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Relatoria do caso Master vai para as mãos de Bolsonaro via Mendonça, mas a mídia segue, obsessivamente, falando de Toffoli

O campo mental onde a grande mídia assombra a população com a agudeza de um engenho pró-Bolsonaro, é tão descarada que as sucessivas manchetes que enfeitam de louros a cabeça de Mendonça, não questionando sua obediência a Bolsonaro, segue para a glória maior do golpista preso na Papuda.

Aparentemente, é uma pintura fora do quadro, mas sugere escancaradamente que Flavio já foi abraçado pela besta da oligarquia, consequentemente, a boa vontade da mídia com o rachadinha, o mesmo que transforma chocolate em ouro em pó com mansões compradas com dinheiro vivo, é a própria feição de Bolsonaro, de dentro da Papuda, manipulando o sistema de justiça via Globo e congêneres.

Como Bolsonaro não conseguiu produzir uma convulsão bélica na sua campanha crispada de energia pesada, a feição pacata de Flavio acaba por traduzir um Bolsonaro virgem e heróico, eivado de sobrecarga de poder. Sim, porque Mendonça não tem apenas o título de novo relator do caso Master, a pintura filosófica estará sob reflexos diretos da lua do próprio Bolsonaro, enquanto a grande mídia segue insuflando a sociedade contra o STF na figura de Toffoli.

Nenhuyma vírgula sequer sobre a total falta de isenção de Mendonça para julgar o caso Master, banco que patrocinou a campanha de Bolsonaro e de Tarcísio, em 2022, com R$ 5 milhões que seria suficiente para que tal fato merecesse dos escribas da grande mídia, um cadico de atenção. Sem falar no número sem fim de prefeitos e governadores bolsonaristas que colocaram bilhões de recursos públicos num banco sabidamente falido, como é o caso de Ibaneis Rocha, Claudio Castro, entre tantos outros partidários do golpista.

A verdade é que não há título de matéria na grande mídia, salvo o heróico Bernardo de Mello Franco, de O Globo, que questiona se o evangélico Mendonça tem distanciamento e autoridade suficientes para relatar um caso como o do Banco Master, coroado de bandidos evangélicos, envolvidos até a medula com Vorcaro, também evangélico, de significativo histórico com André Valadão, da Igreja Lagoinha, e sua rede templos que arrecadam bilhões anualmente e que foram o próprio pedal que ipulsionou o dono do Master no submundo do mercado financeiro.

Ou seja, a grande mídia fecha os olhos para tudo isso e tenta fazer o mesmo com seus leitores enquanto utiliza o gênio do diversionismo, colcoando Toffoli na cruz numa falsificadora e arcaica narrativa de histerias movediças, justamente para o público esquecer que, na prática, André Mendonça não existe, o que existe é Bolsonaro que, mesmo preso na Papuda por crime de tentativa de golpe de Estado, segue soprando o apito de cachorro para os burros de carroça e regendo sua orquestração em benefício próprio.


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Em nova derrota de Bolsonaro, TRF1 cassa liminar que impedia Renan Calheiros de ser o relator da CPI

O desembargador Francisco de Assis Betti decidiu que o tal juiz, que Carla Zambelli arranjou para impedir a relatoria de Renan Calheiros na CPI da Covid, não tem competência constitucional para isso e, por isso suspendeu a liminar na manhã desta terça (27) .

Renan Calheiros é o favorito para a indicação, que será feita pelo provável presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM). Na última 4ª feira (21.abr), o senador alagoano se declarou impedido de julgar casos relacionados ao Estado de Alagoas, onde seu filho, Renan Filho (MDB), é governador.

“Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei. Não há sequer indícios quanto ao estado, mas a minha suspeição antecipada é decisão de foro íntimo”, disse Renan Calheiros, em sua conta no Twitter.

O suposto conflito de interesses foi um dos motivos para o juiz Charles Renaud Frazão de Moraes, da 2ª Vara Federal de Brasília, atender pedido da deputada Carla Zambelli (PSL-SP) e vetar a possibilidade de Renan ocupar o cargo de relator e de votar na CPI, em decisão publicada na noite de 2ª feira (26.abr).

Nesse sentido, Renan Calheiros pode assumir a relatoria da CPI que investiga o genocídio provocado pelo Bolsonaro durante a pandemia de covid-19.

Renan Calheiros está totalmente livre de qualquer impedimento.

Nem começou a CPI e Bolsonaro já entra em campo derrotado, mostrando que ele pode aparelhar muita coisa nas instituições do Estado, mas não pode tudo.

*Da redação

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