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Rio está entre as sete cidades brasileiras ameaçadas por inundação devido ao aumento do nível do mar

Estudo aponta um grupo de 100 municípios em 39 países que podem ser submersos.

O aumento do nível do mar, impulsionado pela emergência climática, ameaça várias cidades brasileiras, entre elas o Rio de Janeiro. Além da capital fluminense, Fortaleza, Salvador, Recife, Porto Alegre, São Luís e Santos também estão em risco.

Essas cidades integram um grupo de 100 municípios em 39 países que podem ser submersos pelo mar, segundo levantamento da organização não governamental Climate Central, com base em dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

No Brasil, a catástrofe potencial poderia afetar até 2 milhões de pessoas. Globalmente, esse número chega a 800 milhões.

A média global mostra um aumento de 9 centímetros no nível do mar nos últimos 30 anos, com estimativas de que o aumento pode chegar a até 80 cm até 2100.

No Estado de São Paulo, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o mar já subiu 20 centímetros nos últimos 73 anos e pode subir mais 36 cm até 2050.

Diante desses desafios, cidades ameaçadas estão adotando medidas para se adaptar e mitigar os danos causados pelo aumento do nível do mar. O Rio de Janeiro, por exemplo, firmou uma parceria com a agência espacial norte-americana NASA para monitorar o nível do mar e desenvolver estratégias de adaptação.

Recife tem removido famílias de áreas de risco como parte de suas ações de mitigação. Fortaleza, por sua vez, está considerando a construção de um lago subterrâneo para conter o avanço das águas.

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Dilma: ‘Minha amiga e professora Conceição Tavares era uma mulher brilhante e profundamente comprometida com a soberania nacional’

A economista Maria da Conceição Tavares faleceu na manhã deste sábado, 08/06, em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro.

Nascida em Aveiro, Portugal, ela era brasileira naturalizada e tinha 94 anos.

A ex-presidenta Dilma Rousseff, atualmente no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), foi aluna de Maria da Conceição Tavares.

Em mensagem no X (antigo Twitter), @dilmabr lamenta a morte da amiga e professora.

Abaixo, a íntegra da mensagem:
Dilma Rousseff (@dilmabr)
”É com grande pesar que recebo a a notícia da morte da economista Maria da Conceição Tavares. Meus sentimentos à família e aos muitos amigos e alunos. Todos ficamos tristes pela sua passagem.
Uma das mais importantes e influentes intelectuais de nosso tempo, Maria da Conceição amou profundamente o Brasil e o povo brasileiro, tendo sido uma das grandes pensadoras sobre o destino do país, os rumos da nossa economia e os caminhos para o desenvolvimento com Justiça Social.

Minha amiga e professora era uma mulher brilhante e profundamente comprometida com a soberania nacional, tendo atuado decisivamente na construção de um Brasil menos desigual.

Era uma portuguesa que veio para o país ainda criança e virou uma brasileira de coração e de compromisso firme com o nosso povo.

Minha companheira de lutas e sonhos.

Maria da Conceição Tavares, presente!”

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Morre aos 94 anos a admirável Maria da Conceição Tavares, formadora de várias gerações de economistas brasileiros

Sua dedicação à justiça social e ao desenvolvimento econômico brasileiro foi uma constante em sua vida, e seu impacto será sentido por muitos anos.

O Brasil perdeu neste sábado, 8 de junho, uma de suas maiores referências no campo da economia: Maria da Conceição Tavares. Aos 94 anos, morreu a economista que se destacou por suas contribuições ao pensamento desenvolvimentista e por seu papel na formação de várias gerações de economistas brasileiros, deixou um legado imensurável.

Maria da Conceição Tavares nasceu em Anadia, em Aveiro, Portugal, e cresceu em Lisboa. Filha de uma mãe católica e um pai anarquista que abrigava refugiados da Guerra Civil Espanhola durante a era Salazar. Ela iniciou sua formação em Engenharia na Universidade de Lisboa, mas logo se transferiu para Ciências Matemáticas, licenciando-se em 1953.

Em 1954, fugindo da ditadura salazarista, Conceição Tavares se mudou para o Brasil, onde iniciou sua carreira como estatística no Instituto Nacional de Imigração e Colonização (INIC). Naturalizou-se brasileira em 1957 e, nesse mesmo ano, matriculou-se no curso de Economia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Sua carreira no Brasil foi marcada por importantes passagens pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Grupo Executivo de Indústria Mecânica Pesada (Geimape). Trabalhou também na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), onde desenvolveu trabalhos influenciados por economistas como Celso Furtado, Caio Prado Jr., e Ignácio Rangel.

Entre suas obras mais importantes, destaca-se “Auge e Declínio do Processo de Substituição de Importações no Brasil”, de 1972, que trouxe análises profundas sobre a economia brasileira e suas transformações.

Nos anos 80, Maria da Conceição Tavares tornou-se uma das principais assessoras econômicas do PMDB e lecionava no Instituto de Economia da Unicamp, onde ajudou a implantar os cursos de mestrado e doutorado. Foi uma das vozes mais críticas do Plano Real na década de 1990 e se destacou como deputada federal pelo PT do Rio de Janeiro.

Em 1998, venceu o Prêmio Jabuti na categoria ‘Economia’, reconhecendo sua significativa contribuição ao pensamento econômico no Brasil.

Ao longo de sua carreira, Maria da Conceição Tavares formou e influenciou inúmeros economistas e líderes políticos, entre eles José Serra, Luciano Coutinho, e Luiz Gonzaga Belluzzo. Sua dedicação à justiça social e ao desenvolvimento econômico brasileiro foi uma constante em sua vida, e seu impacto será sentido por muitos anos.

A economista era também uma apaixonada torcedora do Vasco da Gama, e em 2018, sua vida e obra foram celebradas no documentário dirigido por José Mariani.

https://twitter.com/i/status/1799442286536692110

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“Uma infância conturbada”: Heloísa sobre a vida com seu pai Olavo de Carvalho

“Meu pai foi criado em ambiente de mágoa e ódio; ao mesmo tempo, estava numa redoma, minha avó tratava ele como doente”.

Heloísa de Carvalho, filha primogênita do filósofo e guru da extrema-direita, Olavo de Carvalho, narra em entrevista exclusiva ao jornalista Luis Nassif, do GGN,, sobre como foi sua infância e adolescência ao lado de um pai “atormentado” que acabou influenciado, ao longo de sua vida, uma legião de seguidores com visões distorcidas de mundo.

Heloísa faz uma viagem ao tempo e revela como era a relação de Olavo com seus pais; relembra seus casamentos e relacionamentos extraoficiais, além da convivência com a mãe de Heloísa – que acabou desenvolvendo depressão e traumatizando a família com duas tentativas de suicídio que levaram a dois episódios de internação psiquiátrica. Olavo também foi internado algumas vezes.

A primogênita também narra como Olavo encabeçou uma escola de astrologia na década de 1980 que fez sucesso para, depois, investir em outros tipos de cursos que atraíram alunos ricos que ajudaram a bancar suas despesas nos Estados Unidos nos anos seguintes.

As várias religiões, seitas e filosofias de vida de Olavo também estão na pauta da entrevista, que aborda ainda como ele ficou amigos dos militares e como conheceu Steve Bannon.

A INFÂNCIA DE HELOÍSA E OS IRMÃOS

Foi uma “infância completamente conturbada”, relata Heloísa, lembrando que até seus 15 anos de idade, computou cerca de 15 mudanças de endereço. Olavo de Carvalho tinha problemas para pagar o aluguel e, na maioria das vezes, precisa mudar de casa após ter sido despejado.

SURTOS PSIQUIÁTRICOS DE OLAVO

A primeira internação de Olavo de Carvalho teria se dado após um surto, quando ele trabalhava na redação do Jornal da Tarde. “Quando o histórico psiquiátrica dele veio à tona, ele veio com essa história de que ele se internava antes do surto. (…) Ele dizia que ele tinha a chave da clínica e fazia reuniões com o corpo clínico e dava diagnósticos! É evidente que tinha problemas psiquiátricos. Todo louco fala loucura desse nível.”

A RELIGIÃO DE OLAVO

Segundo Heloísa, é curioso como os seguidores de Olavo de Carvalho, que são em maioria conservadores, não se atentam ao fato de que ele nunca foi fiel a uma só religião, mas sim passou por diversas “fases”, sendo que a que mais durou foi sua fase no islã.

“Até meus oito anos, ele era católico, rezava antes de refeições. Depois veio a fase ateu, meio ‘hipponga’, só maluquice, frequentando o inferno do Madame Satã em São Paulo. Ele chegou a me levar com 12 anos. Depois teve a fase budista, depois a islâmica, depois voltou para católica. Teve a fase mística, onde ele participou de duas investigações por causa de uma seita – investigação criminal sobre várias questões, desde aborto até lavagem de dinheiro, descaminho fiscal, etc.”

A INFÂNCIA DO OLAVO

“Olavo teve uma infância difícil. Meu avô, o pai dele, era advogado formado pelo Largo de São Francisco, na USP. Minha avó era de cidade do interior, dona de casa, de estudo primário, criada para um bom casamento e ser a dona de casa perfeita”, lembra Heloísa. “Quando Olavo tinha seus 8 anos de idade, meu avô abandonou minha avó, pois tinha um relacionamento com uma secretária.”

“Olavo só foi ter relacionamento de novo com o pai dele aos 18 anos. Foram 10 anos de alienação parental. (…) Meu pai foi criado em ambiente de mágoa e ódio, e ao mesmo tempo ele estava numa redoma, minha avó tratava ele como uma criancinha doente.”

A ADOLESCÊNCIA DE HELOÍSA

“A gente nunca sofreu violência física do meu pai. Eu na minha vida apanhei uma vez só do meu pai. Meus irmãos, uma ou duas vezes. Era mais violência psicológica e material.”

Segundo Heloísa, era os familiares do lado materno quem cuidava financeiramente das crianças de Olavo. Por alguns anos, Heloísa viveu na casa de uma tia. Ao chegar aos 15 anos de idade, a tia conversou com Heloísa e explicou que, se quisesse, ela poderia voltar a morar na casa de Olavo, e Heloísa acabou escolhendo se mudar. “Quando cheguei na casa da Bela Vista, era uma comunidade islâmica! Tinha de 20 a 30 pessoas morando numa casa”, disse ela, afirmando que se arrependeu da decisão, mas era tarde demais.

A MÃE DE HELOÍSA

“Minha mãe e Olavo não tinham diferença. Ela era uma pessoa igual a ele, irresponsável, sem profissão. (…) Em qualquer problema que o Olavo se envolvia, estava lá minha mãe para ajudar.”

A mãe de Heloisa tentou suicídio duas vezes, em meados da década de 1980, quando Olavo tinha a Escola Júpiter, uma escola de astrologia que fez sucesso à época. Na primeira tentativa, a mãe tentou cortar os pulsos na banheira, e Olavo usou do episódio para dar uma “lição” aos filhos homens.

“Nesse episódio teve uma coisa horrorosa. Eu lembro da minha mãe amarrada numa camisa de força, toda cheia de sangue, molhada, porque tinham tirado ela da banheira e puseram na camisa de força. Ela na maca, com aqueles cinturões de couro, e meu pai pegou a mão dos meus dois irmãos menores e disse: ‘Olhem! Sejam homens, sejam homens!’ O Luís tinha uns 8 anos e o Tales, uns 6, vendo a mãe na maca toda ensanguentada, delirando porque ela já tinha perdido muito sangue e falava coisa com coisa.”

A segunda tentativa de autoimolação foi usando remédios, e Heloísa também presenciou a cena. “Olhei embaixo da cama e vi os comprimidos. E foi quando ela teve a segunda internação psiquiatra. Todas essas internações tinham relação com o Olavo, porque ela nunca se desconectou dele, nunca aceitou a separação – e nem ele, porque ele ia atrás dela.”

Heloísa conta que a sua mãe se separou de Olavo pela primeira vez quando descobriu que ele estava namorando uma aula da Escola Júpiter. Enquanto a mulher e os filhos viviam nos fundos da escola com poucos recursos, Olavo usava o faturamento para se divertir em bares com estudantes, lembra Heloísa.

Olavo decidiu investir em filosofia no final da década de 1980, início dos anos 1990.

AMIGOS DE OLAVO

Segundo Heloísa, Olavo tinha muito amigos e alunos, inclusive de famílias abastadas, ao longo de sua vida. “Uma coisa que temos que concordar: ele tinha carisma, tinha uma falácia, um potencial de convencimento muito grande. Eu admirava ele ter essa facilidade. Mas era sempre para o errado, para a sacanagem e os golpes”, disse Heloísa, lembrando que não era raro o pai pedir dinheiro aos amigos ricos alegando que precisava cuidar das crianças.

MILITARES E ESTADOS UNIDOS

Foi morando em Petrópolis, no Rio de Janeiro, que Heloísa percebeu que além de tudo, Olavo também tinha amizades com militares. Depois da passagem pelo Rio, ele morou ainda na Romênia, retornou ao Brasil para viver no interior de São Paulo, e depois mudou-se para Curitiba. Por fim, foi viver nos Estados Unidos, onde comprou a casa de uma prima de um amigo endinheirado, pagando prestações de maneira informal, sem precisar passar pela burocracia de financiamento.

CAPACIDADE DE ALTERAR A REALIDADE

“É assustadora. Teve uma época em que eu estava na faculdade, começando a assistir audiências, e eu pedi a ele alguns livros de referência sobre retórica. Ele me deu uma lista de 20 livros. Eu falei ‘menos, pai’. Então ele me deu 10 livros de presente, entre eles, Schopenhauer. Quando eu li, eu comecei a entender muito mais o Olavo. Aqueles estratagemas… Ele passou a acreditar e incorporar um personagem que ele criou.”

FASE ANTICOMUNISTA

A fase anticomunista de Olavo de Carvalho começou em meados de 2002, quando o primeiro governo Lula estava germinando ainda. Uma vez eleito, Lula passou a ser alvo de críticas constantes de Olavo. Curiosamente, naquela fase, Heloísa namorava um assessor direto de José Dirceu.

HERANÇA

Sobre a herança, Heloísa comentou achar um “absurdo” que, após dois anos da morte de Olavo de Carvalho, a viúva e terceira esposa dele ainda não tinha feito o inventário. Foi Heloísa quem entrou na Justiça para dar publicidade ao testamento que Olavo fez nos EUA em 2018, revelado na quarta-feira, 22 de abril de 2024, pelo Jornal O Globo.

TRATAMENTO NOS EUA

“Ele teve várias internações lá, caríssimas. Tenho uma amigo que foi médico nos EUA e ele me falou que uma das estimativas de uma semana de internação de Olavo sairia mais de 300 mil dólares. Eu acho que foi o seguinte: a maioria delas [internações] foi bancada por alunos. Gente com muito dinheiro. Mas chegou num ponto que não dava mais. Internações muito longas. Uma delas, nos EUA, durou quase um mês. E daí ele veio para onde ele tanto falou mal: o SUS, no Brasil. (…) Do dia para a noite, ele acorda no Brasil num apartamento no InCor. Como ele chegou e como ele foi embora – aquela fuga fantástica – ninguém sabia”.

Heloísa contou em primeira mão ao GGN que descobriu como Olavo de Carvalho saiu “fugido” do Brasil após suas internações em virtude de um câncer. Ele decidiu retornar aos EUA escapando pelo Paraguai depois que foi intimado pela Polícia Federal a prestar esclarecimentos no inquérito das fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal. “Ele morria de medo de ser preso.”

“Primeira vez que falo em entrevista: Olavo saiu de São Paulo e foi para o Paraguai de carro. Quem levou ele foi o filho de um aluno dele, o Thales de Carvalho, esse mesmo Thales que explodiu na imprensa com a história de assédio e abusos. No Paraguai, Olavo ficou na casa do Thales. De lá é que ele foi para os EUA. (…) Meus irmãos negam, mas fizeram parte da arquitetação e realização da fuga.”

MORTE DO OLAVO

“Até hoje não obtive a certidão de óbito onde fala que foi Covid mesmo. Foi em plena pandemia, e no cemitério onde ele foi enterrado tinham outros velórios. Eram todos velado com caixão aberto, porque eram mortes de causas naturais. Mas Olavo foi velado ao lar livre, de caixão lacrado. Dias antes, saiu notícias de que ele estava internado com Covid.”

PESSOA ATORMENTADA A VIDA INTEIRA

Para Heloísa, Olavo foi uma pessoa atormentada a vida inteira e “com isso acabou criando seres atormentados. Meus irmãos, infelizmente, dão dó. Eu tenho dó dos meus 21 sobrinhos, 21 netos que o Olavo tem. Estou descontando meu filho, que foi afastado disso tudo. Mas foram 21 sobrinhos criados na teoria da conspiração, homofobia, discurso de ódio, fake news. É preocupante, é triste. Mas não posso fazer nada.”

“Dos alunos do Olavo, há muitos relatos de alunos que ficaram loucos, tiveram surtos, foram internados em clínicas psiquiátricas. Tentei levantar história de uma aluna muito próxima dele que cometeu suicídio. Desde criança escuto essas histórias.”

BOLSONARO E STEVE BANNON

“Olavo dizia que não tinha relação com Bolsonaro. Mas a relação dele com Eduardo Bolsonaro tinha 10 anos antes da eleição de 2018. A coisa veio publicamente agora, mas não era de agora. (…) Ele acabou conhecendo [o Steve Bannon] por meio do Eduardo. Acabaram virando amiguinhos. Um ia jantar na casa do outro e tudo. Olavo já conhecia Bannon e, provavelmente, deveria ser o grande líder dele. Outra pessoa completamente perturbada.”

*GGN

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Chuva forte volta a inundar ruas de Porto Alegre. Aulas são suspensas

Volume de chuva pode aumentar entre esta quinta (23/5) e sexta (24/5) em Porto Alegre. Os bueiros das ruas começaram a transbordar.

Com o retorno das chuvas, as ruas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, registram o aumento das águas em vários bairros do município nesta quinta-feira (23/5). As esquinas das ruas João Manoel e Sete de Setembro, no centro, começaram a transbordar.

Os bairros mais afetados pela elevação da água são: Menino Deus, Praia de Belas, Cidade Baixa, Santana, além de áreas da zona norte. A limpeza do Mercado Público estava marcada para a manhã desta quinta (23/5), mas foi suspensa devido às enchentes. As informações são de O Globo.

Na zona sul de Porto Alegre, como na Cavalhada, Otto Niemeyer, foi registrado o grande volume das águas. As avenidas Cairú e Brasil, que já estavam secas pela manhã, voltaram a alagar. As vias 24 de Outubro, Farrapos, Cristovão Colombo também se encontram inundadas.

Aulas suspensas

Devido às condições meteorológicas que atingem Porto Alegre nesta quinta-feira (23/5), as aulas estão suspensas nas redes pública e privada nesta sexta-feira (24/5). A decisão é conjunta do governo do estado do RS e da Prefeitura de Porto Alegre.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as tempestades devem se intensificar e os volumes de chuva podem aumentar entre quinta (23/5) e sexta-feira (24/5). Em Porto Alegre, as mínimas podem ficar abaixo dos 10°C a partir da sexta-feira (24/5) e durante o fim de semana, com baixa sensação térmica.

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Novos temporais devem atingir o RS com ventos de até 100 km/h

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta para novas tempestades no Rio Grande do Sul entre quarta e quinta.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um novo aviso que preocupa o Rio Grande do Sul, que já atravessa uma tragédia climática e humana desde o início do mês. Segundo o órgão, novas tempestades devem atingir o estado entre esta quarta-feira (22/5) e a manhã de quinta (23/5).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um novo aviso que preocupa o Rio Grande do Sul, que já atravessa uma tragédia climática e humana desde o início do mês. Segundo o órgão, novas tempestades devem atingir o estado entre esta quarta-feira (22/5) e a manhã de quinta (23/5).

Além de chuvas entre 30 e 60 mm por hora, o instituto prevê que o estado ainda pode ser atingido por ventos intensos de até 100 km/h e queda de granizo.

No alerta, o Inmet ainda avalia que os novos temporais podem provocar o corte de energia elétrica, queda de árvores e causar ainda mais inundações no estado.

As possíveis chuvas foram classificadas como perigosas, e podem afetar o sudoeste, centro, sudeste do Rio Grande do Sul, além da região metropolitana de Porto Alegre.

Tragédia
Desde o início deste mês, a maior parte do estado do Sul está sendo castigada pelas chuvas. A enchente provocou estragos e mortes em vários municípios gaúchos. Mesmo vários dias depois do início dos problemas, a água ainda não baixou completamente.

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Imagens de satélite mostram avanço das águas do Guaíba sobre a Lagoa dos Patos e alta do nível preocupa

Cidades no entorno da lagoa, como Pelotas e Rio Grande, já somam seis mil pessoas desalojadas.

Imagens de satélite divulgadas pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg) mostram uma mancha de sedimentos que desce dos rios no interior do estado, que desembocam no Guaíba e se espalham pela Lagoa dos Patos. As fotos captadas pela Agência Espacial Europeia entre quarta e sexta-feira da semana passada, nos dias 14, 15 e 17 de maio, também ressaltam a preocupação com o aumento do nível da Lagoa, cuja média estava em 2,68 metros, enquanto a cota de inundação é de 1,30 metros.

O Laboratório de Oceanografia Dinâmica e por Satélites (Lods) da Furg estimou que a pluma já ultrapassou a latitude da Vila do Bojuru, no município de São José do Norte. O avanço dos sedimentos é lento e caracterizado pela linha vermelha nas imagens.

De acordo com o coordenador do Lods, Fabricio Sanguinetti, a mancha avermelhada é causada por uma “pluma de sedimentos”, levantada pelo grande volume de chuvas que atingiram as bacias hidrográficas ao norte do Rio Grande do Sul nas últimas semanas.

Segundo o professor, os sedimentos podem ter avançado além do que mostra a imagem do satélite, que só captura a imagem da superfície. “É possível que as águas do Guaíba já estejam alcançando regiões mais ao sul do que podemos observar nessa mancha de sedimentos”, explicou.

Como consequência desse acréscimo de sedimentos na Lagoa, e os sedimentos impedindo a penetração da luz na lagoa, a expectativa é de que a mancha possa afetar os organismos que vivem na Lagoa, que é fonte de renda e alimentos para pescadores na região.

“Haverá prejuízos ao meio ambiente, com, por exemplo, a mortalidade excessiva de peixes. O tempo que o efeito desse acréscimo exacerbado de sedimentos na lagoa irá durar vai depender muito das condições meteorológicas e hidrológicas da região”, explicou. Segundo ele, o vento vai ser fator determinante para o escoamento dos sedimentos para o oceano.

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Uma em cada 3 cidades brasileiras está suscetível a inundações, enchentes e deslizamentos de terra

Levantamento do governo federal estima que 1.942 municípios – onde vivem 73% da população brasileira – estão em risco de eventos como o que assola o Rio Grande do Sul e já provocou estragos em Petrópolis (RJ) e São Sebastião (SP). O dado, contudo, pode ser ainda maior.

Desastres climáticos como o que assola o Rio Grande do Sul e já provocou destruição e mortes em São Sebastião (SP) e em Petrópolis (RJ) podem se repetir em pelo menos outros 1.942 municípios brasileiros. É o que estima a Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, órgão vinculado à Casa Civil, em nota técnica divulgada nesta sexta-feira (17). Uma em cada três cidades está localizada em área de risco recorrente para desastre climático, como inundações, enchentes e deslizamentos de terra.

Apesar de já relevante, esse número de cidades em risco pode ser ainda maior. O documento é baseado no Atlas de Desastre e Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, que compila eventos do tipo entre 1991 e 2022. Por conta disso, as informações listadas não consideram os eventos mais recentes provocados pelas mudanças climáticas principalmente no sul do país. Apenas 142 municípios gaúchos, por exemplo, constam na nota técnica. Bem abaixo do total de 450 cidades que foram afetadas pelas fortes chuvas, segundo dados da Defesa Civil do RS.

Mas, mesmo com o número subestimado, o número de pessoas que vivem nesses municípios com algum grau de risco é equivalente a 73% da população brasileira. Nas 1.942 cidades vivem 148,8 milhões de pessoas.

Mudanças climáticas acendem alerta para futuro próximo no Brasil Cidades com risco de desastre
Para chegar à projeção, o governo federal levou em conta localidades com óbitos devido a desastres ligados ao clima entre 1991 e 2022. Assim como a ocorrência de 10 registros ou mais de desastres no período. A metodologia também abarcou a apresentação de mais de 900 pessoas desalojadas/desabrigadas; 500 pessoas ou mais em áreas mapeadas com risco geo-hidrológico; localidades com alta vulnerabilidade a inundações e a ocorrência de 400 dias de chuvas, ou mais, acima de 50 milímetros entre 1981 a 2022, diz a RBA.

Entre 1991 a 2022, essas cidades com risco de desastre registraram 3.890 mortes em 16.241 desastres. O que deixou 7,9 milhões de desabrigados/desalojados. A quantidade de pessoas em área de risco geo-hidrológico totaliza 8,9 milhões, de acordo com a nota técnica. Já os municípios suscetíveis a movimentos de massa, os chamados deslizamentos, somam 1.023. Enquanto os que podem ter alagamentos e enxurradas são 1.766 e 1.811 estão suscetíveis a inundações. Um mesmo município pode ter ainda mais de um tipo diferente de risco identificado.

Populações nos municípios em risco
O levantamento destaca que o Sudeste brasileiro concentra a maior população exposta aos riscos. Minas Gerais é o estado com maior quantitativo de cidades com risco de desastres naturais, com 283. Na sequência vem São Paulo (172), Rio de Janeiro (75) e Espírito Santo (71). No Sul, Santa Catarina desponta com o maior número de municípios (207) e pessoas expostas aos riscos, seguido do Rio Grande do Sul (142) e Paraná (80).

Já na região Nordeste, destacam-se a Bahia (137), Maranhão (110), Pernambuco (106) e Ceará (74). A Bahia também tem a maior proporção do Brasil de população de seus municípios suscetíveis em áreas mapeadas aos riscos (17,3%). O Norte, caracterizado por inundações graduais, tem no Pará (82) e do Amazonas (59) os maiores números de municípios com risco.

No Centro-Oeste o percentagem de registro de eventos e de pessoas expostas aos riscos é o menor. Com 40 cidades, Mato Grosso apresenta o maior número de municípios mais suscetíveis na região. Mas o Mato Grosso do Sul tem a maior quantidade de pessoas mapeadas em áreas de riscos (25.092).

Desastre na cidade de Teresópolis
O mapeamento de cidades sob risco começou a ser feito no início de 2011, após as fortes chuvas que atingiram a cidade de Teresópolis, na região serrana do Rio. Essa é considerada a maior catástrofe de origem geohidrológica do país. Mais de 900 pessoas morreram após dois dias de chuva que provocou deslizamento de terra e deixou ao menos 350 pessoas desaparecidas, além de milhares de desabrigados.

A tragédia levou à criação do Plano Nacional de Gestão de Crises e Respostas a Desastres Naturais, sob a coordenação da Casa Civil no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). No entanto, a falta de efetivação do plano e de políticas para o enfrentamento das mudanças climáticas tem levado a novos desastres. Como em 2022, em Petrópolis, também na região serrana fluminense. Deslizamentos deixaram 235 mortos e hoje há ainda 70 mil pessoas vivendo em áreas de risco na região.

Agora no Rio Grande do Sul
No início do ano passado, outras 64 pessoas morreram com deslizamento de encostas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Agora no Rio Grande do Sul, 154 óbitos já foram confirmados em balanço da Defesa Civil desta sexta. Ao menos 98 pessoas seguem desaparecidas e quase 620 mil pessoas estão fora de suas casas.

Atualmente, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) conta com equipamentos de monitoramento de chuvas em 1.133 municípios brasileiros. A previsão é de que eles sejam instalados nas 1.942 cidades listadas até o fim de 2027.

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Bairro de cidade do RS é varrido por enchente e some do mapa; veja antes e depois

Imagens mostram bairro de Passo de Estrela, em Cruzeiro do Sul, totalmente varrido pela água

A cidade de Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, está entre os muitos afetados pelas enchentes que atingiram o estado desde o início de maio. Imagens captadas por drone mostram a destruição no que, até então, era o bairro Passo de Estrela, localizado próximo ao leito do Rio Taquari. O local foi engolido pela força da água e desapareceu.

As imagens, gravadas nesta terça-feira (14), mostram o bairro totalmente destruído. Em meio a lama e poças de água, somente alguns resquícios do que, até então, era um bairro habitado por centenas de famílias. O vídeo abaixo, do Grupo A Hora, mostra o que sobrou do bairro.

Nova chuva no RS
Uma nova frente fria se aproxima do Rio Grande do Sul, trazendo a previsão de chuvas para a próxima quinta-feira (16). De acordo com meteorologistas, as precipitações devem ser menos volumosas do que os temporais que atingiram o estado nos últimos dias, porém ainda há risco de formação de um novo ciclone extratropical na sexta-feira (17).

As temperaturas seguem baixas no estado, podendo chegar a 0°C em alguns pontos.

Apesar de menos intensas, as chuvas projetadas para o período podem acumular entre 60 a 90 milímetros em diversas cidades gaúchas até domingo (19). Já em Santa Catarina e no Paraná, os volumes podem superar os 100 milímetros, diz a CNN.

Um levantamento da Climatempo revelou que, nos primeiros 15 dias deste mês, Fontoura Xavier, no noroeste do Rio Grande do Sul, registrou precipitação de quase 1.000 milímetros – volume equivalente a seis meses de chuva na região.

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Prefeitura de Porto Alegre planeja ‘cidade provisória’ para 10 mil pessoas desabrigadas pelas enchentes

A prefeitura de Porto Alegre está desenvolvendo um plano para construir uma “cidade provisória” no bairro Porto Seco, destinada a abrigar 10 mil pessoas desabrigadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O terreno escolhido é uma área pública do Complexo Cultural do Porto Seco, que não foi afetada pelas inundações e foi identificada como ideal para concentrar os desabrigados.

Enquanto as áreas afetadas, como as ilhas, o Bairro Humaitá e o 4º Distrito, estão em processo de reconstrução, a nova cidade provisória ofereceria infraestrutura essencial, incluindo escolas, mercados e segurança, para atender às necessidades da população deslocada.

O plano foi discutido no sábado (11) e inclui a instalação de até cinco mil barracas fornecidas pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. No entanto, o projeto ainda está em fase de estudo e não foi oficialmente anunciado pela prefeitura.

A prefeitura busca financiamento do governo federal para viabilizar a construção da cidade provisória. A proposta será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

A administração municipal está preocupada com a possível diminuição da mobilização de voluntários e a necessidade de devolver os imóveis emprestados por entidades privadas para uso como abrigos temporários. .

Este plano de emergência visa proporcionar um alívio imediato e estruturado para milhares de pessoas que perderam suas casas, oferecendo um local seguro e equipado até que possam retornar às suas residências originais.