18 de setembro de 2020
  • 18:38 PF intima Moro para depor no inquérito dos atos antidemocráticos
  • 17:39 Gilmar Mendes dá cinco dias para Bretas explicar operação contra advogados
  • 16:50 Feitiço contra o feiticeiro: Fumaça do Pantanal faz avião de Bolsonaro arremeter em MT
  • 14:20 Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, vai a Roraima discutir a Venezuela
  • 14:01 Em investigação, pela primeira vez, PF aponta financiamento do governo a sites antidemocráticos

Se tirar por tudo o que se sabe da Lava Jato, através do Intercept, pode-se afirmar que o mercado do sistema de justiça no Brasil anda parelho com o agronegócio, tanto que nesses últimos anos fez grandes negócios com o aparelho judiciário americano.

O que tem dado mais lucro a essa gente é, sem dúvida, a cabeça de políticos adversários. mas se os clientes forem internacionais como países, corporações, banqueiros, a coisa ganha uma outra dimensão.

Pode-se afirmar que o Brasil exporta juízes e procuradores e, quanto mais vigarista e lacaio for, mais valor de mercado internacional, eles terão.

Não basta ter todos os privilégios, os penduricalhos, os salários magnânimos, hoje, no Brasil, um empresário ou um político que se preza, tem que ter na cava da casaca alguém do universo gigantesco que compõe o sistema de justiça, e o que rola de dinheiro, não é pouca coisa.

Tem sim as estrelas como Fachin, Fux, Cármen Lúcia, entre outros do STF, mas nada comparados ao histriônico Barbosão, estrela máxima do Jornal nacional nos tempos da farsa do mensalão. Mas, convenhamos, Moro, em termos de heroísmo pra trouxa ver, deu um sacode em Barbosa.

Essa legião de asnos que têm por Bolsonaro verdadeira veneração pelo ódio e perversidade que ele representa, já se derramou em lágrimas quando via Moro na TV.

Assim, principalmente tendo toda a comunicação de massa promovendo essa turma, lógico que um Noronha, um Moro, um Bretas ou um Fachin, ou ainda um Barroso, não perderão a oportunidade de usar os holofotes para valorizar o produto.

Na verdade, se olhar o quanto Moro, Dallagnol e demais procuradores arrecadaram com palestras e com cabeças de políticos entregues na bandeja para os locatários, pode-se afirmar, sem medo de errar, que hoje investir nas ações do sistema judiciário brasileiro, é investir nos melhores papéis da Bolsa. Ainda mais se levar em conta o dossiê da Lava Jato que conta com mais de 38 mil vítimas a serem chantageadas.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES

1 COMMENTS

  1. afonso Schroeder Posted on 5 de setembro de 2020 at 08:26

    Ate quando? A INTERCEPT comprovou este ex-juiz “Moro” era o chefão da quadrilha: Bandidos protetores (blindadores-justiceiros) da direita que protegeu uma quadrilha a décadas em São Paulo e pelo Brasil, será que se afastando satisfaz o povo brasileiro sem punição?

    Reply
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: