23 de setembro de 2020
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Cúpula do clima da ONU tira país de discursos sobre o tema.

O governo Bolsonaro comete um erro grave na política ambiental que resultará em menos investimentos estrangeiros no Brasil e possivelmente na suspensão do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Vai sair caro esse isolamento brasileiro na arena internacional.

O último fato negativo foi a exclusão do Brasil dos discursos de abertura da cúpula do clima da ONU _evento convocado pelo secretário-geral da entidade, António Guterres, para a próxima segunda, véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.

O Brasil deveria ter lutado para participar dessa cúpula da ONU, mas o Itamaraty adota política negacionista em relação à mudança climática e refuta dados da realidade sobre o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia neste ano. Esse negacionismo ambiental trará prejuízo econômico a empresas e trabalhadores brasileiros.

Os sinais emitidos pelo presidente da República e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, são negativos para o público mundial. Bolsonaro deverá discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU na terça. Se mantiver a linha negacionista, o presidente piorará ainda mais a imagem do Brasil no exterior e afastará mais negócios do país.

Fundos de investimentos que administram R$ 65 trilhões pediram que o governo brasileiro dê mais atenção ao meio ambiente. Em nove meses, houve um desmonte das políticas ambientais construídas nos últimos 30 anos.

Jair Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles atuam contra o meio ambiente. Essa é a realidade percebida globalmente. O mundo está vendo e já percebeu isso. As consequências virão porque o Brasil, que tem peso geopolítico para ser superpotência ambiental, está cometendo um terrível erro estratégico que prejudicará a nossa economia.

 

*Do blog de Kenned Alencar

Celeste Silveira

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