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‘No Peru imperam os juízes!’

Sobre o voo de grão-palmeirenses para Lima no qual Toffoli embarcou com um advogado do caso Master no mesmo dia em que virou relator de uma ação movida por Vorcaro contra a operação Compliance Zero.

No finalzinho de novembro, o ministro Dias Toffoli voou para Lima, no Peru, para assistir ao seu Palmeiras na final da Libertadores da América junto e misturado, ida e volta, com o advogado de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do Banco Master e um dos presos na operação Compliance Zero, deflagrada 11 dias antes de a bola rolar na capital peruana. O ministro do STF e o advogado de Bull, Augusto Arruda Botelho, viajaram com outras pessoas em um avião do empresário e ex-senador Luiz Osvaldo Pastore.

A revelação sobre a viagem conjunta de Dias Toffoli e Arruda Botelho ao Peru foi feita neste domingo, 7, por Lauro Jardim, no jornal O Globo.

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No dia 27 de novembro, os advogados do dono do Master, Daniel Vorcaro, protocolaram no STF a Reclamação Constitucional 88.121, pedindo a suspensão das investigações da Compliance Zero até a definição da instância competente para conduzir o caso. Vorcaro tentou direcionar a ação para Kassio Nunes Marques, conforme revelou nesta segunda-feira, 8, a repórter Malu Gaspar, em O Globo também. A presidência do Supremo, no entanto, não caiu na cilada e no dia seguinte, 28 de novembro, o processo foi distribuído por sorteio, mas para Dias Toffoli.

(Os personagens e o contexto fazem lembrar que no dia 3 de outubro de 2020, dia em que o Brasil registrou 580 mortes por covid-19, Toffoli recebeu Nunes Marques e Jair Bolsonaro em sua casa no Lago Norte, área “nobre” de Brasília, todos sem máscara, para assistirem, segundo a evasiva distribuída na época, a um jogo do Palmeiras contra o Ceará).

Em coincidência no mínimo constrangedora, Dias Toffoli e Arruda Botelho embarcaram para Lima no jatinho de Luiz Pastore no mesmo dia em que Toffoli virou relator da Reclamação 88.121. Ainda naquele 28 de novembro, uma sexta-feira, a Justiça Federal em Brasília mandou soltar Daniel Vorcaro, Luiz Antonio Bull e mais três diretores do Banco Master. Horas depois, no sábado, o Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0 em Lima e os palmeirenses reclamaram muito do juiz, exatos 110 anos depois dos versos de Maiakóvski:

Bananas, ananás! Pencas felizes.
Vinho nas vasilhas seladas…
Mais eis que de repente como praga
No Peru imperam os juízes!

Três dias mais tarde, em 2 de dezembro, a defesa de Luiz Antonio Bull solicitou a Dias Toffoli habilitação nos autos da Reclamação 88.121. No dia 3, Toffoli atendeu a solicitação e, no mesmo despacho, determinou a transferência do caso Master da Justiça Federal para o STF, onde o passageiro mais ilustre do voo do orgulho palestrino tampou as investigações da Compliance Zero com sigilo de nível 3, o segundo mais rigoroso da egrégia corte, quem sabe aos gritos de “aqui é Palmeiras, p@rr4!”.

Em suíte publicada nesta segunda e intitulada “Toffoli, Arruda Botelho e outro lado da moeda do conflito de interesses”, Lauro Jardim afirma que “essa história, contudo, pode beneficiar Arruda Botelho”, citando uma fonte anônima da advocacia: “De certa forma, o Augusto sai poderoso dessa história. Para eventuais futuros clientes enrolados, ele acabou mostrando proximidade, verdadeira ou não, com um ministro do Supremo. É um belo chamariz para novos clientes”.

Notável, não? Fulguras, ó Brasil!

Come Ananás identificou que Arruda Botelho é advogado em pelo menos outros três processos em trâmite no Supremo sob relatoria de Dias Toffoli — duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade e um Recurso Extraordinário com Agravo com repercussão geral.

*Hugo Souza/Come Ananás


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Flamengo é o primeiro brasileiro tetra da Libertadores; veja ranking de campeões

A CONMEBOL Libertadores consagrou o primeiro brasileiro tetracampeão neste sábado (29). Em Lima, no Peru, o Flamengo superou o Palmeiras no jogo único da final e se isolou como o maior vencedor da competição entre os times do Brasil.

Até a decisão de agora, Verdão e Rubro-Negro estavam empatados com Grêmio, Santos e São Paulo, todos com três títulos. Agora, o novo campeão se isola no ranking.

Entre os brasileiros, as outras equipes campeãs da Libertadores são: Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG, Botafogo, Fluminense, Vasco e Corinthians.

Veja abaixo o ranking de brasileiros campeões da Libertadores:

  • Flamengo: 4 títulos
  • Palmeiras, Grêmio, São Paulo e Santos: 3 títulos
  • Cruzeiro e Internacional: 2 títulos
  1. Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Fluminense e Vasco: 1 título

Brasil chega a 25 conquistas e empata com a Argentina
Além de se tornar o primeiro tetra do Brasil, o Flamengo conseguiu um feito que até pouco tempo parecia distante: igualar o números de títulos da Argentina, que era líder absoluta há décadas. Agora, os dois países se dividem como os maiores campeões, com 25 títulos cada.

Vale lembrar que o Brasil emplaca campeões seguidos desde 2019. O River Plate, em 2018, foi o último não brasileiro a levantar o caneco mais cobiçado da América do Sul.

Títulos de cada país na Libertadores:

  • Argentina e Brasil: 25 títulos
  • Uruguai: 8
  • Colômbia: 3
  • Paraguai: 3
  • Chile: 1
  • Equador: 1

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Política

Vídeos – Desta vez, no jogo do Palmeiras: Bolsonaro ouve o coro ‘uh, vai ser preso!’

Uma semana antes, Bolsonaro tinha ido ao estádio Mané Garrincha, onde ouviu o mesmo coro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para acompanhar a partida entre Água Santa x Palmeiras, pela 8ª rodada do Paulistão. Antes de começar o jogo, a torcida se dividiu entre vaias e gritos de apoio ao político.

Parte da torcida saudou o expresidente com gritos de “mito”, mas nos vídeos que circulam nas redes sociais predominam as vaias e o refrão

“uh, vai ser preso”.

Uma semana antes, Bolsonaro tinha ido ao mesmo estádio para ver o jogo entre Vasco e Fluminense.

Também foi vaiado e ouviu o mesmo coro: “vai ser preso”.

Veja os vídeos:

https://twitter.com/i/status/1556375467434713093

 

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General Heleno, que tem comorbidade mental, acha que Bolsonaro deveria ter explodido com STF

General Heleno, aquele que tem comorbidade mental, também conhecido como velho gagá, quer transformar os crimes de Bolsonaro num Palmeiras x Corinthians. Assim, o velhote reaça cria uma espécie de reality show, tipo o BBB-22 em que coloca em pé de igualdade moral a justiça e o criminoso, STF x Bolsonaro.

Claro que isso, por si só, já produziria material para o meme do ano na categoria “farsa”.

Isso tem uma explicação, chama-se padrão cringe da ditadura para transformar uma clara violação de Bolsonaro em “debate caloroso” nas redes sociais e, logicamente, em contrapartida produzir uma série de memes.

A tática dessa velharia fardada é a mesma da geração 1964, sem levar em conta que, justamente em função da revolução informacional, as manipulações fáceis, características do bolsonarismo são as mais rapidamente expurgadas das redes pelo seu conteúdo farsesco, mentiroso, grotesco.

O jurássico Augusto Heleno, parceiro de Carlos Nuzman nas olimpíadas, está tentando criar uma espécie foguete chinês a toque de caixa na tentativa de Bolsonaro parar de cair nas pesquisas ou pelo menos diminuir sua crescente rejeição.

Até agora todas as táticas funestas que os pensadores da campanha de Bolsonaro, como Heleno, tentaram, mais que fracassaram, enterraram ainda mais o genocida que provocou um morticínio de 626 mil brasileiros.

Essa tentativa de Heleno para, na verdade, queimar Alexandre de Moraes, produzirá um refluxo ainda mais amargo para o patrão.

A conferir.

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Bolsonaro, o presidente que acredita em Deus, que Deus?

“Hoje temos um presidente que acredita em Deus” disse o chefe do clã Bolsonaro.
 
Esta frase por si só não diz muita coisa ou não diz nada.
 
Deus é uma divindade com várias interpretações e significados. Uns até se chocam com outros.
 
Deus é um conceito de Ser Supremo presente em diversas religiões monoteístas, henoteístas ou politeístas, sendo geralmente definido como o espírito infinito e eterno, criador e preservador do Universo.
 
Se pagarmos pelo lado das religiões, piorou.
 
Bolsonaro é católico-judeu-evangélico. Numa denominação parecida com seu time de coração que é Palmeiras-Flamengo-Vasco. Ou seja, o sujeito é a cara do oportunismo.
 
Dependendo da situação política, ele veste uma camisa diferente ou oposta a que ele vestiu ontem.
 
A coisa começa a complicar porque Bolsonaro disse essa frase, ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que usava uma camiseta com o nome de “Jesus.
 
Michelle, como sabemos, foi a que recebeu o cheque de Queiroz, o miliciano que também tem um cardápio de contravenção, o que não é pouca coisa.
 
Sendo assim, Bolsonaro se coloca como cristão. Certamente, um cristo imaginário que só existe na sua régua “moral”.
 
Alguém imagina Cristo armado até os dentes com fuzis e metralhadoras?
 
Dá para pensar num Cristo que odeia negros, índios e pobres?
 
Algum cristão sério tem em Cristo um ser que era contra a igualdade e fraternidade?
 
Mas o Cristo de Bolsonaro é assim.
 
Um miliciano “divino”. Um líder de grupo de extermínio, um chefe de esquadrão da morte que criou seus filhos a partir de uma certa bíblia particular, na qual a violência, crimes e assassinatos são os principais mandamentos.
 
Então, pergunta-se: essa gente, que cheira religião e apoia esse psicopata, tem esse mesmo Cristo em sua conta? Ou seja, o sujeito é a cara do oportunismo.
*Carlos Henrique Machado Freitas