25 de junho de 2022
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Moro e Mamãe Falei dão a ideia da amplitude de uma ambição perigosa. Mas não é só isso que liga os dois.

Quando a mídia nos jogou na condição política de colônia com aquela grosseira farsa do mensalão, por nunca aceitar a vitória de Lula, já no primeiro mandato, por estar enraizado no DNA da classe dominante que traz com ela a nostalgia da escravidão, o saudosismo da servidão e a tradição da casa grande que envenena toda a nação, tirou-nos completamente do conceito de civilização.

Essa técnica da qual hoje Bolsonaro se lambuza, de produzir falsos debates em busca de um assento central na manchete nacional, ele se inspirou em muita gente, como Steve Bannon, mas sua receita principal foi o Bonner do Jornal Nacional, da Globo, a mais efetiva e radical representante da extrema direita brasileira. Também, desse mesmo opulento núcleo de comunicação que virou um império, foi extraído o que de pior tem no fascismo brasileiro.

Por isso, a emissora gasta tanto com prêmios e mimos para que “quem manda” na sociedade poetize a manipulação escancarada com que a Globo jura que faz jornalismo.

Foi da miséria desse ambiente que surgiram esses dois personagens concatenados, não só por serem da mesma terra natal, mas por repartirem as luzes da mídia. Moro, a mídia industrial, sobretudo a Globo e, repartindo com ele a partir de uma outra instrução, a das redes, da internet, do youtube, um pangaré da mesma estirpe de Moro, chamado Mamãe Falei, do fascismo jovem do MBL.

Moro, basicamente, é o padrinho dessa frase “tchau querida”, pois foi através do seu grampo criminoso a presidência da República e o repasse para a Globo, de forma ainda mais criminosa, que Lula fala a Dilma  na despedida do telefonema, “tchau querida”.

Nesse mesmo período, o MBL, patrocinado por empresários que queriam arrebentar com os direitos dos trabalhadores e produzir esse caos em que vivemos, tinha em seu quadro, o tal Mamãe Falei que, mais tarde virou o deputado estadual bolsonarista, Arthur do Val.

Essa figura pernóstica se promoveu via internet, por influência da grande mídia, que já havia envenenado a imagem do PT para que os Marinhos pudessem impor aos brasileiros um novo império do neoliberalismo, delineando as políticas econômicas do golpista Temer e do genocida, Bolsonaro.

Bom, para encurtar a conversa, o sujeito foi cassado ontem, na verdade, bem cassado, com direito a nunca mais ter um facho de luz que lhe deu seguidores frenéticos. Antes, porém, as mesmas redes da mesma internet que tinham lhe dado um busto de salvador da pátria, fez dele um dos políticos mais execrados em praça pública com o vazamento do seu criminoso áudio em que divide com algum interlocutor a nojenta afirmação de que “as mulheres ucranianas eram fáceis por serem pobres”.

Sergio Moro, voltando lá atrás, antes mesmo de pagar a sua dívida de gratidão com Bolsonaro, com a cabeça de Lula, dando a ele a própria presidência da República, recebendo e em troca a recompensa de um super ministério, tatuou em sua testa uma espécie de tchau querido, quando, vendo que, mesmo com todo apoio da mídia, não teria a menor chance de enfrentar Bolsonaro, que fará Lula. Moro, praticamente está fora da disputa de qualquer cargo eletivo para o resto da vida, uma espécie de auto cassação, diferente do seu parceiro de partido, à época, Mamãe Falei.

Não há como deixar de registrar esses fatos e o porquê deles, que são sim bem mais complexos e reveladores.

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Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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