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Lula demite Paulo Pimenta da Secom, que será comandada por Sidônio Palmeira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo pela demissão de Paulo Pimentam(foto) do cargo de secretário de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. O último dia de Pimenta no cargo será na quarta-feira, quando o governo realizará um ato em memória dos ataques golpistas de 8 de janeiro. A transição foi confirmada em uma reunião no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira (7).

A partir de quinta-feira, dia 9, Pimenta entrará de férias e, após o retorno, discutirá com Lula seu futuro na administração. Sidônio Palmeira, publicitário e marqueteiro com experiência em campanhas vitoriosas, assumirá a Secom na próxima semana, com posse prevista para terça-feira (14). Durante a transição, Pimenta tem se reunido diariamente com Palmeira para discutir as responsabilidades da pasta.

“Estamos fazendo uma transição com Sidônio, para que a partir da semana que vem ele possa assumir a tarefa de ser novo ministro da Secom. Estamos conversando entre equipes no sentido de que possa fazer da melhor maneira possível. Nosso compromisso maior é com o projeto do presidente Lula, e ninguém mais do que eu quer que ele tenha êxito e sucesso no trabalho que ele vai desenvolver aqui”, afirmou Pimenta em entrevista ao Globo.

Pimenta pode assumir a liderança do governo na Câmara

O futuro de Pimenta no governo ainda não foi definido, mas existem possibilidades de que ele assuma a liderança do governo na Câmara, cargo atualmente ocupado por José Guimarães (PT-CE), ou a Secretaria-Geral da Presidência, que é comandada por Márcio Macêdo. Questionado sobre sua nova função, Pimenta declarou: “Minha relação com o presidente é de lealdade, confiança e amizade, e eu solicitei ao presidente que pudesse manter uma programação que já tinha definido com minha família, de tirar alguns dias de férias e, só a partir do meu retorno, o presidente vai definir qual será minha nova tarefa.”

A troca na Secom reflete a estratégia de Lula de revitalizar a comunicação do governo na segunda metade de seu mandato. O presidente busca retomar um contato diário com o marqueteiro, semelhante ao que tinha com João Santana e Duda Mendonça em gestões anteriores. Sidônio Palmeira, que já trabalhou nas campanhas de Jaques Wagner e Rui Costa na Bahia, se destacou como um estrategista de marketing próximo a Lula durante a campanha de 2022.

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Pelo que disse Moraes, em vez de 72 horas, bolsoloides terão que esperar 20 anos pra Bolsonaro dar o sonhado golpe

Sim, a pesquisa Quaest revelou que a terra plana deu uma empenada.
Não é tão plana assim e ainda está troncha.

Quaest: “dois anos depois, 86% desaprovam a invasão de 8 de janeiro.”
Isso não é pouca coisa e mostra que Bolsonaro, hoje é apenas uma assombração de si mesmo.

Uma potencia política às avessas.

Até porque o projeto esculpido por sua baba de ódio de tomar o poder a força, fez tanta água que afogou o próprio.

20 anos de cadeia, no mínimo é o que espera Bolsonaro de celas abertas para enjaular o animal.

Não há truque que tire o canalha dessa lenha.

Hoje, só 7% aprovam a tentativa de golpe comandada por Bolsonaro.
Outros 7% não sabem ou não responderam.

Não demora um mês de cadeia pa,ra essa gente toda que vivia com um rosário de capim pendurado no pescoço, dizer que nem sabe quem é Bolsonaro.

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Jamil Chade: ‘Nos arquivos da ditadura, fica evidente que a tortura era institucionalizada’

Criação da Comissão da Verdade foi fundamental para recuperação da memória do período.

o analista internacional Jamil Chade comenta como a criação da Comissão da Verdade pela ex-presidenta Dilma Roussef — na qual ele era investigador — ajudou na recuperação da memória da ditadura militar no Brasil.

“Naqueles documentos ficava muito evidente que o próprio Itamaraty também funcionou para apagar o que acontecia no Brasil naqueles anos. Ou seja, não era uma atitude de um general, de um torturador que passou a mão né, que exagerou etc. Não, era uma operação de Estado, de fato, construída deliberadamente para silenciar qualquer tipo de críticos”.

*ICL

 

 

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Anúncio de Zuckerberg é ataque ao STF e à soberania brasileira, aponta secretário da Secom

Declaração do CEO da Meta “soa como antecipação de ações que serão tomadas pelo governo Trump”, alerta João Brant.

Poucas horas após a gigante das redes sociais Meta anunciar, nesta terça-feira (7), mudanças em suas práticas de moderação de conteúdo, incluindo o fim do programa de checagem de fatos (fact-checking), o secretário de Políticas Digitais da Secom [Secretaria de Comunicação] da Presidência da República, João Brant, afirmou que o posicionamento da cúpula da empresa é uma “declaração fortíssima que se refere ao STF como ‘corte secreta’”.

A postagem foi feita após o dono da Meta, Mark Zuckerberg afirmar que “países da América Latina têm tribunais secretos que podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa”, disse o dono da Meta, Mark Zuckerberg, em uma referência indireta às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que visam conter a desinformação e disseminação de fake news nas redes sociais, de acordo com o jornal O Globo.

“É uma declaração fortíssima, que se refere ao STF como ‘corte secreta’, ataca os checadores de fatos (dizendo que eles ‘mais destruíram do que construíram confiança’) e questiona o viés da própria equipe de ‘trust and safety’ da Meta – para fugir da lei da Califórnia”, afirmou João Brant em publicação no X.

Em vez de usar organizações de notícias e outros grupos independentes, a Meta, dona do Facebook, Instagram e Threads, confiará nos usuários para adicionar notas ou correções a postagens que possam conter informações falsas ou enganosas. É um sistema conhecido como “Notas da Comunidade”, já usado pelo X, rede social de Elon Musk. Desde que assumiu o X, Musk, um grande aliado de Trump, tem posicionado cada vez mais a rede social como a plataforma por trás da nova presidência americana. Zuckerberg tende a seguir a mesma linha.

Na postagem, Brant ainda afirma que “Facebook e Instagram vão se tornar plataformas que vão dar total peso à liberdade de expressão individual e deixar de proteger outros direitos individuais e coletivos”, e que a “Meta vai atuar politicamente no âmbito internacional de forma articulada com o Governo Trump para combater políticas da Europa, do Brasil e de outros países que buscam equilibrar direitos no ambiente online”. “A declaração é explícita, sinaliza que a empresa não aceita a soberania dos países sobre o funcionamento do ambiente digital e soa como antecipação de ações que serão tomadas pelo governo Trump”, alerta.

Ao finalizar o texto, o secretário de políticas digitais declara que a Meta vai “asfixiar financeiramente as empresas de checagem de fatos”, e que o anúncio da plataforma reforça a importância das ações em curso na Europa, no Brasil e na Austrália, envolvendo os três poderes.

O CEO da Meta afirmou que o sistema atual de checagem de fatos da empresa “chegou a um ponto em que há muitos erros e censura demais.” Por isso, disse, “é hora de voltar às nossas raízes sobre a liberdade de expressão”. Assim como Musk, Zuckerberg reproduziu a narrativa de que os EUA estão mais avançados no que diz respeito à livre manifestação de pensamento e disse que “as eleições recentes (nos EUA) parecem um ponto de virada cultural em direção a uma nova priorização da liberdade de expressão”.

Muitos aliados de Trump desaprovam a prática da Meta de adicionar avisos ou alertas a postagens questionáveis ou falsas. O futuro presidente americano costumava criticar Zuckerberg, alegando que o recurso de checagem de fatos tratava postagens de usuários conservadores de maneira injusta. Desde que Trump venceu um segundo mandato em novembro, a Meta tem agido rapidamente para tentar reparar os laços tensos entre ele e sua empresa com os conservadores.

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Política

Gabinete especial, monitora ameaças, na Esplanad,a para o 8/1

Central concentra informações de inteligência até dia 12; período pode ser ampliado

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) está monitorando possíveis ameaças ou atentados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta semana em que se completam dois anos desde os ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

O governo do DF criou uma célula presencial de inteligência em Brasília com monitoramento 24h. A medida tem como objetivo aumentar a vigilância e a coordenação entre as forças de segurança, para evitar situações críticas na capital da República.

A estrutura começou a funcionar na última semana de 2024, com foco em ações preventivas, que incluem o monitoramento de redes sociais e a identificação de movimentações suspeitas que possam indicar atividades de caráter terrorista.

No último final de semana do ano passado, dois homens foram presos suspeitos de planejar ataques à capital federal.

Alvo recente de uma tentativa de atentado a bomba, em novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou o número de agentes de segurança para a virada do ano e mantém equipes de sobreaviso, na Praça dos Três Poderes.

A criação da célula presencial de inteligência envolve a colaboração de diversos órgãos, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e as polícias do Senado Federal, do STF, da Câmara dos Deputados, Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). Inicialmente, a estrutura ficará ativa até o dia 12 deste mês, mas há intenção de torná-la permanente.

“A ideia inicial seria até o dia 12. Um período longo como esse é inédito e praticamente todos participaram, GDF, Legislativo, Judiciário, órgãos federais e Forças Armadas. Mas deu tão certo e houve tanto engajamento que estamos nas tratativas para tentar manter de forma permanente”, explica à CNN o secretário-executivo de Segurança do DF, Alexandre Patury.

O secretário detalha que a célula realiza varreduras em redes sociais e jornais, além de checar denúncias anônimas, tornando a investigação mais célere e funcional, com todas as forças atuando ao mesmo tempo e trocando informações.

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Política

Moraes deve aplicar pena média de 20 anos a Bolsonaro, Braga Netto e outros envolvidos em trama golpista

Advogados antecipam condenações severas no STF e expressam preocupação com a falta de segunda instância.

De acordo com Malu Gaspar, do Globo, advogados dos indiciados na investigação da trama golpista aguardam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), prevista para fevereiro. Eles preveem que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), imponha penas médias de 20 anos de prisão aos principais investigados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Walter Braga Netto, que já está preso.

“Com base nos crimes imputados e nos julgamentos anteriores do STF, a pena média deverá ser de 20 anos”, afirmou um dos advogados consultados pelo blog. Essa estimativa se baseia na condenação de Aécio Lúcio Costa Pereira em setembro de 2023, que recebeu 17 anos por danos qualificados, deterioração de patrimônio público, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa.

Os defensores destacam que, se os indiciados tiveram maior protagonismo na trama do que os manifestantes, as penas devem ser ainda mais rigorosas. “Se os indiciados tiveram mais protagonismo na trama golpista que os manifestantes, a pena tem que ser mais elevada”, acrescentou outro advogado.

Jair Bolsonaro enfrenta acusações de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, com pena total que pode chegar a 28 anos. Braga Netto é acusado de ser um dos líderes da organização que visava manter Bolsonaro no poder através de divisão de tarefas e ataques virtuais a opositores e instituições.

A Primeira Turma do STF, composta por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin, tem respaldado unanimemente as decisões de Moraes em casos envolvendo bolsonaristas e atos golpistas ao longo de 2024.

Uma das principais preocupações das defesas é que os casos serão julgados diretamente no STF, sem a possibilidade de segunda instância. “Não temos um segundo grau de apelação, com magistrados diferentes”, lamenta um dos advogados, reforçando a expectativa de penas elevadas para os principais indiciados.

 

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Política

O inacreditável editorial pró-sionismo de O Globo

O inacreditável editorial pró sionista de O Globo, escancara que não existe aqui no Brasil separação de direita e extrema direita.
Isso é puro romantismo, balela.

A direita inteira nesse país, sobretudo a mídia industrial, apoia as práticas terroristas de Israel que é desde sempre colonialista e de extrema direita.

Pior é ter que ler no jornal de maior circulação no país, que o Hamas usa civis como escudos humanos. Um puído clichê usado pelo estado terrorista de Israel para, friamente, tentar justificar a carnificina sionista em Gaza onde crianças e mulheres são as maiores vítimas que já passam de 45 mil. Ou seja, 6% da população.

Israel assassina crianças dentro e fora do campo de refugiados em Gaza porque é o alvo preferencial dos assassinos sionistas

Outro detalhe que O Globo fez questão de esquecer é que a advogada Maira Pinheiro, vem recebendo ameaças de morte junto com sua filha de 7 anos.

Que esse exemplo explicito do Globo sirva de referência na hora de alguém dizer equivocadamente, que existem dois tipos de direita no Brasil.

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Economia

Bancos repetem pessimismo sobre economia em 2025; previsões erraram em 2023 e 2024

Instituições financeiras estimam inflação e juros em alta, e crescimento do PIB em baixa.

Após errarem em 2023 e 2024, os bancos insistem em previsões pessimistas para a economia nacional, desta vez para 2025. Estimativas de economistas ligados a instituições financeiras coletadas pelo Banco Central (BC) apontam que o novo ano deve ser de crescimento menor e inflação maior, juros em alta e dólar a R$ 6.

Nos dois anos anteriores, os bancos previram taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que acabaram sendo superadas, com folga, pela realidade da economia nacional. Mesmo assim, voltaram a apontar um crescimento tímido para 2025, menor do que o verificado em 2023 e 2024. Reforçam, assim, o que já é tradicional no mercado.

“O mercado é mais pessimista do que a própria realidade”, resumiu Miguel de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “Ele esperava o fim do mundo em 2023. Depois, em 2024. Aí se viu que os indicadores são bons”, disse.

Para 2025, os bancos estimam que a economia cresça 2,02% – em 2023, ela cresceu 3,2% e, nos últimos 12 meses, 4%. Também estimam uma inflação de 4,99% ao final do ano, ou seja, acima da meta de até 4,5% estabelecida para o índice; e ainda uma taxa básica de juros de 15% ao ano em dezembro – hoje, ela está em 12,25%.

Todas as previsões estão registradas no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo BC justamente para dar uma ideia do ânimo do mercado sobre o país.

Para Oliveira, as previsões registradas na primeira edição do Focus de 2025 são exageradas. “Vai ser um ano desafiador, naturalmente, por conta do dólar alto e juros altos, mas eu particularmente não acho que a gente vai ter um ano tão difícil assim”.

Projeções para 2025:

Inflação (IPCA) – 4,99%
Crescimento do PIB – 2,02%
Dólar – R$ 6,00
Selic – 15% ao ano

Fonte: Boletim Focus (3 de janeiro de 2025)

Erros sucessivos

O economista Pedro Faria, economista e doutor em história pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, diz que bancos e outras instituições do mercado financeiro precisam fazer previsões sobre a economia para tomar decisões. Segundo ele, no entanto, os bancos têm adotado modelos matemáticos defasados para a elaboração de estimativas.

“Os modelos têm premissas erradas. Trata o governo como um inibidor do investimento privado, quando a gente vê que a realidade é outra”, disse Faria. “O gasto do governo cresce, gera demanda, o empresário investe porque ele está vendendo”.

Mauricio Weiss, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ratifica esse erro. “O mercado sempre subdimensiona o impacto da ampliação dos gastos na economia. Por isso, previu um crescimento muito mais baixo do que ocorreu em 2022, 2023 e 2024. Por outro lado, o mercado subdimensiona o impacto na redução dos custos trabalhistas, e previu muito para cima o PIB em 2017, 2018 e 2019”.

Projeções x realidade em 2024:

Inflação (IPCA)
. Projetado – 3,90%
. Apurado – 4,87% (12 meses acumulados até novembro)

Crescimento do PIB
. Projetado – 1,59%
. Apurado – 4% (12 meses acumulados até setembro)

Dólar
. Projetado – R$ 5
. Apurado – R$ 6,18

Selic
. Projetado – 9% ao ano
. Apurado – 11,25% ao ano

Fontes: Boletim Focus (5 de janeiro de 2024) e indicadores

Projeções x realidade em 2023:

Inflação (IPCA)
. Projetado – 5,36%
. Apurado – 4,62%

Crescimento do PIB
. Projetado – 0,78%
. Apurado – 3,2%

Dólar
. Projetado – R$ 5,28
. Apurado – R$ 4,85

Selic
. Projetado – 12,25% ao ano
. Apurado – 11,75% ao ano

Fontes: Boletim Focus (6 de janeiro de 2023) e indicadores

Influência na realidade

Weiss ressalta que, apesar de quase sempre equivocadas, as previsões dos bancos têm forte impacto sobre a realidade da economia nacional. Ele lembrou que nas discussões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa básica de juros, a Selic, as previsões registradas no Focus são balizadoras.

“E o BC as leva em consideração na condução da política econômica”, afirma. “Elas importam porque os detentores do dinheiro acreditam nelas. Então, por pior que sejam, impactam na vida concreta do país”.

“As instituições financeiras são quem definem o custo de endividamento das empresas, para onde vai a poupança, muita coisa real”, acrescenta Faria. “Mesmo que estejam erradas, as previsões são importantes e vão continuar sendo”.

Revisões sistemáticas

Oliveira, da Anefac, afirmou que as previsões dos bancos são revisadas frequentemente. Ele mesmo acredita que, por serem muito pessimistas sobre a economia em 2025, eles terão de ser corrigidas durante o ano.

Weiss, no entanto, diz que, por conta principalmente dos juros, a economia nacional tende a ter resultados piores em 2025 do que em anos anteriores. “Neste ano eu também estou mais pessimista por conta da elevação na taxa de juros”, reconheceu. “Talvez os bancos acertem suas previsões, mas pelo motivo errado”.

Andrew Storfer, diretor do Núcleo de Economia da Anefac, diz que o quadro para 2025 não é bom, e critica o governo. “As perspectivas são de um ano difícil principalmente porque o governo não está fazendo sua parte. Isso implica que a política monetária tem que ser mais restritiva, com juros mais altos, para conter a inflação”.

Ele ressaltou que apesar do pessimismo em 2024, os bancos estimavam uma inflação menor e um dólar mais baixo que o atual. “Segundo os bancos, a inflação ia ficar em torno de 3,8% e ficou em torno de 4,9%. O câmbio que era previsto R$ 4,9 terminou em quase R$ 6,2. Então, acho até que o mercado foi otimista no começo de 2024”.

*BdF

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Pesquisa

86% dos brasileiros condenam atos golpistas de 8/1, aponta Quaest

Número é oito pontos percentuais menor que os 94% apontados pela Quaest há dois anos.

Pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (6), aponta que 86% dos brasileiros condenam os atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023. O número é oito pontos percentuais menor que os 94% apontados pela Quaest há dois anos.

Segundo o levantamento, a desaprovação aos atos aparece próxima dos 86% em todas as regiões do país, faixas de renda, escolaridade e idade. “A rejeição aos atos do 8/1 mostra a resistência da democracia brasileira e a responsabilidade da elite política brasileira. Diante de tanta polarização, é de se celebrar que o país não tenha caído na armadilha da politização da violência institucional”, explicou o cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes.

O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 9 de dezembro, com 2.012 entrevistas presenciais em todo o país.

A pesquisa mediu, ainda, a percepção sobre a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na organização dos atos. 50% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro teve algum tipo de influência, enquanto 39% defendem que não. Em 2023, eram 51%.

De acordo com a Quaest, 48% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro participou do plano de tentativa de golpe, enquanto 34% defendem que não.

Avaliação de que Bolsonaro influenciou os atos cresce entre bolsonaristas e cai entre lulistas
O levantamento apontou, ainda, um aumento, entre os bolsonaristas (de 13 para 37%), da percepção sobre a influência de Bolsonaro no 8 de janeiro. O número caiu entre os lulistas (de 76% para 60%).

“Ao longo do tempo, os eleitores moderados de Lula, que enxergam algum exagero nas acusações que Bolsonaro vem sofrendo, tendem a relativizar suas posições. Ao mesmo tempo, os eleitores moderados de Bolsonaro, que enxergaram como graves as acusações contra o ex-presidente, tendem a ficar mais severos na avaliação sobre seus atos, para não se sentirem cúmplices de algo que acreditam ser errado”, explicou Felipe Nunes, da Quaest, em entrevista ao Estadão.

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Economia

Próxima crise financeira pode vir dos mercados privados, afirma Financial Times

A análise é assinada pelo colunista John Plender

Os mercados privados – que incluem fundos, capital de risco, emissão de dívida, infraestrutura, commodities e imóveis – têm crescido de forma fenomenal. Pode ser daí, no entanto, que surgirá a próxima crise financeira, segundo artigo do Financial Times. A análise é assinada pelo colunista John Plender.

Ele cita dados da consultora McKinsey que apontam que os ativos sob gestão dos mercados privados atingiram US$ 13,1 trilhões em meados de 2023 e têm crescido cerca de 20% ao ano desde 2018.

Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) argumentou que o crescimento rápido do crédito privado, juntamente com a crescente concorrência dos bancos em grandes negócios e a pressão para empregar capital, pode levar a uma deterioração do preço e de outras qualidades, incluindo “padrões de subscrição mais baixos e convenants enfraquecidos, aumentando o risco de perdas de crédito no futuro”, escreve Plender. “Não é difícil adivinhar de onde surgirá a próxima crise financeira”, ele aposta.

O colunista avalia que, por muitos anos, os mercados privados levantaram mais em ações do que os mercados públicos. Ele cita ainda a percepção de que estes investimentos “dependem substancialmente” da capacidade de aproveitar a transparência de informações e preços nos mercados públicos. “E como os mercados públicos continuam a encolher, o mesmo acontece com o valor desse subsídio”, afirma.

*Infomoney