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Perdido: Entre o moderado e o radical, Flávio Bolsonaro não encontra seu papel

Aliados que acompanham de perto a pré-campanha de Flávio Bolsonaro têm demonstrado crescente preocupação com a dificuldade do senador em consolidar uma identidade política clara diante do eleitorado. Nos bastidores, a avaliação é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscila entre diferentes personagens e discursos, sem conseguir transmitir uma mensagem consistente sobre o que representa e quais propostas pretende defender.

Em determinados momentos, Flávio procura se apresentar como um político moderado, capaz de dialogar com setores do centro e do empresariado. Em outros, retoma o discurso mais radical associado ao bolsonarismo raiz, apostando na mobilização da base ideológica e na retórica de confronto que marcou os anos de governo de seu pai. A alternância frequente entre essas duas estratégias tem provocado dúvidas até mesmo entre aliados históricos.

Integrantes da campanha admitem reservadamente que a indefinição dificulta a comunicação com o eleitorado. Enquanto uma ala defende a ampliação do diálogo para conquistar votos fora da bolha bolsonarista, outra insiste que qualquer movimento em direção ao centro pode ser interpretado como sinal de fraqueza ou abandono dos princípios que consolidaram o apoio da militância.

A situação se tornou ainda mais delicada diante da necessidade de responder a temas econômicos e sociais. Em algumas ocasiões, Flávio adota um discurso liberal, voltado para o mercado e para a redução da intervenção estatal. Em outras, faz acenos a pautas mais populares e protecionistas, gerando críticas de adversários e questionamentos dentro da própria base de apoio.

Para aliados, o resultado é uma campanha que ainda não encontrou um eixo narrativo capaz de unificar suas diferentes mensagens. A percepção é que o senador tenta agradar simultaneamente públicos distintos, mas corre o risco de não convencer plenamente nenhum deles.

Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que os próximos meses serão decisivos para que Flávio defina qual imagem pretende apresentar ao país. Sem uma estratégia mais coerente e uma linha política facilmente identificável, cresce o temor de que a candidatura permaneça presa a contradições que dificultam sua expansão eleitoral e alimentam a sensação de desorientação já percebida por parte de seus próprios aliados.


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Cercado por uma crise econômica sem precedentes, Bolsonaro está mais sem rumo no Planalto do que no G20

A mídia pouco falou, mas além de totalmente isolado no encontro do G20, Bolsonaro estava completamente tomado por uma preocupação, que é a crise econômica inédita provocada por seu governo, que soma inflação com recessão, desemprego com miséria e as duas pontas que mais divergem, a riqueza dos banqueiros e a miséria de grande parcela da população. São essas as questões que estão puxando a corda de seu cadafalso político.

Se Bolsonaro ceder à pressão dos bancos e financistas que não querem sequer ouvir falar em mudança de regras na Petrobras e no teto de gastos estará morto, porque do outro lado há uma nação de mais de 20 milhões de famintos, um número sem fim de desempregados e um horizonte para economia, em pleno ano eleitoral, muito pior do que nos dias atuais.

Para um sujeito que tem um cérebro do tamanho de um caroço de mostarda, não há saída. Mas o nó tático que o próprio Paulo Guedes deu nele, somado à herança deixada por Temer, como o teto de gastos e a dolarização do preço dos combustíveis e, consequentemente, a dolarização de toda a economia, sobretudo dos alimentos, até o idiota do Bolsonaro sabe que, a cada aumento dos combustíveis, automaticamente a inflação dispara e, diga-se de passagem, uma inflação que está totalmente descontrolada. O que, além de afetar os miseráveis, produz ainda mais pobreza, miséria e, por consequência, fome.

Mas sem os votos das camadas mais pobres da população, justamente as mais afetadas por seu governo, nem para o segundo turno ele vai, sai do primeiro direto para a cadeia junto com uma rabiola de filhos bandidos, também conhecidos como clã Bolsonaro.

Então, como resolver essa equação já que Bolsonaro não tem qualquer lastro no grosso da sociedade e que, se contrariar os interesses dos abutres, vira peru e morre de véspera antes mesmo do primeiro turno.

Daí, seu desespero.

 

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