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Trump disse que outros países o ajudariam a bloquear o Irã, até agora ninguém se manifestou

No domingo (12 de abril de 2026), após o fracasso das negociações de paz com o Irã em Islamabad, Trump anunciou que a Marinha dos EUA iniciaria um bloqueio naval no Estreito de Ormuz (e em portos iranianos). Ele afirmou que outros países ajudariam os EUA nessa operação, dizendo coisas como “numerosos países vão nos ajudar” e mencionando que o Reino Unido e “alguns outros” enviariam navios varredores de minas.

Até agora, a resposta dos aliados tem sido fria ou negativa: Reino Unido (primeiro-ministro Keir Starmer): Declarou explicitamente que não apoia o bloqueio dos portos iranianos.

Vários aliados da OTAN e outros (como Alemanha, Espanha, Itália, Austrália, Coreia do Sul e Japão) já haviam recusado pedidos anteriores de Trump para enviar navios de guerra ou ajudar a “policiar” o estreito, citando que “não é nossa guerra” ou falta de objetivos claros.
aljazeera.com

Até o momento (13 de abril), não há confirmações públicas de países se juntando ao bloqueio anunciado por Trump. Muitos estão cautelosos com o risco de escalada, impacto nos preços do petróleo e possível confronto direto.

Trump tem pressionado aliados há semanas para formar uma coalizão no Estreito de Ormuz (que transporta cerca de 20% do petróleo mundial), mas a resposta tem sido morna. Ele já criticou a OTAN por isso e chegou a sugerir punições para quem não ajudar.

O Irã fechou ou dificultou o estreito em resposta a ataques anteriores dos EUA e Israel. Trump agora quer impedir que o Irã lucre com “pedágios” ou óleo, mas o bloqueio unilateral dos EUA pode aumentar ainda mais os preços globais de energia e criar tensões diplomáticas (inclusive com China, grande compradora de petróleo iraniano).

Resumindo, Trump disse que teria ajuda, mas até agora ninguém se manifestou publicamente a favor do novo bloqueio. Os aliados parecem preferir evitar se envolver diretamente nessa escalada.

A conferir os próximos capítulos.


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EUA saem miúdos da guerra no Irã

Trump abala o próprio lema de seu governo: Make America Great Again

Ainda existe todo um processo negociador a ser realizado para que uma paz de fato seja estabelecida pelos governos de Teerã e Washington. Mas o cessar-fogo, pelo menos da forma que está sendo apresentado, revela que os EUA saem menores desse conflito.

Longe das bravatas de Donald Trump de que teria vencido a guerra, a realidade revela que a estrutura do regime iraniano continua em grande parte preservada, mesmo com o assassinato de alguns de seus principais líderes.

O mundo de Trump descobre que, sim, a geografia é um fator determinante e que, ao controlar o Estreito de Ormuz, os iranianos fizeram de refém a própria economia mundial.

Trump também sai com sua credibilidade abalada entre seus principais parceiros, insultados por seus atos e ameaças. Com anúncios de que cometeria um genocídio, Trump passa a ter até mesmo sua índole questionada por conservadores.

O presidente ainda está mais isolado do que nunca no mundo, com aliados questionando a conveniência de manter, de fato, acordos com a Casa Branca. Existem dúvidas se a OTAN ainda faz sentido, se a cooperação entre europeus e norte-americanos pode prosperar. Os países do Golfo, que acreditavam ser ilhas de estabilidade, descobriram que ter os EUA como parceiro é um passivo.

Militarmente, constata-se que, mesmo com todo o poderio bélico e um orçamento trilionário, existem limites para o que bombas podem atingir. Principalmente quando, do outro lado, existe um governo que não vê problemas em impor profundos danos à sua própria população.

Em sua estratégia global de estabelecer a “paz pela força”, Trump é, pela primeira vez, em parte freado.

Sua doutrina militar, diplomática e geopolítica está oficialmente questionada.

Desmoralizado, o presidente apaga dos chapéus de seus fieis seguidores o próprio lema de seu governo: Make America Great Again.

O que as pesquisas revelam é que alguns daqueles indivíduos que usavam os bonés já se deram conta de que foram feitos de trouxas. Bonés que, por sinal, são “Made in China”.

*Jamil Chade/ICL


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Rússia adverte Europa que enviar tropas à Ucrânia será ‘entendido como guerra direta’

Chanceler Sergei Lavrov afirmou que Moscou passará a considerar os países que tomem essa iniciativa como seus inimigos.

Em declaração feita nesta quinta-feira (06/03), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, lançou uma advertência aos países aliados da Ucrânia, sobre o risco de uma escalada da guerra caso os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enviem tropas para apoiar Kiev no campo de batalha.

“Consideraremos a presença dessas tropas de qualquer outro país em território ucraniano exatamente da mesma forma com a que tratamos a possível presença da OTAN na Ucrânia, como uma declaração de guerra feita diretamente à Rússia”, disse o chanceler.

Lavrov explicou que “não importa sob quais bandeiras esta operação seja hasteada, se a da União Europeia ou as bandeiras nacionais dos países que enviam suas tropas, continuam sendo tropas da OTAN”.

O comentário fez referência às ameaças feitas pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre um possível plano para enviar tropas europeias ao território ucraniano.

“Não vemos espaço para esse tipo de compromisso. A discussão (sobre o envio de tropas) está sendo conduzida com um propósito abertamente hostil. Eles (Macron e Starmer) nem estão escondendo para que precisam dela”, disse o chanceler russo.

Críticas a Macron e Starmer
Lavrov também ironizou um comentário de Macron, que justificou a proposta de envio de tropas à Ucrânia dizendo que elas atuariam “em paralelo a uma possível negociação de um acordo sobre os termos da paz”.

*Opera Mundi

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Exercício militar da Otan aumenta riscos de guerra nuclear em meio à crise na Ucrânia, dizem especialistas chineses

A Otan iniciou seu exercício nuclear anual “Steadfast Noon” na segunda-feira com mais de 60 aeronaves participando de voos de treinamento sobre a Europa.

Global Times – O exercício nuclear anual da Otan pode aumentar os riscos de uma guerra nuclear, pelo menos no nível de armas nucleares táticas, no campo de batalha do conflito Rússia-Ucrânia, disseram analistas chineses, enquanto a aliança militar liderada pelos EUA lançou seu exercício de duas semanas a partir de segunda-feira (14).

A Otan iniciou seu exercício nuclear anual “Steadfast Noon” na segunda-feira com mais de 60 aeronaves participando de voos de treinamento sobre a Europa Ocidental. O Steadfast Noon dura duas semanas e envolve jatos de combate capazes de transportar ogivas nucleares dos EUA, mas não envolve nenhuma arma real, de acordo com a Otan.

Os jatos de combate F-35A e os bombardeiros B-52 estão supostamente entre cerca de 60 aeronaves de 13 países que participam do exercício Steadfast Noon, sediado pela Bélgica e Holanda, disseram autoridades da OTAN. “Todo o exercício se concentrará particularmente no Reino Unido, no Mar do Norte, mas também na Bélgica e na Holanda”, disse o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Londres após reuniões com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou a Reuters.

O exercício nuclear da Otan é uma atividade de treinamento rotineira e recorrente que acontece todo mês de outubro. O Steadfast Noon envolve 2.000 militares de oito bases aéreas e uma variedade de tipos de aeronaves, incluindo jatos com capacidade nuclear, bombardeiros, escoltas de caça, aeronaves de reabastecimento e aviões capazes de reconhecimento e guerra eletrônica, de acordo com o site da OTAN.

O exercício da Otan ocorre no contexto de tensões crescentes entre a Rússia e o Ocidente. Em 25 de setembro, o presidente russo Vladimir Putin alertou o Ocidente que a Rússia poderia usar armas nucleares se fosse atingida por mísseis convencionais, e que Moscou consideraria qualquer ataque a ela apoiado por uma potência nuclear como um ataque conjunto, informou a mídia.

O especialista militar chinês Song Zhongping disse ao Global Times na segunda-feira que o exercício nuclear da Otan tem como objetivo o combate real, já que aeronaves militares capazes de transportar ogivas nucleares estão sendo incluídas; ogivas que podem ser transportadas por jatos de caça são táticas, o que significa que a OTAN também está diminuindo o limite da aliança sobre o uso de armas nucleares, e este é um sinal perigoso.

“Agora há um perigo de conflito direto entre a Rússia e a Otan nos campos de batalha da crise da Ucrânia, e agora, uma vez que ambos os lados reduziram seus limites para o uso de armas nucleares, uma vez que o conflito ocorra, comparado ao passado, o conflito pode escalar para uma guerra nuclear mais facilmente. Isso é realmente preocupante para a comunidade internacional”, Song observou.

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Otan diz estar discutindo colocar mais armas nucleares em prontidão

Jens Stoltenberg falou ao jornal britânico Telegraph sobre estratégias de dissuasão contra a Rússia e a China.

A aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está em discussões para implantar mais armas nucleares, retirando-as de armazenamentos e colocando-as em prontidão, em face da crescente ameaça da Rússia e da China, disse o secretário-geral da aliança nesta segunda-feira (17).

Jens Stoltenberg disse ao jornal britânico Telegraph que há consultas em andamento entre os membros para usar a transparência em torno de seu arsenal nuclear como um elemento dissuasório.

“Não entrarei em detalhes operacionais sobre quantas ogivas nucleares devem estar em operação e quais devem ser armazenadas, mas precisamos fazer consultas sobre essas questões. É exatamente isso que estamos fazendo”, disse ele ao jornal.

“A transparência ajuda a transmitir a mensagem direta de que nós, é claro, somos uma aliança nuclear.”

“O objetivo da Otan é, obviamente, um mundo sem armas nucleares, mas enquanto existirem armas nucleares, continuaremos sendo uma aliança nuclear, porque um mundo onde Rússia, China e Coreia do Norte têm armas nucleares, e a Otan não, é um mundo mais perigoso.”

Stoltenberg disse na semana passada que as armas nucleares são a “garantia máxima de segurança” da Otan e um meio de preservar a paz.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem advertido repetidamente que Moscou pode usar armas nucleares para se defender em circunstâncias extremas. Ele acusa os Estados Unidos e seus aliados europeus de empurrar o mundo para a beira de um confronto nuclear ao dar à Ucrânia bilhões de dólares em armas, algumas das quais estão sendo usadas contra o território russo.

A Otan, que tem assumido um papel mais importante na coordenação do fornecimento de armas a Kiev, raramente fala sobre armas publicamente, embora se saiba que os EUA instalaram bombas nucleares em vários locais da Europa.

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OTAN defende intensificar produção de armas e preparar ‘confronto de décadas’ contra a Rússia

Secretário-geral Jens Stoltenberg afirmou que países membros da aliança militar devem ‘reconstruir e expandir mais rapidamente’ sua base industrial.

Em coletiva ao jornal alemão Welt am Sonntag, publicada neste sábado (10/02), o diplomata norueguês Jens Stoltenberg, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmou que os países membros da aliança militar foram aconselhados a incrementar a produção de armas nos próximos anos.

Segundo o chefe da OTAN, esse reforço na fabricação de novos armamentos deve ter como objeto a preparação para um possível “confronto de décadas” contra a Rússia.

“A OTAN não procura uma guerra com a Rússia, mas devemos nos preparar para um confronto que poderá durar décadas”, explicou Stoltenberg.

Em outro trecho da entrevista, o diplomata norueguês disse que os países da aliança devem “reconstruir e expandir sua base industrial o mais rapidamente, para aumentar o fornecimento à Ucrânia e reabastecer suas reservas próprias”.

Jens Stoltenberg afirma que países de Otan devem se preparar para possível conflito prolongado contra a Rússia
“Isso significa passar do atual ritmo de produção mais lento, típico de tempos de paz, para uma produção rápida, mais adequada a tempos de conflito”, ressaltou.

Polêmica surgida na Alemanha

As declarações de Stoltenberg surgem em meio a um debate que acontece principalmente na Alemanha, após o ministro da Defesa desse país, Boris Pistorius, afirmar que Berlim está se preparando para um possível ataque de Moscou.

“A dissuasão é o único meio eficaz de se posicionar antecipadamente contra um agressor. Se formos atacados, devemos ser capazes de travar uma guerra. Isso é crucial. Temos de nos preparar para isso”, afirmou o ministro germânico.

*Opera Mundi

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Exercício militar da Otan marca retorno ao cenário da Guerra Fria, diz Rússia

O exercício militar, chamado Steadfast Defender 2024, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) marca um “retorno irrevogável” da aliança aos esquemas da Guerra Fria, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, à agência de notícias estatal RIA neste domingo (21).

A organização anunciou na última quinta-feira (18) que estava lançando seu maior exercício desde a Guerra Fria, envolvendo cerca de 90 mil soldados.

“Estes exercícios são outro elemento da guerra híbrida desencadeada pelo Ocidente contra a Rússia”, disse Grushko à RIA.

“Um exercício desta escala marca o regresso final e irrevogável da Otan aos esquemas da Guerra Fria, quando o processo de planeamento militar, os recursos e as infraestruturas estão sendo preparados para o confronto com a Rússia.”

A Otan não mencionou o nome da Rússia em seu anúncio. Mas o principal documento estratégico identifica a o país como a ameaça mais significativa e direta à segurança dos membros da organização, segundo a CNN.

Em fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma invasão em grande escala contra a Ucrânia, no que Kiev e os seus aliados ocidentais avaliaram como uma apropriação de terras imperialista não provocada.

Desde então, Moscow e o seu principal diplomata, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, acusaram frequentemente “o Ocidente coletivo” de conduzir uma “guerra híbrida” contra a Rússia, apoiando a Ucrânia através de ajuda financeira e militar.

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Otan: estamos nos preparando para conflito com a Rússia

O chefe do comitê militar da Otan disse nesta quinta-feira (18) que a aliança militar do Ocidente está se preparando para um eventual conflito com a Rússia, em meio à guerra na Ucrânia. Rob Bauer disse a jornalistas que “nem tudo é planejável” e que “nem tudo será fácil nos próximos 20 anos”.

“Eu não estou dizendo que dará errado amanhã, mas temos que perceber que não é certo que estaremos em paz. É por isso que temos planos e é por isso que estamos nos preparando para um conflito com a Rússia e grupos terroristas”, continuou o militar.

Mesmo assim, Bauer deixou claro que uma eventual guerra com Moscou só aconteceria se a Otan fosse atacada. “Não estamos buscando nenhum conflito, mas se eles nos atacarem, temos que estar preparados”, reforçou o almirante.

Em Bruxelas, sede da aliança, o almirante ainda disse que a Otan precisa de uma transformação bélica para o momento. Segundo ele, no passado, os governos viviam em que tudo era “abundante, previsível, controlável e focado na eficiência”.

Ele também reforçou que a Ucrânia, em guerra com a Rússia, continuará tendo o apoio da Otan no futuro porque “o resultado deste conflito vai determinar o destino do mundo”.

Exercício militar
A declaração de Bauer ocorre na mesma semana em que a Otan anunciou que vai realizar os maiores exercícios militares da aliança desde a guerra fria. Cerca de 90 mil soldados estarão envolvidos.

Os exercícios, chamados Steadfast Defender 2024, ocorrerão até maio, disse o principal comandante da Otan, Chris Cavoli, nesta quinta-feira (18).

Será simulado, por exemplo, como as tropas dos Estados Unidos podem reforçar os aliados europeus em países que fazem fronteira com a Rússia e no flanco oriental da aliança.

Mais de 50 navios, de porta-aviões a destróieres, participarão, assim como mais de 80 caças, helicópteros e drones e ao menos 1.100 veículos de combate, incluindo 133 tanques e 533 veículos de combate de infantaria, segundo a aliança militar.

Cavoli afirmou que os exercícios irão simular a execução dos planos regionais da Otan, os primeiros planos de defesa que a aliança elaborou em décadas, detalhando como responderia a um ataque russo.

A organização não mencionou o nome da Rússia no seu anúncio, mas seu principal documento estratégico identifica a Rússia como a ameaça mais significativa e direta à segurança dos membros do bloco.

“O Steadfast Defender 2024 demonstrará a capacidade da Otan de enviar rapidamente forças da América do Norte e de outras partes da aliança para reforçar a defesa da Europa”, destacaram.

O reforço ocorrerá durante um “cenário simulado de conflito emergente com um adversário próximo”, explicou Cavoli a repórteres em Bruxelas, após uma reunião de dois dias de chefes de defesa nacionais.

Os últimos exercícios de dimensão semelhante foram o Reforger, durante a Guerra Fria, em 1988, com 125 mil participantes, e o Trident Juncture, em 2018, com 50 mil participantes, segundo a Otan.

As tropas que participarão nos exercícios, que envolverão simulações de envio de agentes para a Europa e também exercícios no terreno, virão de países da Otan e da Suécia, que espera aderir à aliança em breve.

Os Aliados assinaram os planos regionais na cúpula de Vilnius em 2023, encerrando uma longa era em que a organização não via necessidade de planos de defesa em grande escala, enquanto os países ocidentais travavam guerras menores no Afeganistão e no Iraque e sentiam que a Rússia pós-soviética já não representava uma ameaça existencial.

Durante a segunda parte do exercício Steadfast Defender, será dada atenção especial ao envio da força de reação rápida da Otan para a Polônia, no flanco oriental da aliança.

Outros locais importantes para os exercícios serão os Estados Bálticos, considerados os de maior risco de um potencial ataque russo; a Alemanha, um centro para a chegada de reforços; e países próximos à aliança, como a Noruega e a Romênia.

 

 

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Ex-analista do Pentágono: Putin envia mensagem forte à OTAN em meio ao conflito na Ucrânia

O presidente russo Vladimir Putin disse em uma reunião do Ministério da Defesa que a atividade da OTAN aumentou acentuadamente e delineou as novas capacidades da Rússia para dissuadir ameaças. Que mensagem ele envia ao Ocidente?

Na terça-feira (19), se dirigindo aos altos escalões, Putin destacou que a natureza agressiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) já não está escondida. No entanto, a Rússia é capaz de proteger a sua soberania, destacou o presidente, referindo-se a novos sistemas de armas, ao aumento substancial da produção

militar e à modernização das forças nucleares estratégicas do país.
“[O presidente russo] está enviando uma mensagem séria à OTAN, provando, como já vimos antes, que o senhor Putin é geralmente o único adulto na sala, e ele diz a verdade claramente como a vê”, afirmou à Sputnik a tenente-coronel reformada da Força Aérea dos EUA, Karen Kwiatkowski, ex-analista do Departamento de Defesa dos EUA.

“À medida que a OTAN tenta fomentar o conflito e se expandir para o Leste, tem-se revelado incapaz de produzir eficazmente armas suficientes para a sua própria defesa, muito menos para a Ucrânia. A OTAN evoluiu para uma postura não defensiva de operação avançada, está sub-abastecida neste momento — é muito dispendioso — e é cada vez mais insuportável do ponto de vista demográfico, fiscal e político pelos EUA ou pela maioria dos países europeus”, continuou ela.

Durante o seu discurso de terça-feira, o presidente russo afirmou particularmente que o conflito na Ucrânia expôs as “vulnerabilidades” do equipamento militar ocidental. Segundo Kwiatkowski, a guerra por procuração dos EUA na Ucrânia é travada com inúmeras falhas, não limitadas a problemas com o equipamento de qualidade da OTAN.

“A Ucrânia, como uma guerra por procuração entre os EUA e a OTAN, demonstrou que peças ímpares de equipamento dos inventários de 20 países, enviadas em quantidades pequenas e variáveis, sem uma cauda logística que faça sentido, e usadas por pessoas que nunca foram expostas ao treinamento, equipamento e operações da OTAN de forma formal, não funciona”, disse Kwiatkowski.

Vladimir Putin na grande conferência de imprensa, Moscou, Rússia, 14 de dezembro de 2023 – Sputnik Brasil, 1920, 19.12.2023
Panorama internacional

“Quando olharmos para trás e vemos como a OTAN e os EUA enganaram a Ucrânia desde 2014, os analistas militares estarão coçando a cabeça se perguntando por que é que tal abordagem foi tomada por Obama e Biden. Como já observei antes, tal como outros, pressionar a Ucrânia a combater a Rússia com montes de dinheiro e sobras de munições e sistemas, dos anos 1950 aos anos 2000, fazia parte de um projeto não relacionado com a sobrevivência da Ucrânia como país”, destacou a ex-analista do Pentágono.
Segundo a especialista, Washington na verdade procurou:

principais gastos militares dos EUA e da OTAN para a próxima década;

  • obter o domínio militar-industrial dos EUA sobre os novos gastos militares europeus;
  • subordinar a Alemanha e o resto da Europa ao comércio energético dos EUA;
  • marginalizar a Rússia político e militarmente.
    Kwiatkowski está altamente cética em relação ao plano do governo Biden de se rearmar para uma nova ofensiva em 2025. “A visão de Biden é fantasiosa”, disse ela, acrescentando que o governo do presidente ucraniano Vladimir Zelensky também está dando o seu último suspiro.

“A produção militar dos EUA está aumentando, mas não o suficiente para manter a Ucrânia à tona, dada a situação atual na Ucrânia, militar e politicamente. O ano de 2024 será de conflito político em Washington, e um ano que necessariamente terá de se concentrar nas questões internas dos EUA. Kiev está mais corrupta e instável do que nunca, e a ideia de um rearmamento nacional se baseia em uma liderança nacional que tenha credibilidade entre o povo. […] Onde é que a Ucrânia conseguiria os 300.000 a 500.000 soldados treinados entre as idades de 18 e 40 anos para lutar novamente em 2025? Esse Exército, sozinho, não pode ser reconstruído em um ano. Também não pode ser comprado”, concluiu Kwiatkowski.

*Sputnik

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Órgão de segurança da Europa virou apêndice da Otan, acusa Lavrov

Declaração de chanceler russo parte de análise dos privilégios que Ocidente entrega à Otan em detrimento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou nesta quinta-feira (30/11) que a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) está virando “um apêndice da Otan e da União Europeia”.

O chanceler afirmou que a organização atualmente se encontra em um “estado deplorável” devido aos privilégios que o Ocidente dá à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“É certo que a organização está à beira de um precipício”, analisou Lavrov ao questionar se investir na revitalização do ´órgão seria útil e efetivo.

A declaração do chanceler fez referência ao iminente aniversário de 50 anos da ata final de Helsinque, acordos que estabeleceram a OSCE. E segundo ele, é lamentável constatar que “a OSCE se aproxima desta data de aniversário num estado deplorável e que as suas perspectivas permanecem sombrias”.

Na análise do chefe da diplomacia russa, após a Guerra Fria havia um potencial da OSCE para ser explorado no âmbito da cooperação europeia unificada, no entanto “as elites políticas ocidentais, que assumiram o direito de decidir o destino da humanidade, tomaram uma decisão míope, não a favor da OSCE, mas a favor da Otan”.

Lavrov ainda afirmou que os próprios países da União Europeia “destruíram com as próprias mãos a dimensão político-militar” da OSCE. A declaração do chanceler faz referência aos ataques da Otan contra a Iugoslávia, que era membro da OSCE em 1999 e à separação de Kosovo da Sérvia em 2008 sem o respaldo de referendo.

*Opera Mundi