29 de novembro de 2020
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O que deu unidade à direita brasileira nas duas ondas golpistas no Brasil foi uma escória fundida, um combinado misturado que reuniu harmonicamente toda a forma de ação espúria para destruir o Estado.

O discurso inflamado da modernização do Estado, requentado da era FHC, que, na realidade foi extraído do receituário de Collor, recebeu uma linguagem de um discurso falso moralista para dar liga final no processo de desmonte nacional.

O que significa dizer que Bolsonaro é mera continuação de Temer, um adjetivo composto por particularidades de imagem, mas que dentro do escopo neoliberal cozinha o país na mesma panela para que os abutres ajam diretamente no fígado da nação e que cada pedaço do país tenha determinado destino.

Quem deu suporte a essa república dos ratos em que se transformou o Brasil a partir de Temer, seguido por Bolsonaro, foram, o judiciário, a grande mídia e operadores do mercado financeiro, com o apoio incondicional do grande empresariado rentista.

O chamado jornalismo profissional das Organizações Globo tem destaque nessa história pela frenética vigilância do judiciário para produzir uma história contada a partir das próprias redações dos Marinho.

Se se observar todo o processo desde a farsa do mensalão, passando pela Lava Jato, o golpe em Dilma e a prisão de Lula, a conclusão será de que todos eles fizeram parte do tema de um mesmo filme dirigido por aqueles que jogaram o Brasil numa aventura golpista e que hoje veem não só a economia, mas todas as instituições do Estado em chamas.

A reação antidemocrática da elite brasileira produziu essa coisa chamada Bolsonaro e, certamente, de onde emergiu o monstro, a mesma escória da direita buscará expandir sua pilhagem ou pelo menos salvaguardar seus ganhos apostando num facínora da mesma monta ou ainda pior que Bolsonaro.

Esse pensamento antigovernamental que não aceita qualquer mudança progressista significativa só cairá por terra através das ruas, como ocorreu agora com o Chile na derrubada da constituição pinochetista.

A elite brasileira é suficientemente estúpida, inculta e, consequentemente arrogante, mas sobretudo muito bem protegida por instituições de justiça como o STF, para apostar suas fichas no controle total dos destinos do país.

A reação conservadora que desencadeou o golpe em Dilma e a prisão de Lula, numa tentativa de marginalizar repetidamente a esquerda, para se proteger contra qualquer avanço da sociedade, não mudará uma vírgula se o povo não for para as ruas se proteger contra essa tirania fascista dos neoliberais.

Não há como pensar que a queda de Bolsonaro significa a liberdade do povo. É preciso concentrar o pensamento na forma com que o Brasil chegou aonde chegou para produzir uma reação popular não apenas contra um determinado personagem, por mais monstruoso e canalha que seja, como é o caso de Bolsonaro e Temer, mas ao que dá matéria prima potencial para que a elite se mantenha com a chave da senzala nas mãos, mesmo debaixo dos escombros da casa grande.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

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