28 de janeiro de 2021
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Esse país não vai tomar jeito enquanto a mídia estiver capturada pelo mercado. Essa mesma gente, que dizia que a Petrobras estava liquidada com uma dívida impagável, promovida pela corrupção do PT, fez cara de paisagem quando a Petrobras sacou mais de R$ 60 bilhões para comprar parte importante do pré-sal.

A mídia também ficou muda nesta terça-feira (19) sobre o anúncio de que a Petrobras será a maior empresa petrolífera do mundo em 2030. Isso porque a mesma mídia dizia que o pré-sal só existia na publicidade do PT.

Durante o golpe contra Dilma e a eleição de 2018, o ataque cotidiano à Petrobras culpando o PT pela suposta quebra da empresa, foi o mote principal das manchetes dos jornalões e do Jornal Nacional.

Como o cinismo não custa nada e no Brasil ele é abundante nas redações da grande mídia, uma mentira a mais ou a menos não faz a menor diferença. No dia seguinte esquecem o que disseram no dia anterior de acordo com os interesses que movem as grandes empresas de comunicação. O importante é iludir as massas, fabricar fatos e escândalos para tirar diariamente o sangue do povo e entregar nas mãos dos grandes patrões da mídia nativa.

Não há qualquer responsabilidade e nem um órgão regulador que cobre a total falta de ética dessa gente. É o tudo por dinheiro, tudo para agradar os rentistas e banqueiros e uma parcela do grande empresariado brasileiro.

Num país que, em plena ditadura militar, a mesma Globo martelou junto com os generais que a culpa da crise do Brasil na época era o subsídio do pãozinho francês, inventar que a Petrobras tinha sido destruída pelo PT, que a previdência estava quebrada e que a reforma trabalhista traria múltiplos empregos, parece brincadeira de criança.

Esta terça feira foi mais um dia em que, pela garganta de Sardenberg, que martelava a quebra do Brasil quando o dólar chegou a R$ 4,05 no governo Dilma, ouviu-se que o dólar a R$ 4,20 não tem qualquer importância já que o governo Bolsonaro dispõe de uma reserva de, aproximadamente, US$ 380 bilhões herdada dos governos Lula e Dilma.

Esse tipo de canalhice que levou, primeiro um golpista e, depois, um fascista ao poder e que os dois produziram a fuga em massa de investimentos no país, para a Globo, é coisa normal, faz parte da disputa política. E ela sempre teve lado nessa disputa e nunca escondeu de ninguém. Mesmo sendo uma concessão pública, o lado da Globo sempre foi o dos ricos, dos grandes banqueiros e rentistas contra os pobres, contra os miseráveis que voltaram a ser a principal paisagem do Brasil pós golpe e eleição de Bolsonaro.

Para a Globo isso não muda nada, basta que não mostre na sua telinha a pobreza e miséria no Brasil produzidas por essa escória que tomou o país a partir do golpe em Dilma, que está tudo certo. Para ela, vale a máxima de que o que os olhos não veem, o coração não sente.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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2 COMMENTS

  1. Lourdes Jomaa Posted on 20 de novembro de 2019 at 17:13

    Todo mundo sabe disso menos os gados

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  2. Luiz de Aquino Alves Neto Posted on 12 de janeiro de 2020 at 11:54

    De fato, o jornalismo “de economia” da Globo não centra atenções no complexo sistema de produção de riquezas e alimentos, tudo com o propósito do bem-estar nacional, mas sim e exclusivamente no mercado. Dá nojo ouvir os comentários de seus profissionais, tanto na rede televisiva quanto na CBN.
    Não sei por onde andava nem o que fazia Sandenberg durante a ditadura ou que posição tomou durante o governo FHC – mas imagino. A postura antipovo, ainda que se busque freneticamente a audiência das massas, tem um propósito: fomentar um perfil em massa contra a esquerda e buscando fortalecer segmentos como os liderados por Collor, há 30 anos, e Bolsonaro, nos últimos dois anos. Sardenberg emitiu tom de festa ao noticiar a greve na frança contra a reforma da Previdência (“Macron levou ume greve! Levou uma greve! Levou uma greve!) e não considerou sequer que aqui também deveríamos ter feito “uma greve!” para conter a deforma previdenciárias. Míriam Leitão, há um ano, discorrendo sobre o inimigo n° 1, Paulo Guedes, definiu-o como “o encantador de platéias” (fiquei pasmado! Para quem vem das lutas pelo povo e pelas liberdades, essa admiração me pareceu tietagem inúteil e nociva).

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