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Celebridades perdem casas e fogem enquanto incêndios em Los Angeles se espalham

Jamie Lee Curtis, Mandy Moore, Maria Shriver e outras celebridades estão entre as mais de 100 mil pessoas obrigadas a evacuar suas casas

Reuters – Uma casa que supostamente pertencia aos atores de Hollywood Leighton Meester e Adam Brody, além de outra propriedade do ator Billy Crystal, está entre os mais de 1.000 edifícios destruídos pelos incêndios florestais que assolam Los Angeles, incluindo um fogo que começou na quarta-feira nas colinas de Hollywood.

Jamie Lee Curtis, Mandy Moore, Maria Shriver e outras celebridades estão entre as mais de 100.000 pessoas obrigadas a evacuar suas casas para escapar dos incêndios fora de controle que atingem algumas das áreas mais desejadas de Los Angeles.

O maior incêndio devastou quase 12.000 acres (4.856 hectares) em Pacific Palisades, um bairro pitoresco entre as cidades praianas de Santa Monica e Malibu, lar de muitas estrelas do cinema, televisão e música.

Brody, mais conhecido por seus papéis na série “The O.C.” e no filme “Nobody Wants This”, e Meester, protagonista de “Gossip Girl”, compraram sua casa em Pacific Palisades em 2019 por US$ 6,5 milhões, segundo sites de entretenimento e mercado imobiliário. Crystal e sua esposa, Janice, disseram em comunicado que moravam na casa de Pacific Palisades desde 1979.

“Estamos desolados, é claro, mas com o amor dos nossos filhos e amigos, vamos superar isso”, disseram.

Shriver, jornalista e ex-primeira-dama da Califórnia durante seu casamento com o ex-governador Arnold Schwarzenegger, descreveu a destruição no enclave de luxo como devastadora.

“Está tudo acabado. Nosso bairro, nossos restaurantes”, escreveu ela na rede social X na quarta-feira. “Os bombeiros fizeram e continuam fazendo o melhor possível, mas este incêndio é massivo e está fora de controle.”

No dia seguinte à evacuação de sua casa em Pacific Palisades, o ator James Woods afirmou que “todas as casas ao nosso redor estavam em chamas”.

“Estávamos literalmente no epicentro do incêndio quando ele começou”, disse Woods, conhecido por seus papéis em “Ghosts of Mississippi” e “Any Given Sunday”, à CNN na quarta-feira. “Havia tanto caos. Era como um inferno.”

Incêndios nas colinas de Hollywood – Na noite de quarta-feira, um incêndio irrompeu nas colinas de Hollywood e rapidamente dobrou de tamanho, forçando mais evacuações em uma área sinônimo da indústria do entretenimento.

Embora relativamente pequeno em comparação aos outros, o incêndio em Sunset atingiu a região acima da Hollywood Boulevard e da Calçada da Fama. Ele precisaria atravessar a rodovia 101 para ameaçar o letreiro de Hollywood e o Observatório Griffith mais acima nas colinas.

Dentro dessa área está o Dolby Theater, onde ocorre a cerimônia do Oscar. O anúncio das indicações ao Oscar, programado para a próxima semana, foi adiado em dois dias devido ao incêndio, segundo os organizadores.

A entrega do Critics Choice Awards deste fim de semana também foi adiada em duas semanas, disseram os organizadores.

Com um preço médio de US$ 4,5 milhões por casa, Pacific Palisades abriga celebridades e o Getty Villa, um dos museus mais populares de Los Angeles.

A vencedora do Oscar Jamie Lee Curtis disse que “minha comunidade e possivelmente minha casa estão em chamas”.

“É uma situação aterrorizante”, escreveu Curtis no Instagram. “Rezem se acreditarem nisso, e mesmo que não acreditem, rezem por aqueles que acreditam.”

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Lula afirma ter escapado de tentativa de atentado planejada por “bando de aloprados”

Presidente falou durante a cerimônia para lembrar os ataques bolsonaristas de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes.

(Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em cerimônia para lembrar os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, que escapou de um atentado planejado por um “bando de aloprados” que achavam que seria fácil tomar o poder.

Lula se referia às investigações da Polícia Federal sobre uma tentativa de golpe de Estado, que teria sido elaborada por militares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que incluiria um plano de assassinar Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, além do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Escapei… de um atentado de um bando de irresponsáveis, um bando de aloprados que achavam que não precisavam deixar a Presidência depois do resultado eleitoral e que seria fácil tomar o poder. Se tivesse dado certo a tentativa de golpe deles, o que aconteceria neste país?”, questionou Lula, durante o evento realizado no Palácio do Planalto.

O presidente defendeu a punição dos envolvidos na tentativa de golpe, que, segundo a PF, foi orquestrada por aliados de Bolsonaro após a derrota do então presidente para Lula nas eleições de outubro de 2022.

A solenidade ocorreu em meio à expectativa de uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e dezenas

de militares, inclusive de alta patente, pela suposta tentativa de golpe.

“Sempre seremos implacáveis contra quaisquer tentativas de golpe. Os responsáveis pelo 8 de janeiro estão sendo investigados e punidos. Ninguém foi ou será preso injustamente. Todos pagarão pelos crimes que cometeram, inclusive os que planejaram o assassinato do presidente, vice-presidente da República e do (então) presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, disse.

Em sua fala, com momentos iniciais de improviso, Lula brincou com Alexandre de Moraes, dizendo que o ministro do STF agora é conhecido pelo país como “Xandão”, e que não era acostumado a ver apelidos para magistrados da Suprema Corte.

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Política

Na porta da cadeia, Bolsonaro, que sempre atacou a lei da saidinha, pede seu passaporte a Moraes pra ir na posse de Trump

A língua dos linguarudos sempre foi chicote da própria bunda,
Ver Bolsonaro pedindo penico para Moraes devolver seu passaporte para ir à posse de Trump, não tem preço.

Ele, que está a um passo da Papuda quer o que, fazer self com Trump e postar nas redes? Que coisa tocante.

Agora muda a fisionomia na hora de sua “saidinha” porque roncava grosso e alto cuspindo ódio quando falava de saidinha de presos no final do ano.

Quando de frente pro espelho, apela para o humanismo que sempre achou absurdo. O criminoso agora é solidário a outros tantos condenados que ele dizia que deveriam jogar a chave da cadeia deles no rio.

Mesmo sabendo que é inútil seu pedido, Bolsonaro meteu um “vai que cola”

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A Força imponderável da obra de arte

Às vésperas de ver sua prisão decretada ,por comandar a tentativa de golpe há dois anos, Bolsonaro, que cuspiu no busto de Rubens Paiva, anos atrás, leva uma escarrada na cara do filme Ainda Estou Aqui com a premiação de Fernanda Torres, que interpretou Maria Eunice esposa de Rubens Paiva.

A grande arte tem desses misteriosos caprichos.

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Política

Diretor denuncia situação de arquivo com dados da ditadura e é exonerado por Castro

Diretor denuncia a existência de 26 funcionários fantasmas dentro do Aperj.

Salas com piso totalmente quebrado, buracos no chão, rachaduras em pilares e fiação elétrica exposta e sem renovação. Esses são apenas alguns dos principais problemas do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, o Aperj, que foram expostos pelo agora ex-diretor Victor Travancas. Após a coluna revelar o fechamento do Aperj devido às péssimas condições do local, o governador Cláudio Castro decidiu exonerar Travancas sem nem comunicá-lo antes.

“O governador não falou comigo. Soube pela imprensa”, afirma o ex-diretor. Ele assumiu o cargo há cerca de 10 dias e denuncia que identificou 26 funcionários fantasmas nomeados na instituição, mas não conseguiu exonerá-los. “A própria reunião de equipe, de funcionários que trabalham, eles identificaram que 26, ou 70% do efetivo, não vinham trabalhar. O secretário Nicola foi comunicado e disse que não podia exonerar porque fazia parte de um acordo com deputados”, denuncia Travancas, que diz ter encaminhado a situação para ser investigada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). O ex-diretor disse que também fará medidas judiciais para garantir que o acervo seja preservado ou transferido nos próximos dias.

A coluna revelou ontem que o governo do Rio tinha anunciado o fechamento do Aperj, uma instituição que possui mais de 90 anos de história e guarda toda a documentação do Dops (Delegacia de Ordem Política e Social) desde os anos 1930, incluindo os registros do estado novo e depois da ditadura militar. Não há previsão para o retorno das atividades.

No comunicado que informou o fechamento da instituição, Travancas afirmou que o prédio do Aperj está em condições críticas e apresenta “risco iminente de desabamento e incêndio”. O diretor disse que consultou uma série de instituições para avaliar a situação do prédio antes da instituição e abriu o local para visitação da imprensa nesta quarta-feira (8) para mostrar como em diversas salas o piso está rompendo e a fiação elétrica está exposta inclusive na sala em que o acervo do arquivo está guardado.

Ao longo da visita em que ele conduzia esta colunista pelo prédio, o governo do estado do Rio enviou três viaturas de polícia ao local e um delegado da corregedoria da Polícia Civil.

O Aperj possui um acervo de cerca de 4 mil metros lineares de documentos de relevância para os estudos sobre a história do estado e da sociedade fluminenses a partir da segunda metade do século XVIII, constituindo um inestimável patrimônio histórico do país tais como o arquivo da Presidência da Província do Rio de Janeiro, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e a documentação das Polícias Políticas no Estado do Rio de Janeiro, nominada no Programa Memória do Mundo da Unesco.

Uma parte significativa da documentação do Aperj foi digitalizada, mas está guardada exclusivamente em HDs que estão dentro do prédio e não está disponível para consulta online. Além disso, o material não foi digitalizado para viabilizar a consulta pública, mas funcionários trabalham dando acesso à documentação na medida do possível.

A instituição guarda, por exemplo, os prontuários de presos políticos no Rio de Janeiro e todos os livros de registros de ocorrências existentes daquele período. Esse material serviu de instrução para diferentes processos cíveis, criminais e investigações de crimes do período.

A coluna procurou o MP do Rio e foi informada de que a situação seria verificada. O governo do Rio de Janeiro informou, por nota, que a interdição do espaço foi uma decisão unilateral do diretor e que o prédio teria condições de funcionamento. A coluna mostrou as imagens do local com todos os problemas identificados e aguarda retorno.

O deputado federal Reimont (PT-RJ), com o apoio de várias instituições e cerca de 100 assinaturas, lançou nesta quarta-feira um manifesto contra o fechamento do Aperj. O abaixo-assinado exige do governador Claudio Castro informações quanto às providências para a recuperação física do prédio, incluindo cronograma de obras, e, principalmente, um plano de ação que possa garantir a preservação de toda a documentação.

Entre os que assinam o manifesto estão a ABI – Associação Brasileira de Imprensa, os Coletivos Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça, Militantes em Cena e Memória Verdade, Justiça e Reparação e o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, além de familiares de perseguidos políticos, como Felipe Lott, bisneto do célebre Marechal Henrique Lott, Rosa Maria Freire D’Aguiar, viúva de Celso Furtado, e José Elmano de Alencar, filho do governador de Pernambuco Miguel Arraes, e de desaparecidos políticos.

*Juliana Dal Piva/ICL

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Política

O dia em que Bolsonaro cuspiu na estátua de Rubens Paiva

Neto de Rubens Paiva relembra o dia em que Jair Bolsonaro, aos gritos de “vagabundo… mereceu!”, deu uma cusparada na estátua de seu avô.

Este texto foi escrito em 2018 pelo neto de Rubens Paiva

Chico Paiva Avelino, via Facebook

Em 2014, a Câmara dos Deputados fez uma tocante homenagem ao meu avô, Rubens Paiva: inauguraram um busto com a sua imagem em função de sua incessante luta pela democracia – causa pela qual ele literalmente deu a vida. Minha família foi em peso. Emocionadas, minha mãe e minha tia fizeram discursos lindos e orgulhosos sobre a memória do pai. No meio de um deles, fomos interrompidos por um pequeno grupo que veio se manifestar. Era Jair Bolsonaro, junto com alguns amigos (talvez fossem os filhos, na época eu não sabia quem eram), que se deu ao trabalho do sair de seu gabinete e vir em nossa direção, gritando que “Rubens Paiva teve o que mereceu, comunista desgraçado, vagabundo!”. Ao passar por nós, deu uma cusparada no busto. Uma cusparada. Em uma homenagem a um colega deputado brutalmente assassinado.

Gostaria muito de poder conversar com o meu avô nesse momento político pelo qual passamos. Teria muito a acrescentar: foi eleito Deputado Federal por São Paulo em 1962, e cassado pelo AI-1 em 10 de abril de 1964. Como democrata exemplar que era, sempre lutou contra o autoritarismo e nunca encostou numa arma. Infelizmente essa oportunidade me foi arrancada quando, em janeiro de 1971, ele foi levado de casa junto com minha avó e minha tia, que na época tinha 15 anos, para os porões do DOI-Codi do Rio de Janeiro, na Tijuca. Lá, foi torturado até morrer pelo aparelho de repressão montado pelo regime militar, cuja filial paulista era comandada por ninguém mais nem menos do que o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Na época, não havia ficado claro o motivo dos militares levarem também a minha avó e minha tia. Hoje, conhecendo os métodos praticados por Ustra, sabemos que era para trazê-las à sala de tortura e pressionar o meu avô. Elas, em celas ao lado, separadas, ouviram seus gritos antes que ele fosse morto.

O atestado de óbito só foi entregue à família 25 anos após o assassinato, em 1995. O corpo jamais foi entregue. Na Comissão Nacional da Verdade, outros militares envolvidos no crime disseram que o corpo foi enterrado e desenterrado duas vezes. Sobre o assunto, Bolsonaro debochou: pendurou na entrada do seu gabinete em Brasília uma placa que dizia “quem procura osso é cachorro”.

Hoje em dia, Ustra é mais famoso não pelas atrocidades que cometeu, como torturar mães na frente de suas crianças, colocar ratos e baratas vivas dentro da vagina das mulheres, estupros, pau de arara, choques, entre outras; mas por ser o grande ídolo, chamado de herói, pelo nosso provável novo presidente, Jair Bolsonaro – que diz que seu livro de cabeceira é a história do coronel.

Em seu voto a favor do impeachment, Bolsonaro prestou homenagem ao torturador da ex-presidente. No púlpito do Congresso Nacional, com o país inteiro assistindo, ele decidiu lembrar de um ser asqueroso que era o contrário de tudo que a democracia representa, e que havia covardemente torturado a mulher que ele ali teve o sadismo de torturar psicologicamente mais uma vez.

Desde que me dou por gente, essa cicatriz já havia sido fechada na família. Não era um assunto tabu. E sempre fui ensinado que essa não era uma luta pessoal, que não devíamos denunciar e brigar contra essas práticas como vingança familiar, mas para evitar que isso ocorresse com outros. Não era uma briga nossa, mas de todo o país.

Minha mãe foi a muitos eventos e deu muitas entrevistas naquele ano por ocasião dos 50 anos do golpe de 1964. Em todas elas fazia questão de lembrar do caso Amarildo, pedreiro desaparecido e assassinado pela PM do Rio de Janeiro em 2013 – como aquela prática seguia mesmo na nossa frágil democracia, e como a dor da família de Amarildo era a mesma pela qual a nossa havia passado.

Estamos às vésperas de uma eleição na qual Bolsonaro não só reafirmou sua admiração por Brilhante Ustra, mas a todo aparato do regime militar. Meu avô lutou contra discursos como esse e por isso foi covardemente preso, torturado e assassinado. Deu a vida pela democracia.

Hoje, fica evidente que aquela cusparada não era algo meramente simbólico, mas um prenúncio daquilo que ele pretende fazer como Presidente, e que vem incansavelmente repetindo durante a campanha: prender e exilar seus adversários políticos, eliminar militâncias e desaparecer com as minorias.

Ainda dá tempo de evitar isso, e o poder está em nossas mãos, com nosso voto. Eu nunca imaginei que, em 2018, essas informações não bastassem para que as pessoas pudessem ter repulsa a um político que defende isso. Espero que ajude alguém a refletir, a tornar mais palpável quem é Jair Bolsonaro.

Em 1964, foi Rubens Paiva e milhares de outros.

Em 2018, pode ser eu, você, as pessoas que amamos.

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Assista AO VIVO ato do governo que celebra a democracia e rememora o 8/1

Dois anos após ataques golpistas de 8 de Janeiro, obras destruídas são devolvidas restauradas ao Planalto

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Política

Musk e Zuckerberg, os ‘bastiões da liberdade’ da extrema direita

Big Techs querem seu filão na nova era Trump, pactuam com extremistas e ameaçam a soberania de países.

Nesta terça-feira (7), o criador e dono da Meta (empresa que controla Facebook, Instagram e Threads) Mark Zuckerberg, publicou um vídeo dizendo que sempre foi um defensor da liberdade de expressão e que, depois da eleição de Trump, decidiu “se livrar” dos checadores de informação das suas redes e substituí-los por notas da comunidade, como faz o X de Elon Musk.

Ele alega que a mídia é tendenciosa e censura cada vez mais conteúdos e que a eleição de Trump mostra um indicativo de que as pessoas querem mais liberdade de expressão.

Zuckerberg também declarou que vai mexer nas políticas de filtragem sobre temas como imigração e gênero e que vai mudar a empresa da Califórnia para o Texas, um lugar onde teria menos “gente tendenciosa” em seus times.

Por fim, disse que quer trabalhar com Trump para pressionar outros países pelo “fim da censura” e mencionou que a América Latina teria “cortes secretas” que podem derrubar plataformas.

O vídeo de pouco mais de 5 minutos parece ter saído do livro de receitas da ultra direita — cita cada tema, cada palavra símbolo que são repetidas nos encontros internacionais e nos discursos inflamados dos extremistas: gênero, migração, liberdade de expressão, censura, mídia tendenciosa.

A mudança para o Texas seria mais um afago aos bolsos republicanos, seguindo o exemplo de Elon Musk que também tirou suas empresas do Vale do Silício na Califórnia, berço das big techs, para o Texas, um estado historicamente conservador.

Parece que, vendo como o apoio ao Trump içou Elon Musk ao status de autoridade, alguém que fala com presidentes, influencia politicamente e colhe privilégios dessa parceria, Zuckerberg também quer seu filão.

Não que a conexão entre as big techs e a extrema direita seja exatamente uma novidade — basta lembrarmos do escândalo Facebook–Cambridge Analytica, que recolheu informações pessoais de até 87 milhões de usuários, dados que foram utilizados por políticos ultraconservadores para influenciar a opinião de eleitores em vários países. Mas era um pouco mais velada.

O que Musk e Zuckerberg estão fazendo é ainda mais grave — além de declarar apoio à extrema direita, facilitar e endossar narrativas de ódio para milhões de pessoas de todo o mundo em suas plataformas, eles têm ameaçado a soberania dos países quando falam em pressionar e “derrubar a censura” de governos progressistas.

Zuckerberg ainda fala em “cortes secretas” da América Latina, se referindo claramente às medidas tomadas pelo STF com relação ao X.

A extrema direita, por sua vez, está nadando de braçada. Nos últimos congressos ultraconservadores que me infiltrei, muito se celebrou esse casamento Musk — Trump. “Finalmente alguém vai lutar por nossa liberdade de expressão, contra a cultura do cancelamento e contra a ditadura da imprensa” diria um parlamentar durante o último encontro da nata ultraconservadora do mundo em Madrid.

Para dar um exemplo nacional dessa parceria, neste mesmo congresso em Madrid, o senador do Novo Eduardo Girão fez uma fala longa sobre como figuras de direita estão sendo perseguidas, censuradas e presas no que ele chamou de uma “juristocracia” brasileira. Falou em arbitrariedades com relação ao X, violações de direitos humanos e sinalizou que o país vive sob um governo autoritário, com uma imprensa tendenciosa.

No fim do ano passado, Girão e mais 4 parlamentares do Novo, representados pela organização ultraconservadora ADF International, solicitaram perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos que “condene a censura brasileira e defenda a liberdade de expressão”.

O site da ADF diz: “À luz da atual crise de censura estatal no Brasil, cinco legisladores brasileiros, incluindo o senador Eduardo Girão e os membros da Câmara dos Deputados Marcel Van Hattem, Adriana Ventura, Gilson Marques e Ricardo Salles, estão contestando as violações de seus direitos de liberdade de expressão perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, representada pela ADF International. A Comissão tem jurisdição sobre o Brasil como um Estado Parte da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A Convenção Americana protege fortemente a liberdade de expressão, incluindo proibições de restrição prévia (censura de expressão antes que ela ocorra) e proteções especiais para discurso político (…) Os legisladores alegam violações de seus direitos sob a Convenção, incluindo sua liberdade de expressão e a proteção igualitária da lei, como resultado da crescente censura estatal, que remonta a 2019, e que recentemente atingiu o auge com a proibição do X (anteriormente conhecido como “Twitter”). Em sua contestação legal agora apresentada à Comissão, os legisladores observam que a censura patrocinada pelo estado, incluindo a proibição de X por 39 dias, é ‘desproporcional e de base legal duvidosa’ e ‘afetou os direitos convencionais das Vítimas de forma direta, particular e séria”.

O vídeo de Mark Zuckerberg, que segue os passos de Elon Musk, é um afago aos bolsos republicanos, um abraço apertado na extrema direita internacional e uma ameaça clara à soberania de países e suas legislações sobre as big techs.

*Andrea Dip/ICL

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Hossam Abu Safieh: o médico palestino que abalou os alicerces da “entidade israelense”

Com resiliência e vontade inabalável, Abu Safieh desafiou o Estado sionista, permanecendo fiel à sua profissão ao recusar abandonar seus pacientes no Hospital Kamal Adwan, em Gaza.

O Dr. Hossam Abu Safieh transmitiu uma mensagem poderosa ao mundo: que as nações, por mais fortes ou bem armados que sejam seus exércitos, podem ser derrotadas e abaladas pela vontade e determinação de um povo comprometido com sua luta nacional por justiça, dignidade e democracia.

O soldado israelense, no fundo, reconhece implicitamente não apenas quem tem direito e quem não o tem, mas também quem é verdadeiramente forte e quem é fraco. Será o soldado armado até os dentes com as mais avançadas tecnologias bélicas ou o médico armado com sua fé, a justiça de sua causa e seu juramento de servir à humanidade por meio de sua nobre profissão?

O Dr. Abu Safieh desafiou, com sua resiliência e vontade inabalável, a força de uma entidade equipada com diversos tipos de armas, mísseis, tanques e aviões. Ele permaneceu fiel à sua nobre profissão ao recusar abandonar o Hospital Kamal Adwan ou deixar seus pacientes, mesmo sob ameaças incessantes das forças de ocupação. Eles chegaram a assassinar seu filho, Ibrahim. “Eles mataram meu filho porque estamos transmitindo uma mensagem humanitária. Enterrei meu filho no muro do hospital”, declarou.

Dr. Hossam Abu Safieh saiu orgulhoso de seu refúgio no Hospital Kamal Adwan, erguendo-se alto e desafiando a tirania de um regime criminoso. Vestindo seu jaleco branco, caminhou com a dignidade de um combatente revolucionário, avançando corajosamente para um destino incerto.

O Dr. Abu Safieh desafiou, com sua resiliência e vontade inabalável, a força de uma entidade equipada com diversos tipos de armas, mísseis, tanques e aviões. Ele permaneceu fiel à sua nobre profissão ao recusar abandonar o Hospital Kamal Adwan ou deixar seus pacientes, mesmo sob ameaças incessantes das forças de ocupação. Eles chegaram a assassinar seu filho, Ibrahim. “Eles mataram meu filho porque estamos transmitindo uma mensagem humanitária. Enterrei meu filho no muro do hospital”, declarou.

Dr. Hossam Abu Safieh saiu orgulhoso de seu refúgio no Hospital Kamal Adwan, erguendo-se alto e desafiando a tirania de um regime criminoso. Vestindo seu jaleco branco, caminhou com a dignidade de um combatente revolucionário, avançando corajosamente para um destino incerto.

O Dr. Abu Safieh desafiou, com sua resiliência e vontade inabalável, a força de uma entidade equipada com diversos tipos de armas, mísseis, tanques e aviões. Ele permaneceu fiel à sua nobre profissão ao recusar abandonar o Hospital Kamal Adwan ou deixar seus pacientes, mesmo sob ameaças incessantes das forças de ocupação. Eles chegaram a assassinar seu filho, Ibrahim. “Eles mataram meu filho porque estamos transmitindo uma mensagem humanitária. Enterrei meu filho no muro do hospital”, declarou.

Dr. Hossam Abu Safieh saiu orgulhoso de seu refúgio no Hospital Kamal Adwan, erguendo-se alto e desafiando a tirania de um regime criminoso. Vestindo seu jaleco branco, caminhou com a dignidade de um combatente revolucionário, avançando corajosamente para um destino incerto.

O Dr. Abu Safieh desafiou, com sua resiliência e vontade inabalável, a força de uma entidade equipada com diversos tipos de armas, mísseis, tanques e aviões. Ele permaneceu fiel à sua nobre profissão ao recusar abandonar o Hospital Kamal Adwan ou deixar seus pacientes, mesmo sob ameaças incessantes das forças de ocupação. Eles chegaram a assassinar seu filho, Ibrahim. “Eles mataram meu filho porque estamos transmitindo uma mensagem humanitária. Enterrei meu filho no muro do hospital”, declarou.

Dr. Hossam Abu Safieh saiu orgulhoso de seu refúgio no Hospital Kamal Adwan, erguendo-se alto e desafiando a tirania de um regime criminoso. Vestindo seu jaleco branco, caminhou com a dignidade de um combatente revolucionário, avançando corajosamente para um destino incerto.

A ocupação permanece sendo um agressor criminoso, por mais que tente mascarar sua imagem. Representa o exército de uma entidade imoral que continua roubando terras, perpetuando assassinatos, fome, deslocamentos forçados, prisões arbitrárias e torturas. Apesar das tentativas da comunidade internacional de absolver o ocupante de suas ações nazistas e fascistas, e de evitar a prisão de seus líderes acusados em tribunais internacionais por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, seus atos falam por si.

As forças de ocupação dispararam a “última bala” contra o Hospital Kamal Adwan, destruindo completamente o sistema de saúde no norte da Faixa de Gaza. A entidade ocupante não demonstra nenhuma preocupação com a opinião pública internacional ou local, tampouco com organizações internacionais, de direitos humanos, de saúde ou qualquer outra. Tudo isso ocorre em meio a um silêncio árabe e internacional suspeito, com clara cumplicidade e parceria dos Estados Unidos, além de algumas capitais europeias que continuam exportando armas letais para o exército de ocupação israelense.

*Diálogos do Sul

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Lula demite Paulo Pimenta da Secom, que será comandada por Sidônio Palmeira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo pela demissão de Paulo Pimentam(foto) do cargo de secretário de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. O último dia de Pimenta no cargo será na quarta-feira, quando o governo realizará um ato em memória dos ataques golpistas de 8 de janeiro. A transição foi confirmada em uma reunião no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira (7).

A partir de quinta-feira, dia 9, Pimenta entrará de férias e, após o retorno, discutirá com Lula seu futuro na administração. Sidônio Palmeira, publicitário e marqueteiro com experiência em campanhas vitoriosas, assumirá a Secom na próxima semana, com posse prevista para terça-feira (14). Durante a transição, Pimenta tem se reunido diariamente com Palmeira para discutir as responsabilidades da pasta.

“Estamos fazendo uma transição com Sidônio, para que a partir da semana que vem ele possa assumir a tarefa de ser novo ministro da Secom. Estamos conversando entre equipes no sentido de que possa fazer da melhor maneira possível. Nosso compromisso maior é com o projeto do presidente Lula, e ninguém mais do que eu quer que ele tenha êxito e sucesso no trabalho que ele vai desenvolver aqui”, afirmou Pimenta em entrevista ao Globo.

Pimenta pode assumir a liderança do governo na Câmara

O futuro de Pimenta no governo ainda não foi definido, mas existem possibilidades de que ele assuma a liderança do governo na Câmara, cargo atualmente ocupado por José Guimarães (PT-CE), ou a Secretaria-Geral da Presidência, que é comandada por Márcio Macêdo. Questionado sobre sua nova função, Pimenta declarou: “Minha relação com o presidente é de lealdade, confiança e amizade, e eu solicitei ao presidente que pudesse manter uma programação que já tinha definido com minha família, de tirar alguns dias de férias e, só a partir do meu retorno, o presidente vai definir qual será minha nova tarefa.”

A troca na Secom reflete a estratégia de Lula de revitalizar a comunicação do governo na segunda metade de seu mandato. O presidente busca retomar um contato diário com o marqueteiro, semelhante ao que tinha com João Santana e Duda Mendonça em gestões anteriores. Sidônio Palmeira, que já trabalhou nas campanhas de Jaques Wagner e Rui Costa na Bahia, se destacou como um estrategista de marketing próximo a Lula durante a campanha de 2022.