24 de julho de 2021
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Quando os lucros querem substituir a ordem, vale tudo. O homem passa a não ser mais o centro das coisas, e sim o mercado.

Quem não vê os apresentadores e comentaristas da GloboNews chamando as pessoas que assistem os seus programas de “assinantes”? Ou seja, consumidores, fregueses, clientela, sublinhando o que disse Milton Santos: “o grande fundamentalismo no mundo atual é o consumo”.

Bolsonaro foi colocado no poder para rebobinar as ideias, e ideais de FHC, através da cartilha de Guedes decalcada do mantra neoliberal tucano.

Este foi o pacto de sangue, porque para Globo, isso é um jogo.

Se o papel da imprensa é buscar a verdade, o da Globo sempre foi o de buscar o lucro para a empresa dos Marinho, e dane-se a imprensa. A forma rápida de se alinhar a quem tem os mesmos compromissos, nesse meio, é tida como o olhar de um tigre.

É só recordar, através do Youtube, que o candidato da Globo em 2014 contra Dilma, Aécio Neves, tinha como garantista do neoliberalismo Armínio Fraga, com a bíblia da desregulamentação dos mercados e o aniquilamento das instituições do Estado, como o BNDES, em nome da “concorrência” dos bancos privados. Armínio, em debate com Mantega, chega a se exaltar na defesa da implosão do Banco Nacional de Desenvolvimento.

Então, não é uma questão de nomes, mas de sistemas antinacionais e antipobres que estamos falando.

É nesse ideal que a Globo fareja seus pupilos, e Bolsonaro foi somente um deles, assim como foram em outras eleições, Serra, Alckmin e Aécio, sem esquecer que Collor, o tal caçador de marajás, foi, assim como Moro, uma criação dos estúdios da Globo.

Bolsonaro fugiu do último debate na Globo com Haddad. A Globo poderia ter feito o debate só com Haddad, como fez tantas vezes, mas preferiu não fazer para não por em risco a vitória desse monstro que já matou quase 200 mil brasileiros por ser, na época, considerado aliado dos Marinho.

Todos os dias Bolsonaro faz bundalelê na cara das instituições brasileiras e nada acontece.

Qual explicação para isso?

Bolsonaro faz o que faz porque encontrou as instituições brasileiras totalmente desmoralizadas e destruídas pela Globo.

São anos a fio com a Globo atacando as instituições do Estado, o funcionalismo público em nome do mercado, do consumo, da lei do mais forte, do vale-tudo pelo dinheiro.

Lula e Dilma trabalharam para fortalecer e dar independência às instituições do Estado. A Globo trabalhou, e muito, para destruí-las.

A primeira vítima foi o STF, em seguida, o MP e, depois, a desmoralização de todo o sistema de justiça através da Lava Jato.

Para isso, a Globo agiu como milícia midiática.

As táticas mais conhecidas do lawfare é a chantagem pelo linchamento midiático. A principal arma da milícia não é a chantagem?

A Globo nunca se importou com o fato de Bolsonaro, declaradamente, ser aliado de milicianos.

Não vamos falar aqui da guerra da Globo contra a democracia, da participação popular em governos de esquerda, porque seria uma questão extensa.

O que podemos afirmar, sem medo de errar, é que a Globo sempre limitou esse debate às regras do mercado, sobretudo quando o assunto é ascensão social.

Por tudo isso, pode-se afirmar que o que estamos vivendo, a tragédia da pandemia e da economia com o governo Bolsonaro tem a Globo como a central.

Como sempre disse minha mãe, hoje aos 96 anos de idade, pisada de galinha, não mata pinto. Por isso essa briga da Globo com Bolsonaro é pura cena, é puro telequete. Isso responde o porquê dele não cair diante de tantos e escandalosos crimes, inclusive contra a humanidade.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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