25 de julho de 2021
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Lembro-me que, nos anos 1970, houve uma grande enchente aqui na cidade de Volta Redonda, acompanhada de um queda brutal de temperatura e, como sempre, teve muitas famílias desabrigadas e, por conseguinte, formou-se uma grande corrente para prestar socorro a essas pessoas. Mas lembro-me também dos vigaristas do comércio que, vendo a grande procura por cobertores, agasalhos, leite ninho, entre outros produtos, muitos comerciantes quadruplicaram os preços para lucrar com a desgraça alheia.

Pois bem, conhecemos bem o estilo Dória, caroneiro de qualquer viagem que ele acredita que lhe renderá frutos, pois toda a sua trajetória política foi feita em cima disso. Como empresário, todos sabem que, na verdade, era um agenciador de negócios entre grandes empresários de São Paulo que ele reunia em festas em sua casa ou nos festivais de inverno de Campos do Jordão.

Como político, Dória manteve a receita, utilizando a “glória” dos outros por tabela. Por isso, Dória utilizava a tática de focar quem estava na moda na Globo para que ele se esbaldasse em selfs com a nova celebridade dos Marinho.

Para não ser muito extenso, basta ver quantas premiações ele deu ao capanga de milícia, Sergio Moro, quando o ex-juiz virou a celebridade máxima no Jornal Nacional.

Certamente, Moro tem mais fotografia com Dória do que com toda a sua família ao longo de sua vida. O cara é um craque na arte de papagaio de pirata. Assim também conseguiu se eleger governador do estado de São Paulo, pegando carona no, hoje, adversário político, Bolsonaro, no famoso clichê de mau gosto, bolsodória.

Então, ele não perderia a oportunidade de pegar carona no assunto do momento, o coronavírus e, em parceria com a Globo, aparece em todas as tomadas de entrevistas da Secretaria de Saúde de São Paulo e a Globo, tudo leva a crer, é parceira desse negócio, além do Ministério da Saúde. E Dória, lógico, coloca-se como o centro da coletiva e, assim, pode falar para o Brasil inteiro, já se colocando como candidato à Presidência da República pelo PSDB, partido oficial da Globo.

Na última coletiva, o boquirroto se consolida de vez como um carona vírus, anunciando, por conta de um caso confirmado no Brasil e, aproveitando por ser em São Paulo, Dória usa aquele estilo de programas a la Luciano Huck e anuncia que entregará para a Secretaria de Saúde um cheque de R$ 30 milhões, sendo R$ 15 milhões para o combate do coronavírus e R$ 15 milhões para a publicidade de orientações de combate. E claro, publicidade em que também pega carona como governador.

A questão é tão descarada que milhares de pessoas morrem atualmente no Brasil por sarampo, dengue, influenza, entre outras doenças e nunca se viu Dória liberar verba específica para o combate de cada uma delas e, muito menos para campanha de vacinação, porque essas doenças nunca estiveram exatamente na moda na mídia.

É nessa hora que se identifica o tipo de vigarista político como Dória que pega carona num caso tão sério como esse.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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