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Vídeos: Depois de detonar o “ex-herói nacional”, Daniela Lima dá um mata-leão em Srgio Moro

Essa é uma questão que funciona como um tripé, até porque envolve a subserviência da Juíza Gabriela Hardt que, em determinado momento no depoimento de delação de Tony Garcia, irritou-se com o excesso de detalhes que Garcia revelou que complicou ainda mais a vida do cupincha da Juíza, Sergio Moro.

A matéria de Daniela Lilma, hoje 03, no Uol, viralizou porque traz provas vivas que conduzem o inquérito contra Sergio Moro no STF, em algo extremamente feroz contra o ex-juiz que, segundo a Globo, fazia diferença.

Notem o desequilíbrio da balança. O prodigioso juiz, que se transformou no xerife do Brasil, não só permitiu, como obrigou Tony Garcia a usar a 13ª Vara como lugar ideal para produzir intercâmbios e grampear clandestinamente, a mando do ex-juiz, as vítimas que seriam chantageadas depois que seus sigilos fossem furados pela prática criminosa do atual senador.

Ou seja, o carrasco que usou das formas mais imundas de soluções práticas para, nas sombras, conduzir seu jogo de xadrez que Vera Magalhães tanto amava, passa agora a ser confrontado com a arte do jornalismo investigativo de Daniela Lima.

Vale muito a pena assistir e compartilhar o vídeo abaixo e os vídeos contidos nele para entender de uma vez por todas o sentido e a altura das folhas que Moro utilizou para encobrir seus crimes, dando status de relíquia à reportagem de uma jornalista atenta a detalhes indispensáveis para que se possa entender como Moro agia para assassinar reputações de quem pudesse frustrar sua conduta delinquente.

O mago do xadrez, agora, enfrenta os espinhos que as flores da fama havam ocultado.

Sob muitas luzes, Daniela Lima vem aperntando, capítulo a capítulo, as práticas criminosas de Sergio Moro, sem recorrer à pirotecnias conceituais. Ela literalmente mata a cobra e mostra o pau.


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Delator da Odebrecht dá detalhes de como foi obrigado pelos procuradores da Lava Jato a falar de Lula

Em depoimento inédito para o filme ‘Amigo Secreto’, que chega aos cinemas nesta semana, Alexandrino Alencar afirma que levava bola preta de procuradores antes de citar o petista.

Um dos principais delatores da Operação Lava Jato, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou em uma entrevista para o filme “Amigo Secreto”, da cineasta Maria Augusta Ramos, a pressão que diz ter sofrido de procuradores da força-tarefa para envolver Lula (PT) em seu acordo de colaboração.

E mais: disse que, ao ouvirem de delatores o nome do tucano e ex-presidenciável Aécio Neves como beneficiário de caixa dois, os interrogadores soltaram um dos investigados que citava o nome dele. “Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”, questiona.

É a primeira vez que um delator da operação faz esse tipo de afirmação de forma pública, em entrevista —até agora, os relatos ficavam restritos a conversas reservadas entre clientes, advogados e mesmo entre magistrados de cortes superiores que recebiam relatos de supostos abusos.

O filme tem pré-estreia marcada para esta segunda (13), e entra em circuito nacional na quinta (16).

Segundo Alexandrino, apontado pela Lava Jato como elo entre o PT e a empreiteira, o ex-presidente era “o principal alvo” dos investigadores, que o pressionaram a chegar “ao limite da verdade” para envolver Lula em sua delação.

“Era uma pressão em cima da gente”, diz o ex-executivo no longa-metragem. “E estava nítido que a questão era com o Lula.”

*Mônica Bergamo/Folha

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