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Trump acabou com o genocídio em Gaza tanto quanto o sargento Garcia prendeu o Zorro

O boquirroto Trump, com todo o seu show de “paz histórica” e planos mirabolantes para transformar Gaza na “Riviera do Oriente Médio” (incluindo ideias malucas de realocar palestinos para a Líbia ou Somália, que foram duramente rejeitadas por todo mundo), não acabou com o genocídio em Gaza.

Na verdade, ele ajudou a prolongá-lo.

Vamos aos fatos
Em fevereiro de 2025, Trump propôs que os EUA tomassem controle de Gaza e deslocassem a população palestina, o que a Human Rights Watch chamou de escalada de limpeza étnica.

Durante meses, ele forneceu armas ilimitadas a Netanyahu.
Ele mesmo admitiu isso em discursos recentes, dizendo que Bibi ligava pedindo armas que eu nem conhecia e que usaram muito bem.

O conflito, que já havia matado mais de 66 mil palestinos até setembro, continuou com ofensivas israelenses em Gaza City, fome declarada pela ONU e uma comissão da ONU concluindo em setembro que Israel cometeu genocídio intencional contra os palestinos.

Trump?

Ele financiou e incentivou isso tudo, enquanto posava de mediador.
Só em 29 de setembro de 2025, com pressão de aliados árabes e um plano de 20 pontos (que inclui desarmar o Hamas e um “governo tecnocrático” supervisionado por ele mesmo), veio um cessar-fogo parcial libertando reféns em troca de prisioneiros, com Israel recuando de partes de Gaza.

Mas isso é fase 1 de um acordo frágil, com o futuro da governança de Gaza ainda incerto, reconstrução pendente e milhares de mortos no currículo.

Acabar com o genocídio?

Se Trump quisesse de verdade parar a carnificina, teria condicionado as armas à um cessar-fogo real desde o dia 1, em vez de bancar o fã-clube de Netanyahu.

Israel não acabou com sua ocupação dos territórios palestinos. Pelo contrário, apesar de um cessar-fogo parcial em Gaza implementado como parte do plano de paz de 20 pontos de Trump (que incluiu a liberação de reféns israelenses, prisioneiros palestinos e uma retirada limitada de tropas israelenses de partes da Faixa de Gaza), o controle efetivo israelense persiste em áreas chave, como fronteiras, espaço aéreo e marítimo.

Além disso, Gaza continua sob bloqueio, e a reconstrução e governança futura permanecem sob influência israelense, com propostas de “governo tecnocrático” supervisionado por potências externas, incluindo os EUA.

Na Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental), a ocupação militar israelense se intensificou em 2025, com expansão de assentamentos ilegais

43 novos em 2025, somando mais de 330 existentes, confisco de terras, cerca de 2.400 hectares declarados terra estatal israelense e operações militares que resultaram em centenas de mortes palestinas.

Em resumo, o cessar-fogo em Gaza é um passo frágil, mas não altera o status quo de ocupação, que dura desde 1967 e se agravou em 2025.
Para uma solução de dois Estados, precisaria de negociações reais, desmantelamento de assentamentos e reconhecimento mútuo, algo distante sob o atual governo Netanyahu.


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Política

O cacarejo da mídia de banco contra Lula confunde análise política com desejo pessoal

Jamais espere de um Merval Pereira alguma coisa minimamente sensata ou realista, mesmo no sentido banal de uma roda de boteco. Merval nem para isso tem estofo.

O jornalista mantém a mesma praga contra Lula há trinta anos e confia no seu agouro pestilento quando, ano após ano, anuncia que Lula acabou, morreu politicamente.

Quando vejo os Mervais da mídia da Faria Lima dando extrema-unção política em Lula, eu sempre lembro do grande Príncipe do Samba, Paulinho da Viola “Há muito tempo eu escuto esse papo furado dizendo que o samba acabou, só se for quando o dia clareou”

Mas a imbatível grande mídia brasileira é desprovida de vergonha própria.

Não tendo como defender a direita, que é parte das grandes redações, assassina politicamente Lula com tiros de festim, com barulho de estalinho e fumaça de incenso.


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Agradecemos imensamente

Não foi isso que vimos nos jornalões depois da “pesquisa” Quaest onde, pela metodologia do todos contra um, no caso Lula, até o entrevistado e o entrevistador poderiam ser potenciais candidatos à Presidência da República em 2026.

É uma espécie de cédula em aberto e em branco. Vale qualquer nome dependendo apenas da vontade do freguês.

Nesse caso, o inelegível Bolsonaro pode ser um candidato imbatível até se tiver na solitária da Papuda. Vale tudo!

A partir da forma de pesquisa da Quaest, a rapaziada da república das redações, meteu o pé na jaca nos seus desejos mais inconfessáveis e se lambuzou de cômicas análises sobre a possibilidade do bom velhinho, Papai Noel, lhe entregar de presente, no natal, uma Ferrari zero.

Essa gente, para tentar convencer seu público que o Sargento Garcia pode prender o Zorro, faz de suas análises uma zorra em favor do apatetado Garcia.

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