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Governo Trump enviará emissários para atacar confiança nas urnas brasileiras, diz jornal

Governo Trump articula missão ao Brasil para contestar sistema eleitoral

Às vésperas da eleição presidencial brasileira, o governo de Donald Trump planeja enviar uma delegação de altos funcionários a Brasília com o objetivo de levantar questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, segundo reportagem publicada pelo The Washington Post. A informação foi confirmada ao jornal por autoridades brasileiras e americanas familiarizadas com a missão.

De acordo com a reportagem, a delegação deverá ser composta por Riley M. Barnes, secretário-adjunto, e Samuel Samson, subsecretário-adjunto do Departamento de Estado. Embora Washington tenha confirmado que os dois viajarão ao Brasil na próxima semana, o governo americano não detalhou oficialmente qual será a agenda da visita nem seus objetivos específicos.

Reportagem do Washington Post. — Foto: Reprodução

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam a iniciativa como uma tentativa de interferência política no debate sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Segundo o Washington Post, integrantes do governo brasileiro discutem formas de impedir que a missão seja utilizada para produzir um relatório que possa alimentar narrativas de desconfiança sobre o processo eleitoral brasileiro.

O sistema eletrônico de votação brasileiro é administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passa por auditorias, testes públicos de segurança e mecanismos de fiscalização acompanhados por partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e outras instituições credenciadas.

Caso a visita se confirme com esse propósito, ela tende a ampliar a tensão diplomática entre Brasília e Washington em um momento já marcado por divergências entre os dois governos. Analistas ouvidos pelo jornal apontam que o episódio pode representar um novo capítulo da disputa política em torno das eleições brasileiras, agora com repercussões também no cenário internacional.


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Brasil Mundo

Trump amplia “TariFlávio” em mais 12,5% e agrava desgaste da imagem do clã Bolsonaro

A decisão de Donald Trump de acrescentar mais 12,5% às tarifas impostas sobre produtos brasileiros aprofunda a crise política em torno do chamado TariFlávio e amplia o desgaste da família Bolsonaro. O episódio reforça a percepção de que a estratégia de buscar apoio no ex-presidente americano acabou produzindo o efeito oposto ao pretendido: em vez de fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, passou a associá-la a medidas que atingem diretamente a economia brasileira.

O aumento das tarifas afeta setores exportadores, gera preocupação entre empresários e alimenta críticas de que interesses políticos foram colocados acima dos interesses nacionais. Adversários exploram o episódio para sustentar que a aproximação do clã Bolsonaro com Trump não trouxe benefícios concretos ao país e, ao contrário, contribuiu para ampliar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

No ambiente político, o novo anúncio fortalece a narrativa de isolamento da campanha de Flávio Bolsonaro. Aliados avaliam que a insistência em vincular sua imagem à de Trump passou a representar um custo crescente, especialmente diante da repercussão negativa entre setores produtivos e do eleitorado preocupado com emprego, exportações e crescimento econômico.

A cada nova rodada de tarifas, o chamado TariFlávio ganha mais força no debate público, transformando-se em um símbolo da dificuldade da campanha em desvincular sua imagem dos impactos políticos e econômicos provocados pela escalada da disputa comercial. O resultado é um desgaste que ultrapassa a esfera diplomática e passa a influenciar diretamente a percepção sobre o clã Bolsonaro em um momento decisivo do cenário eleitoral.


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Política

Tarifaço de Trump deve falhar e ampliar apoio a Lula, diz Nobel de Economia

O economista americano Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, afirmou que a nova rodada de tarifas imposta pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros dificilmente alcançará os objetivos políticos e econômicos pretendidos pela Casa Branca. Em análise publicada nesta segunda-feira (20), Krugman sustenta que a medida terá impacto econômico limitado e, paradoxalmente, tende a fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o economista, a decisão dos Estados Unidos vai além de uma disputa comercial. Para ele, as tarifas representam uma tentativa de pressionar o Brasil por políticas consideradas bem-sucedidas, especialmente o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central e amplamente adotado pela população brasileira. Krugman questiona a lógica da medida ao perguntar por que um país deveria ser punido por oferecer aos seus cidadãos uma forma mais eficiente e barata de realizar pagamentos.

Na avaliação do Nobel, o alcance econômico das tarifas será reduzido. Isso porque diversos produtos estratégicos para o mercado americano, como café, carne bovina e suco de laranja, permanecem essenciais para os consumidores e empresas dos Estados Unidos, limitando o espaço para uma ruptura comercial mais ampla. Além disso, a economia brasileira possui alternativas para diversificar mercados e reduzir parte dos impactos das restrições impostas por Washington.

Krugman também argumenta que o efeito político pode ser exatamente o oposto do desejado pelo governo Trump. Em vez de enfraquecer o presidente brasileiro, a pressão externa tende a reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e a ampliar o apoio interno ao governo Lula. Historicamente, medidas vistas como interferência estrangeira costumam gerar reações de unidade nacional, beneficiando o governante que assume a defesa dos interesses do país.

As tarifas, confirmadas na última semana e previstas para entrar em vigor em 22 de julho, fazem parte de uma ofensiva comercial baseada na Seção 301 da legislação americana. O governo brasileiro já sinalizou que pretende reagir por meio da Lei da Reciprocidade e manter diálogo com organismos internacionais, classificando a iniciativa dos Estados Unidos como uma medida de natureza política, e não econômica.

Para Krugman, o episódio evidencia os limites do uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão diplomática. Em sua avaliação, tentar punir o Brasil pelo sucesso de seu sistema financeiro digital e por decisões de política econômica não apenas terá pouca eficácia prática, como poderá consolidar a imagem de Lula como defensor da soberania brasileira diante das pressões externas.


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Mundo

Vídeo: Trump tenta roubar a cena na comemoração da Espanha e causa vexame na entrega da taça

A conquista da Copa do Mundo pela Espanha acabou dividindo os holofotes com uma atitude inesperada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após participar da cerimônia de entrega das medalhas e do troféu aos campeões, Trump se recusou a deixar o palco principal e permaneceu ao lado dos jogadores espanhóis durante parte da comemoração, contrariando o protocolo tradicional adotado pela FIFA.

O episódio ocorreu logo após o capitão da seleção espanhola erguer a taça diante de milhares de torcedores presentes no estádio e de milhões de espectadores ao redor do mundo. Enquanto dirigentes e autoridades normalmente se retiram para permitir que os atletas celebrem sozinhos o momento histórico, Trump continuou no centro da festa, aparecendo em diversas imagens da comemoração oficial.

A situação gerou desconforto visível entre alguns participantes da cerimônia. Registros da transmissão mostraram o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentando conduzir as autoridades para fora do palco, mas Trump permaneceu no local por mais tempo do que o previsto. Nas redes sociais, o comportamento rapidamente se tornou assunto global, com usuários acusando o presidente norte-americano de tentar transformar a celebração esportiva em um ato de promoção pessoal.

Críticos afirmaram que a atitude acabou desviando parte da atenção que deveria estar concentrada exclusivamente nos jogadores espanhóis, responsáveis pela conquista do título mundial. Comentários publicados por jornalistas e torcedores classificaram a cena como inadequada e incompatível com o protocolo de grandes eventos esportivos internacionais.

Aliados de Trump, por outro lado, minimizaram a repercussão e afirmaram que sua permanência no palco ocorreu de forma espontânea, em meio à euforia da comemoração. Mesmo assim, as imagens do momento dominaram o noticiário esportivo e político nas horas seguintes à final.

A Espanha, que conquistou o título após uma campanha consistente ao longo do torneio, esperava encerrar a competição com os holofotes voltados exclusivamente para seus atletas. No entanto, a atitude do presidente norte-americano acabou se transformando em um dos episódios mais comentados da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.

https://twitter.com/i/status/2078999586966761490


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Política

O silêncio estratégico: Lula blinda agenda social contra Trump

Ao se recusar a responder sobre o tarifaço norte-americano no Rio, presidente prioriza a narrativa do SUS e calibra o tempo da reação diplomática oficial

Nas duas últimas agendas presidenciais cumpridas no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (17) — as vistorias à Carreta de Saúde da Mulher, na Fiocruz, e ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura que chamou a atenção de analistas políticos e correspondentes internacionais. Diante da forte expectativa da imprensa por uma reação contundente à confirmação de que os Estados Unidos aplicarão uma sobretaxa de 25% sobre os produtos brasileiros, Lula optou por um silêncio cirúrgico e deliberado.

Mais do que uma simples esquiva, a recusa em comentar o “tarifaço” de Donald Trump revelou uma calculada estratégia de comunicação e preservação da soberania nacional.

A recusa explícita: “Quando o Trump falar, eu falarei”

Tanto no palanque da Fiocruz quanto no auditório do INTO, Lula foi explícito ao ditar as regras do que deveria ser manchete no país. Na Fiocruz, o presidente declarou abertamente que “a notícia tem que ser o SUS, o tratamento das mulheres”, sinalizando que não permitiria que a agenda externa ofuscasse as entregas sociais de seu governo.

No INTO, o mandatário subiu o tom da assertividade e detalhou a hierarquia institucional de sua resposta. Lula pontuou que o anúncio das tarifas havia sido feito, até então, por funcionários do “segundo escalão” do governo americano. Para ele, uma resposta do chefe de Estado brasileiro exige reciprocidade de nível. “Quando o Trump falar, eu vou falar, de presidente para presidente”, disparou Lula. Com essa linha de corte, o presidente brasileiro buscou rebaixar o peso político das provocações que vinham de Washington, desinflacionando a urgência cobrada pelos repórteres.

Essa exigência de paridade serve a dois propósitos: primeiro, evita que o Brasil legitime ameaças feitas por assessores ou por meio de redes sociais, que muitas vezes são usadas como tática de pressão psicológica. Segundo, eleva o nível do debate, forçando o governo dos EUA a assumir oficialmente a responsabilidade pela medida, o que facilitará a montagem de uma resposta multilateral ou de retaliação baseada na Lei de Reciprocidade, caso a medida seja formalizada.

A guerra da verdade contra a farsa protecionista

A principal motivação analítica por trás do silêncio de Lula reside no controle da narrativa. O presidente afirmou textualmente que a sua intenção é traçar uma “guerra da verdade”. Ao não responder de imediato e com fígado, Lula evita o desgaste de uma retórica de confrontação vazia e dá espaço para que seus canais técnicos — como o Itamaraty e o Ministério das Relações Exteriores — apresentem as defesas comerciais de forma institucional.

Lula declarou que “contra o Brasil ninguém ganha mentindo” e que pretende provar ao mundo a falta de racionalidade econômica das acusações americanas (que miram o Pix e as políticas ambientais brasileiras). Para o presidente, responder ao segundo escalão de Trump em meio a inaugurações de saúde seria validar a tentativa americana de pautar a política doméstica e desviar o foco das conquistas estruturais do SUS, como a expansão das carretas de exames e a implementação de cirurgias robóticas na rede pública.

Lula enfatizou que o Brasil é um país da paz, mas que, se provocado, estará pronto para travar uma “guerra da narrativa” e uma “guerra da verdade”. Segundo ele, o adversário “vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra”, sinalizando que a resposta brasileira será técnica, factual e calculada, e não uma reação emocional ou precipitada.

Blindagem da agenda interna e recado ao tabuleiro eleitoral

Segundo o Vermelho, outro fator crucial para a estratégia de Lula é o isolamento da crise diplomática em relação ao ambiente político interno. As duas agendas no Rio de Janeiro estavam carregadas de simbolismo eleitoral e de coordenação com as lideranças locais, como o prefeito Eduardo Cavaliere e o governador em exercício Ricardo Couto. Lula focou seus discursos na moralização do estado, no combate às milícias e na comparação do seu modelo de investimentos com o desmonte promovido pela gestão anterior.

A estratégia demonstra que o governo não permitirá que uma ameaça externa sequestre a agenda nacional. Ao insistir em pautar a visita com temas como a expansão da saúde da mulher, a cirurgia robótica no SUS e a “ressuscitação” dos hospitais federais, Lula busca blindar sua base de apoio e evitar o pânico nos mercados. Ao projetar calma e focar em entregas concretas (como a compra massiva de implantes contraceptivos e a reabertura de leitos), o presidente envia uma mensagem de resiliência: a economia e o bem-estar do povo brasileiro não podem ser reféns de chantagens comerciais.

Se cedesse à pressão e transformasse o palanque da saúde em um ringue de boxe contra Donald Trump, Lula daria munição à oposição bolsonarista — que, como denunciado pelo próprio Itamaraty, atuou como linha de frente do lobby protecionista em Washington. Ao silenciar sobre Trump e falar para o trabalhador da Baixada Fluminense e de Manguinhos, Lula esvaziou o palanque da extrema direita e mandou um recado claro ao mercado e à geopolítica: o Brasil não se curvará a pretensões desmedidas, mas escolherá as armas, o momento e o nível institucional exatos para travar suas batalhas soberanas.

Em suma, o silêncio de Lula não é omissão, mas uma tática de espera ativa. Ao recusar-se a dançar conforme a música de Washington, o presidente busca esvaziar o impacto midiático da ameaça, fortalecendo a narrativa de que o Brasil, com suas instituições sólidas e seu mercado interno robusto, está preparado para defender seus interesses com a “arma da palavra” e, se necessário, com medidas econômicas recíprocas.


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Brasil Mundo

Trump exigiu que Brasil barrasse China e eliminasse taxas aos EUA

Em troca, Casa Branca prometeria alguma redução nas tarifas aos produtos brasileiros

O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil barrasse investimentos chineses no setor de terras raras e minérios, além de abrir de forma plena o mercado nacional para bens americanos, como forma de negociar uma eventual redução nas tarifas que poderiam impor sobre o Brasil.

O ICL Notícias obteve com exclusividade a proposta enviada ao governo brasileiro pela equipe de Trump, apresentada ainda no início de 2026, quando as investigações contra o Brasil estavam em andamento. Nela, a gestão Trump exige uma espécie de capitulação de diversos setores da economia nacional, em troca apenas de uma redução de tarifas que poderiam ser impostas sobre produtos brasileiros.

Os americanos exigiam que políticas digitais consultassem, primeiro, as empresas americanas. Também queriam compromissos radicais do país em setores como plataformas, carros e produtos industriais.

Para observadores, o gesto era uma espécie de chantagem. Ou o Brasil se alinhava aos EUA, ou seria punido. A proposta se choca com as ideias apresentadas nas últimas horas pela Fiesp ou por ex-embaixadores, como Roberto Azevedo, que sugeriam que o Brasil deveria negociar nos termos apresentados pelos EUA.

A proposta americana ainda contrasta com a narrativa de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que teria sido o governo Lula que não agiu de boa-fé nas negociações.

No texto, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirma que recebeu a proposta do Brasil sobre comércio – na forma de um rascunho de Declaração Conjunta, no início de novembro de 2025.

Mas rejeitou as ideias e fez questão de exigir uma suspensão praticamente da soberania nacional em diversos temas de interesse dos EUA.

“Estou desapontado que não tenhamos chegado mais perto, a despeito das nossas várias interações. Eu enfatizo que nos falamos múltiplas vezes, incluindo discussões iniciais em março, e outras em outubro e novembro depois dos avanços feitos pelos nossos líderes”, disse o embaixador, em 9 de janeiro de 2026.

“Meu time também discutiu prioridades dos EUA com contrapartes deles ao longo desse período, destacando as tarifas altas do Brasil em etanol e outros produtos, barreiras não-tarifárias, medidas de comércio digital e outras práticas injustas que limitam nossa relação econômica”, explicou.

“Como eu e meu time comunicamos verbalmente nessas várias ocasiões, nossa política não irá mudar sem melhoria significativa de acesso ao mercado e de proteção para os negócios dos EUA”, alertou.

Segundo ele, a proposta do Brasil não endereça especificamente ou substancialmente a gama de preocupações dos EUA levantada ao longo do último ano e vem com condições relativas à imediata suspensão de tarifas.

“Nós avançamos unilateralmente para reduzir taifas sobre certas importações chave do Brasil com Ordem Executiva do Presidente Trump de 20 de novembro de 2025. No contexto de potencial futura negociação, eu convido o Brasil a dar os passos necessários para endereçar as preocupações dos EUA como uma demonstração de boa vontade para recomeçar uma discussão comercial abrangente”, insistiu.

Na carta de três páginas, os EUA sugerem um acordo-quadro interino que contempla a redução de tarifas em troca da eliminação de tarifas e barreiras não-tarifárias especificas que mantêm empresas americanas fora do mercado brasileiro e prejudicam o ambiente no Brasil para comércio digital.

Eis o que os EUA exigiam do Brasil

Agricultura/tarifas

Eliminar tarifas sobre etanol dos EUA

Comprometer-se a não restringir o acesso ao mercado para os EUA em razão do mero uso de certos temos para carne e queijo

Estabelecer, com o USTR, um grupo de trabalho sob o ATEC para discutir estabilidade no comércio global de produtos agrícolas

Comércio digital

Apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas na OMC imediatamente e sem condições

Garantir tratamento justo para empresas dos EUA com relação a medidas relacionadas a concorrência e sua aplicação no setor digital, incluindo consultas aos atores relevantes no desenvolvimento de novas medidas

Garantir que medidas relacionadas a conteúdo de mídias sociais e a aplicação de tais medidas sejam justas para os fornecedores de serviços digitais dos EUA

Industrial

Eliminar tarifas sobre bens industriais dos EUA, incluindo químicos, veículos e autopartes, produtos médicos e frutos do mar.

Aceitar a importação de veículos produzidos nos EUA que sigam as Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados dos EUA

Aceitar certificados eletrônicos e autorização prévia de comercialização do FDA (Food and Drug Administration dos EUA) para dispositivos médicos e produtos farmacêuticos produzidos nos
EUA sem exigências adicionais

Minerais críticos

Adotar medidas que limitem investimentos por atores não-orientados pelo mercado e entidades estrangeiras de preocupação nos setores de mineração, refino e outros setores industriais críticos.

(Atores não orientados pelo mercado é a forma pela qual o governo norte-americano se refere aos chineses, sem cita-los).

Revisar a venda da operação de níquel da Anglo-American e garantir um processo justo para empresas dos EUA investirem no Brasil no setor de minerais críticos

Tecnologia segura

Endereçar riscos de segurança com respeito a tecnologia de comunicações, serviços públicos, infraestrutura e equipamentos de inspeção de segurança

Aeroespacial

Remover todas a tarifas e barreiras não-tarifárias sobre a venda de jatos comerciais dos EUA no Brasil

Trabalho

Propor legislação para proibir a importação de bens produzidos por trabalho forçado ou compulsório.

Ações propostas para os EUA

Reduzir a tarifa aplicada a produtos do Brasil incluidos na Ordem Executiva 14323 de 30 de julho para [XX] porcento ad valorem para os seguintes produtos

*Jamil Chade/ICL

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Política

TariFlavio ou FlavioSicário: O que detonou mais a campanha do 01 de Bolsonaro?

Isso é o que se pode chamar de tempestade perfeita. De um lado, as tarifas anunciadas por Marco Rubio, sicário de Trump na América Latina, ou a foto de Flavio todo bonachão, sem camisa, com o sicário do Vorcaro.

Não há limpador que possa passar pano num troço desse. Pior, TariFlavio se tornou um apelido fatal, reforçado pela fala do sabujo de Trump nitidamente voltada a meter o bedelho do tio Sam nas eleições brasileiras.

Lógio, isso foi uma patacoada que dá mais força aos memes de TariFlavio. A coisa está tão séria que nem o próprio Flavio, depois do anúncio de Rubio sobre as tarifas contra o Brasil, defendeu-se da acusação de que ele é o culpado.

Aliás, o idiota conseguiu piorar ainda mais, porque não se ouviu ou não se leu nenhuma palavra critica à tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil. Ele sabe perfeitamente que mais de 90% dos comentários nas redes estão sentando o sarrafo no miliciano carioca, chefe absoluto da bandidagem que tomou conta da política em todo o estado do Rio de Janeiro.

Claudio Castro, Rodrigo Bacellar, Marcio Canella e TH Joias que o digam. Porém, todo ambicioso cai do cavalo por ser mais burro do que ambicioso., E olha que falamos de alguém que transpira ambição, e faz questão de ostentar com mansões o fruto de suas corrupções

Por isso a foto de Flavio Bolsonaro com o sicário de Vorcaro se tranformou em fogo no palheiro, em segundos, nas redes sociais.

Difícil é dizer qual das duas cerejas do bolo está mais envenenada com capacidade de levar a óbito sua pré-campanha à Presidência da República.

Para quem gosta de fazer fumaça para não sair da mídia, o vigarista mais proeminente do clã, vê sua campanha totalmente intoxicada por esses dois fatos juntos que nesta quinta (16) viraram um dos maiores assuntos.

É cedo para saber o tamanho do rombo em sua canoa, que já anda toda furada, até para saber se ele vai ou não continuar nesse suplício .

Uma coisa é certa. Nesta quinta, Flavio Bolsonaro chegou ao pico máximo de rejeição nacional, com os dois principais memes, TariFlavio e FlavioSicário.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor. Pix: 65725972704 e 24981274823. Aqui testamos apelido antes do marqueteiro.


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Sakamoto: Trump ataca Brasil e o Pix para tentar eleger Flávio Bolsonaro

Como esperado, o governo Donald Trump deu uma porrada em empresas e empregos brasileiros ao confirmar o tarifaço de 25% sobre uma parcela de nossas exportações para lá. O motivo principal não é comercial, mas geopolítico. Os EUA querem dobrar o Brasil, obrigando-nos a jogar o Pix no lixo, dar salvo-conduto às Big Techs e eleger Flávio Bolsonaro — que já mostrou que abraçaria o “America First”. Brasil? Maybe Later.

Nesse sentido, pouco adiantaram as tentativas de negociação realizadas por diplomatas, técnicos, políticos e empresários brasileiros e norte-americanos. Diante de argumentos, não há fatos que resistam. A Casa Branca reclamou do desmatamento brasileiro usando dados antigos, ignorando que a taxa de perda florestal é a menor em muitos anos. Tampouco adiantou mostrar que empresas norte-americanas de cartão de crédito estão ganhando mais após o Pix ter sido implementado.

É uma encenação bastante chulé afirmar que o Brasil causa prejuízos ao comércio norte-americano, uma vez que somos deficitários na balança comercial com os Estados Unidos há mais de 15 anos. Ou seja, pagamos muito mais bilhões do que ganhamos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, liderada por Paulo Skaf, que faz oposição sistemática ao governo federal, nem corou ao reclamar que o Brasil está “desalinhamento político com Washington”. Uma forma bonita de falar de defender subordinação. A crítica, pelo menos, é mais elegante do que a declaração da diretora-executiva da Fiesp que atacou o fim da escala 6×1 em audiência no Senado porque, segundo ela, a mudança vai impedir que as brasileiras tenham um salão de beleza disponível aos sábados.

É bastante reveladora a postagem no X feita pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio após o tarifaço ter sido divulgado. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”, disse Marco Rubio. Ou seja, o governo brasileiro se negou a ficar de joelhos.

*Leonardo Sakamoto/Uol

Postou Marco Rubio no X:

Secretary Marco Rubio

@SecRubio

Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé.

Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.

___________________________ x __________________________

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Vídeo – Lula diz que Trump praticará “pirataria” se EUA cobrarem 20% no Estreito de Ormuz

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (13) que Donald Trump praticará “pirataria” se os Estados Unidos cobrarem 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu durante visita a laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, após o presidente norte-americano defender uma cobrança pela segurança da rota marítima.

Trump disse à Fox News que os EUA serão “os guardiões do estreito” e que deveriam receber “reembolso” caso liberem a passagem. Na Truth Social, ele afirmou que pretende cobrar 20% de toda a carga transportada pela região, ponto estratégico para o comércio global de petróleo e gás.

“Hoje, tem um tuíte de Trump dizendo que vai desobstruir o Estreito de Ormuz, dizendo que vai desobstruir, mas cada navio, o dono do petróleo tem que pagar 20% pra ele”, disse Lula.

Em seguida, o brasileiro criticou a cobrança: “Antigamente, isso se chamava pirataria, um estado importante como os EUA, por muito tempo combateu a pirataria, não volte agora a virar pirata, não tem que cobrar, é da responsabilidade deles, não estava fechado, não foi o Brasil que inventou a guerra, foi ele [Trump] que inventou a guerra”.

Lula também classificou como “anormal” a tentativa de lucrar com os efeitos do conflito. “É muito delicado a gente perceber que os EUA provocam uma guerra e agora começam a cobrar pelo navio que vai atravessar pela segurança dele, não é comum, não é normal, não é democrático, não é civilizatório. É uma coisa anormal, alguém aproveitar a desgraça pra ganhar dinheiro as custas da desgraça”, afirmou. DCM.


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Império decadente: Rubio convida Brasil para reunião nos EUA sobre suposto “terrorismo de extrema-esquerda”

Encontro convocado pelo governo Trump pretende reunir representantes de mais de 60 países, mas objetivos da iniciativa geram dúvidas entre aliados e autoridades ocidentais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, convidou ministros e autoridades de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião dedicada ao que o governo norte-americano chama de “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”. O encontro está previsto para ocorrer em 16 de julho, na sede do Departamento de Estado, em Washington.

As informações foram publicadas originalmente pela Sputnik Brasil, com base em reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, documentos oficiais e relatos de autoridades ocidentais. A participação brasileira no grupo de países convidados também foi confirmada pelo portal g1 junto ao Ministério das Relações Exteriores e ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A reunião foi convocada pela administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera organizações e movimentos classificados como de extrema-esquerda uma ameaça relevante à segurança nacional e internacional. A maior parte dos países europeus, importantes nações da América Latina e governos asiáticos, como Índia, Indonésia e Cingapura, teriam recebido o convite.

Segundo o chamado “documento conceitual” preparado para orientar o encontro, a reunião ministerial discutirá o “ressurgimento do terrorismo político” e formas de ampliar a cooperação internacional nas áreas de inteligência, segurança pública e aplicação da lei.

O documento, citado pelo The Washington Post, afirma que a atenção estará concentrada principalmente em “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”.

Brasil está entre os países convidados
De acordo com o g1, o Brasil figura entre os países sul-americanos convidados para a reunião. A informação teria sido confirmada tanto pelo Itamaraty quanto pelo governo norte-americano.

O texto fornecido não informa se o governo brasileiro aceitou o convite nem qual autoridade poderia representar o país no encontro. O prazo solicitado pelos Estados Unidos para que os governos respondessem ao chamado terminou na sexta-feira, 10 de julho.

O convite foi enviado com poucos dias de antecedência, circunstância que provocou críticas e dúvidas entre representantes estrangeiros. Algumas autoridades afirmaram que seria improvável a presença de ministros das Relações Exteriores ou do Interior, devido à agenda diplomática já programada para o período.

Outros governos teriam questionado os motivos da convocação e a prioridade atribuída pelo governo Trump ao chamado terrorismo de esquerda, uma vez que não consideram essa ameaça central em suas próprias políticas de segurança.

Iniciativa desperta preocupação entre aliados
A proposta norte-americana gerou preocupação entre alguns aliados europeus e analistas independentes, que não compartilham necessariamente da avaliação de que exista um avanço coordenado do terrorismo transnacional de extrema-esquerda.

Representantes de países estrangeiros ouvidos pelo The Washington Post descreveram os objetivos do convite como pouco claros. Também houve questionamentos sobre a definição dos grupos que poderiam ser enquadrados como terroristas ou extremistas.

Dentro do próprio governo dos Estados Unidos, algumas autoridades demonstraram receio de que a iniciativa possa fazer parte de um esforço mais amplo para empregar instrumentos antiterrorismo contra ativistas e movimentos políticos domésticos considerados de esquerda.

Uma autoridade da administração Trump afirmou ao jornal norte-americano que alguns funcionários dos Estados Unidos decidiram não comparecer ao encontro. A identidade e os cargos desses servidores não foram informados.

A principal preocupação mencionada é que conceitos associados ao combate ao terrorismo possam ser aplicados de maneira abrangente, atingindo movimentos sociais, organizações políticas ou manifestantes que não estejam envolvidos em atividades violentas.

Governo Trump concentra discurso no Antifa
A reunião deverá abordar especialmente o movimento Antifa, expressão usada para identificar grupos e militantes antifascistas que atuam de maneira descentralizada em diferentes países.

O governo Trump tem associado o Antifa à violência política e ao extremismo de esquerda. Entretanto, autoridades e especialistas divergem sobre a possibilidade de tratar o movimento como uma organização transnacional estruturada, com comando centralizado e atuação coordenada.

A iniciativa do Departamento de Estado ocorre em meio à tentativa do governo norte-americano de construir uma agenda internacional voltada ao combate de grupos classificados pela Casa Branca como extremistas de esquerda.

A convocação de mais de 60 países demonstra que Washington pretende conferir caráter multilateral a essa política, estimulando o intercâmbio de dados de inteligência e a cooperação entre órgãos policiais.

Ao mesmo tempo, as dúvidas manifestadas por governos convidados revelam que não existe consenso internacional sobre a dimensão da ameaça descrita pela administração Trump nem sobre os critérios que serão utilizados para identificar pessoas ou organizações suspeitas.

Reunião anterior ocorreu em Haia
No final de maio, o Departamento de Estado já havia organizado uma reunião sobre o Antifa e o chamado terrorismo de esquerda em Haia, nos Países Baixos.

Segundo duas pessoas familiarizadas com o encontro ouvidas pelo The Washington Post, a reunião reuniu autoridades de segurança pública e de combate ao terrorismo, principalmente de países europeus.

Uma das fontes afirmou que o governo holandês se recusou a coorganizar o evento. Diante da negativa, a reunião foi realizada na Embaixada dos Estados Unidos em Haia.

O episódio reforçou as diferenças de avaliação entre o governo norte-americano e alguns de seus parceiros europeus. Para parte dos aliados, outras formas de extremismo e terrorismo representam ameaças mais imediatas à segurança de seus países.

Cooperação de inteligência está na pauta
Apesar das controvérsias, o documento de preparação do encontro prevê discussões sobre compartilhamento de informações de inteligência, cooperação policial e coordenação entre governos.

O governo norte-americano deverá defender a criação ou o fortalecimento de mecanismos internacionais capazes de rastrear atividades consideradas violentas, identificar redes de financiamento e acompanhar a movimentação de pessoas classificadas como extremistas.

Não está claro, no entanto, se os países convidados serão chamados a assinar algum documento conjunto ou a assumir compromissos formais ao final da reunião.

Também não há informações sobre como o governo dos Estados Unidos pretende distinguir manifestações políticas legítimas, ações de movimentos sociais e crimes enquadrados como terrorismo, segundo o 247.

A reunião convocada por Marco Rubio deverá, portanto, expor não apenas a política do governo Trump contra grupos identificados como de extrema-esquerda, mas também as divergências entre Washington e seus aliados sobre os limites das medidas antiterrorismo e os riscos de sua utilização contra adversários políticos.


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