6 de julho de 2020
  • 22:49 Luis Nassif: Como se deixou a Lava Jato ir tão longe
  • 18:40 Nunca duvide da incapacidade de Guedes; o Real é a pior moeda do mundo no 1º semestre e risco Brasil dispara
  • 14:08 Vídeo: Padre, em sermão, diz que quem votou em Bolsonaro tem que se confessar por eleger bandido
  • 12:23 Wassef, advogado de Bolsonaro, desesperado, promete ‘explodir todo mundo ao vivo em rede nacional’
  • 10:59 FHC manda Bolsonaro se calar e Bolsonaro, servil a FHC, vai se calar

Em seu primeiro discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, presidente do Brasil também negou que Amazônia esteja sendo devastada: “É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade”.

O presidente Jair Bolsonaro usou o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York para escancarar, diante do mundo, seu programa de ultradireita, pró-ditadura militar e anti-indígena para o Brasil. Para a audiência brasileira, não houve surpresa em relação às ideias que o capitão da reserva do Exército defende desde a campanha. O ultraconservador iniciou seu discurso reivindicando o golpe militar de 1964 que instalou uma ditadura militar no Brasil. Repetiu seu argumento, sem base na realidade, que sua chegada ao poder salvou o Brasil do “socialismo”.

Em um discurso de pouco mais de meia hora e lida sem grandes interrupções, Jair Bolsonaro desafiou os críticos de sua política ambiental e discurso contra multas ambientais, para dizer que as queimadas recordes nos últimos cinco anos no país e na Amazônia, medidas por órgãos oficiais, são infladas pela mídia global que deseja atacá-lo.

“É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade”, disse, em uma crítica ao francês Emmanuel Macron. O presidente brasileiro também repetiu ao mundo que não haverá nova demarcação de terras indígenas no Brasil e ainda atacou a extensão das atuais.

Entidades ambientais criticam fala de Bolsonaro

Para o Observatório do Clima, o presidente Brasileiro envergonhou o país com seu discurso, sobretudo em relação à área ambiental. “O presidente mais uma vez envergonhou o Brasil no exterior ao abdicar a tradicional liderança do país na área ambiental em nome de sua ideologia. Não fez nada para tranquilizar investidores, nem para aplacar o clamor crescente por boicote a produtos brasileiros. Põe em risco o próprio agronegócio que diz defender”, afirmou a organização, que reúne 37 entidades da sociedade civil brasileira.

A opinião é semelhante à do Greenpeace: “A fala do presidente sobre meio ambiente foi uma farsa. Bolsonaro tentou convencer o mundo que protege a Amazônia, quando, na verdade, promove o desmonte da área socioambiental, negocia terras indígenas com mineradoras estrangeiras e enfraquece o combate ao crime florestal”, declarou Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas da organização não-governamental.

Em sua fala, o presidente brasileiro negou que a Amazônia esteja ameaçada e, em tom agressivo diante de chefes de Estado do mundo todo, reafirmou sua política nacionalista e disse que a floresta está “praticamente intacta”. “Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece praticamente intocada. Prova de que somos um dos países que mais protegem o meio ambiente.”, afirmou o mandatário.

 

 

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES

1 COMMENTS

  1. Afonso Schroeder Posted on 24 de setembro de 2019 at 14:59

    Hoje foi a gota que faltava: Falar mal do Socialismo que é exemplo em gestão para o mundo, inflar (elogiar) como “juiz Moro ” e ministro mentiroso comprovadamente descumpridor da Constituição/88, “Bozó” renuncia ou deposição já ir falar mal do socialismo na (ONU)??? Glenn Greenwald “INTERCEPT” mostrando a quadrilha lamentável a inércia do (STF)? Esta comprovado que “Moro e Danhaol” são perseguidores das esquerdas, irresponsáveis faziam conchavos escusos e enganadores do povo descumprindo a Constituição/88, afastamento e cadeia já e o ex-presidente (Lula) liberto e anulado os indevidos processos.

    Reply
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: