23 de novembro de 2021
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Defender os interesses da Faria Lima é defender o próprio ar que a mídia brasileira respira.

Quem sonha com a possibilidade do Brasil ter uma mídia decente a partir do balcão de negócios da grande mídia, ou é um iludido incurável, um completo tapado, ou um mal-intencionado.

Basta ver como a grande mídia brasileira baixou o nível e subiu o tom de sua campanha de ódio contra o PT depois do desastroso governo FHC em que a direita nunca mais voltou ao poder via democracia.

O ápice dessa atitude ensandecida foi o apoio determinante que a mídia deu à candidatura de Bolsonaro que nunca escondeu sua defesa apaixonada a torturadores da ditadura, como a bandidos comuns da milícia carioca.

Já era o além poço em que a mídia brasileira havia se enfiado para defender seus interesses empresariais apoiando um sujeito que colocaria no comando da economia um velho abutre do mercado financeiro.

Como já se vê, a tentativa no momento é requentar as próprias farsas criadas ou publicizadas como as farsas do mensalão e do petrolão, onde os protagonistas confessam com argumentos retóricos que não tinham qualquer prova daquilo que eles próprios acusaram o PT e Lula de praticar.

O mesmo pode-se dizer sobre as falácias de comparar o Brasil a Cuba e a Venezuela, o velho mote de transformar a esquerda num bicho papão que come criancinhas, isso em plena revolução digital em que se cria sim, via internet, celebridades instantâneas, mas, por outro lado, desmistifica-se jornalistas que os próprios jornalões e TVs, também de maneira instantânea, vendiam como celebridades.

Agora, através de suas redes sociais, esses mesmos office boys da oligarquia são cobrados imediatamente com argumentos claros por posicionamentos vergonhosos que assumem a mando dos patrões, o que, no mínimo, causa desmoralização e constrangimento pessoal a cada um dos que ainda acreditam no monopólio da notícia e da opinião na era do mundo analógico.

Mas não se pode ter ilusão quanto às práticas da mídia em 2022. Recuar no seu posicionamento, jamais. Quem banca a orquestra é que escolhe o repertório e não tenham dúvidas, o lixo da Jovem Pan vai parecer perfumaria perto do ódio, da sujeira, do esgoto, do chorume que a grande mídia protagonizará em nome dos interesses da patrãozada do dinheiro grosso.

Tudo para tentar impedir a volta de Lula, ou ao menos não deixá-lo ter o que tudo indica, uma vitória acachapante no primeiro turno de 2022.

A conferir.

 

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Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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