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Cuba manifesta apoio a processo que acusa Israel de genocídio contra palestinos

País socialista é o quinto latino-americano a se somar à iniciativa, junto com Brasil, Bolívia, Colômbia e Venezuela; processo na Corte de Haia é liderado pela África do Sul e também conta com o respaldo de todos os 22 membros da Liga Árabe.

O governo de Cuba anunciou nesta quinta-feira (11/01) que apoia a denúncia apresentada pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça (CIJ), pela qual se acusa o Estado de Israel de cometer um genocídio contra a população palestina residente na Faixa de Gaza, através da ofensiva militar iniciada em 7 de outubro passado.

Em comunicado elaborado pelo Ministério de Relações Exteriores e difundido pelo chanceler Bruno Rodríguez Parrilla através de suas redes sociais, o país socialista manifestou sua “profunda preocupação com a contínua escalada de violência por parte de Israel nos territórios palestinianos ilegalmente ocupados, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, incluindo numerosas resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU)”.

“O Ministério condena veementemente, mais uma vez, os assassinatos de civis, especialmente mulheres, crianças e trabalhadores humanitários do sistema das Nações Unidas, bem como os bombardeamentos indiscriminados contra a população civil palestiniana e a destruição de casas, hospitais e infraestruturas civis”, acrescentou a nota.

Em outro trecho do comunicado, Cuba ressalta que “Israel continua agindo com total impunidade porque tem a proteção cúmplice dos Estados Unidos, que obstrui e veta repetidamente a ação do Conselho de Segurança, minando a paz, a segurança e a estabilidade no Médio Oriente e a nível mundial”.

Este último comentário faz alusão às diferentes resoluções rechaçadas nos últimos meses pelo principal órgão da ONU, uma delas apresentada pelo Brasil em outubro.

Prensa Latina
Apoio de Cuba se soma ao de dezenas de outros países que entregaram seu respaldo à iniciativa da África do Sul na CIJ contra Israel
Todas essas iniciativas, incluindo a brasileira, tiveram maioria de mais de três quartos dos votos entre os 15 membros do Conselho de Segurança, mas foram descartadas devido ao fato de que os Estados Unidos são um dos cinco países com poder de veto dentro dessa instância.

“A República de Cuba é Estado Parte na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio desde 1953 e, de acordo com os compromissos assumidos nesse âmbito, tem a obrigação de prevenir e punir o genocídio. Neste contexto, manifesta o seu apoio ao pedido da República da África do Sul para iniciar um processo contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça, em relação às violações por parte daquele país das suas obrigações ao abrigo da Convenção”, conclui o comunicado cubano.

Com essa declaração, Cuba se torna o quinto país da América Latina a expressar oficialmente seu apoio à ação sul-africana. Antes do país caribenho, também o fizeram nações como Brasil, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

Dezenas de outras nações do mundo também respaldaram a ação movida por Pretória, incluindo todos os 22 dos membros da Liga Árabe (entre eles, a própria Palestina).

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Mundo

Editora do The New York Times abre mão do cargo em apoio ao povo palestino

Por Dan Sheehan

Lit Hub — Ontem à noite, no National Book Awards, mais de uma dúzia de finalistas da NBA subiram ao palco para aproveitar o seu momento de destaque para se oporem ao bombardeio em curso de Gaza e para apelarem a um cessar-fogo.

Então, esta manhã, foi divulgada a notícia de que a poetisa, ensaísta e editora de poesia ganhadora do Prêmio Pulitzer da New York Times Magazine, Anne Boyer, renunciou ao cargo, escrevendo em sua carta de demissão que “a guerra do Estado israelense apoiado pelos EUA contra o povo de Gaza não é uma guerra para ninguém” e que ela “não escreverá sobre poesia entre os tons ‘razoáveis’ daqueles que pretendem habituar-nos a este sofrimento irracional”.

Aqui está a extraordinária carta de demissão de Boyer — na qual ela aponta diretamente para a linguagem usada pelo seu (agora antigo) empregador na cobertura da guerra em Gaza — na íntegra:

Pedi demissão do cargo de editora de poesia da New York Times Magazine.

A guerra do Estado israelita apoiada pelos EUA contra o povo de Gaza não é uma guerra para ninguém. Não há segurança nele ou fora dele, nem para Israel, nem para os Estados Unidos ou a Europa, e especialmente não para os muitos povos judeus caluniados por aqueles que afirmam falsamente lutar em seus nomes. O seu único lucro é o lucro mortal dos interesses petrolíferos e dos fabricantes de armas.

O mundo, o futuro, os nossos corações – tudo fica menor e mais difícil com esta guerra. Não é apenas uma guerra de mísseis e invasões terrestres. É uma guerra contínua contra o povo da Palestina, pessoas que resistiram durante décadas de ocupação, deslocação forçada, privação, vigilância, cerco, prisão e tortura.

Como o nosso status quo é a autoexpressão, por vezes o modo mais eficaz de protesto para os artistas é recusar.

Não posso escrever sobre poesia no tom “razoável” daqueles que pretendem nos acostumar a esse sofrimento irracional. Chega de eufemismos macabros. Chega de paisagens infernais higienizadas verbalmente. Chega de mentiras belicistas.

Se esta demissão deixa nas notícias um buraco do tamanho da poesia, então essa é a verdadeira forma do presente.

—Anne Boyer

Esperemos que a coragem de Boyer inspire outros escritores da sua estatura a usarem as suas plataformas para se manifestarem contra esta guerra injusta.

*O Cafezinho

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Política

‘Derrotar extrema-direita, que se articula em nível mundial, é tarefa essencial para a construção de um mundo de paz’, diz nota de partido governista

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, neste domingo (05/11), seu apoio ao candidato peronista Sergio Massa (União pela Pátria) nas eleições presidenciais da Argentina, cujo segundo turno ocorre no dia 19 deste mês, diz o 247.

“Derrotar a extrema-direita, que se articula em nível mundial, é tarefa essencial para a construção de um mundo de paz”, diz a nota divulgada destacando o candidato mais votado do ´primeiro turno com um “um perfil democrático e popular” e detentor de um “programa de governo de desenvolvimento e justiça social”.

Por sua vez, ao referir-se ao candidato Javier Milei (A Liberdade Avança), o PT classificou ao ultraliberal com um plano econômico “do salve-se quem puder”.

Assinado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o PT também lembra que o atual pleito marca “os 40 anos da retomada da democracia” na Argentina.

Leia a nota na íntegra:
No próximo dia 19 de novembro, o povo argentino voltará às urnas para decidir seu futuro, em eleições presidenciais que marcam também os 40 anos da retomada da democracia naquele país.

Justamente nesse contexto dois projetos de sociedade se enfrentam: um, representado pela candidatura presidencial de Sergio Massa, de perfil democrático e popular, com um programa de governo de desenvolvimento e justiça social; e outro, do candidato Javier Milei, representando a extrema-direita e o ultraneoliberalismo econômico do salve-se quem puder.

Nós, brasileiros e brasileiras, conhecemos bem essa segunda alternativa de extrema-direita, que também governou nosso país no período anterior. Conhecemos toda a dor e o sofrimento que o descaso com a vida do povo significou para nosso país.

Por isso, não temos dúvida em apoiar a candidatura de Sergio Massa, da coalizão União pela Pátria, no nosso país irmão. Defendemos a integração regional para trazer a justiça social, a paz, a democracia e um projeto de desenvolvimento que coloque nossa região de maneira soberana no concerto das nações, num mundo cada vez mais complexo em que todos os dias a democracia e a paz mundial estão em risco.

Derrotar a extrema-direita, que se articula em nível mundial, é tarefa essencial para a construção de um mundo de paz, cooperação e solidariedade.

Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

Romênio Pereira
Secretário de Relações Internacionais do PT

Brasília, 06 de novembro de 2023

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Mundo

Secretário-geral da ONU rebate acusações de apoio ao ataque do Hamas

Após criticar “ocupação sufocante” da Palestina, António Guterres disse que “condena de maneira inequívoca” os atos de terror do Hamas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, rebateu nesta quarta-feira (25/10) críticas sobre partes de seu discurso de abertura do Conselho de Segurança, na terça (24/10). Na ocasião, Guterres criticou a ocupação da Palestina por Israel e afirmou que “os ataques do Hamas não aconteceram do nada”.

“É importante reconhecer que os atos do Hamas não aconteceram por acaso. O povo palestino foi submetido a 56 anos de uma ocupação sufocante. Eles viram suas terras serem brutalmente tomadas e varridas pela violência. A economia sofreu, as pessoas ficaram desabrigadas e suas casas foram demolidas”, afirmou Guterres durante o discurso de terça, segundo o Metrópoles.

Porém, o secretário havia complementado dizendo que “o sofrimento do povo palestino não poderia justificar os ataques do Hamas”. Mesmo assim, as autoridades israelenses condenaram os comentários, acusando Guterres de apoio ao grupo extremista islâmico.

No mesmo dia, o enviado de Israel à ONU, Gilad Erdan, pediu a demissão do secretário-geral, alegando que o secretário endossou os ataques do Hamas, e que Israel deveria repensar suas relações com a organização mundial. Além disso, o ministro das Relações Exteriores israelense, Eli Cohen, desmarcou uma reunião agendada com Guterres.

Em resposta, nesta quarta-feira, o secretário fez uma coletiva de imprensa para rebater as acusações e destacou estar chocado com as interpretações erradas ao seu discurso. Disse ainda que “condena de maneira inequívoca” os atos de terror praticados pelo Hamas no dia 7 de outubro.

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Fotos e vídeo: Milhares de pessoas saem às ruas no Reino Unido em apoio ao povo palestino

Protestos em apoio aos palestinos estão ocorrendo neste sábado (14/10) em todo o Reino Unido, inclusive nas maiores cidades do país, como Londres e Manchester. Em Londres, milhares de pessoas reuniram-se em frente à sede da BBC e mais de 1.000 agentes policiais foram mobilizados (veja vídeo no final da reportagem).

A polícia alertou que qualquer pessoa que demonstre apoio ao Hamas, uma organização considerada “terrorista” pelo governo britânico, ou que se desvie da rota, poderá ser presa.

A manifestação acontece uma semana depois que o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel.

Os combatentes do grupo militante palestino entraram em comunidades próximas à Faixa de Gaza, matando pelo menos 1.300 pessoas e fazendo vários reféns.

Mais de 2.200 pessoas foram mortas em Gaza desde que Israel lançou ataques aéreos retaliatórios. Uma ofensiva terrestre de Israel contra o território é esperada a qualquer momento.

Em Londres, no protesto organizado pela Campanha de Solidariedade à Palestina, manifestantes seguravam bandeiras palestinas e cartazes de apoio e cantavam enquanto caminhavam até Downing Street, sede do governo britânico e residência oficial do primeiro-ministro do país, Rishi Sunak.

Um manifestante, Mike, do noroeste de Londres, disse à agência de notícias AP: “A injustiça da situação é totalmente notável”.

A Polícia Metropolitana disse que certas áreas do centro de Londres estavam cobertas por uma determinação da Seção 60AA, que exige que uma pessoa remova itens como máscaras que possam ser usadas para ocultar sua identidade, até as 22h (18h de Brasília).

Os protestos estão ocorrendo em várias cidades do Reino Unido, incluindo Liverpool, Bristol, Cambridge, Norwich, Coventry, Edimburgo e Swansea.

O protesto em Londres começou na sede da BBC em Portland Place, que foi vandalizada durante a noite com tinta vermelha espalhada na entrada do edifício.

Um porta-voz da Polícia Metropolitana disse: “Estamos cientes de danos criminais a um edifício em Portland Place, W1A”.

“Neste momento não há nenhuma sugestão de que isto esteja ligado a qualquer grupo de protesto.”

Na sexta-feira, o vice-comissário assistente da Polícia Met, Laurence Taylor, disse em uma entrevista a jornalistas que houve um “aumento maciço” de incidentes antissemitas em Londres desde os ataques do Hamas.

O primeiro-ministro Rishi Sunak descreveu o aumento de “nojento” e disse que o comportamento intimidador ou ameaçador seria “enfrentado com toda a força da lei”.

Ele disse que Israel tem “todo o direito de se defender” dos ataques do Hamas, mas destacou que a segurança civil deve ser “fundamental nas nossas mentes”.

Orly Goldschmidt, porta-voz da Embaixada de Israel no Reino Unido, disse que Israel não tem como alvo civis. Em entrevista à Times Radio, falou: “Haverá pessoas inocentes que pagarão tragicamente com a vida, mas este é um estado de guerra e temos que impedir que qualquer um de nos prejudicar novamente.”

“Não temos qualquer desavença com o povo palestino. Estamos tentando nos proteger da organização bárbara Hamas, que é exatamente, se não pior, do que o ISIS (grupo autodenominado Estado Islâmico).”

Protestos pró-Palestina também foram realizados nos últimos dias em diferentes cidades do mundo.

Em Paris, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar uma manifestação de apoio ao palestinos, após o governo francês ter proibido qualquer protesto do tipo.

Apesar da proibição, milhares de manifestantes reuniram-se em Paris, Lille, Bordéus e outras cidades na quinta-feira (12/10).

O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou às pessoas para não fomentarem divisões internas.

“O escudo da unidade nos protegerá do ódio e dos excessos”, disse ele num discurso em vídeo.

A proibição de comícios pró-Palestina ocorre num momento em que os governos europeus temem um aumento do antissemitismo desencadeado pela guerra entre Israel e o Hamas.

A França tem uma comunidade judaica de quase 500 mil pessoas, a maior da Europa. A comunidade muçulmana de França também está entre as maiores da Europa — cerca de 5 milhões.

Já o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, declarou “tolerância zero” ao antissemitismo.

Ele disse ao parlamento que o grupo pró-palestiniano Samidoun, que foi fotografado distribuindo doces na área de Neukölln, em Berlim, para comemorar o ataque do Hamas, seria banido. “Não toleramos o antissemitismo”, acrescentou.

Sholz disse aos deputados no Bundestag (Parlamento alemão) que a segurança de Israel era uma política de Estado alemã.

Segundo as autoridades alemãs, em várias cidades do país, incluindo Mainz, Braunschweig e Heilbronn, bandeiras de Israel hasteadas em solidariedade com o país foram derrubadas e destruídas, por vezes em apenas algumas horas.

Veja abaixo um vídeo com os protestos pró-Palestina em Londres.

*Com BBC

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Política

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Pesquisa

Na contramão de Lira: Presidencialismo tem apoio de 74% dos brasileiros, diz pesquisa

Os poderes e as atribuições da Presidência da República têm, hoje, o suporte de 74% dos brasileiros que, de acordo com pesquisa inédita Genial/Quaest, desejam a manutenção do presidencialismo no país. O apoio ao atual sistema de governo é superior aos 12% da população que, também segundo o levantamento, acredita que deveria existir uma transição para o parlamentarismo. Há ainda uma parcela de 14% sem opinião formada sobre o tema, diz Lauro Jardim, O Globo.

O resultado contrapõe movimentos recentes de Arthur Lira que defende uma mudança para o semipresidencialismo, com o objetivo de “diminuir a instabilidade crônica que o Brasil vive há muito tempo” (a declaração é de março passado). O modelo teria um primeiro-ministro como chefe de governo, diminuiria a autonomia do presidente e reforçaria o protagonismo crescente do Congresso (uma ascensão, aliás, patrocinada pelo próprio Lira).

Lira, ao reiterar a ideia, há três meses, destacou que, se aprovada no Congresso, ela poderia valer a partir de 2034 — ou seja, sem impacto para Lula e uma eventual reeleição.

Entre os eleitores do presidente no segundo turno do ano passado, de acordo com a Genial/Quaest, o apoio ao presidencialismo é de 78%, ante 8% ao parlamentarismo (14% não souberam responder).

Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro no último pleito, 73% preferem a lógica presidencial, enquanto 16% optam pela parlamentar (e 11% deixaram de opinar).

Dos entrevistados que afirmaram ter votado nulo ou em branco na disputa entre os dois candidatos, 71% preferem o presidencialismo, 11% o parlamentarismo e 18% não responderam.

A pesquisa foi feita entre 15 e 18 de junho e ouviu 2.029 brasileiros acima dos 16 anos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

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Política

O PodCast de Lula será um ponto fora da curva extremamente benéfico

Todos sabem que o trunfo de Bolsonaro, que lhe garantiu capital político foi feito dentro de um sistema industrial de mentiras, que ganhou caráter consistente a partir da orientação profissional de Steve Bannon, deixando não só a esquerda, mas toda a sociedade em posição de desvantagem, sempre pela deliberada fabricação de fake news.

Na verdade, a única atitude tomada por Bolsonaro em quatro anos de governo.

Mas estamos longe de entender completamente como trabalham os manipuladores e como grande parcela da sociedade lê e abraça, de forma ardente, essa que é a mais cruel guerra de informação jamais vista no mundo, a digital, a da internet, que usa as redes sociais como, Facebook, Youtube, Twitter, Instagram, Tik Tok, entre outros, para fazer uma rede de manipulação.

Na realidade, não é só a política que usa essas plataformas, o Youtube, por exemplo, é usado por um número sem fim de professores, médicos, músicos farmacêuticos, marombeiros, os chamados influencers de maneira geral, o que dá a impressão de que é um novo big band, só que digital.

Basta elaborar um assunto e tomar as devidas atitudes para que um vídeo viralize através da evolução dos algoritmos. O resultado é uma grande orgia cibernética aplicada universalmente no tempo e no espaço das redes, sem que as pessoas tenham condição de, individualmente, enfrentar essa enxurrada de informações manipuladas ou propor algo que, mesmo de forma tímida, oponha-se a essa espécie de manada digital.

Os blogs progressistas lutam bravamente para desmentir fake news, com um adendo, muitas vezes as fake news saíram das próprias redes de comunicação tradicionais, adquirindo, na sequência, nas redes uma deformação ainda mais potencializada.

Quem achava que a internet seria a libertação da humanidade, errou. Há sempre algum muito rico patrocinando a desinformação, como acabamos de ver a relação promíscua entre Bolsonaro e a Jovem Pan, para tentar lhe conceder a perpetuação no poder.

Com a derrota de Bolsonaro, a Jovem Pan perdeu mais de 80% de sua musculatura e seus articulistas, agora, em carreira solo, não conseguem nem 1% da audiência que tinham naquela catarse diuturna que a emissora mantinha no ar a um custo elevado aos cofres públicos.

Segundo informação que rola nas redes, Lula criará seu próprio PodCast, o que faz muito bem, pois acabamos de ver uma mídia perfilada pela manutenção dos juros pornográficos do BC.

E não adianta exigir dos grandes meios de comunicação por que diabos os barões querem sustentar esse absurdo sem qualquer explicação plausível. Estes, da mídia, querem simplesmente que Lula não critique o disparate dos maiores juros do mundo.

Com o seu PodeCast semanal, Lula poderá tranquilamente colocar na mesa questões como a do BC e, com a ajuda de blogs progressistas, como o Antropofagista, fazer uma guerrilha digital que fure essa muralha que as grandes corporações fazem para colocar a sociedade, ou parte dela, para debater assuntos delicados, mas fundamentais ao país.

Nós, do blog, mantemos uma política de independência através de monetização, mas sobretudo, de pequenos apoios financeiros dos próprios leitores. Portanto, reiteramos aqui a necessidade de manter e ampliar o apoio dos nossos leitores, pois, na verdade, é ele que mantém o blog de pé.

O fato é que a guerra da informação nunca esteve tão acirrada e, pelo visto, ela está nessa nova fase, apenas começando.

Daí a necessidade de todo e qualquer apoio, inclusive de compartilhamentos para chegar ao máximo possível de pessoas uma informação anti-hegemônica.

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Política

Lula recebe o apoio de 27 governadores: ‘Eles querem é golpe e golpe não vai ter’

Governadores se unem em Brasília para condenar atos golpistas e fazem um ato simbólico ao caminhar, juntos até o STF.

Agência Brasil – Um dia após os atos golpistas que resultaram na depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e governadoras se reuniram em Brasília, na noite desta segunda-feira (9), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reafirmar a defesa da democracia e condenar tentativa de ruptura institucional no país. Participaram da reunião todos os governadores ou vices dos 26 estados e do Distrito Federal.

Também estiveram no encontro os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal em exercício, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), além da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e de outros ministros da Suprema Corte.

“É importante ressaltar que este fórum [de governadores] se reúne respeitando as diversas matizes políticas que compõem a pluralidade ideológica e partidária do nosso país, mas todos têm uma causa inegociável, que nos une: a democracia”, destacou o governador do Pará, Hélder Barbalho, que articulou o encontro, e fez uma fala representando os governadores da Região Norte.

Durante a reunião, os líderes estaduais foram unânimes em enfatizar a defesa do estado democrático de direito no país. “Essa reunião de hoje significa que a democracia brasileira vai se tornar, depois dos episódios de ontem, ainda mais forte”, disse o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, em nome da Região Sudeste.

A governadora Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, falou da indignação com as cenas de destruição dos maiores símbolos da democracia republicana do país e pediu punição aos golpistas. “Foi muito doloroso ver as cenas de ontem, a violência atingindo o coração da República. Diante de um episódio tão grave, não poderia ser outra a atitude dos governadores do Brasil, de estarem aqui hoje. Esses atos de ontem não podem ficar impunes”, afirmou, em nome da Região Nordeste.

Pela Região Sul, coube ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacar algumas das ações conjuntas deflagradas pelos estados, como a disponibilização de efetivos policiais para manter a ordem no Distrito Federal e desmobilização de acampamentos golpistas nos estados. “Além de estar disponibilizando efetivo policial, estamos atuando de forma sinérgica em sintonia para a manutenção da ordem nos nossos estados”.

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, disse que o governo da capital “coaduna com a democracia” e lembrou da prisão, até o momento, de mais de 1,5 mil pessoas por envolvimento nos atos de vandalismo. Celina Leão substitui o governador Ibaneis Rocha, afastado na madrugada desta segunda, por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ela aproveitou para dizer que o governador afastado “é um democrata”, mas que, “por infelicidade, recebeu várias informações equivocadas durante a crise”.

Desde ontem, o DF está sob intervenção federal na segurança pública. O decreto assinado pelo presidente Lula ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que ocorrerá de forma simbólica, assegurou o presidente da Câmara dos Deputados. “Nós votaremos simbolicamente, por unanimidade, para demonstrar que a Casa do povo está unida em defesa de medidas duras para esse pequeno grupo radical, que hostilizou as instituições e tentou deixar a democracia de cócoras ontem”.

Financiadores

Em discurso aos governadores, o presidente Lula agradeceu pela solidariedade prestada e fez duras críticas aos grupos envolvidos nos atos de vandalismo.

“Vocês vieram prestar solidariedade ao país e à democracia. O que nós vimos ontem foi uma coisa que já estava prevista. Isso tinha sido anunciado há algum tempo atrás. As pessoas não tinham pautam de reivindicação. Eles estavam reivindicando golpe, era a única coisa que se ouvia falar”, disse.

O presidente também voltou a criticar a ação das forças policiais e disse que é preciso apurar e encontrar os financiadores dos atos democráticos. “A polícia de Brasília negligenciou. A inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver os policiais conversando com os invasores. Não vamos ser autoritários com ninguém, mas não seremos mornos com ninguém. Nós vamos encontrar quem financiou [os atos golpistas]”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que que as investigações em curso devem resultar em novos pedidos de prisão preventiva e temporária, principalmente contra os financiadores.

Unidade

Presente na reunião, a ministra Rosa Weber, presidente do STF, também fez questão de enaltecer a presença dos governadores em um gesto de compromisso democrático com o Brasil. “Eu estou aqui, em nome do STF, agradecendo a iniciativa do fórum dos governadores de testemunharem a unidade nacional, de um Brasil que todos nós queremos, no sentido da defesa da nossa democracia e do Estado Democrático de Direito. O sentido dessa união em torno de um Brasil que queremos, um Brasil de paz, solidário e fraterno”.

Em outro gesto de unidade, após o encontro, presidente, governadores e ministros do STF atravessaram a Praça dos Três Poderes a pé, até a sede do STF, edifício que ontem também foi brutalmente destruído. A ministra Rosa Weber garantiu que o prédio estará pronto para reabertura do ano judiciário, em fevereiro.

Governadores e vices presentes:

  • Mailza Assis – vice-governadora do Acre
  • Paulo Dantas – governador de Alagoas
  • Clécio Luis – governador do Amapá
  • Wilson Lima – governador do Amazonas
  • Jerônimo Rodrigues – governador da Bahia
  • Renato Casagrande – governador do Espírito Santo
  • Daniel Vilela – vice-governador de Goiás
  • Carlos Brandão – governador do Maranhão
  • Otaviano Pivetta – vice-governador do Mato Grosso
  • Eduardo Riedel – governador do Mato Grosso do Sul
  • Romeu Zema – governador de Minas Gerais
  • Hélder Barbalho – governador do Pará
  • João Azevêdo – governador da Paraíba
  • Ratinho Jr. – governador do Paraná
  • Raquel Lyra – governadora de Pernambuco
  • Rafael Fonteles – governador do Piauí
  • Cláudio Castro – governador do Rio de Janeiro
  • Fátima Bezerra – governadora do Rio Grande do Norte
  • Eduardo Leite – governador do Rio Grande do Sul
  • Augusto Leonel de Souza Marques – representante do governo de Rondônia
  • Antônio Denarium – governador de Roraima
  • Jorginho Mello – governador de Santa Catarina
  • Tarcísio de Freitas – governador de São Paulo
  • Fábio Mitidieri – governador de Sergipe
  • Elmano de Freitas – governador do Ceará
  • Wanderlei Barbosa – governador do Tocantins
  • Celina Leão – governadora em exercício do Distrito Federal

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