na sexta-feira, também em Angola, Lula já havia afirmado que o Brasil devia um pedido de desculpas a sua correligionária:

— O fato da presidente Dilma ter sido absolvida pelo Tribunal Federal de Brasília demonstra que o Brasil deve desculpas à presidente Dilma, porque ela foi cassada de forma leviana — disse.

A decisão tomada na última segunda-feira pela 10ª Turma do TRF-1, rejeitou um recurso do Ministério Público Federal (MPF) que questionava o arquivamento em primeira instância da ação. O tribunal seguiu o posicionamento que já havia sido proferido anteriormente, sem que o mérito fosse novamente julgado.

No ano passado, o juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, da 4ª Vara Federal, excluiu Dilma e o ex-ministro Guida Mantega da ação por considerar que eles deveriam responder por crime de responsabilidade e não improbidade administrativa.

Na mesma ação, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, o ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine e o ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin também foram indiciados. Para o magistrado, no entanto, o MPF não individualizou os réus ou pontuou sua conduta, requisito para a caracterização do ato de improbidade.

*Com O Globo

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Política

Viraliza vídeo de Lula rodeado por líderes do BRICS

A gravação mostra o presidente Lula conversando com Xi Jinping enquanto outros líderes o observam.

Viralizou nas redes sociais um vídeo do presidente Lula (PT) no centro de uma roda de conversa com os líderes do BRICS – bloco político e econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e que a partir de 2024 passará a contar também com Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã.

A gravação mostra Lula em uma conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, enquanto o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o chanceler russo, Sergey Lavrov, e o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, o observam.

O vídeo não tem o áudio original e, portanto, não é possível saber o teor da conversa.

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Política

Lula em Angola: “Conselho de Segurança da ONU não faz paz, faz guerra”

Segundo o presidente Lula, a instituição “está longe de ter a credibilidade de 1945”, quando foi criada.

Em Angola, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, neste sábado (26/8), uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o mandatário, a entidade não “representa aquilo para o qual foi criada” e está “longe de ter a mesma credibilidade da ONU de 1945”, quando foi instalada, segundo o Metrópoles.

Além de defender uma ampliação de países, Lula ressaltou que a instituição precisa dar mais espaço e voz a nações emergentes.

“O Conselho de Segurança, que deveria ser a segurança da paz e da tranquilidade, é o que faz a guerra sem conversar com ninguém. A Rússia vai para a Ucrânia sem discutir no Conselho de Segurança. Os Estados Unidos vão para o Iraque sem discutir no Conselho de Segurança. A França e a Inglaterra vão invadir a Líbia sem passar pelo Conselho de Segurança. Ou seja, quem faz a guerra, quem produz arma, quem vende armas são os países do Conselho de Segurança. Está errado”, disse.

O presidente também defendeu que a ONU passe a ter o que classificou como “representação geográfica mais condizente com a realidade”.

“Em 1948, a ONU conseguiu criar o Estado Israel. Em 2023, ela não consegue fazer cumprir a área reservada aos palestinos. Ela ficou enfraquecida. E, na questão climática, é mais grave. Em todas as COP [Conferências das Partes], nós decidimos muitas coisas, mas nenhuma delas é cumprida. Por que não é cumprida? Porque não há um Estado soberano. A ONU não tem força para dizer: ‘Isso aqui nós temos que cumprir, se não haverá determinadas ações’”, defendeu.

As declarações foram dadas na Angola. Lula desembarcou em Luanda para uma visita oficial de dois dias, após participar de 15ª Cúpula do Brics, na África do Sul. Antes de retornar ao Brasil, o petista ainda passará por São Tomé e Príncipe, por ocasião da reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta é a primeira visita oficial dele ao continente neste terceiro mandato.

O Conselho de Segurança é um importante órgão da ONU, responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais. Para encerrar conflitos ou auxiliar na recuperação após conflitos e catástrofes, a instância pode ordenar operações militares internacionais, aplicar sanções e criar missões de paz. O Brasil já foi responsável por uma dessas missões, no Haiti, iniciada em 2004.

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Política

Banqueiro André Esteves defende o PAC e afirma que, com Lula, o Brasil está avançando muito

O banqueiro sócio do BTG Pactual André Esteves defendeu, em sua participação no fórum Esfera, ontem (25), no Guarujá (SP) no Guarujá (SP), a importância do diálogo construtivo e da fiscalidade responsável para um país que, segundo ele, está “avançando muito”, diz o Agenda do Poder.

“Acredito que o diálogo fará o Brasil caminhar em uma direção melhor”, afirmou Esteves, sublinhando a necessidade de comunicação aberta e colaboração entre diferentes setores para o desenvolvimento nacional.

Ele também mostrou entusiasmo pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), descrevendo-o como “muito viável e mais do que bem-vindo”.

De acordo com Esteves, o PAC representa uma oportunidade significativa para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a infraestrutura do país.

No que diz respeito à gestão fiscal, Esteves foi enfático: “Nenhum de nós aqui gasta mais do que arrecada. Nossas empresas também não gastam mais do que arrecadam”. Ele destacou a importância de seguir um arcabouço fiscal sólido, mantendo o equilíbrio entre receitas e despesas, especialmente em períodos de investimento intensivo.

Falando sobre a reforma tributária, Esteves salientou a necessidade de encontrar “denominadores comuns” para que o país continue “no caminho do bom senso”. A reforma tributária tem sido um tópico quente de discussão e, de acordo com Esteves, a chave para o sucesso está em um entendimento mútuo e em políticas bem ponderadas.

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Política

Acabar com a fome e retomar democracia são mais difíceis do que ir à Lua, diz Lula

Ao responder pergunta sobre a persistência da guerra da Rússia contra a Ucrânia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insistiu, nesta quinta-feira (24/8), que só quer tratar do assunto quando os dirigentes dos dois países quiserem negociar a paz e disse que está concentrado numa “guerra” no Brasil, contra a fome e para “restabelecer a democracia”. Lula falou com a imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, logo após o término da 15ª cúpula de chefes de Estado dos Brics, segundo o Metrópoles.

“Eu tenho uma guerra no meu país, que é acabar com a fome, que é trazer de volta a democracia, que foi jogada no lixo durante quase seis anos”, disse o petista, numa crítica que abarca os ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB). “E essa é uma tarefa muito difícil. Talvez mais difícil do que mandar um foguete para a Lua. Então, só vou poder mandar um foguete para a Lua quando eu tiver restabelecido a democracia no meu país e acabado com a fome”, disse o petista.

Lula trouxe a Lua para o assunto porque dois membros dos Brics realizaram missões espaciais para o satélite natural da Terra nos últimos dias: Rússia, que falhou, e Índia, que fez um inédito pouso no polo sul da Lua.

O grupo dos Brics anunciou sua expansão nesta quinta. De 22 países que se candidataram a entrar no grupo, Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã receberam convites oficiais e deverão integrar oficialmente os Brics a partir do início do ano que vem.

Lula celebrou a expansão. “A vinda da Argentina, da Arábia Saudita, do Egito, dos Emirados Árabes, da Etiópia e do Irã é muito importante”, disse o presidente brasileiro. “Quanto mais gente tivermos, a gente pode negociar com outros blocos com mais garantia de sucesso. Ou de ser tratado em igualdade de condições e não a prepotência do senhor de engenho contra o escravo”, seguiu o brasileiro.

“Quando nós criamos os Brics, muita gente achava que era uma piada, muita gente não levava a sério”, lembrou o petista, que comentou ainda a ideia da criação de uma moeda alternativa ao dólar para o comércio entre os países membros.

“Outro avanço importante é questão de discutir a elaboração e confecção de uma moeda de negócios, sem precisar mudar a moeda do país. O Brasil continuar com real, ninguém quer mudar. O que queremos é criar moeda que permita a gente faça negócio sem precisar comprar dólar. Resolvemos criar moeda porque isso facilita a vida das pessoas. Não queremos pressa, porque não é coisa simples de fazer. O que decidimos, com muita maturidade, foi garantir que área econômica dos países dos Brics estudem durante todo esse ano, para que na próxima reunião de cúpula dos Brics, que será na Rússia, a gente apresente uma solução, para ver se a gente vai estar de consenso ou não”.

Os Brics formam um grupo político que busca se unir para ter mais influência nos debates internacionais, se contrapondo às potências tradicionais que se reúnem em torno dos Estados Unidos.

Brasil, Rússia, Índia e China formaram os Brics em 2006 e apenas outro país entrou no grupo desde então, a África do Sul.

Lula está na África desde o início da semana. A primeira parte da viagem termina nesta quinta, em Joanesburgo. Ainda hoje, o presidente brasileiro embarca para visita oficial a Angola. Ele deve chegar em Luanda à noite.

No domingo (27/8), Lula viaja para São Tomé e Príncipe e participa, no dia seguinte, da 14º Cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e de reuniões bilaterais com outros chefes de Estado.

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Lula: pedidos de entrada no Brics são “reconhecimento de relevância crescente”

Em discurso no segundo dia de reunião do Brics, o presidente Lula falou novamente na criação de uma moeda comum para o bloco.

No segundo dia de reuniões da 15ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo (África do Sul), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez mais um discurso de elogios à força do grupo. Segundo ele, os pedidos de entrada no bloco mostram “reconhecimento de relevância crescente”, diz o Metrópoles.

“Hoje, os Brics estão plenamente consolidados como marca e ativo político de valor estratégico. A participação de dezenas de chefes de Estado e governo na sessão ampliada [que acontecerá nesta quinta-feira] representará um feito histórico”, discursou Lula. “Representamos 41% da população e somos responsáveis por 31% do PIB global em paridade do poder de compra”, exemplificou.

Como no pronunciamento de terça-feira (22/8), o presidente brasileiro falou da criação de uma moeda única para facilitar transações e pagamentos de dívidas entre os países integrantes do Brics. Lula também citou, novamente, a luta contra o que ele chama de “neocolonialismo verde”, em que países mais ricos usam o meio ambiente para dominar os mais pobres.

“O interesse de vários países de aderir ao agrupamento é reconhecimento de sua relevância crescente. Também teremos no G20 uma troika só com membros do Brics, no período 2023 a 2025. Trata-se de mais uma oportunidade para avançar as preocupações do sul global com as desigualdades e com o desenvolvimento sustentável”, apontou Lula.

Um dos objetivos dessa cúpula é exatamente tratar da expansão do bloco. A primeira vez que isso ocorreu foi em 2011, com a entrada da África do Sul. Desde então, há pelo menos 20 solicitações oficiais de entrada no Brics; algumas delas estão mais adiantadas, com o apoio da Índia e da China.

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Política

“Brics já ultrapassou o G7 e responde por 32% do PIB mundial”, diz Lula ao defender o protagonismo do Sul Global

“Somos importantes no debate global, sentando na mesa de negociação, em pé de igualdade com a União Europeia e os Estados Unidos”, enfatizou Lula no Fórum Empresarial do bloco.

No Fórum Empresarial do BRICS realizado em Joanesburgo, na África do Sul, nesta terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso enfático sobre o crescente protagonismo do grupo econômico BRICS e seu papel no cenário global. Segundo Lula, os países membros do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – já ultrapassaram o G7 em termos de participação no Produto Interno Bruto (PIB) mundial, respondendo por impressionantes 32% do PIB global em paridade do poder de compra.

Lula baseou suas afirmações em dados econômicos e projeções divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). “O Brics já ultrapassou o G7, e responde por 32% do PIB mundial em paridade do poder de compra. As projeções indicam que os mercados emergentes e em desenvolvimento apresentarão maior índice de crescimento nos próximos anos, previsto para 4% neste ano e no próximo Enquanto isso, os países industrializados devem desacelerar seu crescimento de 2.7%, em 2022, para 1.4% em 2024”, declarou o presidente brasileiro.

“Isso mostra que o dinamismo da economia está no Sul Global e o BRICS é sua força motriz”, ressaltou Lula.

*Com 247

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Política

Inclusão de novos membros no Brics deve definir futuro e perfil político do bloco

Cúpula na África do Sul abrigará debate sobre expansão em meio a receio de que grupo assuma caráter anti-EUA.

O Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, enfrenta na cúpula de Joanesburgo, de terça (22) a quinta-feira (24), o tema que deve definir o futuro e o perfil político do grupo criado para coordenar ações entre algumas das principais economias emergentes do mundo, diz a Folha.

Na reunião, que contará com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, do dirigente chinês, Xi Jinping, e do líder da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o bloco analisará se aceita novos membros e a que ritmo uma expansão se daria.

Entre outros pontos, o formato a ser desenhado no rico distrito de Sandton, na capital financeira sul-africana, deve indicar ainda se o Brics assumirá caráter mais político de contraposição a Estados Unidos e G7. Isso porque entre os mais de 20 candidatos a entrar no clube há países que antagonizam frontalmente com Washington, como Venezuela, Cuba, Irã e a Belarus, forte aliada de Moscou contra a Ucrânia.

A lista de postulantes inclui ainda as monarquias do Golfo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, os vizinhos do Brasil Argentina e Bolívia, a Indonésia e importantes nações africanas como Egito e Nigéria.

Em maior ou menor nível, a expansão sempre esteve na agenda do Brics, tanto que os sul-africanos entraram no final de 2010, um ano e meio depois da primeira cúpula do clube, na Rússia. A ampliação é um projeto de longa data impulsionado pela China, mas enfrentava resistência dos demais sócios.

Mais de dez anos depois, a situação mudou. Pequim se consolidou como potência e viu crescer sua capacidade de influenciar o tabuleiro internacional. Em guerra contra a Ucrânia, a Rússia precisa do apoio chinês e não deve ser obstáculo à expansão. A África do Sul encara situação semelhante, com seu papel de liderança regional questionado diante de economias mais poderosas em seu continente.

Até mesmo Brasil e Índia —em geral os mais inflexíveis contra a ideia— têm dado sinais de que podem ceder. Recentemente, o chanceler indiano, Subrahmanyam Jaishankar, disse ver com a “mente aberta” a possibilidade de expansão, desde que haja regras para embasar as incorporações. Interlocutores dizem que o país se mostra disposto a aceitar o ingresso de alguns dos candidatos, como os do Golfo.

Já Lula deu declarações citando Arábia Saudita, Venezuela e Argentina como possíveis novos membros do Brics, o que colocou em xeque a posição do Itamaraty contra a expansão. Assim, a chancelaria brasileira tem negociado critérios para ao menos arrancar compromissos em troca da ampliação do bloco.

CANDIDATOS A ENTRAR NO BLOCO

  • Argélia
  • Argentina
  • Bangladesh
  • Barein Belarus
  • Bolívia
  • Cuba
  • Egito
  • Etiópia
  • Honduras
  • Indonésia
  • Irã
  • Cazaquistão
  • Kuwait
  • Marrocos
  • Nigéria
  • Arábia Saudita
  • Senegal
  • Palestina
  • Tailândia
  • Emirados Árabes Unidos
  • Venezuela
  • Vietnã

Os critérios ainda estão sendo negociados entre diplomatas dos cinco membros. O Brasil quer que os novos sócios declarem apoio à causa da reforma dos atuais mecanismos de governança internacional, entre os quais o Conselho de Segurança da ONU, além da defesa de uma arquitetura que preserve algum tipo de equilíbrio geopolítico. Existe a preocupação de que um crescimento desenfreado que inclua adversários históricos dos EUA seja percebido como o embarque do Brasil numa aliança antiamericana.

Para os assessores mais próximos de Lula, o Brics é crucial na estratégia do país de lutar por instituições internacionais que reflitam o atual caráter multipolar do mundo. Os auxiliares do petista dizem que o arranjo atual —seja no Conselho de Segurança ou em fóruns econômicos— não abre espaço para países emergentes e responde prioritariamente aos interesses dos EUA e de seus aliados europeus.

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Política

Lula diz que é inaceitável país eleger Bolsonaro: ‘Figura grotesca’

O presidente Lula disse que o Brasil não pode eleger pessoas como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante visita às obras do novo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Lula voltou a criticar Bolsonaro, e disse que um “país alegre” não pode votar em uma pessoa que “contava 11 mentiras por dia, um cidadão que fazia fakenews todo santo dia”. “Que não educava, não incentivava ninguém a comprar um livro. Era só comprar arma, comprar arma e comprar arma”, afirmou.

As pessoas podem até dizer: ‘eu não gosto do Lula, eu não gosto do PT’. Mas tem outras pessoas para vocês gostarem. Não precisa gostar de um negacionista, de uma pessoa desse tipo. Vocês não têm noção o quanto esse país andou pra trás”, destacou.

Esse país pode votar em qualquer pessoa. Esse país só não pode votar em uma figura, como essa figura grotesca que foi o presidente de 2019 a 2022.

Lula

Lula também defendeu a boa relação com prefeitos e governadores, independentemente do partido. Hoje, ele esteve ao lado do governador Cláudio Castro (PL).

Mais cedo, o petista esteve em um estádio de Campo Grande, bairro da zona oeste do Rio que rendeu mais votos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em todo o Brasil na eleição de 2022. Foram 141 mil votos contra 81 mil em Lula (63% a 37%). No começo do discurso, Lula criticou o adversário, como fazia durante a campanha eleitoral.

Verbas para a educação: ‘Não tem investimento mais barato’
Lula defendeu os investimentos em educação e disse que o país deve manter os bons profissionais aqui: “Esse país não pode continuar permitindo que os seus gênios vão se formar e trabalhar lá fora, quando eles podem se formar e trabalhar aqui dentro”, disse.

“Tenho orgulho em ser o presidente que mais fez universidade e institutos federais da história. É investindo nos nossos jovens que esse país vai crescer”, afirmou.

Ainda tem muita gente que acha que a gente gasta, na verdade é investimento. E não tem investimento mais barato que investir na educação, porque é a educação que vai garantir que esse país seja aquilo que a gente sonha

Presidente Lula

Lula visitou as obras da Faculdade da Matemática do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), na região portuária do Rio de Janeiro. O espaço, cedido pelo município, tem 10 mil metros quadrados e abrigará o primeiro curso de graduação do Impa, o Impa Tech. As atividades no local devem começar em 2024.

O curso do Impa terá duração de quatro anos e será inteiramente gratuito. A seleção dos alunos será feita, principalmente, com base no desempenho dos estudantes em olimpíadas do conhecimento, como a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas).

O Impa será referência para o Brasil. Os jovens virão de todo o país para o Rio de Janeiro, que serão os medalhistas das Olimpíadas de Matemática.

*Com Uol

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