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Miliciano Adriano da Nóbrega pagou R$ 80 mil pela cirurgia de Queiroz no Albert Einstein

Uma das transações financeiras ajuda a esclarecer um mistério: de onde veio o dinheiro usado pelo faz-tudo da família Bolsonaro para a retirada de um câncer.

Era antiga e umbilical a relação entre o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, faz-tudo da família Bolsonaro, e o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado pelo Ministério Público (MP) de chefiar um grupo de extermínio que trabalhava para uma das mais temidas milícias do Rio de Janeiro. Os dois serviram juntos na Polícia Militar, onde foram parceiros em rondas que resultaram na morte suspeita de um civil. Em diferentes eleições, eles também pediram votos para Jair Bolsonaro e seus filhos a colegas das forças de segurança e em áreas controladas por milicianos, como Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital fluminense.

A parceria aproximou suas famílias e, de quebra, desdobrou-se para a área financeira. Pelas mãos de Queiroz, a mãe e a ex-mulher de Adriano foram contratadas para trabalhar no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e, segundo o MP, devolveram parte dos salários que recebiam. Sob o guarda-chuva desse contrato principal, firmado no âmbito do esquema da rachadinha, Adriano e Queiroz realizaram outras transações financeiras.

Uma delas ajuda a esclarecer parte de um antigo mistério: de onde saiu o dinheiro vivo usado por Queiroz a fim de pagar a sua cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um câncer no cólon. O custo total da operação foi de quase 135 000 reais, quitados em espécie. Apesar de sua movimentação bancária milionária descoberta pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do governo federal, Queiroz sempre viveu de forma modesta.

Diante da necessidade de arcar com uma despesa médica de tal monta, sua mulher, Márcia de Aguiar, ligou para Adriano — que na época ainda não havia sido denunciado pelo MP — e pediu ajuda. O ex-capitão concordou em dar 80 000 reais ao amigo e mandou um de seus funcionários levar o dinheiro do Rio para São Paulo. A familiares, Adriano disse que ajudou Queiroz porque eles eram amigos de longa data.

Era antiga e umbilical a relação entre o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, faz-tudo da família Bolsonaro, e o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado pelo Ministério Público (MP) de chefiar um grupo de extermínio que trabalhava para uma das mais temidas milícias do Rio de Janeiro. Os dois serviram juntos na Polícia Militar, onde foram parceiros em rondas que resultaram na morte suspeita de um civil. Em diferentes eleições, eles também pediram votos para Jair Bolsonaro e seus filhos a colegas das forças de segurança e em áreas controladas por milicianos, como Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital fluminense. A parceria aproximou suas famílias e, de quebra, desdobrou-se para a área financeira. Pelas mãos de Queiroz, a mãe e a ex-mulher de Adriano foram contratadas para trabalhar no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e, segundo o MP, devolveram parte dos salários que recebiam. Sob o guarda-chuva desse contrato principal, firmado no âmbito do esquema da rachadinha, Adriano e Queiroz realizaram outras transações financeiras.
NO CRIME – Adriano: fortuna estimada em 10 milhões de reais – //Reprodução

Uma delas ajuda a esclarecer parte de um antigo mistério: de onde saiu o dinheiro vivo usado por Queiroz a fim de pagar a sua cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um câncer no cólon. O custo total da operação foi de quase 135 000 reais, quitados em espécie. Apesar de sua movimentação bancária milionária descoberta pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do governo federal, Queiroz sempre viveu de forma modesta. Diante da necessidade de arcar com uma despesa médica de tal monta, sua mulher, Márcia de Aguiar, ligou para Adriano — que na época ainda não havia sido denunciado pelo MP — e pediu ajuda. O ex-capitão concordou em dar 80 000 reais ao amigo e mandou um de seus funcionários levar o dinheiro do Rio para São Paulo. A familiares, Adriano disse que ajudou Queiroz porque eles eram amigos de longa data.

Queiroz ficou internado no Albert Einstein entre 30 de dezembro de 2018 e 8 de janeiro de 2019. Naquele período de virada de ano, três de seus filhos se hospedaram num imóvel de Adriano no Rio, recebendo os cuidados e a proteção de pessoas ligadas ao ex-capitão. A reciprocidade era uma tônica na relação entre as famílias. Raimunda Veras, a mãe de Adriano, trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio entre 2016 e 2018, quando recebeu 252 699 reais em salários e sacou 94,67%.

O porcentual abocanhado se repetiu no caso de outros servidores e indica uma espécie de meta de arrecadação. Em depoimento ao MP em setembro passado, Luiza Sousa Paes admitiu que era funcionária-fantasma e também devolvia mais de 90% do salário, em razão de um acerto com Queiroz. Ela foi a primeira servidora a reconhecer a existência da rachadinha. Seu testemunho, revelado pelo jornal O Globo, foi usado pelos promotores para denunciar Flávio Bolsonaro, Queiroz, as parentes de Adriano e mais uma dezena de pessoas por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Diferentemente de Raimunda e Luiza, Danielle da Nóbrega, ex-mulher de Adriano, vivia sob outras regras. Durante seu período no gabinete de Flávio na assembleia, ela recebeu 776 343 reais em salários e devolveu 21,38% do valor. A mordida era menor devido a uma ação entre amigos. Adriano queria que Danielle tivesse uma ocupação formal e uma fonte de renda lícita.

Para que os desembolsos dela não ficassem abaixo do cobrado de outros funcionários, ele propôs repassar a diferença a Queiroz, em dinheiro vivo, com recursos próprios. Uma reportagem de VEJA publicada no mês passado mostrou que Adriano fez uma fortuna de pelo menos 10 milhões de reais depois de trocar a PM, corporação da qual foi expulso, pelo submundo do crime. Seu faturamento mensal variava de 250 000 reais a 350 000 reais com a exploração de atividades como jogos ilegais, grilagem de terras e venda e aluguel de apartamentos construídos irregularmente. Mesmo quando se separou de Danielle, Adriano manteve o acordo com Queiroz. Os dois tratavam o emprego dela como uma espécie de pensão. Na prática, uma coisa substituía a outra.

Quando foi demitida, em 2018, Danielle pediu socorro ao ex-marido, lembrando que tinha contas a pagar. “Contava com o que vinha do seu tbm (sic)”, respondeu Adriano por mensagem. Num primeiro momento, Danielle seguiu as recomendações de Queiroz sobre como proceder em relação ao avanço das investigações. A ordem era ficar em silêncio. Com o tempo, afastou-se de Queiroz e Adriano e se recusou a receber novas orientações.

Numa conversa, ela chegou a dizer que se arrependia de ter deixado aquele dinheiro sujo entrar em sua vida. Desde o início da apuração do caso, houve um esforço para impedir que os personagens do enredo dessem explicações ao MP. A prova mais clara disso foi o fato de Frederick Wassef, à época advogado da família Bolsonaro, ter escondido Queiroz em um imóvel de sua propriedade no interior de São Paulo. Foi lá que o operador da rachadinha acabou preso, em junho passado. Essa estratégia de tirar a turma de circulação disseminou em alguns investigados a suspeita de que o objetivo principal era livrar Flávio Bolsonaro das garras da Justiça, mas não necessariamente seus antigos subordinados.

 

*Com informações da Veja

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Depois da Jovem Pan e Record, agora é a Radio Guaíba e que Correio do Povo demitem Constantino. Já pode pedir música no fantástico

Depois da rádio Jovem Pan e da Record TV, o comentarista político Rodrigo Constantino também foi demitido da rádio Guaíba e do jornal Correio do povo – em ambos os veículos, ele tinha uma coluna semanal.

“Diante dos fatos recentes e em sintonia com a decisão tomada pelo Grupo Record, a Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo optaram por rescindir o contrato com o colunista Rodrigo Constantino, que ocupava espaços semanais na rádio e também no jornal”, anunciou o Correio do Povo em sua página oficial no Facebook.

As recentes demissões foram motivadas por uma live em que Constantino falava sobre o caso de Mariana Ferrer, humilhada durante julgamento em que acusava um homem de tê-la estuprada.

No vídeo, o comentarista disse que colocaria a filha de castigo caso ela fosse estuprada. Também afirmou que as feministas são “recalcadas, ressentidas, normalmente mocreia, vadia, odeia homem, odeia união estável, odeia casamento”.

 

*Informações: Ponte

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Juiz suspende conta em que Mariana Ferrer denuncia estupro e outros casos de abuso sexual

Juiz também determinou suspensão de perfil em rede social enquanto influenciadora não se manifestar em ação sobre postagens; advogados dizem que publicações atacam ‘honra e imagem’ de André Camargo Aranha ao qualificarem-no de ‘estuprador’.

As postagens em que a influenciadora Mariana Ferrer, de 23 anos, denunciou ter sido estuprada no beach club Cafe de la Musique, em Florianópolis, estão fora do ar desde agosto deste ano. As exclusões foram realizadas pela própria rede social, o Instagram, após decisão judicial favorável obtida pelo empresário André Camargo Aranha, acusado em outro processo por abuso sexual contra a jovem.

A ação também determinou a suspensão temporária do perfil da influencer, para obrigá-la a se manifestar nos autos (em que é corré, junto do Facebook Brasil, responsável pelo Instagram). Na rede social, em que tem 838 mil seguidores, ela também costuma receber denúncias de casos de violência contra a mulher.

Originalmente, a ação chegou a requerer a remoção das contas de Mariana (também conhecida como Mari Ferrer) e, também, de uma advogada que a representou, o que foi revisto ao longo do processo.

O argumento apresentado pelos advogados do empresário é que as postagens trariam “informações confidenciais”, atacariam a “honra e a imagem do agravante” e seriam um “abuso no exercício do direito à liberdade de expressão”, “haja vista a divulgação e exposição no perfil, do processo criminal que corre contra o autor, (…) bem como exposição da qualificação e imagem do autor como ESTUPRADOR [destaque em letras maiúsculas feito pelos advogados].”

O relator da ação, o desembargador José Luiz Mônaco da Silva, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), deu parcial provimento à alegação e destacou que a “investigação corre sob sigilo externo, a agravada Mariana não está autorizada a adotar tal conduta, sob pena de comprometer a presunção de inocência prevista no art. 5º, inc. LVII, da Constituição”.

Na decisão, o juiz Pedro Luiz Fernandes Nery Rafael determinou a exclusão das postagens, a suspensão da conta enquanto a corré não se manifestar nos autos e a não publicação de novos conteúdos sobre o processo em que Aranha é acusado de estupro. Hoje, o perfil da jovem é visível na busca, mas está com as publicações fechadas para não seguidores.

“A ampla publicidade que se dá ao caso (que tramita sob segredo de justiça) pode se revelar algo extremamente danoso – e irreversível – ao autor. Por outro lado, a Justiça tem um tempo distinto do das vítimas. Por mais que estas sofram de justificada angústia e demandem resposta célere, devem entender que a análise de tais questões deve se dar sob a mais estrita prudência, ante os interesses envolvidos e a possibilidade de restrição de liberdade de uma pessoa por tempo considerável”, reiterou.

Após conseguirem a remoção do conteúdo, os advogados de Aranha, João Vinícius Manssur e André Oliveira de Meira Ribeiro, pediram a exclusão de outro perfil da influenciadora, dessa vez no Twitter, em que ela tem hoje 91,5 mil seguidores e no qual chegou a comentar sobre a remoção do conteúdo no Instagram.

Em uma das postagens, ela diz que a decisão foi “inaceitável”. “Não basta ser vítima de violência contra mulher, o homem que foi indiciado e denunciado pelas autoridades por estupro de vulnerável entrou na Justiça para remover minha conta do Instagram e silenciar a única voz que tenha para lutar por Justiça”, postou na época. Atualmente, as postagens estão privadas e de acesso exclusivo a seguidores autorizados.

No entendimento dos advogados de Aranha, as postagens estavam “incitando todos os seus seguidores a fazerem justiça”, ao marcar tribunais e o Ministério Público em postagens, e configuraram “agressões” e “ataques” contra o empresário. “Ela migrou para a rede social Twitter para continuar denegrindo a imagem do autor”, alegam.

Em julho, Mariana já havia se manifestado a promotores por e-mail para solicitar a quebra do segredo de Justiça do processo sobre crime sexual. “Desde sempre, peço que o processo seja quebrado o sigilo processual, pois da forma que está não me protege”, defendeu.

Nesta semana, o caso ganhou maior repercussão após uma reportagem do site Intercept Brasil veicular trechos em vídeo da audiência da ação em que Aranha responde por estupro. Nas imagens, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho (que defende o empresário) diz que “jamais teria uma filha no nível” de Mariana e a chama de “mentirosa”.

A influenciadora alega ter sido dopada e estuprada em dezembro de 2018. O empresário chegou a ser denunciado pelo Ministério Público e teve pedido de prisão temporária aceito pela Justiça, mas que acabou suspenso em segunda instância. Nas roupas da jovem, a perícia encontrou sêmen de Aranha e sangue da jovem. A decisão da 3ª Vara Criminal de Florianópolis que inocentou o empresário é de 9 de setembro

Com o argumento de que a relação foi consensual, a defesa exibiu, na audiência, fotos sensuais feitas pela jovem antes do episódio, e sem qualquer relação com o fato. O advogado de Aranha chegou a dizer que Mariana tem como “ganha-pão” a “desgraça dos outros”. Apesar das intimidações, o juiz não o repreendeu suficientemente.

Em determinada altura da audiência, a jovem chegou a implorar ao magistrado por respeito. “Excelentíssimo, estou implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que é isso?”.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai averiguar o julgamento do caso. Se for confirmada a tolerância do juiz de Santa Catarina com a “tortura psicológica” durante a audiência, conselheiros admitem pedir “punição exemplar” ao magistrado.

O Senado decidiu também tomar providências. Em uma decisão unânime, os senadores aprovaram um voto de repúdio contra o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, o promotor Tiago Carriço de Oliveira, e o juiz Rudson Marcos, que absolveu o réu. A procuradora da Mulher do Senado, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), informou ainda que pedirá a anulação da sentença.

 

*Com informações do Estadão

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Ex-assessora de Flávio Bolsonaro diz que foi chamada para reunião com Wassef em dia de depoimento ao MP

Luiza Souza Paes afirmou que foi orientada pelo advogado a não prestar esclarecimentos aos promotores.

Entre as revelações que Luiza Sousa Paes, ex-assessora do antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), fez em seu depoimento ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), está um encontro com Frederick Wassef, ex-advogado do senador, em um hotel na Barra da Tijuca, em dezembro de 2018. A reunião ocorreu no mesmo dia em que ela tinha sido chamada para prestar esclarecimentos na investigação. Segundo Luiza, ela foi orientada a não atender a convocação dos promotores.

Como o GLOBO revelou na quarta-feira, a ex-assessora admitiu que nunca atuou como funcionária do filho do presidente Jair Bolsonaro e que era obrigada a devolver mais de 90% do salário. Além disso, Luiza apresentou extratos bancários para comprovar que, entre 2011 e 2017, entregou, por meio de depósitos e transferências, cerca de R$ 160 mil para Fabrício Queiroz, ex-chefe da segurança de Flávio que é apontado como operador do esquema de desvios de salários. É a primeira vez que um ex-assessor admite o esquema ilegal no gabinete do parlamentar.

A reunião de Luiza com Wassef ocorreu no dia 20 de dezembro de 2018 em um hotel na Barra da Tijuca – justamente na mesma data na qual ela deveria prestar esclarecimentos ao MP. A ex-assessora revelou o episódio aos promotores e cedeu localizações de GPS que mostraram esse encontro. Quem a direcionou para a reunião foi o advogado Luiz Gustavo Botto Maia, que já atuou para Flávio Bolsonaro.

O MP-RJ já tinha verificado, nas mensagens apreendidas nos celulares em dezembro do ano passado, que, no dia 19 de dezembro de 2018, Luiza tinha recebido orientação de Botto Maia para não atender à convocação dos promotores e prestar depoimento no dia seguinte.

Luiza contou que encontrou Botto Maia em seu escritório e de lá seguiu com ele, no carro do advogado, para um hotel na Barra onde estava Frederick Wassef. No encontro, Wassef não se apresentou como advogado de Flávio. Afirmou que era “poderoso”, cobrava milhões nas causas em que atuava, mas estava fazendo a defesa de graça porque considerava que aquilo tudo era uma “covardia”. Também foi dito pelos advogados que não era para ela prestar depoimento porque nenhum assessor iria fazê-lo.

Wassef, como se sabe, era advogado de Flávio no procedimento e também atuava em outras causas da família Bolsonaro. Em junho, depois de um ano e meio escondido, Queiroz foi preso na casa do advogado em Atibaia , no interior de São Paulo. Após a prisão do ex-assessor de Flávio, Wassef deixou a defesa do senador.

Naquela época, em dezembro de 2018, Luiza, Queiroz e o pai da ex-assessora também passaram a combinar uma versão para um eventual e futuro depoimento no MP-RJ. Queiroz tinha pedido a ela que contasse aos promotores uma história parecida com o que foi relatada pelo subtenente Agostinho Moraes, outro assessor. Moraes disse que dava dinheiro a Queiroz para investimento na compra e venda de carros.

Dias depois do encontro com Wassef, o pai de Luiza comentou com ela, em mensagens de Whatsapp, sobre a entrevista que Queiroz concedeu ao SBT em 26 de dezembro de 2018: “…Você chegou a ver ou ouvir a entrevista do nosso amigo no SBT? Depois eu vou conversar contigo se você não ouviu. Se você tiver gravado aí manda pra mim porque eu queria ouvir. Ouvi um pedaço, mas não ouvi o teor inteiro. Que ali, pela parte que eu ouvi já muda algumas coisas bem interessantes. Isso deve ter sido orientação daquele maluco lá, né? …” Segundo Luiza, o “maluco” a que seu pai fez referência era a Wassef.

 

*Com informações de O Globo

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Record também demite Constantino por incentivar estupro

A notícia da demissão de Constantino foi dada pelo próprio em seu Twitter.

“Rodrigo Constantino
@Rconstantino

“A Record foi mais um veículo que não aguentou a pressão. O departamento comercial pede “arrego”, pois recebe pressão de fora, dos chacais e hienas organizados, dos “gigantes adormedidos”. Sim, perdi mais um espaço, mas sigo com minha total INDEPENDÊNCIA e com minha INTEGRIDADE.”

*Da redação

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Piadista, Flávio Bolsonaro diz que denúncia de organização criminosa não tem provas

O 01 de Bolsonaro, em nota, disse que a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro é uma crônica macabra e sem provas.

Denunciado nesta terça-feira (03) pelo MP-RJ, Flávio, o principal herdeiro do esquema do pai no legislativo com Queiroz, com Adriano da Nóbrega, com tudo, em peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, vê-se enrolado em sua própria narrativa e busca na tecnicalidade palavras de efeito para utilizar em sua defesa.

Cara de pau, Flávio diz que não cometeu nenhuma ilegalidade e que a denúncia não tem qualquer fundamento. Ele disse que a evolução patrimonial da qual o MP lhe acusa, é mentirosa, distorcida e incompetente.

Além de Flávio, o faz tudo do clã Bolsonaro, Fabrício Queiroz, que é operador do esquema do clã há décadas, também foi denunciado pela prática de crimes, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita entre os ano de 2007 e 2018.

A justiça, ao aceitar a denúncia contra Flávio e Queiroz, ambos se transformarão em réus pelo crime de formação de quadrilha que envolve, nada menos que 75 assessores fantasmas, esquema que Queiroz operava a mando do pai, hoje na presidência da República.

*Da redação

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Professor de curso vendido por Bolsonaro mata a mulher grávida e se suicida; em aula, ele defendeu homicídio contra traição

Na segunda-feira, dia 2, as forças de segurança de Cascavel (PR) encontraram, em uma casa no bairro da Aclimação, os corpos do agente penitenciário federal Robson Fachini e da namorada Vanessa Postal.

Ela era advogada e estava grávida.

Segundo a Polícia Militar, houve uma discussão ao final da qual Robson atirou contra Vanessa e depois se matou.

Fachini era professor de direito administrativo em cursos preparatórios para concursos públicos.

Estava trabalhando na Alfacon, empresa para a qual Bolsonaro fez propaganda. A Alfacon foi investigada por ensinar métodos de tortura e assassinato a futuros policiais.

Num vídeo (abaixo), Fachini aparece respondendo a um aluno sobre o que fazer “se o colega de trabalho da pessoa flagra a esposa traindo com o colega”.

Ele fala o seguinte:

“Imagina, que situação pesada. O cara vai trabalhar e o colega de trabalho vai lá na casa dele comparecer. Aí ele fica sabendo: ‘ah, vou remover o cara que tá comendo minha patroa [sic].’ O louco, mano. Não, pelo amor de Deus. Era melhor eu matar! Mata quem nesta hora!? Mata a mulher ou mata o cara? O que você acha? [professor pergunta para uma pessoa que está na sala] Aluno falou que acha mata os dois. Pode ser, matar os dois, mas se for para escolher um só para matar, melhor matar a mulher, porquê ela vai continuar corneando, né!? Se é da natureza dela, então mata ela, larga dela”.

Segundo a Polícia Civil, a relação do casal era conturbada e um boletim de ocorrência já havia sido lavrado na delegacia.

Os dois tinham filhos de outros relacionamentos.

 

*Com informações do DCM

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Juiz do caso Mariana Ferrer é denunciado ao CNJ por omissão em audiência

“Em virtude da gravidade dos fatos veiculados pela imprensa, venho à presença de Vossa Excelência requerer a imediata abertura de reclamação disciplinar para a imediata e completa apuração da conduta do Juiz de Direito Rudson Marcos, do TJ-SC, na condução do processo criminal movido pelo MPSC [Ministério Público de Santa Catarina] contra André de Camargo Aranha pela imputação de suposto crime de estupro de vulnerável em que consta como vítima Mariana Ferrer”, diz o pedido.

Trechos da audiência divulgados pelo site The Intercept Brasil mostram que a vítima foi ofendida pelo advogado do réu, Cláudio Gastão da Rosa Filho, que, entre outras agressões verbais, mostrou cópias de fotos da jovem dizendo que ela estava em “posições ginecológicas”.

No vídeo, o juiz não interrompe a fala de Gastão. Em dado momento, ele diz apenas que poderia fazer uma pausa caso Mariana, que estava chorando, quisesse se recompor. Ele também pede para o advogado manter um “bom nível”.

“Excelentíssimo, eu estou implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito que estou sendo tratada. Pelo amor de Deus, gente! O que é isso?”, disse a jovem após os ataques.

“As chocantes imagens do vídeo mostram o que equivale a uma sessão de tortura psicológica no curso de uma solenidade processual. A vítima, em seu depoimento, é atacada verbalmente por Cláudio Gastão da Rosa Filho, advogado do réu”, segue o documento assinado pelo conselheiro.

“Causa-nos espécie que a humilhação a que a vítima é submetida pelo advogado do réu ocorre sem que o juiz que preside o ato tome qualquer providência para cessar as investidas contra a depoente. O magistrado, ao não intervir, aquiesce com a violência cometida contra quem já teria sofrido repugnante abuso sexual. A vítima, ao clamar pela intervenção do magistrado, afirma, com razão, que o tratamento a ela oferecido não é digno nem aos acusados de crimes hediondos”, afirma.

O conselheiro destaca ainda que, durante a audiência, o advogado diz que o choro de Mariana é “dissimulado”, “falso”, “lágrima de crocodilo”, e que “não deseja ter uma filha ou que seu filho se relacione com alguém do ‘nível’ da vítima e que o ‘ganha-pão’ da vítima é a ‘desgraça dos outros’”.

Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, pelo Twitter, que as cenas do julgamento são “estarrecedoras” e cobrou uma posição dos órgãos responsáveis sobre o caso.

As cenas da audiência de Mariana Ferrer são estarrecedoras. O sistema de Justiça deve ser instrumento de acolhimento, jamais de tortura e humilhação. Os órgãos de correição devem apurar a responsabilidade dos agentes envolvidos, inclusive daqueles que se omitiram.

Segundo a reportagem do The Intercept Brasil, o MP-SC defendeu que Aranha não teve “intenção” de estuprar a jovem porque não havia como ele saber que ela não tinha condições de consentir o ato sexual. O juiz aceitou a argumentação de que foi cometido um “estupro culposo”, que não está previsto no Código Penal.

*Com informações do Valor

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Vídeo: Advogado nazista de acusado de estupro de Mariana Ferrer já defendeu Olavo de Carvalho e Sara Winter

O advogado Claudio Gastão da Rosa Filho, fã declarado de Bolsonaro, que defendeu o empresário André de Camargo Aranha acusado de estupro da promoter Mariana Ferrer, já foi responsável pela defesa de Olavo de Carvalho e de Sara Winter, dois nomes máximos para os fascistas que apoiam Bolsonaro.

Isso, em certa medida, responde porque Santa Catarina é o estado onde o nazismo mais se proliferou de forma impressionante nos últimos anos.

O estuprador André Aranha, empresário bem sucedido, foi absolvido pela justiça catarinense por estupro de vulnerável, pois Mariana foi drogada e não tinha condições de se defender.

Mas, segundo a justiça catarinense a vulnerabilidade da vítima não ficou comprovada. Resultado, o empresário estuprador foi absolvido em setembro deste ano por falta de provas.

Depois da repercussão do resultado do caso, que foi compartilhado pelo advogado nazista Claudio Gastão, com as pessoas indignadas, sobretudo com a humilhação mostrada em vídeo que ele protagonizou contra Mariana Ferrer, o covarde defensor de estuprador, fechou seu facebook, mantendo apenas seus amigos.

Gilmar Mendes se posicionou absolutamente indignado com o resultado proferido pelo juiz de Santa Catarina e com o promotor que inventou o “estupro culposo” , o que não existe e gerou grande indignação nas redes sociais e, certamente, esta sentença será anulada.

https://twitter.com/felipeneto/status/1323678904478015489?s=20

https://twitter.com/J_LIVRES/status/1323681927031869442?s=20

*Da redação

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Vídeo: Repórteres da Globo são agredidos por fascistas que a própria Globo criou

Ninguém cria cobra impunemente.

Como vimos durante 13 anos a Globo disseminar ódio fecundo contra o PT, mas sobretudo contra Lula e Dilma, chocando a serpente do fascismo que alimentou práticas vis contra quadros do partido e, agora, vemos os fascistas se voltarem contra ela.

Só nesta semana foram dois casos explícitos em que a ignorância estimulada pela Globo produziu contra seus próprios repórteres fatos repugnantes de bolsonaristas ameaçando de morte seu âncora, Marcelo Cosme, junto com ataques homofóbicos. Nesta segunda-feira, em Santa Catarina, uma equipe que filmava a aglomeração na praia, foi agredida pelos negacionistas do bolsonarismo que se orgulha de não usar máscaras, colocando a população em risco.

Pior é ter que ler as manifestações do gado nas redes sociais dizendo que os fascistas bateram pouco nos repórteres da Globo.

O fato é que a própria emissora deu autorização para que esse tipo de atitude se transformasse em rotina, não imaginando que o curral que ela criou se rebelasse contra a ela por sua gigantesca ignorância.

Os atos inconsequentes da Globo para criar no país um pandemônio contra o PT abriu as portas do inferno e, de lá para cá, os ataques a profissionais de imprensa, que se deram no estouro da boiada, só aumentaram.

A Globo propagou o caos contra o PT como se fosse uma festa em mansão dos Marinho. Agora, choca-se com essa forma criminosa de ataque aos seus repórteres. Os tais cidadãos de bem que trataram Moro como herói e Bolsonaro como mito, são doentes fabricados pela Globo. E quando produziam horror contra o PT eram amplamente divulgados e festejados pelas equipes de reportagem da própria emissora.

Naquela época a agressão contra qualquer membro do PT era tida pela Globo como bem vinda. Agora, ela é acusada por um bando de asnos de ignorância profunda de ser comunista, imagina isso! E, consequentemente, essa gente que foi trazida para o centro do debate político para satanizar o PT, repete com gosto contra a Globo todos os bordões que a Globo criou contra a esquerda e, debiloidemente, se diz contra ela, tal o tamanho da estupidez dessa gente que serviu como ponto de terror para que o país se transformasse num território de ódio e intolerância.

A ingenuidade da Globo não previu que não se adestra a serpente do fascismo. e o resultado é esse, a reprodução de machões que se sentem empoderados para praticar covardia contra qualquer um, inclusive seus repórteres.

Claro que essa agressão é injustificável, mas também é lógico que ela é explicável, pois expõe de forma franca o custo da incitação à ignorância, ao obscurantismo e à violência que a Globo pregou para produzir o golpe contra Dilma, a condenação e a prisão de Lula e eleger esse monstro chamado Bolsonaro, herói dos patifes que hoje atacam o império dos Marinho.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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