12 de maio de 2021
  • 19:54 PF pede ao STF abertura de inquérito para investigar suspeita de pagamentos a Toffoli por venda de decisões
  • 18:34 Randolfe pede que TCU investigue gastos de churrasco de Bolsonaro: picanha a R$ 1.799,99 o quilo
  • 16:28 Vídeo – Massacre: Israel bombardeia a Palestina
  • 15:49 Negando o “tratoraço”, Bolsonaro chama jornalistas de “canalhas”
  • 14:00 Diretor-presidente da Anvisa diz que proposta de mudança da bula da cloroquina partiu da imunologista e oncologista Nísia Yamaguchi

É impressionante o descaramento do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, ao admitir ter pedido perdão a Deus e que com isso, estava com a consciência limpa para assumir um ministério no governo Bolsonaro. Agora, Onyx, réu confesso, fez um acordo com a PGR, que tem Augusto Aras como Procurado-geral, um pau-mandado de Bolsonaro, para pagar R$ 189 mil e ficar livre da investigação de caixa 2 da JBS entre os anos 2012 e 2014, no valor total de R$ 300 mil.

Nem é necessário buscar algo desse tipo no passado, já que esse é o primeiro acordo dessa natureza, fechado na esfera federal, mesmo previsto na Lei Anticirme, aprovada no ano passado.

Vale ressaltar que a lei só retroage em favor do réu, mas, quando se trata da Lava Jato e políticos do PT, essa lei nem chega a ser aplicada, uma vez que os casos patentes de crime eleitoral, que deveriam ser julgados pelos TREs e TSEs, referentes às doações da Odebrecht, OAS e outros, foram considerados crimes comuns e, por isso, são julgados pelos compadres do TRF-4, com acusação dos “Filhos de Januário” (alusão ao grupo do Telegram, liderado por Deltan Dallagnol).

Sabe qual é a chance de um acordo como esse prosperar entre os “Filhos de Januário” e alguém do PT? Zero!

Talvez, se pedir perdão a Deus, quem sabe, num é?!

 

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

RELATED ARTICLES
%d blogueiros gostam disto: