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Dino diz que já acionou Defesa, GDF e policiais para enfrentar bolsonaristas em Brasília

Dino disse que já comunicou o ministro da Defesa, o governador do Distrito Federal e os diretores-gerais da PF e PRF.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), escreveu em suas redes sociais, na manhã deste sábado (7/1), que novas movimentações no centro de Brasília, de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não vão promover “guerra”.

O ex-governador do Maranhão ainda afirmou que já entrou em contato com o ministro da Defesa, José Múcio, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Além dos diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues e, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Oliveira.

“Sobre uma suposta ‘guerra’ que impatriotas dizem querer fazer em Brasília, já transmiti as orientações cabíveis à PF e PRF. E conversei com o governador Ibaneis e o ministro Múcio”, disse Dino.

https://twitter.com/FlavioDino/status/1611774690510389255?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1611774690510389255%7Ctwgr%5E1a6d456dc479415d7cd21e778a606bee34c06e2c%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fbrasil%2Fpolitica-brasil%2Fdino-sobre-nova-ocupacao-no-qg-do-exercito-impatriotas

O Metrópoles questionou o ministro da Defesa, o governador Ibaneis Rocha e o diretor da Polícia Federal sobre eventuais planos de contingenciamento, caso ocorra uma nova ocupação da área militar, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Nova movimentação

Após bolsonaristas que não aceitam a vitória do presidente já empossado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planejarem uma nova manifestação neste final de semana, o Metrópoles flagrou a chegada de caravanas ao QG de Brasília, na manhã deste sábado (6/1). Até às 12h30, ao menos 11 ônibus haviam chegado ao local.

Por conta do Exército ter fechado diversas vias do Setor Militar Urbano (SMU) para o trânsito de veículos, ao menos cinco ônibus foram obrigados a desembarcar os manifestantes no Eixo Monumental.

A maioria dos veículos são oriundos de Mato Grosso e Espírito Santo.

Confira o momento do desembarque:

Medo de novo episódio

Após diplomação do presidente Lula, no dia 12 de dezembro, um grupos de bolsonaristas incendiaram diversos veículos e depredaram uma série de locais da capital federal, principalmente, no Setor Hoteleiro Norte. Alguns dos autores, segundo investigações estavam acampados na Base Administrativa do Quartel-General do Exército.

Alguns dias depois, antes da posse do petista, um homem também foi preso com meia dúzia de explosivos e um arsenal de armas de fogo. O homem armou uma bomba próximo ao Aeroporto de Brasília e tinha a intenção de detoná-la junto a um caminhão de querosene.

Ele ainda confessou que estava planejando um atentado para o dia da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Posteriormente o suspeito foi detido pela 10ª DP (Lago Sul).

*Com Metrópoles

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Bolsonarismo

Após anúncio de ato extremista, ônibus com bolsonaristas chegam ao QG em Brasília

Nova manifestação foi marcada para segunda-feira (9/1), mas bolsonaristas já chegam ao acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília.

Após bolsonaristas que não aceitam a vitória de Lula (PT) como presidente da República planejarem uma nova manifestação neste final de semana, o Metrópoles flagrou a chegada de caravanas ao QG de Brasília, na manhã deste sábado (6/1).

Até às 12h30, ao menos 11 ônibus haviam chegado ao local.

Por conta do Exército ter fechado diversas vias do Setor Militar Urbano (SMU) para o trânsito de veículos, ao menos cinco ônibus foram obrigados a desembarcar os manifestantes no Eixo Monumental.

*Com Metrópoles

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Vídeo: ânimos se exaltam no QG bolsonarista com a chegada de forças policiais

Bolsonaristas acampados em frente ao QG do Exército em Brasília reagiram à chegada das equipes, e ânimos ficaram exaltados na manhã desta quinta.

De acordo com o Metrópoles, por volta das 6h30, equipes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fecharam uma das pistas do Eixo Monumental próximo ao acampamento. A via foi reaberta às 7h.

Pouco depois, policiais do Batalhão de Choque da Polícia do Exército se posicionaram, por cerca de 30 minutos, em frente ao prédio-sede do QG. Enquanto as equipes ficaram no local, receberam ameaças e xingamentos dos manifestantes bolsonaristas durante todo o tempo.

Desde então, o clima entre os grupos que se intitulam “patriotas” ficou tenso. A informação que circulava entre os acampados era de que fiscais chegariam para retirar barracas do local. “Espalhem-se. Todo mundo que vir algum fiscal ou policial entrando assovia”, orientou um aos demais.

Prontos para reagir a eventuais embates, os bolsonaristas cantaram o Hino Nacional Brasileiro e repetiram frases como “O povo unido jamais será vencido”.

Três veículos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), policias militares de motos, uma carro do Detran-DF e três automóveis da Secretaria de Proteção à Ordem Urbanística (DF Legal) passaram pela área e fizeram uma ronda em frente ao QG.

Enquanto isso, policiais civis e federais davam andamento à Operação Nero, em diferentes partes do DF, para cumprimento de mandados judiciais contra investigados por participar dos atos de vandalismo, na área central de Brasília, em 12 de dezembro.

https://content.jwplatform.com/previews/g6GCQhYK

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Bolsonarismo

Vídeo de Rodrigo Constantino: a última postagem do responsável pela bomba em Brasília

Comentarista da Jovem Pan já havia sido alertado por Cesar Calejon, que acabou demitido, sobre o perigo do seu discurso gerar violência.

Um vídeo do comentarista de extrema direita, Rodrigo Constantino, da Jovem Pan News, foi a última postagem na conta do Twitter de George Washington, militante bolsonarista responsável pela ameaça de um atentado a bomba no sábado (24), em Brasília.

No vídeo, feito antes do segundo turno das eleições deste ano, Constantino faz seus ataques golpistas costumeiros ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se referindo a eles como “o lado de lá”.

Na legenda do compartilhamento, George Washington escreveu em letras maiúsculas: “NÃO PAREM, SABEMOS QUE O OUTRO LADRO TEM UM LADRÃO E MENTIROSO. VAMOS A LUTA! PRA FRENTE E FRONTALMENTE COM DEUS À FRENTE. (Sic)”.

*Com Forum

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Bolsonarismo

PF já prendeu pastor e mais 4 em operação contra atos antidemocráticos no ES

Entre os suspeitos estão pastor bolsonarista, jornalista, dois deputados estaduais e vereador.

Desde a deflagração de operação da Polícia Federal contra atos antidemocráticos, dois deputados estaduais, um vereador, um jornalista e um pastor bolsonarista foram presos no Espírito Santo, suspeitos de envolvimento em manifestações do tipo.

De acordo com a Folha, o pastor bolsonarista Fabiano Oliveira foi preso nesta segunda-feira (19), em Vila Velha (ES). Sua prisão foi confirmada pela Sejus (Secretaria de Justiça do Espírito Santo). Ele deu entrada no Centro de Detenção Provisória de Viana 2 pela manhã.

Desde a última quinta-feira (15), quando se iniciou a operação da PF, também foram presos no estado o jornalista Jackson Rangel Vieira, que está na Penitenciária de Segurança Média 1, e o vereador de Vitória, Armando Fontoura Borges Filho, o Armandinho Fontoura (Podemos), que também deu entrada no Centro de Detenção Provisória de Viana 2, informou a Sejus.

Além deles, segundo a Secretaria, o deputado estadual Carlos Von (DC) teve instalada uma tornozeleira eletrônica, assim como o deputado estadual Luciano Castelo de Assumção, o Capitão Assumção (PL), todos na mesma operação e também suspeitos de colaborar com atos antidemocráticos.

A Folha tentou contato, mas não conseguiu localizar as defesas do pastor Fabiano Oliveira e de Jackson Rangel Vieira até a conclusão desta reportagem.

A reportagem ligou quatro vezes e enviou e-mail, mas não obteve resposta dos gabinetes de Carlos Von e Armandinho Fontoura. Caso haja resposta, o texto será atualizado. Já o gabinete do deputado Capitão Assumção diz que não se manifestará a respeito.

Em vídeo divulgado em redes sociais de apoiadores antes de ser preso, o pastor Fabiano Oliveira pede proteção e “exílio militar”, em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército de Vila Velha.

Nas imagens, ele chama o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de bandido, e se vítima de perseguição política.

Com a deflagração da operação, a PF cumpre 81 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal.

As medidas foram expedidas por Moraes, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele ainda determinou o bloqueio de contas bancárias e perfis de redes sociais dos investigados.

O balanço parcial da PF registrou a apreensão de 21 armas e 200 munições. Em um dos endereços, em Santa Catarina, foram encontradas 11 armas, entre elas uma submetralhadora, um fuzil e rifles com luneta.

Por meio de nota, o STF diz que “a operação se baseou em uma rede de investigação formada por relatórios de inteligência enviados pelo Ministério Público, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal dos estados”.

Segundo a Corte, os levantamentos das corporações identificaram “patrocinadores de manifestações, financiadores de estruturas para acampamentos, arrecadadores de recursos, lideranças de protestos, mobilizadores de ações antidemocráticas em redes sociais, além de donos de caminhões e veículos que participaram de bloqueio”.

A nota ressalta que a investigação apura a atuação de três grupos “envolvidos no crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito”.

Foram mapeados três grupos envolvidos nos bloqueios. O dos líderes, organizadores, financiadores e fornecedores de apoio logístico; os proprietários e condutores de caminhões; e os proprietários e condutores dos veículos utilizados, por exemplo, no “transporte de pneus a serem queimados, estrutura para barracas e transporte de banheiros químicos”.

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Bolsonarismo

Militares já esperam ordem de Lula para acabar com atos em quartéis

Retirada de bolsonaristas golpistas terá risco de confronto, avaliam comandantes.

Segundo a Folha, os comandantes de unidades militares sitiadas por manifestantes bolsonaristas que pedem um golpe que impeça a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se preparam para dispersar os atos em frente a quartéis pelo país assim que o novo presidente assumir o cargo, em 1º de janeiro.

Essa é a expectativa sinalizada por seus superiores, que estão em contato com o futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Os episódios de violência ocorridos na capital federal na segunda (12), após a diplomação de Lula como mandatário máximo pela primeira vez, consolidaram essa percepção.

O presidente eleito queixou-se na terça (13) de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está incitando “fascistas” a promover vandalismo.

O futuro presidente não transmitiu tal ordem para os novos comandantes das Forças Armadas, mas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, comentou que o fará em uma reunião com políticos do Avante. Seja como for, alguma ordem nesse sentido é dada como certa.

Há um certo desconforto entre os militares, dado que os três comandantes ainda no cargo assinaram nota logo após a eleição dizendo que os atos eram legítimos e insinuando críticas ao que consideram perseguição do Judiciário contra bolsonaristas.

Os manifestantes restantes que estão na frente do quartel-general do Exército na capital ou que frequentam a rua de acesso ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, estão sob jurisdição dos fardados.

Como são áreas militares, a segurança é feita pela PE (Polícia do Exército). Mesmo que quisessem, os governadores de estado só poderiam enviar a Polícia Militar para dispersar os atos se houvesse uma requisição do Exército.

Em São Paulo, por exemplo, os soldados estão junto aos portões do comando, ao lado do parque Ibirapuera (zona sul), mas não saem às ruas. Uma alta autoridade estadual afirmou à Folha que “gostaria” de fazer algo, mas que está “de mãos amarradas”.

Até aqui, o crime cometido pelos manifestantes é o previsto pelo artigo 286 do Código Penal, o de incitação das Forças Armadas contra outros Poderes —no caso, com os pedidos de intervenção para evitar a posse de Lula.

É um delito brando, com pena máxima de seis meses e de difícil tipificação. Geralmente, orientados pela fábrica de narrativas do bolsonarismo, os manifestantes dizem querer que o golpe seja dado sob a égide do artigo 142 da Constituição, que regula o papel dos militares.

A leitura feita por eles é aberrante, mas sempre será possível alegar que pensavam ser legal sua ilegalidade proposta.

A coisa muda de figura quando se veem cenas como as de Brasília, que se aproximaram do terrorismo político. O mesmo comandante regional avalia que a ideia disseminada entre os militares que os atos são pacíficos e legítimos foi abalada.

Mesmo que haja dúvidas sobre isso, esse oficial-general diz que assim se a ordem vier dos novos comandantes escolhidos por Lula, será cumprida. Ele admite que há sempre o risco residual de alguma insubordinação, mas ele é visto como mínimo e talvez isolado à ponta, a algum soldado insatisfeito.

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Bolsonarismo

Terrorismo bolsonarista em Brasília: Lula permanecerá na capital; “segurança garantida”, diz Dino

Segurança no hotel de Lula foi reforçada diante da violência de bolsonaristas, que atearam fogo na capital federal e tentaram invadir prédio da PF.

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou na noite desta segunda-feira (12) que a “segurança de Lula está garantida”. O anúncio foi feito devido ao ato terrorista promovido por bolsonaristas em Brasília.

Os apoiadores de Jair Bolsonaro, que não aceitam o resultado das urnas, tentaram invadir o prédio da Polícia Federal após a prisão de um indígena acusado de articular atos antidemocráticos e transformaram a capital federal em uma verdadeira zona de guerra, ateando fogo em carros, ônibus e promovendo inúmeros atos de vandalismo.

Agentes das polícias Federal e Militar reagiram, na tentativa de dispersar os golpistas, com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Diante da violência dos bolsonaristas, que estariam articulando invadir o hotel onde Lula está hospedado, a segurança no local foi reforçada.

“Temos dialogado com o GDF, a quem compete a garantia da ordem pública em Brasília, atingida por arruaças políticas. A segurança do presidente Lula está garantida. As medidas de responsabilização jurídica prosseguirão, nos termos da lei”, anunciou Flávio Dino através das redes sociais.

https://twitter.com/FlavioDino/status/1602469966737211392?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1602469966737211392%7Ctwgr%5E954597545ef8a27554b2e8739d54157bd1e8e8c3%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.apostagem.com.br%2Fwp-admin%2Fpost.php%3Fpost%3D90956action%3Dedit

“Inaceitáveis a depredação e a tentativa de invasão do prédio da Polícia Federal em Brasília. Ordens judiciais devem ser cumpridas pela Polícia Federal. Os que se considerarem prejudicados devem oferecer os recursos cabíveis, jamais praticar violência política”, afirmou ainda o futuro ministro da Justiça.

A princípio, circularam notícias de que Lula estaria sendo retirado do hotel em um helicóptero. A informação, entretanto, foi negada à Fórum pela assessoria do presidente eleito, que garantiu a permanência do petista em Brasília.

https://twitter.com/eixopolitico/status/1602466524090011648?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1602466524090011648%7Ctwgr%5E04fee88187e696e50edb4d0cf715fdde503a039f%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.apostagem.com.br%2Fwp-admin%2Fpost.php%3Fpost%3D90956action%3Dedit

Confira nota da secretaria de Segurança Pública do DF sobre a situação na capital

“Nota Secretaria de Segurança Pública do DF – 12/12 – 22h30

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) informa que as forças de segurança reforçaram a atuação, em toda área central do capital, para controle de distúrbios civis, do trânsito e de eventuais incêndios. As ações começaram em frente ao edifício-sede da Polícia Federal (PF), em decorrência do cumprimento de mandado de prisão, e se estenderam para outros locais da região central.

Como medida preventiva, o trânsito de veículos na Esplanada dos Ministérios, na Praça dos Três Poderes e outras vias da região central está restrito até nova mudança de cenário, após avaliação de equipe técnica. A recomendação dos órgãos de trânsito é a de que os motoristas evitem o centro da cidade.

Destacamos, por fim, que as imediações do hotel em que o presidente da república eleito está hospedado tem vigilância reforçada por equipes táticas e pela tropa de choque da Polícia Militar do Distrito Federal”.

*Com Forum

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Bolsonarismo

Bolsonarismo trata diplomação de Lula como ‘prova contra o TSE’ para conter frustração de seguidores

Grupos de militantes do presidente derrotado disseminam no WhatsApp e no Telegram teoria conspiratória envolvendo Superior Tribunal Militar.

De acordo com Malu Gaspar, O globo, apesar dos temores de que bolsonaristas promovessem por aqui uma versão tropical da invasão do Capitólio dos Estados Unidos, quando apoiadores de Donald Trump tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden, a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Eleitoral se deu sem incidentes nem grande mobilização da oposição.

Desde a véspera do evento, grupos de militantes de Jair Bolsonaro no WhatsApp e no Telegram que apoiam os atos por intervenção militar na frente de quartéis começaram a receber mensagens dizendo que, na verdade, não havia o que temer em relação ao evento.

O argumento da vez, amparado na teoria conspiratória de que a eleição foi fraudada a favor de Lula, é que a diplomação do petista e do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), é necessária, pois representa uma espécie de “confissão” dos alegados “crimes” cometidos pela corte e pelo seu presidente, Alexandre de Moraes, durante a eleição.

Na narrativa do subterrâneo bolsonarista, a oficialização da vitória de Lula através do diploma – ritual da democracia surgido em 1951, na presidência de Getúlio Vargas – garante a Bolsonaro uma “assinatura do crime” definitiva para requerer, junto ao Superior Tribunal Militar (STM), a impugnação da chapa Lula-Alckmin.

O argumento mirabolante é uma distorção do artigo 14 da Constituição Federal, que prevê um prazo de 15 dias para a solicitação de impugnação de mandato eletivo ao Tribunal Superior Eleitoral, desde que sejam apresentadas provas de abuso de poder econômico, corrupção ou fraude.

A Constituição não prevê qualquer participação do STM, mas desde o final de semana mensagens e vídeos afirmando que Bolsonaro vai recorrer ao tribunal militar se disseminam nas redes.

“Agora, sim, o presidente pode agir. E dentro das quatro linhas da Constituição, como sempre nos disse”, escreveu um bolsonarista no Telegram. “Dezenas de crimes foram cometidos desde o início do pleito e a diplomação é o ato em que os responsáveis assinam a culpabilidade de todos os crimes. Agora será cumprida a Constituição e aplicada a lei”, publicou outro.

A teoria sobre a impugnação chegou a ser reproduzida pelo deputado federal reeleito Marco Feliciano (PL-SP), apoiador de Bolsonaro. “Me perguntam se após a diplomação pode haver impugnação? A CF (Constituição Federal) responde”, postou ele, junto com a transcrição do artigo 14.

Circula também a versão de que, caso o TSE e o STF neguem os argumentos que seriam apresentados em uma ação de impugnação da chapa eleita, Bolsonaro poderia convocar o Conselho da República – responsável, entre outras atribuições, pela convocação de Estado de Defesa e o de Sítio.

De acordo com essa nova narrativa, destinada a manter mobilizada uma militância cada vez mais frustrada, a frase “diplomação não é posse” virou uma espécie de chavão, assim como “Lula não subirá a rampa” do Palácio do Planalto.

É típico das dinâmicas bolsonaristas dobrar a aposta em teorias conspiratórias e os dog whistles – os chamados “apitos de cachorro”.

Exemplo disso foi a especulação de que Lula poderá deixar o encontro com Biden nos EUA para o próximo ano, quando já estiver empossado.

“Biden cancela encontro com Lula. Não é estranho? Já deve ter chegado na inteligência do Biden que Lula não subirá a rampa (do Planalto), e não querem associar o presidente dos EUA a um bandido. Isso é muito revelador”.

Nos grupos do WhatsApp, falou-se até em um suposto avião russo que teria aterrissando em Brasília antes da diplomação. As redes do presidente derrotado também contribuíram para jogar gasolina no fogo.

O perfil do aplicativo Bolsonaro TV no Twitter reproduziu uma foto dele diante de um tabuleiro de xadrez, muito usado nos últimos quatro anos para representá-lo como um “enxadrista” que consegue antever os movimentos de adversários. Nas últimas 48 horas, a imagem foi reproduzida aos milhares nos grupos de mensagens.

A estratégia bolsonarista sugere que, esgotado o processo eleitoral, e diante da falta de apoio para uma investiga golpista, o presidente aposta na mobilização permanente de seus apoiadores para além do fim de seu governo, na tentativa de desgastar o governo Lula e manter as instituições democráticas sob estresse.

Resta saber se seus apoiadores terão energia para a empreitada. Enquanto o peso da realidade institucional se impõe, o presidente derrotado tem pouco mais de 15 dias para elaborar uma nova narrativa que explique por que, afinal, Lula terá subido a rampa do Palácio e vestido a faixa presidencial no próximo dia 1º.

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Bolsonarismo

Caminhões de atos antidemocráticos foram usados para tráfico de drogas e contrabando

Caminhões usados em bloqueios antidemocráticos —contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva— de estradas e avenidas do Centro-Oeste já estiveram envolvidos em crimes como tráfico de drogas, contrabando e crime ambiental registrados pela polícia.

As informações constam de documento enviado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) ao STF (Supremo Tribunal Federal), a partir do levantamento de placas dos veículos que participaram de um comboio organizado por manifestantes em Cuiabá (MT) no dia 5 de novembro.

Nesta quarta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes determinou multa de R$ 100 mil aos proprietários dos caminhões listados no documento, que foram identificados pelas autoridades de Mato Grosso.

Moraes também tornou esses veículos indisponíveis —ou seja, proibiu a sua circulação e bloqueou seus documentos. A decisão ocorreu após ele ter determinado a adoção de providências para o desbloqueio de rodovias e espaços públicos no estado.

A situação foi ressaltada pelo procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Pereira, em ofício enviado ao STF em que pediu multa aos envolvidos.

Ele destacou que “alguns desses veículos têm, inclusive, envolvimento com ilícitos anteriores, conforme informado pela PRF”. Os donos dos veículos listados como participantes dos bloqueios são os mesmos que aparecem nos boletins de ocorrência registrados pela polícia.

A Folha entrou em contato por WhatsApp com as pessoas físicas listadas como proprietárias dos caminhões e com os motoristas citados nos casos, mas não obteve resposta. As empresas foram contatadas por email e também não responderam.

Um deles, um caminhão Mercedes Benz modelo Actros 265, já havia sido apreendido em outubro, mês anterior ao dos protestos dos quais participou.

Segundo documento da PRF, ele foi pego na BR-101, altura do município de Palhoça (Santa Catarina), transportando três toneladas de drogas (2,9 toneladas de maconha e 103 quilos de skank).

O motorista foi preso e conduzido, junto com o veículo, à Polícia Federal em Florianópolis. O condutor e outro homem que fazia parte do comboio relataram que ganhariam R$ 100 mil pelo serviço.

De acordo com o boletim de ocorrência, o caminhão estava registrado como de propriedade da empresa Sipal Indústria e Comércio. A mesma companhia teve oito veículos registrados na polícia como participantes de atos antidemocráticos. No dia 17 de novembro, Moraes mandou bloquear a conta bancária da empresa.

O dono e sócios da Sipal foram contatados por email, mas não responderam. A reportagem também ligou para a empresa e acionou por telefone e por WhatsApp o departamento de recursos humanos da empresa, que chegou a dizer nas mensagens que encaminharia os questionamentos para a área responsável —mas as perguntas nunca foram respondidas.

A mesma situação ocorreu com integrantes da família Bedin. Um dos três caminhões registrados em nome de Evandro Bedin usados nos atos também foi pego pela polícia operando para contrabando, em 2018. Bedin aparece como proprietário do veículo no registro do boletim.

O condutor já havia sido preso em outras ocasiões por transportar caixas de cigarros vindos do Paraguai, sem a devida documentação para a entrada do produto. Bedin foi procurado por WhatsApp, onde exibe na imagem de perfil um punho cerrado com as cores da bandeira brasileira e a mensagem “Força, Capitão”, mas não respondeu.

Outro veículo atingido pela decisão de Moraes já havia sido apreendido em boletim registrado por crime ambiental, em nome de Vanteir Pereira da Silva.

Segundo registro da PRF de Rondonópolis (MT), o caminhão foi pego no dia 5 de dezembro de 2021, na BR-364, durante uma fiscalização conjunta com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e a Polícia Militar Ambiental.

Na ocasião, o veículo e a carga foram encaminhados ao pátio da PRF onde ficaria à disposição da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para providências cabíveis, como medidas de remoção e guarda às custas do proprietário.

O motorista foi autuado pelo crime de transportar, adquirir e vender madeira, lenha e carvão sem licença válida. Silva também foi procurado por WhatsApp, mas não respondeu.

Em sua decisão sobre os caminhões, Moraes afirmou que o deslocamento “inautêntico e coordenado” dos veículos para arredores de prédios públicos, em especial instalações militares, com fins de rompimento da ordem constitucional pode configurar o crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito.

“Esse cenário, portanto, exige uma reação absolutamente proporcional do Estado, no sentido de garantir a preservação dos direitos e garantias fundamentais e afastar a possível influência econômica na propagação de ideais e ações antidemocráticas”, acrescentou.

Os atos golpistas começaram logo após ser confirmada a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Bolsonaro nas eleições deste ano.

Caminhões bloquearam rodovias em mais de 100 pontos pelo país e acampamentos foram montados em frente a unidades do exército em diversas cidades.

Bolsonaro não condenou as manifestações em frente aos quartéis, mas pediu para que os bloqueios de rodovias fossem desfeitos.

Quando a PRF conseguiu desmontar as manifestações nas estradas, muitos caminhões seguiram para Brasília e estacionaram no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, na capital federal.

*Com Folha

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Bolsonarismo

Empresário bolsonarista é denunciado sob suspeita de chefiar garimpo em área yanomami

Procuradoria cobra indenização de R$ 36 milhões aos indígenas; defesa diz ver perseguição institucional.

De acordo com a Folha, o  MPF (Ministério Público Federal) em Roraima denunciou à Justiça Federal o empresário bolsonarista Rodrigo Martins de Mello sob suspeita de liderar uma organização criminosa que explora o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Conhecido como Rodrigo Cataratas, o empresário lidera um movimento pró-garimpo no estado e foi candidato a deputado federal pelo PL, o partido do presidente Jair Bolsonaro. Ele foi derrotado.

Na denúncia, o MPF afirma que os acusados devem pagar uma indenização mínima de R$ 36,8 milhões, e o dinheiro deve ser revertido em favor do povo yanomami, como forma de reparação de dano. Em nota, a defesa dos acusados afirmou que eles ainda não foram citados sobre a denúncia.

Integram o grupo criminoso, segundo a acusação da Procuradoria, uma irmã e um filho de Mello. Outras duas pessoas foram denunciadas, mais uma empresa do grupo.

A peça da acusação tem cem páginas e foi protocolada em 8 de novembro, num processo que é mantido sob sigilo na Justiça.

As investigações mapearam a existência de 23 aeronaves a serviço da suposta organização criminosa. O grupo, segundo o MPF, atuava com “poderosa engrenagem logística e econômica” em garimpos na terra yanomami, tanto diretamente na exploração de minérios quanto no fornecimento de infraestrutura a outros grupos.

Mello chegou a colocar uma dessas aeronaves num ato realizado no 7 de Setembro no centro de Boa Vista, em um ato a favor de Bolsonaro.

A aeronave foi estilizada com cores e elementos da bandeira do Brasil e foi colocada num ponto central da manifestação. Bolsonaristas fizeram fotos e selfies com o helicóptero ao fundo.

A terra yanomami tem 20 mil garimpeiros invasores, segundo estimativas de associações de indígenas. Os garimpos explodiram em terras indígenas no governo Bolsonaro. O presidente é favorável à atividade e a estimulou ao longo dos quatro anos de seu mandato. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometeu a retirada de invasores dos territórios tradicionais.

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