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Opinião

Sofrendo com abstinência de verba da Secom, escumalha da Oeste diz que golpe do 8 de janeiro é ficção

O golpe do dia 8 de janeiro de 2023, é ficção, assim definiu a revista Oeste, que tem como sócios os piores canalhas que, durante a estadia na Jovem Pan, mamaram gulosamente nas tetas da Secom, Secretaria de Comunicação de Bolsonaro, para sabotar a vacina e apoiar Bolsonaro no genocídio de 700 mil brasileiros, que tinha como mote, a contaminação estimulada da covid, para alcançar a tal imunidade de rebanho.

A estratégia dessa gente sempre foi a de ganhar dinheiro apoiando, juntos, o verme e o vírus. Por isso, em sua estratégia, montaram uma implacável e cerrada marcação contra tudo e todos que defendessem a vacinação em massa.

Não é de se espantar que, diante da larica de uma revista pífia e com arrecadação ridícula, os saudosos papa-tudo da Secom, garantem que é mentira que Bolsonaro quis dar golpe no dia 8 de janeiro, o que simplesmente mostra que, para essa gente, é tudo ou nada, melhor dizendo, é Bolsonaro ou nada, porque não tem capacidade de construir uma identidade que cative alguém que não seja idiota e que acredita em mentiras, porque acha que esse armamento é fundamental para que Bolsonaro siga sendo o Messias deles.

Na verdade, essa revista, que é da antiga Jovem Pan, segue sendo propagandista da república da terra plana e, com esse crachá oficial dessa coisa triste que é a revista Oeste, que gente séria não leva a sério esse troço estrambótico.

Para que serve uma matéria como essa? As pessoas devem perguntar, a resposta é simples, porque Bolsonaro, que armou o golpe, não está se aguentando de medo da prisão, que ele sabe que será sua moradia, assim que for julgado.

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Política

Vídeo: Constantino mostra como Bolsonaro comprou os cínicos, capturou os sem escrúpulos e deu medalha de ouro ao mau-caráter

Ainda ontem eu lia um texto de algum bolsonarista que rodou nas redes entre seus pares dizendo que, antes, eles eram ignorantes políticos porque assistiam à Globo. E agora descobriram a verdade sobre política com Alexandre Garcia.

O texto vai mais longe, assume que os bolsonaristas são na totalidade o lixo do que sobrou do tucanato, a xepa de Aécio, que foi para as ruas para derrubar Dilma e que, depois descobriu que Aécio era petista.

Não para aí, o sujeito diz que, através de Olavo de Carvalho, descobriu que Eneias não era um maluco fascista, como eles imaginavam, mas uma sumidade e por aí vai.

O que isso quer dizer? Que Bolsonaro não inventou o cínico, o mau-caráter, o desavergonhado, o sem escrúpulos ou o embusteiro, sobretudo o religioso que fala de Cristo com metralhadora e fuzil AR-5 nas mãos, essa gente já estava por aí há muito tempo vagando na erraticidade.

Ou seja, Bolsonaro não inventou os bolsonaristas, e sim, estes é que o inventaram.

Essa gente já tinha dado as caras apoiando a ditadura, sendo contra as Diretas Já, votando em Collor, Fernando Henrique, Aécio e apoiando Temer depois do golpe em Dilma, além de tratar Moro como herói nacional por ter prendido Lula, mas hoje o chamam de traidor.

Quando Bolsonaro cair, essa gente vai passar dessa fase para outra muita pior, vai descobrir no mesmo saco de lixo alguém mais podre que Bolsonaro. Mas, vejam só, ninguém pode tirar o mérito de Bolsonaro não ter o menor escrúpulo em comprar opiniões de quem as vende na banca de negócios da mídia.

Alexandre Garcia, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Constantino, são somente alguns nomes agraciados com uma super verba da Secom através dos veículos que essa gente usa e, com isso, algumas cenas de tão burlescas como esse vídeo que Constantino protagoniza, antes e depois de receber o seu cachê via Secom do mesmo Bolsonaro, mostra que falta de escrúpulos é para os fracos.

Constantino dá uma aula definitiva de dezenas de milhões de anos luz à frente o que é ser um vigarista de verdade.

Para quem tiver estômago e uma boa dose de humor, segue o bate entope que está rodando nas redes sociais.

https://twitter.com/i/status/1494123786064568321

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Sem plano B e atormentado com o seu chocante derretimento, Bolsonaro vai para o tudo ou nada

Bolsonaro não consegue esconder a angústia, mais que isso, não consegue disfarçar a agonia de quem convive com a própria descrença na possibilidade concreta e cada vez mais concreta de não se reeleger.

A primeira coisa que essa consumação provoca em Bolsonaro e que impacta negativamente a sua imagem e, consequentemente, afeta sua reeleição, é a imagem agoniada de quem está profundamente abalado com a possibilidade de perder a eleição e isso lhe custar a liberdade, assim como a dos filhos.

Movido por esse medo, Bolsonaro não economizará atitudes absurdas, irresponsáveis e até ilegais para tentar reverter esse quadro tão negativo. Mas parece que, quanto mais os dias correm e alguns fatos vão sendo revelados, mais aumenta o desespero de Bolsonaro.

Praticamente 80% dos brasileiros se posicionam frontalmente contrários à orientação de Bolsonaro para que crianças de 5 a 11 anos não tomem a vacina contra a covid. Pior, praticamente 60% da população acham que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda na vacinação das crianças, como também acha que ele é o responsável pela morte de mais de 620 mil brasileiros.

Trata-se de uma situação que não tem paralelo no Brasil ou no mundo, fora o duro cotidiano dos brasileiros sentindo no bolso os aumentos escandalosos dos combustíveis, do gás de cozinha e, consequentemente da alimentação, sem falar que o crédito para um povo pra lá de endividado, tem taxas em torno de 1000% ao ano, sem que a economia dê qualquer sinal de vida.

Bolsonaro está se tornando uma unanimidade negativa, cada vez mais dependente de jornalistas, blogueiros e até de emissoras como a Jovem Pan que tem faturado muito com sua fragilidade política, através da Secom (Secretaria de Comunicação).

O que evidencia que Bolsonaro não tem plano B, ou seja, não tem nada para reagir ao desmonte de sua imagem, é a tentativa de requentar pela milionésima vez a farsa da facada, mesmo não tendo qualquer retorno positivo todas as vezes que utiliza desse trunfo às avessas para sair de uma crise ou de uma situação embaraçosa, só piora.

A única coisa que Bolsonaro consegue é produzir memes e mais desgaste.

Já o núcleo do centrão quer um posicionamento mais radical de Bolsonaro para tentar reverter esse estado de crepúsculo que vive sua campanha, aconselhando-o a arreganhar os cofres da União para produzir uma revolução na base não de um saco de bondades, mas de um transatlântico, já que até agora, o benefício de sua campanha com o Auxílio Brasil não deu as caras.

Enquanto isso, ele vê Lula avançando sobre seu eleitorado, principalmente os evangélicos. Mas claro, o jogo sujo, que é miseravelmente sua principal prática, certamente será mais sujo do que foi em 2018.

O conhecido gabinete do ódio já deve estar preparando, a partir da cabeça de Carluxo, Flávio e Eduardo, sujeiras para serem espalhadas nas redes, o que não terá a mesma eficácia de 2018 pela desmoralização do governo, do presidente e dos seus filhos.

Uma coisa que não veremos até o dia 30 de outubro é Bolsonaro calmo.

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Política

Ministro do TCU reconhece irregularidades em licitação para promover governo Bolsonaro no exterior

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar abriu um procedimento para apurar indícios de irregularidades no edital de licitação para a escolha de uma assessoria de imprensa que promoveria o governo Jair Bolsonaro no exterior em ano eleitoral ao custo de R$ 60 milhões. O caso foi revelado pela equipe do blog em novembro e se tornou alvo de uma representação do subprocurador-geral do tribunal, Lucas Furtado, informa Malu Gaspar, de O Globo.

O objetivo principal da assessoria de imprensa a ser contratada no ano da eleição é apresentar uma imagem positiva da gestão Bolsonaro no exterior. É o que informa o edital divulgado pelo Ministério das Comunicações. O briefing diz que a missão da empresa escolhida será “apresentar ao mundo” o modelo de gestão de Bolsonaro, destacando “o zelo pela democracia e pela institucionalidade”.

Em despacho do final de novembro disponibilizado na noite de terça-feira no sistema do TCU, Alencar determinou que o tribunal ouvisse a Secretaria de Comunicação do governo federal responsáveis pela licitação e solicitasse informações para esclarecer uma série de problemas encontrados nas regras da concorrência pelo Ministério Público de Contas, em petição do procurador Júlio Marcelo de Oliveira.

O prazo para a realização de oitivas já terminou, mas o prazo para Secom fornecer as informações pedidas ainda está aberto. Em sua decisão, o ministro afirma que a Secom não é obrigada a entregar os documentos, mas a verificação deve prosseguir mesmo que o governo não se pronuncie.

O procurador Lucas Furtado tinha pedido também a suspensão do edital, mas, como as propostas ainda não foram entregues, o ministro entendeu que não havia materialidade que consistisse em um risco grave ao erário.

O primeiro problema reconhecido pelo ministro Alencar é a falta de justificativa para o preço estimado para os serviços. Além de ser o maior contrato da história da Esplanada para assessoria de imprensa, – R$ 60 milhões só em 2022 –, seu valor é pelo menos o dobro do que foi pago nos anos anteriores pelo Ministério do Turismo (Embratur) e o da Cidadania, exemplos usados pelo próprio governo no estudo técnico preliminar que acompanha o edital.

Walton Alencar também concluiu que não há no edital fundamentação quanto os locais onde a empresa escolhida terá que montar escritórios de representação internacional. Washington, nos Estados Unidos; pela América do Sul, Bogotá, na Colômbia; na Europa, Londres, na Inglaterra e Paris, na França: no Oriente Médio e na África, Tel Aviv ou Jerusalém, em Israel; e pela Ásia e Oceania, Sidney ou Camberra, na Austrália. “Chama a atenção a preferência por Bogotá em vez de Buenos Aires e a exigência de duas cidades na Austrália e nenhuma na Ásia. Não há razões fundamentadas para essas escolhas”, escreveu o procurador Oliveira em sua decisão.

Além de apontar a falta de lastro técnico para a escolha dos locais, o MP de Contas também afirma que a “definição taxativa do rol de cidades” restringe a competitividade da licitação, “pois o pode direcionar para empresa que já possua escritórios nessas localidades em razão de contrato anterior com algum órgão ou entidade do governo, como, por exemplo, a Embratur, o que reduz seu custo em comparação com concorrentes que não tenham escritórios já estabelecidos nessas praças”.

Outra questão crucial sobre a qual a Secom terá que se justificar ao TCU é o conteúdo do briefing em que o governo federal descreve o conteúdo das informações a serem divulgadas ao público.

A entrega das propostas está prevista para a próxima segunda-feira. O edital foi publicado no início de setembro pelo Ministério das Comunicações, ao qual está subordinada a Secom. A estratégia faz parte de um escopo de ações coordenadas pelo governo federal para promover a gestão de Bolsonaro contra o que chamam de “desinformação na mídia” às vésperas do pleito de 2022. Ao todo, as campanhas somam R$ 510 milhões.

Com base na petição de Oliveira, Walton Alencar reconheceu inconsistências nas informações que seriam divulgadas pela empresa que vencer a licitação. Além do “zelo de Bolsonaro pela democracia”, a empresa contratada também deverá “apresentar ao mundo” uma suposta coordenação bem-sucedida do combate à pandemia pelo governo federal, e a queda dos índices de desmatamento e queimadas na Floresta Amazônica.

Tudo isso, claro, a despeito das diversas manifestações antidemocráticas convocadas pelo próprio presidente, o desastre sanitário vivido pelo país e as próprias estatísticas oficiais que apontam uma devastação recorde na Amazônia.

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro cancelou iniciativa similar, de R$ 30 milhões, sob a justificativa de que a licitação representaria “uma das muitas fontes de ações escusas” de grupos no poder. Desta vez, aposta em uma concorrência que custará o dobro aos cofres públicos no momento em que seu governo vive altos índices de rejeição no Brasil e no exterior.

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Política

O desespero dos lacaios de Bolsonaro na Jovem Pan mostra o tamanho buraco em que o patrão se enfiou

Já diz o ditado, “quem paga a orquestra, escolhe o repertório”. Mas a quantidade de guinchos que se tem ouvir dos cômicos comentários de Augusto Nunes, Rodrigo Constantino, Ana Paula do Vôlei, Zé Maria, Guilherme Fiuza e outros pobres diabos que entraram para reforçar o time de aduladores do presidente, merece nota.

A essa altura dos fatos, ninguém vai esperar nada minimamente sério de quem ainda defende o genocida na mídia e nas redes sociais.

Independente de Augusto Nunes participar de um programa de entrevistas com Roberto Jefferson, o que por si só já é um ato desesperado, o clima antecipado de derrota que tomou conta dos desesperados da Jovem Pan, ficará para a história.

Ninguém gosta de perder o seu cachê, é lógico, ainda mais da Secom que é bem generosa com os mosqueteiros do insano. Mas alguém precisa avisar a eles que a fala e a cara de desespero que eles demonstram em seus comentários, mais atrapalham do que ajudam o gado a espalhar suas lorotas nas redes sociais e, consequentemente, Bolsonaro é quem paga o pato com essa incompetência dos lambe-botas.

Mas que o que se vê aí é um caso à parte na gaiola dos loucos fascistas, ah, isso é.

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Política

Vídeo – Comentarista da Jovem Pan: Roubar dinheiro público não é corrupção

Que a Jovem Pan é useira e vezeira das milionárias verbas da Secom, todos sabem, afinal quem vai manter o vidão da turma do Pingo nos Is?

Na verdade, sejamos justos, a Secom é uma espécie de Lei Rouanet dos jornalistas que defendem Bolsonaro, pelo menos a Lei Rouanet que os bolsonaristas imaginam ser, já que a ignorância é fator determinante para ser um minion diplomado ou um gado premiado.

Voltemos à Jovem Pan e vamos falar do ex-BBB que, possivelmente, sonhando em integrar a seleção que escroques da empresa de comunicação, soltou essa pérola descarada para dizer que a tal rachadinha não é corrupção.

Trocando em miúdos, o que o bolsonarista de aluguel quis dizer é que o dinheiro público que Bolsonaro embolsa, na quase totalidade, dos seus assessores fantasmas não é roubo do erário e, portanto, não é corrupção.

A tese comédia deveria lhe render o troféu vigarista do ano, primeiro porque o dinheiro sai do suor da sociedade, de cada CPF que Bolsonaro utiliza como fantasma, como é o caso da famosa Wal do Açaí e, agora, sabe-se que seu ex-cunhado, assim como uma parentada sem fim, fazia parte do esquema montado por Bolsonaro e gerenciado já pelo lendário Queiroz, uma espécie de PC Farias miliciano de Bolsonaro, já que é ele que gerencia todas as mutretas do clã, do 01 ao 03 e toda a ramificação familiar, com participação de coronel da AMAN, segundo sua ex-cunhada que resolveu dar com a língua nos dentes.

Isso, depois da denúncia dos irmãos na CPI da Covid, de que Bolsonaro prevaricou, ou seja, foi informado por eles sobre a corrupção na compra da Covaxin, e Bolsonaro, além de citar o nome de Ricardo Barros, disse que acionaria a PF, o que não foi feito, e acabou por render uma denúncia da PGR que foi aceita por Rosa Weber, do STF.

Tudo isso junto e misturado, fez a frase “Bolsonaro corrupto”, explodir nas redes sociais que deve proporcionar pelo menos mais uns 20% de rejeição e somar com os 62% que já tem por ser considerado culpado pelo genocídio de mais de 520 mil brasileiros pela Covid.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Governo Bolsonaro pagou R$ 268 mil a apresentadores bolsonaristas e de TV aliada

Verbas partiram da Secom para cobrir cachês de Luciana Gimenez, Lacombe e âncoras de programas da Record.

Constança Rezende e Raquel Lopes, Folha – Apresentadores de TV bolsonaristas ou de programas policiais receberam R$ 268 mil do governo federal. Os pagamentos foram levantados pela Folha em planilhas da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

Os dados foram entregues pelo governo Jair Bolsonaro à CPI da Covid no Senado. A comissão apura ações e omissões da gestão federal no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Entre os beneficiados pelos repasses estão apresentadores como Luciana Gimenez, Sikêra Júnior, Luís Ernesto Lacombe, além de jornalistas à frente de programas como Cidade Alerta e Balanço Geral, na Record TV.

O dinheiro público foi usado em campanhas para divulgação da reforma da Previdência, de 2019, tratamento precoce contra a Covid, combate ao aedes aegypti, violência contra a mulher e cédula de R$ 200, entre outras iniciativas. De 34 repasses, 16 foram para campanhas sobre regras da aposentadoria.

Sob a justificativa de pagamento de propagandas do governo, os desembolsos foram feitos pela Secom por meio de subcontratação das empresas PPR Profissionais de Publicidade Reunidos, Calia/Y2 Propaganda e Marketing e Artplan Comunicação. Todas elas têm contratos com o Executivo federal.

Em nota, a Calia afirmou que apenas fez repasses para pagamentos de campanhas, enquanto a Artplan disse que não pode comentar as parcerias em razão de cláusulas contratuais. Procurada, a PPR não se manifestou.

​A lista de apresentadores é liderada por Sikêra Júnior. Conforme a Folha revelou dias atrás, ele recebeu R$ 120 mil do governo federal. Em seguida, vem a apresentadora Luciana Gimenez, da RedeTV!.

Gimenez recebeu R$ 51 mil da gestão Bolsonaro por meio da empresa Magic Lu Promoções, Eventos e Comercio de Produtos de Uso Pessoal e Doméstico. Ao todo, foram nove transferências, em 2019 e 2020.

Dos repasses, seis trataram de pagamentos de cachê para campanha da reforma da Previdência. Antes de receber pela propaganda, Gimenez chegou a sugerir ao presidente, durante um café da manhã no Palácio do Planalto, em abril de 2019, para explicar mais sobre o tema à população.

Outra campanha foi referente à chamada Agenda Positiva, com o objetivo de ecoar feitos do governo (R$ 6.000), segundo o então secretário especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten.

Gimenez ganhou ainda R$ 6.000 para a campanha Semana Brasil, que “celebrava a retomada, com segurança, da economia e dos empregos”, em setembro de 2020, e R$ 12 mil para o lançamento da cédula de R$ 200.

A apresentadora da RedeTV! é admiradora de Bolsonaro. Ela já tinha proximidade com ele antes mesmo da eleição de 2018. Em entrevista à Folha, em fevereiro de 2020, Gimenez disse que inventou o presidente, ao ser questionada sobre o desempenho do governo.

“O [presidente Jair] Bolsonaro quem inventou fui eu, né? Como ele mesmo diz”, afirmou. “Porque o primeiro programa de TV a que ele veio foi o nosso. Como profissional, acho incrível que o SuperPop lançou o presidente”, disse.

“Ele fala o que pensa e é muito brincalhão. Sei disso porque ele faz isso no meu programa. Não tô defendendo, tô dizendo que ele é assim, fala o que é pensa. Isso é bom, é ruim. Adianta ficar criticando?”

Ela chegou a defendê-lo no SuperPop contra críticas da comunidade LGBT, em novembro passado. “Não tenho conhecimento suficiente para falar de política, mas, na minha frente, nunca o vi desrespeitar homossexuais”, disse.

Por meio de assessoria de imprensa, a apresentadora disse que é uma funcionária e faz merchandising fechados para o SuperPop.

Gimenez afirmou ainda que as propagandas não são feitas para divulgar um governo específico “e sim ações que são importantes para o bem-estar da sociedade, como o incentivo à vacinação contra a Covid, ações para cuidados quando tiver de sair de casa e informações para que as pessoas possam receber o auxílio emergencial”.

“Não é de hoje e desde que entrei na TV, há 20 anos, que celebridades de todas as emissoras, assim como jornais impressos brasileiros são contratados por governos federais para divulgar campanhas. Uma breve pesquisada no Google e é possível constatar essa informação”, afirmou.

Outros cinco apresentadores beneficiados pelos repasses de recursos públicos comandam programas policiais da Record TV. Eles foram responsáveis por campanhas da reforma da Previdência, medidas anticrimes e agendas positivas do governo.

Um deles foi o apresentador do Balanço Geral Rio de Janeiro, Tino Júnior. Ele recebeu R$ 45,7 mil em cinco repasses para a sua empresa “Que isso Fera!!!” Serviços de Produções Artísticas e Eventos.

Além dele, aparecem na lista empresas de Ernani Alves, do Cidade Alerta Rio, com dois repasses que somam R$ 16,4 mil; Sergio Murilo, do Balanço Geral Maranhão, com três repasses, no total de R$ 2.610; Marcus Pimenta, do Balanço Geral Pará, com R$ 2.278; e Henrique Chaves, do Balanço Geral Distrito Federal, no valor de R$ 1.601.

Tino, Alves, Murilo e Pimenta não responderam aos contatos da reportagem. Chaves disse que a emissora responderia, o que não ocorreu.

O ex-apresentador da rádio Jovem Pan Cesar Rosa também entrou na lista de contratados pelo governo federal. Ele recebeu cachê por meio de sua empresa Cesar Rosa da Silva, no valor de R$ 5.000.

Rosa disse que recebeu repasses, mas que foi procurado por pessoas da própria rádio.

“Eu fiz o trabalho que me pediram no período, eu li ao vivo como se fosse uma notícia de jornal. Eu não sou bolsonarista e não compartilho com nenhuma ideia do presidente. Quando eu fiz a campanha ainda não estava clara a posição da empresa em relação ao governo, agora isso está muito escancarado”, disse.

Em nota, a Artplan afirmou que “possui cláusula de confidencialidade com clientes privados”. “Em relação aos clientes públicos, todos os investimentos estão disponibilizados no Portal da Transparência.”

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Sikêra Jr. recebeu cachê de R$ 120 mil do governo Bolsonaro

Governo repassou R$ 120 mil em cachê a apresentador bolsonarista, mostra documento da CPI.

Secom fez sete pagamentos a Sikêra Jr. de dezembro de 2020 até abril deste ano; apresentador diz que ‘não trabalha de graça’

Constança Rezende e Raquel Lopes, Folha – O governo federal repassou R$ 120 mil de verbas públicas em cachê para o apresentador Sikêra Jr., da Rede TV!, conhecido por defender o governo Jair Bolsonaro, além de ser amigo da família do presidente.

A informação consta em documento entregue à CPI da Covid do Senado pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

De acordo com a planilha de pagamentos analisada pela Folha, a pasta realizou sete repasses para a empresa do apresentador, a José Siqueira Barros Junior Produções.

Eles foram feitos de dezembro do ano passado até abril deste ano, sob a justificativa da participação de Sikêra em sete campanhas publicitárias do governo, segundo o documento.

Os desembolsos foram feitos pela Secom através da subcontratação das empresas PPR profissionais de publicidade reunidos e Calia/Y2 Propaganda e Marketing, que têm contratos com o Executivo.

Os valores foram registrados na planilha sob a descrição “áudio e vídeo-pagamento de cachê” para campanhas realizadas pelo governo em diferentes áreas.

Entre elas está a do Cuidado Precoce para a Covid-19, que orientou pessoas com suspeita da doença a procurarem atendimento ainda nos primeiros sintomas. Sikêra recebeu R$ 24 mil.

Ele também ganhou R$ 16 mil para participar da campanha Semana Brasil 2020, realizada em setembro do ano passado “para celebrar a retomada, com segurança, da economia e dos empregos”.

Outros R$ 24 mil foram embolsados pela campanha de “Lançamento cédula de R$ 200”; R$ 8.000 pela campanha de “Combate ao mosquito Aedes”; R$ 20 mil para a campanha de “Conscientização das famílias sobre os riscos de exposição de crianças na internet”; mais R$ 20 mil para a “Semana Nacional do Trânsito”; e por fim R$ 8.000 para a de “Uso Consciente de Energia e Água”.

Em março do ano passado, a Secom publicou em sua conta no Twitter, a “SecomVc”, outra campanha que Sikêra teria participado: “Juntos Somos mais Fortes”, sobre cuidados com o coronavírus.

A Secom disse no post que Sikêra e outros profissionais teriam participado voluntariamente da ação, que estaria sendo veiculada sem custos para a União.

Em setembro do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) foi criticado por não comparecer a uma audiência no Ministério Público Federal ao mesmo tempo em que estava com o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), dançando e cantando no programa do apresentador, Alerta Nacional, da TV A Crítica, que é transmitido de Manaus para o resto do país pela RedeTV!.

Bolsonaro também concedeu entrevista exclusiva à Sikêra no dia 23 de abril. A página do Instagram do programa divulgou um vídeo chamando para a entrevista com o presidente sentado num sofá ao lado de Sikêra fazendo piadas.

No vídeo, ele olha para Sikêra e diz “queima ou não queima?”. Depois, pergunta a um homem vestido de personagem oriental “ tudo pequenininho aí?é pequenininho?”.

A relação do apresentador com a família Bolsonaro não é recente. Sikêra apoiou a campanha para presidente em 2018, chegando a divulgar vídeos do então candidato em suas redes sociais com a legenda “meu presidente”. Quando seu programa estreou em rede nacional, Eduardo e Flávio também lhe desejaram boa sorte.

Não trabalho de graça, diz apresentador

Procurado pela Folha por email nesta quarta-feira (16), Sikêra não respondeu. Entretanto, durante seu programa ele respondeu à demanda da reportagem, admitindo que recebeu os pagamentos e, depois, publicou em seu perfil do Instagram a resposta.

Ele afirmou que recebeu do Ministério da Saúde, que “não trabalha de graça” e que vive de propaganda.

“Senhoras e senhores, durante o intervalo conversávamos eu, minha diretora Elis e meu querido e amado elenco. E eu fui questionado… recebemos um email, mandaram para a Rede TV! e outro para a TV A Crítica, para o meu chefe. Estão questionando que o Sikêra recebeu dinheiro da Saúde.”

“Recebi, do Ministério da Saúde, eu não trabalho de graça. Eu vivo de quê? De propaganda, né? Eu vendo aqui caixão, terreno, carro, redução de parcela de carro, sorvete, dentista, eu vendo dentista, remédio, vitamina. Eu vendo tudinho… eu vendo faculdade, eu vendo limousine funerária, cinta para perder quilo, pneu, manteiga, suplemento para emagrecer, para engordar. Eu vendo tudo, eu sou um profissional.”

“Pessoal da ‘Foia’, eu sou um profissional, eu vivo disso, eu não tenho outra forma de viver, não. O que vier para mim. Eu anuncio vocês. Pagando? Leia a Folha de S.Paulo, assine”, disse.

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Exclusivo: Diálogos de inquérito da PF mostram que Secom privilegiou ‘mídia aliada’

Mensagens de WhtasApp revelam que Wajngarten defendeu a liberação de verba da Caixa para veículos de comunicação alinhados com governo.

O Globo – Mensagens de WhatsApp colhidas pela Polícia Federal ao longo do inquérito dos atos antidemocráticos revelam que Fabio Wajngarten, então chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Bolsonaro, defendeu a liberação de verba publicitária da Caixa Econômica Federal para veículos de comunicação classificados por ele como “mídia aliada”.

Segundo relatório da PF, em abril de 2019 Wajngarten assumiu o comando da Secom e se aproximou do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, dono do site Terça Livre e amigo dos filhos do presidente. Naquela ocasião, Wajngarten se apresentou para Allan dos Santos dizendo ser um empresário de mídia “muito” próximo de executivos de emissoras de TV. Afirmou ainda que poderia aproximar o blogueiro desses veículos e que, naquela semana, já havia promovido encontros de parlamentares com a cúpula do SBT, da Band e que iria se encontrar com “bispos da Record”. Em nota, Wajngarten diz que atuação na Secom foi ‘técnica e profissional’, e emissoras negam privilégio e reafirmam isenção.

No diálogo, Wagjngarten demonstrou preocupação com o atraso no pagamento de verbas de publicidade a quem classifica como “aliados”. Ele diz ter sido informado que a “Caixa”, em provável referência à Caixa Econômica Federal, estaria “devendo dinheiro” à Band e “RTV” (possível citação à Rede TV!), conforme demonstra o diálogo a seguir:

Fabio Wajngarten: “Caixa devendo dinheiro pra BAND, RTV”.

Allan dos Santos: “E como foi?”

Fabio Wanjgarten: “os aliados estão furiosos”

Fabio Wajngarten: “General sentou em cima e não paga nenhuma nota passada”

Fabio Wajngarten “provocando iminentes tumores”

Allan dos Santos: “Desnecessário”

Fabio Wajngarten: “totalmente desnecessário”.

O relatório da PF não identifica o “general” citado por Wajngarten, mas, à época das mensagens, a Secom era vinculada à Secretaria de Governo, chefiada pelo general Carlos Alberto Santos Cruz. O militar foi alvo de ataques de bolsonaristas e acabou sendo demitido pelo presidente.

Wajngarten relatou que tentou aproximar Bolsonaro da cúpula da Band — e chegou até a fazer uma ligação por meio de videoconferência entre o presidente e Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes, e Paulo Saad, vice-presidente da emissora.

Em seguida, Allan dos Santos avalia a Wajngarten que era preciso trazer “esses caras” para perto do governo, com o que o então chefe da Secom concordou, conforme demonstra o diálogo:

Allan dos Santos: “É preciso trazer esses caras pra perto, não afastá-los”.

Fabio Wajngarten: “na hora convidei-os”.

Fabio Wajngarten: “óbvio”

Fabio Wajngarten: “ninguém está vendo”

Fabio Wajngarten: “uma barbaridade”

Fabio Wajngarten: “mídia aliada”

Allan: “Excelente”

Bater sem parar

Em outro momento do diálogo, Allan dos Santos compartilhou um link de uma notícia sobre a decisão do Ministério Público que atua perante o Tribunal de Contas da União (TCU) de pedir à Corte que obrigue a Secom a distribuir verbas publicitárias do governo com base em critérios técnicos. Naquele momento, em janeiro de 2020, o jornal Folha de S. Paulo revelara que Wajngarten mantinha contratos, por meio de sua empresa FW Comunicação e Marketing, com as emissoras Record e Band, que recebiam recursos da Secom.

Contrariado, Wajngarten respondeu: “Eles querem o retorno de 80% para a Globo. Vergonhoso”. Na sequência, o blogueiro bolsonarista sugeriu: “Bora bater sem parar”. O então chefe da Secom agradeceu.

Parte dessa estratégia da Secom de retaliar os que não são considerados “mídia aliada” envolvia um canal de contato com bolsonaristas no qual foi discutida até uma proposta de criação de um departamento de contrainformação.

Segundo as mensagens analisadas pela PF, Wajngarten criou um grupo de WhatsApp chamado “Mídia Pensante — SECOM” e adicionou Allan dos Santos. Um dos integrantes chegou a sugerir em uma mensagem: “Fabio (Wajngarten), aquela ideia de comunicação estratégica e contrainformação. Na minha opinião, você deve criar um departamento para isso. Você já até concordou com a ideia. Vamos implementá-la?”. Wajngarten, sem titubear, respondeu: “Vamos implementar”.

Em outra mensagem, enviada por Allan dos Santos a um contato chamado por ele de “Eduardo”, em provável referência ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, ele diz: “Precisamos da Secom para implementar uma ação que desenhamos aqui”, afirma o blogueiro, que sugeriu a indicação de uma pessoa para assumir a Secretaria de Radiodifusão. “Seu pai disse que sim”, alertou Allan dos Santos.

Nessa mesma mensagem, Eduardo diz que tem o contato de Douglas Tavolaro, ex-executivo das emissoras Record e CNN. “O Douglas diz que a linha será da Record, que o que vem dos EUA é só o nome CNN”, afirma o filho do presidente.

Pagamentos a emissoras

Dados extraídos do sistema de pagamentos da Secom mostram que veículos classificados como “mídia aliada” por Wajngarten foram privilegiados na distribuição da verba.

Na comparação entre os biênios de 2017 e 2018 (sob o governo do então presidente Michel Temer) e 2019 e 2020, já no governo de Jair Bolsonaro, a verba da Secom caiu, em média, 26%, saindo de um total de R$ 409 milhões para R$ 300,5 milhões. O volume de recursos públicos destinado à Globo Comunicação e Participações, que controla a TV Globo, teve um corte maior — de 69%. A verba destinada à Record caiu 7%, saindo de R$ 36,5 milhões para R$ 33,8 milhões. O SBT teve uma queda de 16%, passando de R$ 34,5 milhões para R$ 28,9 milhões. A Bandeirantes teve uma queda de 22%, ainda abaixo da média, caindo de R$ 12 milhões para R$ 9,6 milhões. A Rede TV!, ao contrário, teve aumento no volume de verbas de 10%, saindo de R$ 1,5 milhão para R$ 4,1 milhões no período.

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Política

PF aponta como o ‘gabinete do ódio’ se expandiu além do Palácio do Planalto

O inquérito da Polícia Federal sobre atos antidemocráticos —cujo sigilo foi parcialmente removido neste mês— jogou nova luz sobre a estrutura de páginas e perfis nas redes sociais ligados ao chamado “gabinete do ódio”.

Para além do grupo de assessores empregados na Presidência da República, novos elementos confirmam que o grupo tinha grande capilaridade, envolvendo os três filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e políticos aliados.

Os novos elementos reforçam a tese de que o “gabinete do ódio” é coordenado diretamente pela família Bolsonaro e operacionalizado por três assessores presidenciais recrutados pelo vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos) —Tércio Arnaud Tomaz, apontado como chefe do grupo; José Matheus Salles Gomes e Mateus Diniz.

À PF, eles admitiram pela primeira vez atuar na comunicação do governo federal.

“Gabinete do ódio” é o nome dado a esse grupo de assessores que trabalham no Palácio do Planalto com foco nas redes sociais, inclusive na gestão de páginas de apoio à família Bolsonaro que difundem desinformação e atacam adversários políticos do presidente.

As investigações indicam contudo que essa estrutura vai além do governo federal, envolvendo também assessores dos filhos do presidente e de outros políticos aliados.

Uma das hipóteses de crimes contra a segurança nacional investigados pela PF diz respeito a essa rede de contas.

A PF afirma que, entre 2019 e junho de 2020, agentes públicos ligados à Secom (Secretaria Especial de Comunicação) e a políticos aliados ao clã Bolsonaro usavam canais no Twitter, YouTube, Facebook que incitaram “parcela da população à subversão da ordem política ou social e à animosidade das Forças Armadas contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional.

Organograma do gabinete do odio - Arte/UOL - Arte/UOL

Filhos do presidente

Informações levantadas pela CPMI das Fake News e pelo DFRLab —organização forense digital que tem parceria com o Facebook— já sugeriam a participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no comando do “gabinete do ódio”. Dois de seus então assessores parlamentares foram identificados como donos de contas ligadas à estrutura de desinformação e ataques a adversários políticos —informação referendada pela PF.

A novidade trazida pelo inquérito submetido ao STF (Supremo Tribunal Federal) envolve o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

Investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) no caso das rachadinhas, o assessor parlamentar Fernando Nascimento Pessoa, hoje nomeado no gabinete do filho 01 do presidente no Senado, foi identificado como o dono de seis contas ligadas à rede de desinformação bolsonarista, todas derrubadas pelo Facebook por comportamento inautêntico.

Os funcionários de Eduardo e Flávio Bolsonaro assim como o trio de assessores da Presidência da República compõem o que a PF chama de núcleo de Brasília.

Segundo os investigadores, há indícios de que a exclusão dessas contas pelo Facebook tem como motivo justamente o seu uso coordenado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Ao que tudo indica, as contas objeto desta análise, removidas pelo Facebook de suas redes sociais, se enquadram na tipologia ‘Operações executadas por um governo para atingir seus próprios cidadãos. Isso pode ser particularmente preocupante quando combinam técnicas enganosas com o poder de um Estado'”, diz o relatório da PF.

Ramificações nos estados

Essa análise trouxe indícios de que há movimentos coordenados entre o núcleo de assessores lotados em Brasília e de outros estados.

Isso foi notado, por exemplo, no caso do Rio de Janeiro, onde um casal de criadores de conteúdo

—Vanessa Navarro e Leonardo Rodrigues— mantinha páginas bolsonaristas enquanto estavam nomeados nos gabinetes dos deputados estaduais Anderson Moraes e Alana Passos, ambos do PSL. As páginas foram removidas pelo Facebook em julho do ano passado.

Vanessa continua como funcionária comissionada no gabinete de Anderson, enquanto Leonardo foi exonerado em abril de 2020.

Há também um outro núcleo ligado a políticos bolsonaristas em São Paulo, mas até aqui a PF não obteve tantos elementos quanto no caso dos políticos fluminenses.

Na CPMI das Fake News, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) listou ainda seis deputados federais, dois deputados estaduais, dois deputados estaduais de São Paulo e uma de Santa Catarina como supostos integrantes do que chamou de milícia virtual.

Alguns deles foram ouvidos pela PF no inquérito, mas não constam até o momento elementos sobre sua efetiva participação.

Outro lado

O UOL questionou a Presidência da República, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, mas nenhum deles respondeu os questionamentos enviados pela reportagem até o momento.

Em depoimento à PF, Eduardo afirmou que “nunca orientou, determinou ou estimulou a atuação deles [seus assessores] em redes sociais e que qualquer tipo de atuação não possui vínculo com o gabinete”.

Já Carlos Bolsonaro negou aos interrogadores participar da “produção, publicação ou difusão de material falsos ou que veicule informações contra os chefes de poderes ou contra as instituições do Estado Democrático de Direito”. Também disse não ter nenhuma participação na elaboração da estratégia de comunicação do governo federal.

A deputada estadual Alana Passos afirmou ao UOL que Leonardo Rodrigues cuidava de suas redes sociais e que “ele tinha bastante trabalho, como todos podem ver pelo volume de publicações”. Mas disse não ter como afirmar se ele usava a estrutura do gabinete para administrar as contas citadas pela PF, definidas por ela como “páginas pessoais”.

Alana nega uma suposta participação no grupo coordenado pelo “gabinete do ódio”. “Tenho muito respeito pela democracia, e nunca iria atacar ou pedir para atacar qualquer instituição.”

O deputado estadual Anderson Moraes foi procurado, mas não respondeu às perguntas enviadas até o momento.

Os assessores da Presidência da República Tercio, José Matheus e Mateus Diniz, apontados como integrantes do “gabinete do ódio”, negaram em depoimento envolvimento no suposto esquema.

*Igor Mello/Uol

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