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José Dirceu: As lições da Ucrânia

Guerra mostra que Brasil está no rumo errado ao submeter a economia e defesa nacional à hegemonia de outro país.

As lições da guerra da Ucrânia não são poucas, principalmente para nações e países como o Brasil, uma potência média, rica e que tem todas as condições de se tornar um país desenvolvido numa América do Sul e Latina integradas.

O uso da guerra como instrumento em busca de uma paz que atenda os interesses das grandes potências é uma constante nos últimos séculos. Após a queda do Muro de Berlim e da dissolução da União Soviética, essa foi uma regra para os Estados Unidos e a Europa. Os exemplos saltam à vista: Iraque, Kosovo, Afeganistão, Líbia e Síria, esta só não ocupada pela resistência do governo de Bashar al Assad apoiado pela Rússia e Irã, que deram um basta à “pax americana”.

Os sinais de que os Estados Unidos e a Aliança Atlântica, a Otan, e a União Europeia não aceitaram a nova realidade que se impunha no mundo com a ascensão principalmente da China, mas também da Rússia de Putin, da Índia, da Turquia e do Irã eram evidentes. Eles se expressaram na escalada anti-China liderada por Trump à frente dos Estados Unidos, um império que exerce seu poder desde o fim da 2ª Guerra Mundial e sem nenhum limite após a dissolução da URSS, acima mesmo da ONU.

Incapazes, na prática, de concorrer com a China no campo econômico, comercial e tecnológico, as chamadas potências ocidentais, tão caras à nossa mídia, iniciaram uma guerra híbrida contra a China a pretexto de defender os direitos humanos e a economia de mercado, o mundo livre.

Os EUA não são mais uma república democrática, para usar o conceito liberal, mas sim um império e uma plutocracia, com apoio do dólar, das Forças Armadas, único país com bases e força militar estratégica em todo o mundo. A partir da hegemonia cultural e política conquistada, passaram a ditar a ordem internacional segundo suas leis e interesses.

Sanções econômicas, bloqueios, desestabilização de governos, golpes militares ou parlamentares-judiciais passaram a ser a norma da política internacional, uma nova forma de guerra, de intervenção em outros países e nações, com ou sem anuência das Nações Unidas. Cuba, há 60 anos, Venezuela, Irã e agora a Rússia. Os golpes em Honduras, Paraguai, Bolívia e Brasil estão presentes ainda em nossa memória. O uso e abuso das redes sociais controladas por multinacionais de tecnologia norte-americanas, das fake news, são a regra na arena internacional.

AVANÇO DA OTAN

Desde o fim da União Soviética ficou estabelecido nos acordos entre Gorbachev e Bush-pai que a Otan não se estenderia para a Europa Oriental. Mas não foi o que ocorreu: houve expansão e militarização de toda aquela ex-zona de influência da União Soviética, instalação de mísseis nucleares na Polônia, intervenção via Geórgia nos assuntos internos da Federação Russa, estimulando guerras separatistas. A resposta da Rússia não tardou, com a intervenção e ocupação da capital da Geórgia, instalação de mísseis nucleares em Kaliningrado, cidade russa entre a Polônia e a Lituânia, herança da 2ª Guerra Mundial.

Em 2014, com aberta intervenção política, midiática, diplomática e militar –sim, com ajuda militar–, um golpe de Estado destituiu o governo pró-Rússia da Ucrânia. Tanto os Estados Unidos como a União Europeia não esconderam seu apoio; assumiram o lado dos golpistas com forte propaganda apresentando-os como uma cruzada democrática do ocidente civilizado.

As consequências não tardaram. Veio a declaração da independência do Donbass com a criação das repúblicas de Donetsk e Luhansk. Cidades onde a maioria da população é de origem russa, a cultura idem, e o idioma predominante é o russo. Deu-se início à 1ª guerra entre a Rússia e a Ucrânia, agora pró-Ocidente.

Não bastasse a ilegal intervenção na Ucrânia com o apoio ao golpe de 2014, os Estados Unidos e a União Europeia fecharam os olhos às truculências do novo governo e estimularam a política de limpeza étnica, proibição do russo como 2ª língua na Ucrânia, ataques à população russa, apoio a milícias fascistas, seja o grupo de direita Azov e seus batalhões armados, o partido Svoboda, o Pravyi Sector (Setor da Direita), que ostentam símbolos nazistas.

A militarização da Ucrânia pelas potências ocidentais e a proposta de integrá-la à Otan foi a gota d’água para Putin e a Rússia, dando início à escalada política e diplomática que levou à invasão e à guerra. Em 2014, a Rússia já tinha ocupado e anexado a Criméia, a ela ligada histórica e culturalmente, com uma população majoritária russa, como consequência da chamada revolução Maidan, nome da praça em Kiev das principais manifestações contra o governo pró-Rússia de Victor Yanukovych, deposto com apoio dos Estados Unidos e Europa.

TRAGÉDIA DA GUERRA

Infelizmente a realidade se impôs e a resposta russa foi a invasão da Ucrânia. Tanto os Estados Unidos como a União Europeia não foram capazes de resolver por meios diplomáticos, pacíficos, de preferência via Nações Unidas, um conflito de interesses legítimos: manter a Ucrânia independente, mas desmilitarizada e fora da Otan, sem armas nucleares conforme demandava a Rússia, além da autonomia das regiões do Donbass conforme os acordos de Minsk.

A tragédia da guerra e os riscos para todo o mundo, a partir das sanções decididas pelos Estados Unidos e seus aliados, que não são a maioria e muito menos representam o mundo como vende certa mídia brasileira, são a prova de que não há limites para o império que se recusa a redesenhar a governança do mundo a partir da emergência das novas potências começando pela China….

No fundo, os Estados Unidos iniciaram uma guerra híbrida contra a China e um cerco estratégico à Rússia desde o final da Guerra Fria. E nessa empreitada conquistaram o apoio da União Europeia que, frente ao avanço tecnológico e comercial da China disputando seus mercados, acabou aderindo à uma política insana de provocações e ameaças.

Os riscos, para além de uma crise econômica e do preço da guerra para as populações civis, são generalizados para todos, inclusive para a ordem internacional inaugurada em Bretton Woods que deu ao dólar e aos Estados Unidos o poder de hegemonia sobre o mundo. A ruptura de todas as regras pelas sanções e boicotes pode estimular a criação de alternativas, fora o risco de uma ruptura –e a pandemia mostrou suas consequências– das cadeias de produção e da logística do comércio internacional e, principalmente, da perda da confiança no sistema financeiro mundial.

Para nós brasileiros, adeptos, de acordo com nossa Constituição Federal, dos princípios da não intervenção, da autodeterminação dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos, fica a lição de que estamos no rumo errado ao submeter nossa economia e nossa defesa nacional à hegemonia dos Estados Unidos. Isto terá graves consequências, como estamos vivenciando, para nossa sobrevivência como nação independente e soberana.

A guerra da Ucrânia nos ensina que devemos rever imediatamente nossa estratégia de desenvolvimento nacional e retomar o fio da história e nosso papel na América Latina e no mundo. Também fortalecer nosso Estado nacional e desenvolver nossa economia industrial e tecnológica, buscando fazer as reformas para fortalecer a coesão social através de uma desconcentração da renda e da riqueza para sermos capazes de sobreviver num mundo onde o que conta são os interesses nacionais e a força não apenas militar, mas, principalmente, a unidade nacional e desenvolvimento social e econômico.

A oportunidade única está à nossa frente em outubro deste ano, quando a soberania popular se manifestará e decidirá nosso futuro.

*Com Poder 360

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EUA lançaram desinformação sobre crise na Ucrânia para difamar China, dizem fontes

Citar “funcionários anônimos” para lançar desinformação é um velho truque que os EUA têm usado para enganar o público.

Jornal estatal chinês Global Times descobriu de várias fontes que os “funcionários anônimos”, cujos relatos anteriores citados alegavam que a China tinha pedido à Rússia para não tomar medidas na Ucrânia antes do final dos Jogos Olímpicos de Inverno, são do Conselho de Segurança Nacional dos EUA e seu objetivo era desviar a responsabilidade dos EUA no conflito para lucrar com isso e difamar a China.

Em duas notícias publicadas em 25 de fevereiro e 2 de março, The New York Times citou “funcionários anônimos dos EUA” dizendo que a China teve conhecimento dos planos da Rússia na Ucrânia e pediu a Moscou para não tomar medidas antes do final dos Jogos Olímpicos de Inverno que tiveram lugar em Pequim.

Os relatos acusam a China de apoiar a Rússia para criticar os EUA e de se opor às sanções norte-americanas contra a Rússia.

O Ministério das Relações Exteriores chinês refutou estas notícias, salientando que os EUA fabricavam informações para difamar a China.

Citar “funcionários anônimos” para lançar desinformação a fim de enganar o público é um velho truque que os EUA têm estado usando.

Através de várias fontes, o Global Times descobriu que os “funcionários anônimos” citados pelo The New York Times são do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Coincidentemente, apesar da situação na Ucrânia, os EUA parecem ter aumentado o seu investimento na região do Indo-Pacífico para conter a crescente influência da China.

Analistas têm dito que os problemas associados com a situação na Ucrânia são claros, e os EUA e a OTAN estão juntos empurrando a Ucrânia para o fogo.

*Com Sputnik

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Mundo

Rússia ameaça cortar fornecimento de gás da Europa em resposta às sanções

O governo da Rússia ameaçou cortar o fornecimento de gás para a Europa caso as sanções econômicas sejam estendidas para o setor energético. Tal punição à Rússia já foi discutida pela União Europeia, mas não foi aprovada até que fontes alternativas sejam encontradas. A Rússia é o principal fornecedor de gás da região.

Atualmente, a Rússia é responsável pelo fornecimento de cerca de 40% do gás natural consumido pela Europa.

“Em conexão com acusações infundadas contra a Rússia e a imposição da proibição do Nord Stream II, temos todo o direito de tomar uma decisão correspondente e impor um embargo ao bombeamento de gás através do Gasoduto Nord Stream I. Mas até agora não tomando tal decisão”, declarou o vice primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, nesta terça-feira (8).

Novak também declarou que se a União Europeia e os EUA decidirem impor uma rejeição ao petróleo russo, haverá “consequências catastróficas”.

“Está absolutamente claro que a rejeição do petróleo russo vai levar a consequências catastróficas para o mercado global. A subida dos preços será imprevisível. Será US$ 300 por barril, se não mais”, declarou Novak.

Zelensky está pronto para discutir não adesão à OTAN

O conselheiro presidencial da Ucrânia, Mikhail Podolyak, declarou nesta terça-feira (8) que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, está pronto para discutir, sob alguns termos, a não adesão à OTAN.

“Estamos prontos para negociações construtivas sobre questões-chave. A principal, claro, é a segurança. O fim das hostilidades […] sobre questões políticas, o presidente Zelensky não tem medo de falar com o lado russo sobre quaisquer questões políticas, declarou Podolyak.

“Mas, naturalmente, defendemos nossa condição de Estado Nacional, nossos direitos nacionais, e pretendemos obter um conjunto claro e concreto de garantias juridicamente vinculativas de nossa segurança, tendo em conta que a OTAN diz abertamente que não aceitará a Ucrânia. Agora é inútil falar de detalhes, agora o mais importante é defender fisicamente a Ucrânia”, completou Podolyak.

*Com Correio Braziliense

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Zelensky revela ‘esfriamento’ da adesão da Ucrânia à OTAN e admite opção de reconhecer Crimeia

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, falou sobre a possibilidade de discutir a questão do reconhecimento da Crimeia com a Rússia.

Respondendo a uma questão sobre o reconhecimento da Crimeia e das repúblicas de Donbass, o presidente ucraniano, Vilodimir Zelensky, falou sobre a “possibilidade de discutir o assunto e chegar a um compromisso sobre como as pessoas viverão na região”.

Foi desta forma que Zelensky comentou a questão sobre a sua disposição de reconhecer estas regiões.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, também afirmou que a questão da adesão da Ucrânia à OTAN “esfriou”.

“Sobre a OTAN, há tempos eu já me esfriei sobre esta questão depois de entendermos que a Aliança Atlântica não está pronta para aceitar a Ucrânia. A aliança teme contradições e conflitos com a Rússia”, afirmou Zelensky.

Além disso, o presidente ucraniano colocou a responsabilidade pela morte de pessoas na Ucrânia no Ocidente, que, de acordo com suas palavras, se recusa a fechar o espaço aéreo de seu país e a fornecer aviões.

“Treze dias que escutamos apenas promessas. Treze dias que falam que logo nos ajudarão no céu, que haverá aviões, que eles serão nos entregues”, afirmou.

Anteriormente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov declarou que Moscou pode parar a operação militar especial na Ucrânia “a qualquer momento”, caso Kiev aceite as condições: reconhecer a Crimeia como sendo território russo, a soberania das repúblicas de Donetsk e Lugansk, bem como a neutralidade da Ucrânia.

Com Sputnik

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Ex-premiê ucraniano: OTAN planejava iniciar guerra mundial contra Rússia com uso de armas nucleares

Nikolai Azarov, ex-primeiro-ministro da Ucrânia, disse que a Rússia decidiu restaurar ordem na Ucrânia para evitar uma terceira guerra mundial e um ataque ao seu território.

“Para evitar uma terceira guerra mundial e um ataque à Rússia com uso de armas nucleares, o governo russo tomou a decisão de controlar esta situação e restaurar a ordem na Ucrânia”, escreveu ele em sua conta no Facebook.

De acordo com o ex-premiê, as tropas ucranianas sob a liderança de batalhões nacionalistas estavam se preparando para iniciar uma operação militar em Donbass em 25 de fevereiro.

“Um dia antes do início da guerra para aniquilamento da população de língua russa no Donbass, foram tomadas decisões marcantes. Sob o controle dos batalhões nacionalistas, o Exército ucraniano estava se preparando para iniciar uma operação no Donbass em 25.02.22”, afirmou Azarov.

Além disso, ele disse que no verão de 2022 [inverno no Hemisfério Sul] a OTAN planejava acordar a introdução de forças na Ucrânia e até o fim do ano provocar um conflito nuclear com a Rússia.

“Desde dezembro de 2021, a Rússia recebia dados sobre os planos da OTAN de implantar no território da Ucrânia quatro brigadas militares (duas terrestres, uma marítima, uma aérea). Além do mais, a brigada aérea tinha capacidade de transportar ogivas nucleares. A OTAN queria chegar a um acordo sobre essa implantação de tropas na reunião do Conselho de Segurança da ONU no verão de 2022. Então, muito provavelmente até o final do ano, eles provocariam um conflito e lançariam uma ação militar em larga escala contra a Rússia usando armas nucleares.”, concluiu ex-ministro ucraniano.

 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022

Lavrov sobre possibilidade de guerra nuclear: melhor perguntar a Biden

A Rússia começou a operação militar especial de “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia, em 24 de fevereiro, por ordem do presidente Vladimir Putin, após ter reconhecido oficialmente a independência das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk. O passo da Rússia provocou uma onda de sanções dos países ocidentais contra Moscou em todos os setores.

*Com Sputnik

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Zelensky pede reunião com Putin para negociar pausa em bombardeios

O pedido ocorreu em uma entrevista gravada por um pool de imprensa internacional e transmitida nesta quinta-feira.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu uma reunião com o mandatário russo, Vladimir Putin, para que um possível cessar-fogo seja negociado entre os líderes.

O pedido ocorreu em uma entrevista gravada por um pool de imprensa internacional e transmitida nesta quinta-feira (3/3), em Kiev, capital do país. “Eu tenho que falar com Putin. O mundo tem que falar, não há outra maneira de parar essa guerra”, explicou.

Na mesma ocasião, Zelensky defendeu a criação de corredores verdes para refugiados, que funcionam como rotas de fuga. A medida teve consenso na reunião entre representantes de ambas as nações, que negociam um eventual cessar-fogo.

Zelensky afirmou que está preocupado com a guerra, que teme pela própria vida e que tem dormido no máximo três horas por noite. “O mundo demorou para ajudar a Ucrânia, mas o apoio dá força”, ponderou.

Nesta quinta-feira, em pronunciamento transmitido do Kremlin, sede do governo russo, Putin alertou: “Os objetivos da operação da Rússia na Ucrânia serão alcançados em qualquer caso”, afirmou a integrantes do governo.

Na prática, o presidente russo quer a desmilitarização do país invadido. Isso envolve a posse de armas nucleares e a adoção de um status neutro sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Putin ordenou que as tropas intensifiquem os bombardeios. Os ataques têm causado cada vez mais mortes e atingido grandes centros habitados.

O presidente francês, Emmanuel Macron, conversou por 90 minutos com o líder russo, Vladimir Putin, e não saiu com uma boa impressão do encontro.

Segundo comunicado oficial, Macron concluiu que “o pior ainda está por vir”, em relação à guerra na Ucrânia. “Não há nada que Putin tenha nos dito que nos reassegure. Ele mostrou grande determinação em prosseguir com a operação”, afirmou um assessor.

*Com Metrópoles

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Ministro de Putin diz que líderes estrangeiros se preparam para guerra contra a Rússia

Lavrov ainda acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, de presidir “uma sociedade onde o nazismo está florescendo”.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse nesta quinta-feira (3) que líderes de países do Ocidente estão “se preparando para uma guerra contra a Rússia”, mas que apesar das ameaças, Moscou vai continuar com sua operação militar na Ucrânia até “o fim”. As informações foram divulgadas na agência internacional Reuters no final da manhã de hoje.

Segundo a Reuters, no comunicado à imprensa, Lavrov não forneceu elementos que comprovem a declaração de que o Ocidente se prepara para a guerra contra Putin. O conflito na Ucrânia entrou em seu oitavo dia consecutivo, com Kiev resistindo à invasão russa com ajuda da OTAN.

Falando aos meios de comunicação russos, o ministro de Putin também afirmou que o governo não pensa em uma guerra nuclear, mas sente a pressão pairando sobre os países aliados à OTAN.

“O pensamento de energia nuclear está constantemente girando na cabeça dos políticos ocidentais, mas não na cabeça dos russos”, disse ele. “Asseguro-lhe que não permitiremos que nenhum tipo de provocação nos desequilibre”, reportou a agência.

Na mesma entrevista à TV estatal russa, Lavrov ainda acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, de presidir “uma sociedade onde o nazismo está florescendo”.

Ontem, o ministro disse que o presidente do Estados Unidos, Joe Biden, “tem experiência e sabe que não há alternativa às sanções [contra a Rússia], senão a guerra mundial”. A declaração foi feita à TV Qatar Al Jazeera e citada em matéria da agência EFE.

*Com GGN

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MRE russo: promessa da OTAN de aderir Ucrânia à aliança é ‘bomba’ que pode detonar a qualquer hora

Há muito, a Rússia avisa o Ocidente que a promessa da OTAN de incorporar a Ucrânia à aliança é “um mecanismo de bomba que vai detonar mais cedo ou mais tarde”, afirmou o vice-chanceler russo, Aleksandr Grushko.

A Rússia observa com calma as ambições da UE de criar seu próprio potencial militar, mas são os EUA que não querem permitir isso.

“Nós muito calmamente observamos as ambições da União Europeia de criar sua independência político-militar, de criar o que seria o seu próprio potencial militar”, afirmou em transmissão do canal de TV Rossiya 24.

De acordo com suas palavras, “a política dos EUA é justamente dirigida para não permitir a formação de uma capacidade tão autônoma da UE no domínio político-militar”.

O diplomata ressaltou ainda que Moscou sempre defendeu as soluções político-diplomáticas e não militares.

Contudo, “nós sempre alertamos que, se não for possível resolver [o conflito] pela via diplomática, na base do consenso e do equilíbrio de interesses, cabe a nós tomar medidas, que para nós são necessárias. Daí já vai ser tarde para perguntar por que fizemos isso”.

Quanto às sanções europeias contra a Rússia, o diplomata comentou: “Se observarmos o que acontece hoje nos setores econômico e financeiro, o Ocidente simplesmente abala suas próprias instituições, suas próprias regras”

Conforme as palavras de Grushko, se olhar do ponto de vista dos interesses de segurança, mais cedo ou mais tarde a Europa deve entender que a formação de uma estrutura central da OTAN no continente não vai levar a nada, sendo apenas a “transformação de si [Europa] em um objeto de planejamento militar”.

O vice-chanceler acrescentou também que as garantias de segurança continuarão sendo uma questão-chave para a Rússia, mas se essa for resolvida, então será possível pensar na nova arquitetura das relações com a OTAN.

*Com Sputnik

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Determinação dos EUA de expandir a OTAN cria situação imprevisível, diz ministro cubano

A persistência dos EUA em avançar com a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para o leste está levando a consequências imprevisíveis que poderiam ter sido evitadas, disse o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, neste sábado (26).

Segundo o ministro, a recente aproximação dos EUA e da OTAN às fronteiras russas e a entrega de armas a Kiev equivalem a um “cerco militar progressivo”.
A Assembleia Nacional de Cuba instou os Estados Unidos a levarem as propostas de segurança de Moscou “a sério e de forma realista”, afirmando que a Rússia tem o direito de se defender.

O país apresentou suas propostas de segurança em dezembro, solicitando garantias legais contra a expansão da OTAN à leste, a adesão da Ucrânia à aliança militar e a implantação de bases militares da OTAN em regiões ex-soviéticas.

De acordo com o presidente russo Vladimir Putin, as propostas sobre a segurança europeia foram rejeitadas de imediato pelos parceiros ocidentais.
Apesar da promessa feita na década de 1990 de que a aliança não “se moveria uma polegada” para o leste, a OTAN vem avançando há alguns anos em direção às fronteiras russas.

Na última quinta-feira (24), a Rússia anunciou uma operação militar especial na Ucrânia após o pedido das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk para defendê-las da agressão de Kiev.

Donbass, um distrito composto majoritariamente por russos, está sob pressão e ataques regulares desde 2014, quando o governo nacionalista de direita tomou o poder em Kiev em um golpe apoiado pelos EUA.

*Com Sputnik

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Putin ordena ao Ministério da Defesa para colocar forças de dissuasão nuclear em alerta especial

Em resposta a observações agressivas do Ocidente, o líder russo ordenou que as forças dissuasoras do Exército russo fossem colocadas em regime de alerta especial.

“Altos funcionários dos principais países da OTAN permitem [fazer] observações agressivas dirigidas contra o nosso país, por isso ordeno ao ministro da Defesa e ao chefe do Estado-Maior para colocarem as forças dissuasoras do Exército russo em regime de alerta especial”, disse Putin neste domingo (27).

“Ordeno ao ministro da Defesa e ao chefe do Estado-Maior para colocarem as forças dissuasoras do Exército russo em regime de alerta especial”, disse Putin em uma reunião com o ministro da Defesa Sergei Shoigu e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, general de exército Valery Gerasimov.

Dirigindo-se ao ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Valery Gerasimov, Putin ressaltou que os países ocidentais também estão tomando ações hostis contra a Rússia na esfera econômica.

“Refiro-me às sanções ilegítimas das quais todos estão bem cientes”, acrescentou.

Na sexta-feira (25) os líderes da OTAN realizaram uma cúpula virtual de emergência. A Aliança Atlântica advertiu que “o mundo” iria “responsabilizar a Rússia, bem como Belarus, por suas ações” e acusou Moscou de assumir “plena responsabilidade por este conflito” ao “rejeitar o caminho da diplomacia e do diálogo repetidamente proposto pela OTAN e aliados”.

As forças de dissuasão estratégica destinam-se a conter a agressão contra a Rússia e seus aliados, bem como para derrotar o agressor em uma guerra com uso de vários tipos de armamentos, incluindo armas nucleares.

Na madrugada da quinta-feira (24), o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma operação especial militar na região de Donbass. A operação foi deflagrada após pedido de assistência militar feito pelas recém-reconhecidas repúblicas populares de Lugansk e Donetsk.

Em dezembro de 2021, o Ministério das Relações Exteriores russo propôs dois tratados de segurança à OTAN e aos EUA para aliviar as tensões e restaurar a estabilidade estratégica da Europa. Os projetos de acordo russos apelavam a ambas partes para limitarem a implantação de tropas, sistemas de mísseis, aeronaves e navios de guerra em zonas onde pudessem ser considerados uma ameaça pela outra parte.

Crucialmente as propostas também incluem a exigência de que OTAN cesse sua expansão para o leste, na antiga União Soviética, e limite a implantação de forças em países que se juntaram ao bloco após o fim da Guerra Fria. Washington e a Aliança Atlântica rejeitaram aberta e publicamente as propostas russas, mas expressaram esperança de continuação das negociações.

*Com Sputnik

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