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Ninguém disse que seria fácil, muito menos Lula

A ocupação militar no governo fascista de Bolsonaro e a ocupação tecnocrata o governo sabotador de Temer só confirmam que tanto o golpe em Dilma, quanto a prisão de Lula, tinham um mesmo objetivo, produzir terra arrasada e dizimar o que, para essa gente, é considerado encosto, o povo.

O último exemplo de como pensava e agia o governo Bolsonaro foi o genocídio dos Yanomami, tudo para explorar suas terras, do ponto de vista mais vil, sobretudo com o garimpo ilegal.

Ou seja, toda aquela campanha de desmoralização de Dilma e, depois, de Lula em que eram assados diuturnamente no Jornal Nacional, era para que o trabalho dos abutres fosse resumido nos negócios, assim surgiram as sabotagens, a instigação ao ódio e a tranca para qualquer forma de desenvolvimento, mais que isso, um NÃO bem sonoro a qualquer benefício endereçado ao povo brasileiro, que é quem paga as contas do Estado.

Nisso, não há nada de pioneiro, vira e mexe a burguesia brasileira quer retomar o controle do país para se ajudar, dirigindo serviços e recursos para os próprios cofres, transformando o Estado numa Camorra federal.

Mas lembrem-se, quem sempre acende o fósforo do ódio que incendeia o país, é a mídia. E ela arregaça as mangas para cumprir sua tarefa.

Por isso o que hoje brota no colunismo de banco dos Mervais da vida, é a retomada das futricas brejeiras em prol do status quo.

Lula sempre soube do que essa plutocracia seria capaz, daí o arco de alianças na eleição e, consequentemente, no governo.

Traições? São previsíveis e não adianta cheirar as pessoas para saber se tem cheiro de traidor, fosse assim, Palocci, sozinho, simbolizaria o escroque, e ele saiu de dentro do PT.

Ou seja, o governo não é uma sociedade com inúmeros acionistas.

Estamos ainda na primeira página de um governo que busca uma sincera eficiência em prol do bem comum que, por si só, é historicamente complicadíssimo por conta da desigualdade produzida pela mesma oligarquia que não aceitará largar o osso na base do beijinho.

Não há qualquer ideologia nas classes economicamente dominantes, quem acreditava nessa profunda ingenuidade e, tenho certeza, não é o caso de Lula, entende agora que o modo da burguesia obter dinheiro nesse país sempre foi um só, o povo planta o milho, colhe o milho, mói o milho, vende o fubá, e o lucro vai para os exploradores às custas das camadas mais magras da população.

É esse o grande triunfo dos que “mandam” nesse país, por isso é bom nos prepararmos para uma dura luta nesse momento, porque, depois que Bolsonaro autorizou e incentivou a escravização de trabalhadores, como se viu no recente caso da vinícola do Rio Grande do Sul e o discurso pró-escravidão de um vereador nazista do mesmo estado, ficou claro que tipo de cultura o inferno que Temer e Bolsonaro produziram nesse país.

Trocando em miúdos, bola para o mato que o jogo é de campeonato.

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Vídeo: Dallagnol se indigna com a punição do CNJ a seu comparsa Marcelo Bretas

Quem se esquece daquela pornográfica postagem no twitter de Dallagnol dizendo que faria jejum e oração pela manutenção da prisão de Lula, sem provas de crime?

Quem se esquece que Bretas foi o primeiro a dizer, também no twitter, que faria corrente de oração com Dallagnol pelo mesmo motivo?

Quem se esquece dos R$ 2,5 bilhões que Dallagnol e Moro tentaram surrupiar da Petrobras com a jocosa piada de que seria para uma fundação privada de “combate à corrupção?” Lógico, seria administrada pelos próprios espertos.

Seria uma espécie de Lei Rouanet particular, para ser mais preciso, exclusiva para servir aos dois xerifes da república de Curitiba.

Então, cabe mais duas perguntas, se a PGR e o STF, através de Dodge e de Moraes, não barrassem a falcatrua dos malandros, essa grana estaria no bolso de quem?

Por que os dois não foram imediatamente presos por corrupção?

A justiça ainda deve essa resposta para a sociedade.

O fato é que Dallagnol, em seu discurso em prol da “honestidade” de Bretas, não diz que o juiz afastado foi simplesmente o principal padrinho político de ninguém menos que Wilson Witzel, cassado por corrupção com apenas dois anos de mandato no governo do estado do Rio de Janeiro.

Para piorar, o ex-procurador Deltan Dallagnol, teve a cara de pau de dizer que pessoas morriam num hospital carioca por desvio de verba que Bretas combateu, esquecendo-se que ele próprio, parte da Lava Jato de Moro e Bretas, prendeu Lula por quase dois anos para colocar na presidência da República quem provocou a morte por covid de 700 mil pessoas.

Um genocida que também é responsável pela morte em massa dos yanomamis com a clara intenção de dizimá-los, o que provocou a morte, além de adultos, a  de 570 crianças indígenas pela contaminação por mercúrio, desnutrição e fome. E mais 33 milhões de pessoas que Bolsonaro devolveu à miséria.

Hoje é dia de rir desse palhaço.

Confira

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Não haveria neoliberalismo se não existisse a mídia

Bem antes da guerra de narrativa virar modinha, o escândalo da manipulação econômica, nesse país, foi levada a ferro e fogo.

Nossos “estadistas fardados” absolutamente sem miolos no cérebro, cercaram-se de penduricalhos miseráveis, do ponto de vista econômico, daí a bancarrota, a horrível miséria do povo brasileiro. Miséria tanta que uma massa de segregados foi jogada a um favelamento inédito no Brasil.

Na verdade, a grande massa do povo perdeu por inteiro qualquer sentido de civilização, tal a involução que a ditadura trouxe a esse país. No entanto, não sem motivos, foi na ditadura militar que proliferaram teorias jocosas de ministros da Economia ou da Fazenda que jamais ofereceram por escrito ao menos uma doutrina que lhes rendesse fama para que as futuras gerações os estudassem.

Não por acaso o maior bravateiro, arrogante, foi Roberto Campos, vovô do atual do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Foi ele quem se destacou entre as primeiras criaturas de rabo que dirigiram a economia brasileira, no seu caso, Campos era um piadista de carreira. Por isso, em sua inepta passagem pela pasta da Economia, só deixou piadinhas de salão contra a esquerda.

Na realidade, a administração pública, quando esteve nas mãos da direita, isto é, dirigida a transformar os ricos em milionários, a nação foi jogada aos urubus, mas a mídia vendia esses economistas como verdadeiros cientistas, que tinham na palma da mão a sabedoria de como plantar e colher as safras da evolução econômica, queimando milhões e milhões e dólares do FMI, deixando o país numa escandalosa roubada de desgerenciamento.

o tapa-olho da mídia resolvia tudo. Não se falava em crise, ou seja, em hiperinflação, não existia problema econômico, enquanto milhões de brasileiros eram jogados no limbo, numa concepção curiosa de ciência.

Na verdade, os homens da ciência econômica eram verdadeiras bestas que apoiaram as piores formas de exploração humana, desgraçando a vida do povo, transformando a vida dos pobres num inferno.

Em pleno 2023, Roberto Campos Neto, o netinho querido do Roberto, mostrou-se absolutamente perdido para rebater a crítica de Lula sobre a taxa de juros e ficou desnudado em pleno Roda Viva, que tinha embarcado na defesa de que, para os pobres, juros bons eram juros altos. Essa teoria foi tirada de subsolo do cérebro dessas figuras famosas da economia, que ninguém conhece, para dar aquelas explicações ininteligíveis.

Mas a essência desse texto não é oferecer adjetivos amontoados e enganadores que fazem jorrar preciosas substâncias fedorentas quando abrem a boca, na mídia, para defender um monte de besteiras, como se fosse alguém sincero e responsável.

Sim, porque o último refúgio dos patifes da economia brasileira sempre foi a mídia.

De fato, a mídia criou uma constituição neoliberal, que sempre comprou como verdade os maiores absurdos econômicos do Brasil, vide as privatizações da era FHC, que levariam o Brasil às terras de Alice no país das maravilhas, na base do tudo ficará perfeito depois da entrega das estatais.

O resultado, todos sabem, o Brasil ficou praticamente impedido de desenvolver sua indústria para atender a interesses ocultos que funcionavam com um piscar de olhos.

Não é de se estranhar que a Folha, uma das principais compradoras do perpétuo pensamento do mercado, cravou que a crítica de Lula aos juros altos do BC eram infundadas e que os maravilhosos juros de 13,75%, impostos pelo BC, eram o maior achado.

Ou seja, comprou a delinquência “conceitual” do presidente do Banco Central, Campos Neto.

Hoje, alguns milhões de brasileiros, na própria Folha, estão lendo que tudo não passa de um conto de fadas e que o melhor a se fazer agora é prestar mais atenção ao que Lula criticou.

Agora, borbulha na imprensa artigos críticos à taxa de juros que tanto animou os reinos, vegetal e animal, diante da formidável queda da atividade econômica, do endividamento recorde das famílias e o consequente recorde de inadimplência.

Agora, a mídia exige a queda substancial dos juros no próximo Copom.

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Por que Carla Zambelli traiu Bolsonaro?

O que essa criatura chamada Carla Zambelli de fato quer com seu comunicado de que está abandonando Bolsonaro?

Sim, esse é o ponto que Carla Zambelli não esclarece em sua entrevista à Folha, o que acaba por produzir milhões de contos sobre essa aventureira que já se deslocou oficialmente para todo lado dentro da geografia política.

No final de sua entrevista, Zambelli embaraça suas intenções. Depois de colocar Bolsonaro na banca de promoção do sebo, a deputada propõe que algum membro do clã seja aproveitado potencialmente para substituir Jair Bolsonaro.

Ou seja, de cara, nesse vão especulativo, Zambelli aposentou Bolsonaro, justo o diretor-geral do departamento terrorista dos fascistas. Ela exigiu que virasse a página das urnas eletrônicas e orientou seus eleitores a reconhecerem a vitória  de Lula.

Claro, a camorra do Vivendas da Barra entendeu que ali não existia qualquer boa fé.

Mas é difícil extrair a verdade desse submundo. A primeira conclusão que se chega é a de que a carta revelação de Zambelli tinha partitura pronta, formato e destino. E não são os fregueses novos do bolsonarismo que ela pretende fomentar.

Na realidade, se tirar pela cartilha de Steve Bannon, seguida à risca pelo clã Bolsonaro, até um jogo casado entre Zambelli e Bolsonaro, entra na possível hipótese, seguindo a principal regra do bruxo político, Trump para se manter na mídia, mais que isso, pautando a mídia, mesmo que artificialmente produza falsos escândalos para não sumir das manchetes nacionais.

Por que Zambelli se resignaria com o resultado das urnas? O valor bruto dessa declaração está lhe custando uma sova digital que ela conhece bem, pois já emprestou seu talento para as maiores farsas, mentiras e futricas baratas criadas pelo gabinete do ódio.

O negócio era manter Bolsonaro em garrafais, ao estilo, fale bem ou fale mal, mas fale de mim.

Se levar ao pé da letra, não dá para eliminar a hipótese de isso não passar de uma tentativa de ressurreição política de Bolsonaro. Para tanto, basta uma cossegazinha para que a coisa ganhe uma coceira verde e amarela.

Na verdade, Carla não trouxe nenhum fato novo para quem já se declara presa preventivamente. Com certeza é uma declaração também ensaiada.

É difícil imaginar que tipo de raciocínio vai na cabeça de uma pessoa absolutamente sem escrúpulos, mas pode sim ter na intenção de Carla Zambelli a busca para aferir a temperatura da volta ou não de Bolsonaro. Isso cheira a um pedido de passaporte, sondando, através dos ataques que venha a receber, se Bolsonaro segue mito com capacidade de mobilizar ou não seu gado mais fiel.

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Opinião

Bolsonaristas agridem repórteres do Estadão

Como ninguém se anima a atacar Lula por estar salvando o Brasil, sobrou até para jornalistas do Estadão.

Bonecos nas mãos de Bolsonaro, bolsonaristas estão em guerra com tudo o que veem pela frente. Para eles, ou é Bolsonaro, ou tudo é comunista.

Esses pobres diabos coloniais estão por toda parte com a mesma resposta de cortesia a tudo o que não é espelho. Tudo se transforma em combustível para resolver seus problemas na base do sopapo.

É isso qua ainda une o restolho do bolsonarismo. Em plena tragédia humanitária que atinge São Sebastião, em São Paulo, moradores de um condomínio de luxo, aos berros de “comunistas” agrediram fisicamente jornalistas do Estadão.

Essa gente perigosa está alucinada. De mãos atadas, sem poder atacar Lula, atacam Janja, porque fez uma “coreografia errada” no carnaval da Bahia.

É o preço que se paga pela limitada capacidade cognitiva dessa índole pachorrenta que os bolsonaristas carregam na alma.

Ou seja, o bloco do Boitolo seguirá sua jornada de peregrinação por São Bolsonaro na base do xingamento e do pescoção.

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Opinião

Lula está sobrando em campo e fazendo sombra na direita

Quais os efeitos práticos que diferenciam o governo Lula da doutrina do apocalipse que representou o governo Bolsonaro?

Muito além do absinto, que se confundiu com o governo fascista, Bolsonaro, durante quatro anos, deslumbrado com o poder, meteu-se a gozar a vida imaginando que o Palácio do Planalto era um mero pensionato.

Mas isso está longe de trazer um significado que descreva o momento político que abriu um clarão na vida nacional com a volta de Lula ao poder.

Na verdade, todo o engenho político imaginado pela direita, que pudesse produzir uma guerra contra o governo Lula, está fazendo água, porque Lula se move numa velocidade eletrizante. E isso, logicamente, culmina em picos de popularidade que soma triunfos diante dos adversários.

Ou seja, a química política de Lula está flopando todas as ações da direita, principalmente aquelas baseadas em mentiras cristalinas, o que significa o sonho de manter Lula amordaçado, transformou-se em algo vago, para não dizer canhestro que, até aqui, ignora qualquer tática que possa ser usada como forra política contra Lula.

O que vê é um intenso silêncio da direita, no máximo, um murmúrio totalmente ignorado pela sociedade, quando ela não tenta exaltar pateticamente um Bolsonaro cada vez mais deteriorado e sem qualquer capacidade para balançar uma batuta que venha reger a direita brasileira.

Daí a alteração dos políticos bolsonaristas e do próprio Bolsonaro com o entrosamento de Lula com Tarcísio de Freitas na busca, juntos, de solução para vários dramas das pessoas atingidas pela tragédia provocada pelas chuvas no litoral norte de São Paulo.

É lógico que não dá para poetizar os feitos de um governo de apenas 50 dias, mas dá para sonhar um sonho que o governo Bolsonaro tentou matar.

Lula ainda tenta desamarrar uma economia mumificada tanto pelo genocida Bolsonaro quanto pelo golpista Temer. Verdade seja dita.

Mas o brasileiro já está raciocinando de outra forma o Brasil e seu próprio futuro. Isso fará uma enorme diferença na relação de Lula com o Congresso Nacional.

Todos sabem que a melhor resposta a uma oposição de queixo duro é a popularidade continuada de um governante. E Lula, como não está para conversa, produz uma couraça próspera para enfrentar os tormentos naturais de um presidente da República.

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Política

Lula e a máxima de que a palavra convence e o exemplo arrasta

A reação da grande mídia com a pronta ação de Lula na tragédia do litoral norte de São Paulo, seguiu a lógica. Coisa rara nesse país de inversão de valores.

Na opinião pública, foi praticamente unânime que Lula agiu como deve agir um chefe de Estado, sobretudo depois do país sofrer tanto com o negaciosionismo de um psicopata com ideia fixa pela morte.

Os brasileiros estão em compasso de espera pela condenação e prisão do genocida. Crimes para isso, não faltam e se acumulam.

Qualquer criminalista, minimamente sério, sabe que o fascista não terá como sair disso impune.

O fato é que Lula, que já tem a característica de agir em prol dos necessitados, ir pessoalmente no local da tragédia oferecer ajuda do governo federal aos prefeitos e ao governador, foi, sem sombra de dúvida, um passo a mais para construir uma nova liga social que contemple a união nacional.

Ou seja, Lula fez tudo de forma inversa à que o demoníaco ex-presidente praticou durante seus quatro anos trágicos de mandato.

Mas Lula foi apenas o Lula de sempre. Aquele que arrasta pelo exemplo.

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Opinião

O velhaco fascista

Há uma gigantesca diferença entre o escândalo e a escandalização como forma de fazer política.

Na literatura geral, os dois são a mesma coisa, porém, na obra completa de Steve Bannon, a escandalização, provocada de maneira bem pensada, sobrepõe-se a um escândalo desviando o foco da denúncia, com declarações, mesmo que estapafúrdias, que possam escandalizar para que as edições da mídia, no mínimo, tratem esses dois pesos antagônicos de maneira igual.

Somente nisso há uma avanço de 50% dessa engenharia macabra de Steve Bannon que, aliás, deveria ser melhor estudado, pois ele sabe manipular mentes ociosas, cabeças ocas. E como diz o ditado popular, “cabeça vazia é oficina do demônio”, Steve Bannon que é um poço sem fundo de mau-caratismo, é um e soube perfurar bem o oceano de burrice apalermada para transformar em petróleo político uma falange gigantesca de zumbis.

Ocorre que não existe plano perfeito, tudo depende do chamado traço psicológico e, no caso dessa forma de manipulação de Bannon, o seu protegido, Bolsonaro, tem que aparecer frequentemente na mídia para vender qualquer ideia, por mais idiota que seja, sobretudo para parecer um idealista, mesmo zombeteiro ou gaiato para alcançar um determinado objetivo.

Ou seja, sem mídia, nada feito, pior, sem poder, significa ostracismo. E é aí que o enredo começa a engrossar o caldo para Bolsonaro e sua cúpula de canalhas que criaram uma grande organização criminosa dentro do Palácio do Planalto subordinada ao poder de Bolsonaro, assim como estariam todos subordinados à estratégia de guerra do general Augusto Heleno, incumbido de sabotar toda e qualquer ação que pudesse colocar em risco o poder dos fascistas.

Isso mostra a grande diferença entre ter ou não o maior poder da República ou dele ser parte, como é o caso de Bolsonaro e, consequentemente, de Heleno, é só olhar seu tuíte magro diante da repercussão da reportagem da Istoé que revela que o velhaco fascista era o spala da conspiração golpista.

Na verdade, a Istoé coloca Heleno como compositor, arranjador, maestro e spala. Tudo absolutamente conjugado. Ou seja, todas as ações daquilo que vimos nos atos terroristas do 8 de janeiro, estão escritas, ponto e contraponto, na partitura do sinistro Heleno.

Heleno, como se sabe, em plena ditadura, fez parte de uma tentativa de golpe no ditador Geisel, que fracassou.

Depois, mesmo de forma residual, teve seu nome oficialmente ligado a Nuzman via COB. Nuzman, então presidente do COB, foi preso pela Lava Jato por corrupção comprovada até com barras de ouro.

Já o general Heleno, saiu dessa história ileso, de fininho, à francesa e pouca gente sabe que ele era parte da cúpula do Comitê Olímpico comandado por Nuzman.

No governo Bolsonaro, certamente Heleno andava muito preocupado com a sua araponguice para não ver que o chefe do governo que ele servia comandava uma facção familiar com ramificação em todo tipo de crime, principalmente o de milícia e corrupção generalizada.

Seja como for, Heleno, que já trazia uma mancha pesada em sua reputação como comandante da tropa brasileira no Haiti, por comandar um massacre dentro de uma comunidade pobre, sempre teve faro apurado para o poder, o que fez dele um golpista compulsivo, traiçoeiro e perigoso.

Agora, sem o guarda-chuva do poder e toda a proteção que isso lhe dava, vai se ver com o STF, contra quem ele planejou desmoralizar e destruir com o ataque terrorista que seguiria com o golpe de Estado, que fracassou.

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Todos os tiros da direita saíram pela culatra

A direita não tem saída. Sua genética é a mesma do grande empresariado brasileiro que não consegue se livrar da ideia que sua maior fonte de lucro está na exploração da mão de obra. Natural para um empresariado míope, que impede seu crescimento intelectual, o que resulta no retrato do pensamento dominante da camada alta da sociedade brasileira. Não do povo.

Isso numa democracia, é fatal. Fatal, porque não tem propósito. Fatal, porque não se governa na base da caricatura.

As pessoas têm vida e sentimento próprios, e são elas o fiel da balança na hora da disputa eleitoral.

Por isso, Aécio, na tentativa de acabar com o PT, com um golpe de Estado em Dilma, ficou acabado, não existe mais. Pior, acabou com o resto de partido que ainda havia sobrado da trágica passagem de FHC pelo governo.

Isso mesmo, esse lapidado FHC, que a narrativa da mídia ainda tenta vender, é uma coisa diametralmente oposta à realidade do que foi seu governo e, logicamente, sua popularidade.

Por tudo isso, o PSDB implodiu nas mãos de Aécio que, tomado de rancor e ódio por sua 1ª derrota eleitoral, não segurou o repuxo da vaidade ferida. Coisa comum no universo da goma alta.

A mídia pode decorar uma catedral imaginária, não uma edificação capaz de se sustentar com as próprias pernas. E é este o caso da direita brasileira. Quer viver de maldades contra o povo e os trabalhadores, mas não quer pagar o preço que a história real lhe reserva.

Bolsonaro, a sobra do lixo que virou chorume, é um caldo podre do que restou da direita tradicional.

A irmandade do PSDB com ele em 2018, deu no que deu. O PSDB acabou de acabar. Os requintados da direita foram expulsos da cena central da política nacional.

Bolsonaro, caminha para a deterioração total. Preso ou solto, ele será a própria concepção da falência política. Terá, como é normal, meia dúzia de pirados que se apaixonam por qualquer idiota babilônico. Mas a direita apostar em mais um inconveniente, mesmo que em desespero, é pedir para morrer depois de morto.

O fetiche de acabar com o PT, Lula, Dilma, Dirceu, deu muito errado.
O PT tem receptores genéticos muito mais potentes do que se imaginava. Daí seu anabolismo político de capacidade regenerativa tão extraordinária.

Essa herança do PT é muito mais profunda, mas sobretudo, mais complexa do que julgava a direita e a mídia de banco.

Por isso a direita golpista, está onde está, e o PT está onde está.

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O Pix das galáxias de Campos Neto, do BC

Certamente, o principal produto político do Roda Viva com Campos Neto não era o Pix, mas acabou servindo de borracha para o próprio presidente do BC quando citou, de forma demagógica que, uma criança vendendo balas, disse a ele que o Pix mudou a vida dela.

Pior, o sujeito conta uma mentira vergonhosa como essa, de uma maneira totalmente fora de contexto e ainda diz, sem corar, que ficou emocionado.

Ora, o presidente do Banco Central, supostamente independente, tem como agenda central a regulação, mas com responsabilidade social, da taxa de juros que será base para direcionar o próprio sistema financeiro diante da inflação.

Então, o sujeito diz que crianças, com o Pix, poderiam vender com mais facilidade seus doces, suas balas na rua, é algo inacreditável.

O notório sabujo do sistema financeiro se entregou aí, apelou para transformar o Roda Viva numa espécie de programa do Ratinho, com direito à fábula e emoções funestas. Tudo para ver se conseguia desaparecer com o princípio daquela entrevista, que era o critério técnico o qual o presidente do BC tinha se ancorado para manter a taxa de juros impraticável que está amordaçando a economia brasileira, produzindo um desequilíbrio em todos os setores produtivos e panfletando, da tribuna da grande mídia, que o país está condenado a pagar essa taxa de juros por tempo indeterminado.

Isso colocou a sociedade em pronta sentinela com tal declaração de guerra sem justificativa que é absolutamente desfavorável ao povo.

Sim, porque um das questões que ficaram claras em sua entrevista, é que Campos Neto não fixa data para a queda da taxa de juros, ou seja, as jazidas financeiras seguirão enchendo as burras dos especuladores.

Qualquer um chega a essa conclusão depois de assistir ao Roda Viva da segunda-feira passada.

O sujeito não firmou qualquer compromisso, a não ser com a nova escravização no Brasil imposta pelo presidente do Banco Central que naturalizou a tragédia dos juros pornográficos e a tragédia individual de uma criança que tem que vender balas para sobreviver.

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