3 de dezembro de 2020
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De cassação de mandatos à contestações diretas de decisões do governo, a procuradora deixará o cargo neste mês com uma coleção de ações contra o partido do presidente.

Desprezada a possibilidade de permanecer no cargo e com o fim de seu mandato cada vez mais próximo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tem demonstrado certo empenho em levar adiante pautas que batem de frente com a ala bolsonarista. De cassação de mandatos à contestações diretas de decisões do governo, Dodge só dará lugar ao provável próximo PGR, Augusto Aras, depois de colecionar algumas ações contrárias ao partido do presidente.

Em caso mais recente, a procuradora enviou parecer favorável à cassação do mandato da senadora Selma Arruda (PSL-MT), assim como de seus suplentes. A decisão foi enviada na terça-feira (10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando abuso de poder econômico e prática de caixa 2 de campanha ao Senado em 2018. Dodge ainda deu parecer favorável a novas eleições para a vaga da senadora no Mato Grosso.

Ainda, um pouco antes desse episódio, no final de agosto, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegou a insinuar que a procuradora-geral estaria aparelhando a PGR ao fazer, já perto do fim de seu mandato, uma série de nomeações nos estados. Dodge começou a nomear os procuradores-regionais eleitorais, e nomes cotados para substituí-la na PGR ficaram incomodados com o fato de as nomeações serem para a partir de 1º de outubro, quando ela já não estiver mais no posto.

Também em agosto, Dodge fez coro a uma nota oficial do MPF sobre os impactos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o andamento de todas as investigações em curso que tenham dados bancários ou fiscais repassados ao Ministério Público pelos órgãos de fiscalização e controle, como é o caso do Coaf, sem prévia autorização judicial.

Tal suspensão do STF beneficiava diretamente um dos filhos do presidente, Flávio Bolsonaro, envolvido em um escândalo com um de seus assessores, Fabrício Queiroz, por movimentações financeiras atípicas levantadas pelo Coaf. No entanto, de acordo com o documento do MPF, apoiado por Dodge, caso a decisão de suspensão seja mantida, haverá “ um profundo retrocesso em nossa cultura jurídica e no combate à criminalidade, especialmente aos chamados crimes macroeconômicos”.

 

 

*Com informações da Forum

Celeste Silveira

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2 COMMENTS

  1. afonso Schroeder Posted on 11 de setembro de 2019 at 22:16

    Descumpridor da Constituição/88, mentiroso, irresponsável com o povo brasileiro o grande chefão da quadrilha (Moro) é cadeia: Perseguidores e descumpridores da Constituição/88, mentirosos, “justiceiros da justiça” devem ser afastados das funções públicas já. A INTERCEPT de Glenn Greenwald comprovou de como temos “ilustres” que perseguem o estadista ímpar (Lula e Dilma Rousseff) tentando banir as esquerdas por pura inveja, mas os brasileiros já acordaram e estão com (Lula e Dilma Rousseff) estadistas que continua tendo a admiração e respeito do povo brasileiro e das Nações de todo mundo.

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  2. Valdenir Cruz Santos Posted on 16 de setembro de 2019 at 12:07

    Bem feito pra ela que sentou em cima de uma série de denúncias contra famílícia!! Bem feito pro nazifascista que governa o Brasil, apoiado pela ultra direita mentecapta e por este blog!!

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