A cena em Sergipe de um homem assassinado num carro policial é um retrato de um país que vive o desmonte de direitos, cujo futuro é asfixiado a cada dia e onde a morte é banalizada.
Todos os levantamentos e estudos apontam para o mesmo fenômeno: nos últimos poucos anos, foi registrada uma regressão sem precedentes de direitos construídos nos últimos 30 anos no país. Violações passaram a fazer parte do cotidiano de uma sociedade que se acostumou com a destruição como arma política. Com a tortura como estratégia de poder. Com a ameaça como tática negociadora.
Quando um homem é asfixiado num carro de polícia, o Estado fracassou. Essa mesma asfixia vem na forma da fome, do racismo e do abandono num corredor de hospital. Assassinatos no camburão de um país que vive uma procissão de caixões sem destino.
Numa encruzilhada e com a visão turva pelo gás, temos apenas duas opções: indignar-nos e reagir. Ou normalizar a barbárie e aguardar o dia em que ela também vai nos asfixiar.
*Com Uol
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Na primeira pesquisa depois das saídas de Doria e Bolsonaro, Lula subiu cinco pontos e Bolsonaro subiu um ponto.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e aparece com 47% das intenções de voto, contra 27% do adversário. De acordo com o instituto Datafolha, a distância hoje em 21 pontos aumentou com as saídas do ex-governador de Sâo Paulo, João Doria (PSDB) e do ex-juiz Sergio Moro (União).
Atrás dos dois, Ciro Gomes (PDT) aparece com 7% das intenções de voto. Na sequência, estão André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 2 pontos cada um. Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU) aparecem com 1%. Os branco se nulos e os que dizem não votar em nenhum dos candidatos são 7%. Os que não sabem são 4%.
Em votos válidos, ou seja, excluindo branco, nulos e os indecisos, Lula aparece com 54%, contra 30% de Bolsonaro, o que indicaria uma possibilidade, hoje, de o petista vencer no primeiro turno.
Na pesquisa espontânea, Lula passou de 30% para 38% e Bolsonaro caiu de 23% para 22%
Pesquisa anterior
Em março, ainda com os dois na disputa, Lula aparecia com 43%, enquanto Bolsonaro tinha 26%. Na ocasião, Moro aparecia com 8%, Ciro com 6%, Doria e Janones com 2%, Vera Lúcia (PTSU) com 1%, Simone Tebet (MDB)e Felipe D’Ávila (Novo) com 1% e Leonardo Péricles (UP) com 0%. Segundo turno
Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a vantagem do ex-presidente também aumentou. O petista passou de 55% para 58%. Enquanto isso, Bolsonaro oscilou, na margem de erro, de 34% para 33%. Com isso, a distância foi de 21 pontos percentuais para 25. Os que votariam em branco ou nulo são 8% e os que não sabem são 1%.
O Datafolha ouviu 2.556 eleitores entre os dias 25 e 26 de maio em 181 municípios de todo o país. A margem de erro do levantamento contratado pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’ é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-05166/2022.
*Com O Tempo
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Um novo vídeo, divulgado recentemente nas redes sociais, mostra o momento exato em que Genivaldo de Jesus dos Santos foi abordado por policiais da Polícia Rodoviária Federal. O caso aconteceu na última quarta-feira (25).
As imagens mostram o início da abordagem, que terminou com a morte da vítima, que estava desarmada e que não apresentava histórico de violência. É possível notar, pelos vídeos, que Genivaldo foi parado pelos policiais que, logo em seguida, passaram a gritar e soltar palavrões, ordenando que o homem erguesse as mãos.
O tempo todo agressivo, um policial afasta os pés de Genivaldo para revistá-lo e foi neste momento em que ele foi questionado pela vítima. A partir daí, ele foi agredido novamente.
Diagnosticado com esquizofrenia, segundo a família, a vítima da abordagem ficou nervosa e tentou resistir. Neste ponto, dois policiais usaram de força para conte-lo, além de lançar um spay contra o rosto dele. Depois, ele foi jogado dentro do camburão e a imensa quantidade de fumaça aplicada transformaram o lugar em uma espécie de câmara de gás.
O caso já motivou protestos de diversas autoridades e também da sociedade civil, que vem cobrando providências. A Procuradoria deu 48h para a PRF se manifestar sobre o caso.
O deputado estadual André Quintão, do PT, será o candidato a vice na disputa ao governo mineiro. Atual senador, Alexandre Silveira, do PSD, será candidato à reeleição pela chapa.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), Lula (PT) anunciou o acordo com Alexandre Kalil, candidato do PSD ao governo de Minas Gerais. O deputado estadual André Quintão, do PT, será o candidato a vice na chapa, que enfrentará o atual governador Romeu Zema (Novo) e o candidato de Jair Bolsonaro, o senador Carlos Viana (PL).
“Com grande alegria informo que hoje, em reunião com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), o presidente do PT-MG, Cristiano Silveira, e o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, consolidamos o acordo político para a nossa unidade nas eleições de outubro”, anunciou Lula na nota.
Atual senador, Alexandre Silveira, do PSD, será candidato à reeleição pela chapa. A campanha no estado será coordenado por Lopes, atual líder do PT na Câmara Federal, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PSD).
“Juntos, vamos trabalhar pela vitória em Minas e no Brasil, para que nosso povo volte a ter esperança numa vida com dignidade e direitos, com emprego e renda, com desenvolvimento e justiça social, num país soberano e democrático”, escreveu Lula.
Leia a nota na íntegra.
Lula anuncia acordo PSD e PT para as eleições em Minas
Com grande alegria informo que hoje, em reunião com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), o presidente do PT-MG, Cristiano Silveira, e o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, consolidamos o acordo político para a nossa unidade nas eleições de outubro.
O PSD apresentará Alexandre Kalil para o governo de Minas e o senador Alexandre Silveira para a reeleição, enquanto o PT apresentará o deputado estadual André Quintão para candidato a vice-governador. A campanha Lula-Kalil será coordenada por Reginaldo Lopes e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PSD).
Juntos, vamos trabalhar pela vitória em Minas e no Brasil, para que nosso povo volte a ter esperança numa vida com dignidade e direitos, com emprego e renda, com desenvolvimento e justiça social, num país soberano e democrático.
Vamos Juntos, por Minas e pelo Brasil.
Luiz Inácio Lula da Silva
São Paulo, 26 de maio de 2022
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Bolsonaro já repetiu a cena em que fez galhofa com quem estava morrendo de covid, sentindo falta de ar, para comemorar o assassinato brutal, cometido por dois policiais da PRF, de um homem negro por asfixia com gás? Já elogiou os assassinos em redes sociais para sublinhar que ele é a grande inspiração para quem comete crimes, blindados pelas instituições do Estado?
O menosprezo pela vida humana no governo Bolsonaro, está em alta. Para dizer a verdade, isso é alma do seu governo.
A sordidez perturbadora com que agentes policiais do Estado desprezaram qualquer sentido humano numa cena de terror absurda, em que um homem foi colocado algemado dentro de uma viatura da PRF e asfixiado com gás até a morte, é a cara de Bolsonaro. É o seu estilo.
Na verdade, esse é o intestino do governo Bolsonaro, é o seu governo por dentro à luz crua do dia. A vítima, um negro tão atacado pelo racismo do governo Bolsonaro, vide a Fundação Palmares nesses tempos de nazibolsonarismo.
Essa é a arquitetura religiosa do cristão Bolsonaro, um homem que diz acreditar em Deus, mas que Deus, sob qualquer hipótese, acredita nele, é o principal fermento da violência instituída nesse país.
Seu gado está esperando ele ir para as redes debochar da falta de ar do homem negro assassinado com gás. Talvez ele faça isso em sua live de hoje, quinta-feira, dia 26.
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Ex-procurador afirma que tribunal quer colocar na sua conta ‘o dinheiro que foi investido para recuperar R$ 15 bilhões para sociedade’, segundo Mônica Bergamo, Folha.
O Tribunal de Contas da União (TCU) deve abrir uma nova linha de investigação sobre gastos de procuradores da Operação Lava Jato com diárias e passagens aéreas no período em que trabalharam na força-tarefa que esquadrinhou negócios irregulares na Petrobras.
A ABJD afirma que Dallagnol “foi um dos protagonistas do maior escândalo dentro do sistema de Justiça” brasileiro e que, ainda que não tenha sofrido severas penalidades, teve sua conduta colocada em xeque por procedimentos instaurados pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“A postura, pública e notória, do postulante a advogado no curso da operação Lava Jato retira integralmente a sua condição de respeitabilidade, seriedade e de honra para o exercício da advocacia”, diz o documento.
A associação também acusa o ex-procurador de se valer de sua função no Ministério Público Federal e de recursos públicos para realizar aspirações pessoais, ideológicas e de cunho político-partidário.
“De forma rasa e imoral, deturpou provas, violou procedimentos, combinou (com o juiz da causa) ações que tinham como resultado o benefício de sua tese. Ao mesmo tempo, violou e burlou o exercício das advocacias (todas) que se assentavam em lado adverso”, afirma a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia.
O pedido enviado à OAB do Paraná é assinado pelos advogados Nuredin Adhmad Allan, Paulo Francisco Freire e Cezar Brito.
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Existem três dados centrais para entender as ações violentas de dois policiais Rodoviários Federais em Sergipe e pela chacina ocorrida na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.
Primeiro, temos que falar sobre o racismo, pois a grande maioria das vítimas dessa violência do estado, estimulada por Bolsonaro, é de negros.
Isso resume não só a comemoração de Bolsonaro e do seu comparsa miliciano, Fabrício Queiroz, que organizava o esquema de peculato e formação de quadrilha no gabinete de Flávio e de Bolsonaro, para entender que o Estado hoje é comandado por uma quadrilha familiar que capturou grande parte das instituições brasileiras, e delas faz gato e sapato.
Ainda ontem Augusto Aras, O PGR, em clara obediência a Bolsonaro, defendeu o indulto de Daniel Silveira, opondo-se frontalmente ao STF.
Naquela reunião ministerial fatídica, Bolsonaro deixou claro que, qualquer um que chegasse perto de algum familiar seu ou aliado estratégico, seria banido de seu governo. Assim tem agido o tempo todo, e nada acontece com ele, mesmo a CPI da covid provando que ele é culpado pela quantidade de mais 665 mil mortos por covid no Brasil.
O fato é que, Bolsonaro, diante dos nossos olhos, quando foi eleito pela fraude eleitoral, em parceira com Moro, junto, acha que recebeu o direito de matar ou mandar matar.
Agora, para manter a horda de imbecis, unida em torno de sua campanha, que está encalhada, com tudo para naufragar, Bolsonaro usa de uma violência nazista verbal para que seus comandados façam de maneira real, como foi o caso ocorrido ontem em Sergipe, em que dois policiais da PRF transformassem a viatura da política em câmara de gás, como os nazistas, matando um homem que sofria de transtorno mental.
É essa a instrução superior de Bolsonaro e, assim, ele faz para manter seus discípulos fieis a uma lógica em que nega a negros, pobres e índios, qualquer resquício de cidadania.
Assistir à narrativa de um desses grupos chamados de elite de polícia, o policial, num flagrante preconceito social, diz que esses policiais são especiais porque sabem atuar nas favelas do Rio de Janeiro. Esse é um detalhe fundamental, não é uma polícia que age assim no Leblon ou em Ipanema, é uma polícia formada para matar favelados, de forma objetiva.
O que ocorreu em Sergipe, assim como no Rio, tem garantia prévia de impunidade. O que mais se lê na internet, é que isso não vai dar em nada, o que é trágico para o país, sobretudo para uma sociedade que, de forma indireta, mantém uma polícia que deveria garantir cidadania e liberdade para todos, através da segurança.
Isso também não deixa de ser fruto de um preconceito no Brasil em que a situação socioeconômica acaba sendo o fiel da balança, porque, no final das contas, isso está na própria formação social e econômica brasileira, simplesmente porque o Brasil tem um modelo cívico herdado da escravidão, seja ele, o modelo cívico cultural, seja o modelo cívico político.
Então, a partir dessa estrutura, vem um cara declaradamente nazifascista, coloca-se acima das instituições e instala um terror racista, enquanto desmonta todas as políticas sociais criadas nos governos Lula e Dilma.
O que ocorreu nesta semana no Brasil, sob o comando de Bolsonaro que, no final das contas foi quem teve peso nessas ações, é parte de um cálculo eleitoral que sua campanha buscou para ver se consegue ao menos deixar de agravar a situação política dele que, como todos sabem, perdendo a eleição perde o poder de controle das instituições e vai direto para cadeia junto com seus filhos, com uma folha corrida de dar inveja aos piores bandidos do país.
Esse é o fato que tem consenso na sociedade brasileira e na mídia.
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