Categorias
Brasil Mundo

US$ 1 milhão contra o STF

O governo de Donald Trump destinou US$ 1 milhão para financiar uma campanha contra o STF, no Brasil. As revelações foram publicadas nesta quinta-feira pelo jornal britânico The Guardian, que aponta como recursos originalmente destinados pelos EUA para a agenda de direitos humanos no mundo foram redirecionados para pautas de interesse da extrema direita americana.

Segundo a reportagem, um subsídio de US$ 1 milhão, intitulado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que é descrito como excesso de atuação judicial e censura por parte da Suprema Corte do Brasil.

“O governo Trump impôs sanções ao ministro brasileiro Alexandre de Moraes no ano passado, após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente”, relembrou o artigo.

De acordo com o jornal, um assessor parlamentar democrata afirmou que uma senadora do Comitê de Relações Exteriores, Jeanne Shaheen, havia mantido o bloqueio de dez repasses, totalizando US$ 22 milhões, destinados a projetos no Brasil, na África do Sul e na Nigéria, bem como à promoção de uma ideologia de direita no Reino Unido e na Europa.

Nesta semana, Shaheen mandou uma carta ao governo Trump para denunciar a ingerência na eleição brasileira e cobrar da Casa Branca um reconhecimento do resultado das urnas no país.

Segundo o assessor consultado pelo jornal, o Secretário de Estado Marco Rubio havia assinado pessoalmente um memorando para ignorar os bloqueios da senadora e autorizar o empenho dos recursos.

O dinheiro vem do Fundo de Direitos Humanos e Democracia, criado para financiar a agenda conservadora de Trump pelo mundo e, segundo seus críticos, atacar qualquer tipo de oposição.

“O maior repasse, no valor de US$ 40 milhões, foi destinado a um consórcio liderado pela Victims of Communism Memorial Foundation (VOC) — uma organização sem fins lucrativos anticomunista que, no passado, havia recebido subsídios de valores muito inferiores”, indicou a reportagem.

Um documento de verificação de antecedentes do Departamento de Estado, consultado pelo jornal The Guardian, registra contratos anteriores entre a fundação e o órgão totalizando US$ 96.997 nos últimos cinco anos — todos no ano fiscal de 2022 — e aponta que a entidade passou por uma verificação em 2019 relacionada a ingressos para o evento de gala da fundação.

O documento também identifica Andrew Bremberg — ex-assessor de política interna da Casa Branca durante o governo Trump e ex-embaixador dos EUA junto ao escritório da ONU na Europa — como um “líder sênior” da fundação.

*Jamil Chade/ICL


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Por Celeste Silveira

Produtora cultural

Comente