Levantamento coloca país na 29ª posição entre 182 nações avaliadas pela Transparência Internacional
Os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, registraram a pior colocação desde 2012 no Índice de Percepção da Corrupção, segundo levantamento divulgado pela Transparência Internacional, organização não governamental sediada na Alemanha. O país passou a ocupar a 29ª posição entre 182 nações avaliadas. As informações são da CNN Brasil.
Na edição mais recente, os Estados Unidos aparecem empatados com as Bahamas e atrás de países como Uruguai, Lituânia e Barbados. O ranking segue sendo liderado pela Dinamarca, que permaneceu no topo pelo oitavo ano consecutivo, sendo considerada a nação com menor percepção de corrupção no setor público.
O Índice de Percepção da Corrupção é utilizado internacionalmente como referência para analisar a avaliação sobre integridade institucional em diferentes países. A metodologia padronizada permite comparações ao longo dos anos, o que torna a queda dos Estados Unidos relevante dentro da série histórica recente.
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O presidente Lula manifestou sua preocupação com o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após o escândalo envolvendo o banco Master. O caso se tornou um dos temas centrais da imprensa brasileira, e ele se reuniu com membros da Corte para discutir o momento político, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha.
Em um jantar privado realizado na Granja do Torto, em Brasília, na véspera da abertura do ano judiciário, o presidente recebeu quatro magistrados do STF: o decano Gilmar Mendes, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Durante o encontro, o petista comentou sobre o “cansaço” que o Brasil vive, em referência à pressão crescente sobre as autoridades, cujas ações são constantemente vigiadas pela opinião pública, especialmente nas redes sociais.
O presidente destacou que até atos legítimos podem ser distorcidos nas plataformas digitais, o que agrava o cenário. Nesse contexto, o presidente alertou para a necessidade de cautela e maior vigilância sobre as atitudes e decisões públicas.
“Quem tem responsabilidades políticas e públicas precisa estar mais alerta que o normal”, afirmou. De acordo com o DCM, o chefe do Executivo também enfatizou que, devido ao papel crucial do STF na preservação da democracia, os ministros devem estar mais protegidos contra ataques, com maior atenção aos riscos de exposição.
Edson Fachin junto ao presidente Lula, Hugo Motta, Paulo Gonet, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação O encontro também abordou questões envolvendo membros da Corte, embora Lula não tenha mencionado diretamente os detalhes mais polêmicos, como o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o banco Master, ou a condução do processo que envolve o banco, relatado por Dias Toffoli.
O presidente sugeriu que os ministros do STF se aproximassem de Toffoli para esclarecer eventuais dúvidas sobre a condução do caso, já que o magistrado tem sido alvo de críticas devido a vínculos pessoais e familiares com o banco.
No entanto, Lula deixou claro que não se opõe à proposta de um código de ética para o STF, mas criticou a forma como o presidente da Corte, Edson Fachin, tem conduzido o debate. Ele acredita que a discussão pública e midiática sobre o código tem alimentado um movimento de críticas, muitas vezes oportunistas, contra o STF.
Para o presidente, o momento não seria adequado para a instituição se envolver nesse tipo de debate. O presidente também fez uma avaliação positiva sobre a atuação do Banco Central no processo de liquidação do banco Master, elogiando a postura técnica e bem conduzida da autoridade monetária.
Ele sinalizou, no entanto, que as investigações relacionadas ao banco não sofrerão retrocessos, mesmo que possam envolver integrantes de seu próprio governo. A transparência nas investigações será mantida, segundo o presidente, independentemente das possíveis implicações.
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Terras do Paraná foi fundada no início de 2021 por um grupo de empresários que inclui o apresentador Ratinho, pai do governador Ratinho Junior
O empreendimento Tayayá Porto Rico Residence & Resort, em São Pedro do Paraná (PR), recebeu aval do IAT (Instituto Água e Terra), órgão do governo do Paraná responsável pelos licenciamentos ambientais, para ter parte de sua estrutura levantada dentro da APP (Área de Preservação Permanente) do Rio Paraná, o que esbarra no Código Florestal.
A licença prévia foi emitida pelo IAT em 2022, mas a companhia Terras do Paraná, dona do resort, recuou sobre a construção na APP após ação civil pública aberta pelo Ministério Público Federal, que apontou ilegalidade. O projeto inicial foi alterado, e o resort segue em construção.
A Terras do Paraná foi fundada no início de 2021 por um grupo de empresários que inclui o apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, o Ratinho, pai do governador Ratinho Junior (PSD), que assumiu o primeiro mandato em 2019. A Gralha Azul, empresa da família Massa, permaneceu sócia do resort até maio de 2024.
Procurados pela Folha, o IAT e o governo estadual disseram que a licença prévia foi emitida de acordo com critérios técnicos e levando em consideração as compensações ambientais propostas pelo resort como contrapartida. O IAT negou qualquer influência política no licenciamento ambiental em razão da participação da família do governador no empreendimento.
“A análise técnica feita dentro dos procedimentos de licenciamento ambiental envolve conferência objetiva do cumprimento dos requisitos documentais capazes de viabilizar o empreendimento e análise dos critérios objetivos estabelecidos nas leis federais e regulamentos estaduais. Isso não requer conferência de origem de quadro societário”, afirmaram, em nota.
A Folha também fez contato com a família Ferro, principal dona do resort, mas o empreendimento preferiu não se posicionar. A reportagem deixou recados com a secretária do apresentador e pessoas ligadas ao grupo empresarial Massa, mas não conseguiu contato com ele ou um representante.
O empreendimento é composto por três edifícios e casas, com capacidade total para 1.898 leitos. Ele está localizado na região da divisa entre Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo e é semelhante ao Tayayá Aqua Resort, de Ribeirão Claro (PR), que no mês passado ficou sob holofotes na esteira do caso Master.
Os resorts já tiveram participação societária de empresas de parentes do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). A ligação chama a atenção porque o caso Master está sob a relatoria de Toffoli.
O Tayayá de Ribeirão Claro já teve um fundo ligado ao banco entre os investidores do empreendimento, entre 2021 e 2025. Em nota, o Tayayá Porto Rico disse que não tem nem teve nenhum vínculo com fundos ligados ao banco Master.
Apesar da saída da empresa Gralha Azul, em 2024, do projeto do Tayayá Porto Rico, as famílias Ferro e Massa seguiram parceiras em outros negócios, como o Morro dos Anjos Hotel Resort, em Bandeirantes (PR). Em redes sociais, os irmãos Patrick Ferro e Rodrigo Ferro costumam publicar fotos e vídeos de encontros com o apresentador e também com o governador.
O IAT emitiu licença p ao Tayayá Porto Rico em março de 2022 e, na sequência, a licença de instalação. O MPF sustentou que seus alertas sobre a questão da APP haviam sido ignorados e, ainda naquele ano, entrou na Justiça Federal com uma ação civil pública para tentar derrubar o aval ao projeto.
“O desenvolvimento sustentável é norteado pelo equilíbrio entre o progresso econômico e a preservação ambiental, principalmente por considerar necessariamente saídas alternativas (como a existência de outros terrenos, que no caso existem) em eventual conflito de interesses, como, no caso em tela, a construção de um resort de luxo em Área de Preservação Permanente”, escreveu a procuradora da República Monique Cheker, em trecho da ação.
A APP abrange a distância de 500 metros das margens do rio Paraná, e, em uma parte dela, seriam feitas mais de 20 intervenções segundo o projeto original, como 52 chalés, estacionamento, tobogã, parque aquático indoor, bar principal, piscinas adulto e infantil, playground, praça de alimentação, espaço de eventos multiúso, quadra de tênis, marina e rampa náutica.
O empreendimento também está integralmente inserido na chamada Área de Proteção Ambiental Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, que é uma unidade de conservação instituída por lei federal em 1997.
Outro ponto criticado pelo MPF na atuação do IAT foi o fato de o órgão estadual não ter exigido EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento, mesmo o classificando como de “porte excepcional”, o maior entre cinco categorias estabelecidas pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente. O órgão exigiu a apresentação apenas de RAP/RAS (Relatório Ambiental Preliminar/Relatório Ambiental Simplificado).
Técnicos do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, também fizeram observações sobre a atuação do IAT no caso. Em documento, eles apontam ineditismo no “elevado interesse institucional do órgão licenciador, aspecto evidenciado por inúmeros escritórios regionais, além do IAT local, arrolados nas análises técnicas”.
Foi o próprio IAT e o governo do Paraná, não o resort, que recorreram à segunda instância da Justiça Federal para tentar reverter a decisão do juiz Adriano José Pinheiro, que, em dezembro de 2022, determinou a suspensão das licenças prévia e de instalação, acolhendo pedido de liminar do MPF.
A PGE (Procuradoria Geral do Estado) entrou no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) com um pedido de Suspensão de Liminar e de Sentença, um instrumento jurídico utilizado em casos excepcionais, e alegou que a decisão da primeira instância representava “grave lesão à ordem e à economia públicas locais”.
Questionados pela reportagem, o IAT e o governo do Paraná disseram que “cabe ao IAT/PGE a defesa da legalidade das ações do Poder Executivo perante o Poder Judiciário”.
O TRF-4 concordou com o governo estadual e derrubou a liminar, mas, meses depois, para que o imbróglio não fosse estendido, o resort e o MPF firmaram um acordo, modificando o projeto inicial para que a obra não mais avançasse para a APP. O acordo foi homologado em setembro de 2023, e a ação civil pública acabou extinta.
O caso gerou, porém, outros desentendimentos. Com as mudanças no projeto feitas no acordo, parte dos clientes não gostou das alterações e reivindicou a devolução do investimento por via judicial.
*ICL
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Moeda recuou após alerta de governo chinês sobre títulos dos EUA
Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para o menor nível em 21 meses e fechou abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve forte alta e bateu recorde, superando os 186 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032 (-0,62%). A cotação caiu durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A partir daí, investidores aproveitaram para comprar moeda barata, mas a moeda não deixou de operar em baixa.
A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,47% em 2026.
O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O indicador foi puxado por ações de bancos, de petroleiras e de mineradoras, setores com maior peso no índice.
A última vez em que o Ibovespa tinha batido recorde foi no último dia 3. A bolsa brasileira sobe 15,69% em 2026.
Recomendação da China O dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento no mercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para a queda.
Os números do mercado de trabalho americano, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado. Isso aumentou as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) volte a reduzir os juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene.
O principal fator, no entanto, que pesou no mercado foi a recomendação do governo da China de que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O país asiático é o maior detentor de papéis estadunidenses e pretende diversificar as reservas internacionais.
Essa combinação de fatores fez o dólar cair e a bolsa subir. A moeda estadunidense também cedeu diante de divisas de outros países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a persistir e pode continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nos próximos meses.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (9), durante agenda em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, que muitos homens deixam de realizar exames de prevenção ao câncer de próstata por constrangimento com o procedimento médico.
A declaração foi feita durante visita a uma Carreta da Saúde do programa “Agora Tem Especialistas”, iniciativa voltada à ampliação do acesso a exames e atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No discurso, Lula comparou a resistência masculina ao exame de próstata com a rotina de cuidados preventivos das mulheres. Segundo ele, há homens com mais de 60 anos que nunca realizaram o exame por vergonha do toque retal realizado por profissionais de saúde:
“Tem homem com 60 anos que nunca fez exame: ‘eu não posso, eu sou homem, eu não quero que o médico mexa nas minhas partes’. Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada”.
FALA! Lula sobre homens que tem tabu com o exame de próstata:
“Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma ded4da.” pic.twitter.com/XzxNaQlf7P
O presidente citou a primeira-dama Janja da Silva, afirmando que ela deve visitar uma unidade móvel de saúde para realizar mamografia. Lula disse que pretende que Janja divulgue a importância do exame, da mesma forma que ele próprio fala publicamente sobre a prevenção do câncer de próstata.
Ainda durante a agenda em Mauá, Lula anunciou investimento de R$ 45,8 milhões no Instituto Federal do município e realizou a entrega de ambulâncias para cidades da região do ABC Paulista.
Participaram da cerimônia prefeitos de municípios do ABC, com exceção do chefe do Executivo de São Caetano do Sul, Tite Campanella. Em sua fala, Lula cumprimentou os gestores presentes e mencionou que Mauá é a única cidade da região governada por um prefeito do Partido dos Trabalhadores, enquanto os demais municípios são administrados por partidos de oposição. DCM.
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Segundo levantamento, Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla e forte desempenho regional, sobretudo no Nordeste
Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pelo instituto Real Time Big Data aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga três cenários da disputa para a Presidência da República.
No primeiro, Lula soma 39% contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL). O governador Ratinho Jr. (PSD) aparece em terceiro, com 10%, enquanto os demais ficam abaixo de 5%.
No segundo cenário, em que Eduardo Leite (PSD) substitui Ratinho Jr, o governador gaúcho aparece com 5%. Há um empate técnico entre Leite, Romeu Zema com 4% e Aldo Rebelo com 3%.
Leia também: Lula é o político com melhor imagem positiva do país, diz pesquisa
Com a entrada de Ronaldo Caiado (PSD), Lula oscila para 40% e Flávio Bolsonaro para 32%. Caiado registra 6%, ficando em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que tem 4%.
Segundo a pesquisa, Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla e forte desempenho regional, sobretudo no Nordeste.
O presidente também tem “clara vantagem entre mulheres, eleitores mais velhos e trabalhadores de menor renda, além de liderança inequívoca nos temas econômicos e sociais mais sensíveis para a população brasileira”. Com Vermelho.
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É difícil a esquerda ouvir tranquilamente uma crítica sobre a falta de um projeto nacional de cultura, como se financiamento bastasse.
No Brasil, muitas vezes, o que se debate é produção cultural e, consequentemente, o financiamento público para tal.
A indústria cultural de massa, no auge de sua política hegemônica, tinha a estratégia de domínio em suas mãos, quase total da produção, da difusão e da distribuição. Essas duas últimas não são sequer citadas nos debates oficiais de cultura. É como se não existissem.
Normalmente, a cultura institucionalizada muito mais por uma visão tecnocrática, não contempla nada sobre o lúdico ou sobre a realidade do universo cultural do Brasil, proprianente dito. Como se organizam as comunidades em torno da representação cultural e muito menos quais desdobramentos em termos de identidade e soberania como formulação de um tratado nacional que contemple a realidade brasileira.
A sensação que se tem é a de uma repaginância neoliberal que acontece desde a implementação da Lei Rouanet, criada no governo Collor e estimulada, de forma ainda mais enviesada e neoliberal, no governo FHC em que se propunha a cultura como um grande negócio, expressão utilizada por Fernando Henrique em seu governo.
Quando Lula, na campanha de 2002, declara, no filme Entreatos, que tinha um encantamento por um colega de trabalho que extraia som do próprio corpo na batida do samba, ele enxergou a alma da cultura brasileira.
Sempre que leio ou ouço falar sobre política pública de cultura, lembro-me dessa fala de Lula sobre a síntese da cultura do Brasil. Ali, Lula não estipulava um olhar sobrenatural para uma visão estética ou o benefício financeiro que a cultura pode dar ao país, o assunto ali era gente, sentimento de representação coletiva que ele deixava claro que não havia como substituir por outra coisa. O que seu amigo fazia era fruto da identidade brasileira máxima com o povo e, por isso, mantinha-se forte a ponto de se traduzir essa alma em sons extraídos do próprio corpo.
Isso nada tem a ver com dados estatísticos do ponto de vista econômico, como se vê muita gente reproduzir, de forma até contraditória, Lula teve a felicidade arguta de ir direto àquilo que corre nas artérias desse país e que o capitalismo, com a hegemomia da cultura de massa, tentou inutilmente destruir.
Hoje, essa mesma indústria de massa foi convetida, junto às big techs, em ações regidas pelos algoritmos, que funciona na base do monopólio do dinheiro grosso,
É um assunto espinhoso, mais contemporâneo, impossível. Então fica a pergunta, por que os podcasts de esquerda nunca colocam esse debate na mesa?
Lula, na visita que fez a Gil e Caetano, retoma a importância de um debate estratégico da cultura brasileira na política, porque um dos maiores crimes hoje, no mundo, são praticados pelas bilionárias big techs e que viu sua censura férrea ser arrombada por um movimento político de grandes ícones da cultura brasileira, liderado por Gil e Caetano, que reuniu milhões de brasileiros por todo país numa mobilização histórica que fulminou a PEC da Bandidagem nas ruas de forma absolutamente espetacular.
Aquela hipertrofia dos algoritmos, parte do jogo financeiro, não teve qualquer chance diante de uma multidão que, em nome de uma ordem social, rebelou-se contra a guerra da chamada extrema direita no Congresso contra as leis e a própria democracia.
O Brasil precisa se reescrever a partir de sua cultura, e Lula sabe disso e, possivelmente, a sua visita a Gil e Caetano seja uma beve introdução de uma política pública moldada pelos movimentos da própria sociedade em busca de um objetico real e concreto daquilo que chamamos do fazer cultura a partir do interior de cada brasileiro.
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Fotos mostram arquivos sobre o Brasil e viagens do financista com pelo menos uma menina ao país
effrey Epstein guardava um dossiê sobre o Brasil e novos documentos sugerem que pode existir um volume ainda desconhecido de fotos e informações sobre suas atividades no país.
Há uma semana, o Departamento de Justiça publicou 3 milhões de páginas de documentos, assim como 2 mil vídeos e 180 mil imagens. Trata-se do material que, durante duas décadas, foi usado como base para as investigações contra o financista.
Numa das fotos, arquivos de propriedade do americano aparecem sobre uma estante em sua residência em Little St James, a ilha onde ele organizava operações criminosas com meninas menores de idades.
E, neles, pelo menos um conta com um adesivo no qual se pode ler a palavra “Brazil”.
O mesmo fichário ainda traz nomes de outros destinos, como St. Barts — uma ilha no Caribe — ou Chateau Villete, conhecido como “Pequeno Versalhes” ao norte de Paris.
Fotos arquivo Epstein
As fotos também sugerem que Epstein viajou com pelo menos uma das menores ao Brasil. Num dos documentos, os arquivos trazem uma espécie de fotonovela, feito à mão e contando a história de uma viagem que Epstein teria feito com uma menina, por volta de 2007.
No roteiro da viagem, uma vez mais aparece o Brasil como destino.
A garota, que tem sua identidade preservada, é quem conta a história. Fala, inicialmente, de uma “pequena menina sem noção” e que, ao encontrar Epstein, vai vivendo diferentes etapas de uma relação.
Numa das passagens, o rosto do financista é colado na página, numa referência ao Natal. Ao lado, uma frase: “eu serei o primeiro”. “Eu aprendi e cresci”, escreveu ela em outro trecho.
Nas páginas seguintes da pequena novela, ela mostra como “cuidou” de Epstein, colocando cremes em seu rosto.
“Nós viajamos”, diz outro trecho. Nesta página, onde se misturam elementos infantis como um biscoito e leite, ela cita Dubai, Praga, St. Barths e Brasil.
Fotos em arquivos de Epstein citam Brasil
Operação Brasil Em recente reportagem, a BBC Brasil revelou que existiriam cerca de 4 mil menções ao país em documentos.
Os arquivos ainda apontam que ele teria uma conexão no Brasil com uma “agente”, que conseguia garotas menores de idade quando ele estava no país.
Segundo a reportagem, os documentos apontam que ao menos quatro garotas brasileiras, inclusive adolescentes, teriam sido levadas para ele em uma festa, em uma de suas casas, nos Estados Unidos.
“A BBC News Brasil mostrou, em dezembro, que uma das vítimas de Epstein disse que ao menos 50 brasileiras estiveram em sua mansão”, indicou o site.
“Há ainda conversas em emails sobre uma ideia de criar um concurso de beleza para atrair garotas jovens no Brasil e o interesse em adquirir uma revista de moda para atrair modelos”, completou.
*Leandro Demore e Jamil Chade/ICL
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Criminoso também pagava às famílias por fotos e vídeos das vítimas
O piloto preso no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em entrevista coletiva nesta manhã.
“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo.
Na operação desta segunda, chamada de Apertem os Cintos, também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu” três netas para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao criminoso. Essa mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da menina.
“Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.
Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.
Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.
Prisão no aeroporto Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no Aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”.
O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de seu primeiro casamento. A atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.
A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as outras vítimas.
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Para quem ainda não sabe, Bolsonaro já deu aval para Nikolas ser candidato a governador de Minas Gerais, porque, segundo reza a crença, vence a eleição nacional quem vence em Minas.
Seja como for, fora desse princípio apressado beirando o místicicismo eleitoral, em que uma espécie de crendice faz o estado de Minas ter a patente decisória do certame, Bolsonaro acha que a candidatura ao governo mineiro de Nikolas Ferreira, é um negócio maravilhoso.
Resultado, o negócio é fazer barulho para angariar engajamento. Dane-se se Nikolas não tem um projeto aprovado, mesmo levando uma grana dos cofres públicos como parlamentar inútil e vazio, não tendo, como nunca teve qualquer compromisso com o cargo e nem com o povo, além de seus milionários patrocinadores da Faria Lima, incluindo aqueles que não podem ser citados por motivos óbvios.
Nikolas tem farta experiência no quesito manipulação, sobretudo na questão religiosa. A coisa vem de berço. Desde pequeno, foi transformado numa espécie de Malafaia mirim, não para agradar os baixinhos como ele, mas para arrebatar peixes graúdos do ponto de vista do dízimo.
Ou seja, um toma lá, dá cá, uma pregação de resultados, nada de filosofias, humanismo ou coisa que o valha. é uma espécie de olho por olho, dente por dente, uma espécie de evangelistão neopentecostal. É troço de grosso calibre.
Nikolas não tem o menor pudor em votar sempre contra os pobres em favor dos ricos.
Esse monumento de hipocrisia, inversamente proporcional ao seu tamanho, consegue vitórias momentâneas e, como tal, tem o cérebro voltado para encabeçar, como um general, uma tropa fria com soluções estudadas e editadas para abastecer o ódio importado do bolsonarismo,
Daí sua hostilidade oficial contra o governo Lula, o STF e contra o petróleo brasileiro, melhor dizendo, o Estdo brasileiro.
Por isso sua desastrosa ação como deputado federal estabelece limites de muito claros, e é nessa combinação esquemática, onde se mistura política e religião da forma mais podre, é que Nikolas joga pedra na cruz e propõe um levante contra as forças do mal, numa suposta guerra espiritual, segundo seu próprio discurso. O mal, as trevas estão do lado dos católicos na figura dos padres para atacar e representar o figurino que está pintando.
Esse é o cálculo. É nessa mistificação e é com esse tipo de vigaristinha que toda vovó reacionária sonha casar sua netinha.
Nikolas tem sido citado de forma recorrente em vários capítulos desse país, digo, os mais cabeludos, como Banco Master, Igreja Lagoinha e seus respectivos donos, como André Valadão e Daniel Vorcaro. Soma-se a isso a fake news do Pix, protagonizada por Nikolas Ferreira que beneficiou enorme e inequivocadamente o PCC. Sem falar no primo traficante e no tio, pai do traficante, beneficiado com o orçamento secreto, via Nikolas Ferreira.
Está aí alguém que quer ser ainda pior que o Bolsonaro.
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