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Pesquisa

Pesquisa Ipsos: Otimismo sobe e 39% veem o Brasil no rumo certo

Melhora na economia e queda na inflação impulsionam salto no índice. Criminalidade, porém, segue como grande preocupação dos brasileiros conectados

A percepção de que o Brasil está no rumo certo cresceu entre os brasileiros conectados, aponta levantamento da Ipsos. O índice de otimismo registrou um salto relevante de sete pontos percentuais: saiu de 32% e alcançou 39% dos entrevistados, revelando uma mudança expressiva no humor social desse grupo.

Os dados constam da mais nova rodada do monitoramento What worries the world (O que preocupa o mundo, em português), conduzido pelo instituto em 30 países. Os novos números se baseiam em entrevistas realizadas entre 24 de abril e 8 de maio.

“Os resultados de maio mostram um Brasil relativamente mais estável e com melhora na percepção de rumo, contrastando com um cenário internacional ainda marcado por insegurança econômica, polarização política e tensões geopolíticas”, avalia o CEO da Ipsos no Brasil, Diego Pagura.

Alívio no bolso e queda da inflação

Essa guinada na percepção é atribuída à melhora na avaliação da economia e à diminuição da ansiedade em relação à inflação. Nos últimos 30 dias, a percepção sobre o estado da economia subiu quatro pontos, indo de 31% para 35%.

A preocupação com a alta dos preços caiu para 25% — oito pontos a menos em relação a um ano atrás. O alívio contínuo do bolso aliviou a tensão do brasileiro sobre o rumo geral do país. Temas como pobreza, saúde e impostos mantêm patamar estável de preocupação.

Brasil na contramão dos EUA

O cenário brasileiro contrasta na comparação com o dos Estados Unidos. Apenas 30% dos americanos aprovam a direção do seu país, o que representa uma queda de cinco pontos de abril para maio. Ironicamente, a avaliação positiva da economia no Brasil (35%) está próxima da média mundial, que é de 37%.

Esses resultados vão ao encontro de pesquisas anteriores, como o Datafolha, que já indicavam uma pequena melhora na percepção sobre a situação do país e até na avaliação do governo.

A sombra da criminalidade e da corrupção

Apesar do otimismo generalizado, nem todos os indicadores são positivos. A grande exceção de desgaste é a criminalidade e a violência, que lideram isoladamente as preocupações no Brasil com 48% das menções. Embora estável em relação à pesquisa anterior, o tema registrou alta expressiva de sete pontos no acumulado de um ano.

Preocupações com corrupção financeira e política (37%, dez pontos acima da média global) e meio ambiente (10%, acima da média global e americana) também permanecem em patamares elevados.

A pesquisa Ipsos aponta para um alerta metodológico importante ao refletir a visão dos brasileiros com acesso à internet, um perfil mais urbano e escolarizado, próximo do universo total, mas não exatamente igual. Vermelho.


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Mundo

A guerra no Golfo Pérsico afetará significativamente a economia dos EUA

A guerra no Golfo Pérsico afetará a economia dos EUA principalmente através do aumento dos preços do petróleo e combustíveis, impulsionando a inflação e pressionando o consumidor. A incerteza geopolítica gera volatilidade nas bolsas, aumenta custos de transporte aéreo e pode levar a um recuo nos investimentos e contratações empresariais.

Os principais impactos econômicos
Choque no Petróleo e Inflação: Tensões no Golfo, especialmente ameaças ao Estreito de Ormuz, podem causar picos nos preços do petróleo (projeções indicam alta de 5% a 10% no curto prazo), o que reascende pressões inflacionárias, complicando o trabalho do Federal Reserve (Fed) em reduzir a inflação para a meta de 2%.

Volatilidade nos Mercados e Investimentos

Aumenta a aversão ao risco, gerando volatilidade nas bolsas (possível queda de ~1% nas ações) e fuga para ativos de refúgio, como ouro e títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Redução da Confiança Empresarial

Conflitos prolongados trazem incerteza, levando empresas a recuar em investimentos e contratações, o que desacelera a economia.

Aumento de Custos

A alta do petróleo eleva custos de logística e passagens aéreas, impactando setores de transporte e consumo.

Embora os EUA sejam grandes produtores de energia, a alta do petróleo afeta o bolso dos consumidores e aumenta custos de produção, podendo induzir uma desaceleração econômica geral.


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Tecnologia

Inteligência artificial inflaciona preços apesar da promessa de reduzir custos

Estudo revela que algoritmos de “preço por vigilância” exploram dados pessoais para cobrar o máximo que cada consumidor aceita pagar

A narrativa dominante das últimas décadas prometia um futuro onde a inteligência artificial (IA) seria a grande equalizadora: tecnologias mais eficientes reduziriam custos operacionais, barateariam produtos e facilitariam a vida do cidadão. No entanto, a realidade de 2025 e 2026 aponta para uma distorção perigosa desse roteiro.

Em vez de repassar economias ao consumidor, grandes corporações estão utilizando a IA para implementar sistemas sofisticados de discriminação de preços, gerando uma inflação oculta e personalizada.

O fim do preço único e o surgimento da “vigilância de preços”

O The New York Times publicou editorial intitulado “Goodbye, Price Tags. Hello, Dynamic Pricing” [Adeus, etiqueta de preço. Olá, preço dinâmico], alertando que a tradicional etiqueta fixa pode desaparecer. O preço passa a variar em tempo real conforme demanda, perfil e contexto.

O conceito tradicional de etiqueta de preço, que representava um acordo tácito de valor igual para todos, está sendo substituído pelo dynamic pricing (preço dinâmico) turbinado por algoritmos. Segundo uma investigação da CBS News, plataformas como a Instacart foram flagradas cobrando valores diferentes pelo mesmo produto no mesmo dia, com variações de até 23%. Não se trata de erros ou promoções aleatórias, mas de um sistema intencional. Após investigação e pressão pública, a empresa anunciou o fim dos testes com precificação algorítmica baseada em IA.

Reportagem da Al Jazeera detalhou esse fenômeno de “Surveillance Pricing” (Preço por Vigilância). Diferente da precificação dinâmica tradicional, baseada na oferta e demanda geral, a vigilância de preços analisa o perfil individual do consumidor. Trata-se do uso de dados pessoais — comportamento de navegação, localização, dispositivo, histórico de compras — para estimar a disposição máxima de pagamento de cada consumidor.

Um relatório da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA, divulgado em janeiro de 2025, detalhou como empresas coletam dados granulares — desde o tipo de dispositivo e nível da bateria até movimentos do mouse e histórico de navegação — para calcular o “ponto de dor” (pain point) de cada cliente: o valor máximo que ele está disposto a pagar antes de desistir da compra. O resultado: o preço deixa de ser universal e passa a ser personalizado.

“A tecnologia não observa só o mercado, ela observa você”, alerta a análise baseada em dados da CNN Brasil, que aponta que o uso de IA nas empresas saltou de um terço para quase dois terços das organizações globais em 2024, motivado primariamente pela redução de custos operacionais e maximização de receita, não por benefício social.

Companhias aéreas e a reação política

O tema ganhou repercussão após a Delta Air Lines informar que parte de suas tarifas domésticas já é determinada por sistemas baseados em IA. Senadores democratas questionaram se a tecnologia poderia elevar preços até o “ponto de dor” individual do passageiro, segundo a Reuters.

A Delta negou uso de dados pessoais para discriminação tarifária. Ainda assim, legisladores apresentaram projetos para restringir a personalização algorítmica de preços.

Em 2025, 51 projetos de lei em 24 estados americanos passaram a discutir limites à precificação automatizada.

A exploração da vulnerabilidade: bateria baixa, preço alto

Um dos exemplos mais controversos dessa nova lógica é a exploração de sinais de urgência e vulnerabilidade do usuário. Relatos investigados pelo India Today e pelo jornal belga La Dernière Heure indicam que usuários de aplicativos de transporte como o Uber pagaram tarifas significativamente mais altas quando seus celulares estavam com bateria baixa.

A hipótese levantada por especialistas em economia comportamental, citada pela Reuters, é que os algoritmos identificam que um usuário com 10% de bateria tem menos capacidade de esperar ou comparar preços, estando, portanto, mais propenso a aceitar um valor elevado.

Embora a Uber negue utilizar o nível da bateria como fator direto, seu ex-chefe de pesquisa econômica, Keith Chen, admitiu em entrevista à NPR que a empresa sabia que usuários com pouca carga aceitavam o “preço de pico” com mais frequência, um dado psicológico valioso para a modelagem de algoritmos de lucro.

Veículos brasileiros de imprensa, como o UOL, realizaram testes para verificar esta ocorrência e não observaram a variância de preços denunciada em outros países. Mesmo sem comprovação definitiva, relatos recorrentes reforçam a percepção pública de opacidade.

Eficiência corporativa vs. custo social

A contradição central reside nos resultados financeiros das empresas versus o bolso do consumidor. Um relatório da Boston Consulting Group (BCG), citado pela Exame, revela que as empresas líderes em adoção de IA registram crescimento de receita 1,7 vezes maior e redução de até 40% nos custos operacionais em comparação aos concorrentes. A McKinsey corrobora que quase 80% das empresas globais já utilizam IA generativa visando ganhos de escala.

No entanto, essa eficiência interna não se traduz em preços menores nas prateleiras. Pelo contrário. Estudos acadêmicos publicados na American Economic Review demonstram que algoritmos de precificação podem aprender, sem comunicação direta entre empresas, a manter preços “supracompetitivos”.

Com isso, eles estabilizam valores altos automaticamente, reduzindo a concorrência real. Esse efeito preocupa autoridades antitruste porque não há acordo explícito entre empresas, mas o resultado econômico se assemelha à colusão.

Como aponta a análise do canal Futuro Econômico, a IA tornou-se a ferramenta perfeita para a lógica da ganância corporativa: reduz custos internamente, justifica aumentos externamente sob a desculpa de “investimento em tecnologia” e opera numa zona cinzenta onde a intenção humana de cartel é difícil de provar juridicamente.

A reação regulatória e o futuro do consumo

Diante do cenário onde consumidores pagam mais por serviços muitas vezes inferiores e menos humanos, legisladores começam a reagir. A Reuters informa que, apenas em 2025, 51 projetos de lei foram introduzidos em 24 estados dos EUA para regular a precificação algorítmica. Nova York já proibiu a precificação personalizada não divulgada, e a União Europeia, através do Digital Markets, Competition and Consumers Act, estabeleceu multas de até 10% da receita global para práticas enganosas de preços digitais.

O Financial Stability Board (FSB), órgão ligado ao G20, alertou em 2025 que a adoção massiva de modelos semelhantes de IA pode gerar riscos sistêmicos e comportamento de “rebanho” nos mercados.

De acordo com o Vermelho, o Bank for International Settlements (BIS) defendeu atualização urgente das capacidades regulatórias diante do avanço da tecnologia.

Apesar dos esforços regulatórios, o desafio é técnico. Ferramentas de device fingerprinting permitem que as empresas contornem medidas básicas de privacidade, como navegação anônima ou limpeza de cookies.

O paradoxo econômico: eficiência interna, inflação externa?

Há uma tensão central:

  • Internamente: empresas relatam cortes de custos e aumento de margens.
  • Externamente: consumidores enfrentam preços crescentes e menos transparência.
  • Economistas observam que, quando ganhos de eficiência são apropriados majoritariamente pelo capital — e não repassados ao consumidor — o efeito pode ser aumento de margem, não redução de preços.

Além disso, o boom de investimentos em chips e infraestrutura de IA tem pressionado cadeias produtivas de tecnologia, elevando preços de eletrônicos e equipamentos, segundo análises de mercado citadas pela imprensa especializada.

A promessa original da IA era simples: produzir mais com menos e baratear o acesso.

Os dados mostram que ela, de fato, reduz custos corporativos e amplia receitas. Porém, a disseminação de precificação dinâmica e personalizada sugere que parte relevante desses ganhos tem sido apropriada pelas empresas sob forma de margem — e não revertida em queda de preços.

Se a tecnologia aumenta produtividade, mas o custo de vida continua subindo, a explicação pode estar menos na inovação em si e mais na lógica econômica que a orienta. A questão central já não é apenas tecnológica, mas estrutural: quem captura os ganhos de eficiência?

A conclusão analítica é clara: a promessa da IA de baratear a vida foi redirecionada. O sistema econômico encontrou na inteligência artificial não um motor de bem-estar social, mas um mecanismo de extração de valor sem precedentes, onde a conta da inovação tecnológica continua chegando, salgada, para as mesmas pessoas de sempre.


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Política

Juro real no Brasil atinge maior nível em 20 anos e expõe abusos do BC

Com a Selic em 15%, o país atinge juro real de 10,6% e consolida a 2ª maior taxa do mundo, penalizando trabalhadores e favorecendo rentistas

A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira (28), de manter a Selic em 15% pela quinta vez consecutiva elevou o juro real brasileiro a 10,6%, nível não visto desde maio de 2006. Com a inflação projetada em 4% para 2026, o país se consolida como o segundo com maior juro real entre as 40 principais economias, atrás apenas da Rússia.

O juro real, resultado da diferença entre a Selic e a inflação, é o mais alto em duas décadas. O Brasil ocupa a segunda posição global há sete meses, com variações entre 9,23% e 10,6%, superando Argentina e Turquia. Em termos nominais, aparece em quarto lugar, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (16%). Nos Estados Unidos, o índice é de 1,55%, enquanto o Japão registra -1,18%.

Desde 2006, picos acima de 10% foram raros. Durante a pandemia, os juros chegaram a ser negativos, mas o retorno ao patamar atual marca um dos períodos mais restritivos da política monetária brasileira.

Alta persistente apesar da desaceleração da inflação

Apesar da desaceleração do IPCA-15 de janeiro — que registrou 0,20% e acumulou 4,5% em 12 meses, situando-se dentro da margem de tolerância —, o Copom sinalizou que cortes ocorrerão apenas a partir de março. De acordo com o Vermelho, mesmo com indicadores revelando que a economia gira com menores índices de inflação, o comunicado do Comitê justificou a manutenção da Selic pela persistência de incertezas externas e expectativas inflacionárias acima da meta oficial de 3% (com tolerância de 1,5 ponto percentual).

O efeito da política monetária em curso drena para os títulos públicos recursos que seriam destinados a investimentos produtivos. Além disso, encarece o crédito, trava novos investimentos e sufoca o consumo das famílias devido ao endividamento, que já atinge 79,5% dos lares, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

A dívida pública brasileira alcançou R$ 8,6 trilhões em 2025, com R$ 984 bilhões pagos apenas em juros (o equivalente a 7,98% do PIB), consumindo praticamente metade do Orçamento da União.

Sociedade critica a Selic a 15%

Centrais sindicais como CTB, CUT e Força Sindical apontam prejuízos severos ao emprego e ao consumo. Para Adilson Araújo, presidente da CTB, “a dívida pública se transformou no principal meio de valorização do capital operado por banqueiros, agiotas e rentistas em nosso país. O pagamento de juros a favor desta casta de parasitas consome, agora, mais do que a metade do orçamento público e configura uma brutal transferência de renda do conjunto da sociedade para os rentistas”, afirmou.

As críticas ao nível alto da Taxa Selic também encontram eco no setor produtivo. A indústria, representada pela CNI, e o setor da construção civil criticam a restrição ao crédito imobiliário, que inviabiliza investimentos e o acesso da população à moradia. O editorial do portal Vermelho reforça que a atual política monetária é antagônica aos interesses populares, blinda o rentismo e exige uma reforma profunda no sistema financeiro, visando recolocar o Banco Central sob o controle do Estado.


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Política

Direita foge e fugirá da pauta econômica na disputa presidencial

Na disputa eleitoral para a Presidência da República, a direita fugirá da pauta econômica. Os motivos são claros, Lula faz a economia voar batendo recordes reais de crescimento. Do outro lado, a economia americana chafurda no marasmo com Trump rumo à insolvência do império.

O nome disso é alta pintura fora do quadro, o que significa que tal fato está fora do script eleitoral no Brasil desde a redemocratização.

Lula pegou o país com 34 milhões de mendigos, miseráveis, produzidos pela política nefasta de Bolsonaro e Guedes para a glória maior do classismo financeirista.

Esses dois, um, burro de carroça e, outro, a besta do balão, são o caso da nudez crua e seca do capitalismo neoliberal mais selvagem da terra.

Não é sem motivos que o baronato da agiotagem nacional usa de todas as formas possíveis, mesmo as mais caquéticas, para tentar sequestrar o Brasil, através de uma taxa de juros imunda, parelha somente com a milícia que atua criminosamente nas favelas e periferias de todo o  Brasil.

Durante muitos anos de tecnocracia neoliberal, a mídia e seus sabujos coroavam de louros a cabeça dos Ceos, coachs e outras porcarias mais do campo corporativo, que criaram histórias paralelas à do Brasil real para vender a bíblia do neoliberalismo como a própria cadeira dos reis.

A nós súditos desse helenismo contemporâneo, sempre coube o papel passivo de ter o direito máximo de balançar a cabeça em sinal de negação.

Pois bem, o que veremos agora, é basicamente inédito no Brasil, a direita fugindo dos temas econômicos, por duas questões diametralmente opostas. Se Lula e Haddad, como mostram os números, promoveram a queda do dólar, a queda da inflação, os recordes recorrentes da bolsa de valores, por uma visão humanista da economia, por outro lado, assistimos a Trump descambar para a graça natural de um império em ruínas, que tenta corrigir os números econômicos na cartilha nua e crua do fascismo.

O silêncio sobre tal tema em tal caso, ou seja, as eleições, será estratétigo para a direita, porque não terá como a direita esclarecer para o seu eleitorado por que os tecnocratas, que desdenharam da politica econômica de Haddad e Lula, agora, estão aí paralisados, alheios, sem pai e mãe, nem vizinho, em caso contrário a tudo o que pregaram a vida inteira.

É muita ironia diante dos nossos próprios olhos.


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Mundo

Quem é Israel na fila do pão?

Qual a importância de Israel na geopolítica global?

A violência deliberada de Israel contra civis desarmados na Palestina, sobretudo crianças, bebês e mulheres, as maiores vítimas do carrasco sionista, é um escárnio civilizatório diante da comunidade internacional, o que coloca as instituições globais em cheque pela falta de ação contra o genocídio em Gaza, além do silencio obsequioso da expansão colonialista em pleno século 21, numa escancarada limpeza étnica na base do genocídio

Tem que ter uma explicação robusta sobre esse fenômeno das trevas no chamado “mundo civilizado”

Mas qual é a explicação?

Israel é um país que nasceu a fórceps dentro da ONU.Mais que isso, é  um país de proveta. Ou seja, um país de laboratório.
De A a Z, Israel é uma mentira a olho nu!

Não faz parte nem das 29 maiores economias do planeta. Mas, com seus contos de fada, vende-se como uma potência econômica global.

Tem uma concentração de renda pornográfica, o que explica por que mais de 30% dos habitantes de Israel vivem abaixo da linha de pobreza.

E a coisa só piora com aumento cavalar de pobreza no país, ano após ano.

Para ser mais exato, 10% da população têm uma renda vinte vezes maior que metade da população de Israel.

Se Israel acabasse hoje, o mundo nem sentiria sua falta, tal a relevância nenhuma que ele tem fora do círculo de ódio sionista que exporta para o mundo.

Nisso, tem que se reconhecer, Israel é imbatível.

Por isso é importante tentar entender como operam os sionistas no mundo para inventar uma Israel totalmente irrelevante na geopolítica global, mas que vende um triunfalismo e arrogância sem igual na história da humanidade.


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Economia Mundo

Efeito Trump: Ações norte-americanas despencam enquanto investidores se preocupam com inflação

Dados sobre a economia americana divulgados na sexta-feira levantaram preocupações sobre inflação.

O mercado de ações dos Estados Unidos sofreu um forte recuo na sexta-feira (28), após a divulgação de uma pesquisa sobre a saúde da economia do país e o anúncio de novas tarifas promovidas pelo governo Donald Trump, que entrarão em vigor a partir da próxima semana.

Dados sobre consumo divulgados pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central dos EUA, mostraram alta de 2,8% em comparação com o ano anterior, um pouco acima do esperado pelos analistas, o que pode gerar uma pressão inflacionária.

Por outro lado, uma pesquisa realizada pela Universidade de Michigan revelou uma queda acentuada no consumo em relação ao ano passado, indicando que a população já enfrenta os impactos do aumento de preços no país.

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O S&P 500 caiu quase 2%, enquanto o índice composto Nasdaq perdeu mais de 2,5% e o Dow Jones Industrial Average recuou mais de 1,5% na sexta-feira. O desempenho negativo do mercado de ações ocorreu dois dias após o presidente Trump anunciar tarifas de 25% sobre importações de automóveis e autopeças.

Wall Street tem demonstrado desconforto com as políticas tarifárias de Trump, marcadas por inconsistências e constantes mudanças, numa tentativa frustrada de agradar o mercado financeiro. A Casa Branca prometeu implementar mais tarifas na próxima quarta-feira (02/04), data nomeada pela administração como o “dia da libertação”.

Diversas ações de marcas amplamente consumidas pelos norte-americanos registraram quedas expressivas nesta sexta-feira. A gigante do vestuário fitness Lululemon teve desvalorização de 15%. As ações da GAP, outra grande varejista do setor, caíram quase 4%. Duas empresas do ramo da construção civil, Home Depot e Lowe’s, perderam aproximadamente 2% de seu valor de mercado.

Diante do cenário de incertezas sobre a política comercial, a Goldman Sachs reduziu suas expectativas para a economia do país, citando crescimento econômico mais lento do que o previsto para este ano.

Leia também: China revida impostos aplicados por Trump

Especialistas têm manifestado preocupação com os níveis de inflação, o que pode levar o FED a elevar as taxas de juros. Essa preocupação foi reforçada após declaração do presidente da instituição, Jerome H. Powell, que afirmou que o banco central pode se dar ao luxo de ser cauteloso enquanto aguarda para ver como as novas políticas vão se desenrolar.

Investidores têm pressionado instituições financeiras que intermediam a negociação de ações a fornecer esclarecimentos sobre os impactos das medidas do governo Trump e as possíveis consequências para a economia. Ellen Zentner, estrategista econômica-chefe do Morgan Stanley, demonstrou insatisfação com a declaração do presidente do FED: “Parece que o Fed, que adotou uma postura de ‘esperar para ver’, ainda terá que aguardar mais um pouco.” – disse em nota aos investidores, e completou: “A leitura de inflação mais alta do que o esperado hoje não foi excepcionalmente elevada, mas também não vai acelerar o cronograma do Fed para cortar juros, especialmente diante da incerteza em torno das tarifas,” declarou Zentner.

A imposição de tarifas sobre importações, como as aplicadas a produtos chineses, brasileiros e canadenses, que afetam o comércio de aço, alumínio e outros bens, tende a aumentar os preços de produtos importados, pressionando a inflação no curto prazo. Além disso, eleva os custos de produção para empresas que dependem de insumos estrangeiros, repassando parte desse aumento aos consumidores.

Estudos conduzidos pelo Fed e por economistas sugerem que tarifas adicionais podem aumentar o índice de inflação entre 0,1 e 0,5 ponto percentual, dependendo da abrangência das medidas. Com TVTNews.

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Economia

Dívida pública cai a 76,1% do PIB em dezembro e superávit primário supera expectativa

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 77,0% para a dívida bruta e de 61,0% para a líquida.

A dívida bruta do Brasil registrou queda em dezembro, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário acima do esperado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou dezembro em 76,1%, contra 77,7% no mês anterior. Já a dívida líquida foi a 61,1%, de 61,2% em novembro.

Em dezembro, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 15,745 bilhões, acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo positivo de R$ 10,2 bilhões.

O desempenho mostra que o governo central teve saldo positivo de R$ 26,728 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram déficit primário de R$ 12,018 bilhões e as estatais tiveram superávit de R$ 1,035 bilhão, mostraram os dados do BC.

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Mundo

Trump ameaça a economia dos EUA. Não duvide do estrago que um idiota pode produzir

Os planos do bufão norte-americano contra imigrantes ilegais podem abalar setores cruciais dos EUA, tais como agricultura, alimentação, hotelaria e tecnologia.

Se Trump levar mesmo a ferro e fogo sua promessa de mandar embora até 11 milhões de imigrantes em situação ilegal, o que pode acontecer na maior economia do planeta?

O impacto seria tão brutal que a Bloomberg Economics avalia que a deportação de todos os imigrantes indocumentados reduziria em até 8% o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, avaliado em US$ 27,3 trilhões.

Tem mais

As perdas bilionárias não param por aí.

Segundo o American Immigration Council (AIC), as famílias de imigrantes contribuíram com quase um sexto de todos os dólares arrecadados em impostos no país, cerca de US$ 580 bilhões em 2022.

No total, os ilegais representam cerca de 23% da população de imigrantes, sendo que cerca de 4 milhões (23% do total) são do México, seguidos de Índia (6%), China (5%), Filipinas (4%) e El Salvador (3%), de acordo com dados do Pew Research Center.

A magnitude destes números já preocupa, inclusive, Wall Street, que faz as contas do que isso poderia causar a toda uma economia, que depende bastante desses trabalhadores. Isso porque 13,6% da população americana atualmente é composta por imigrantes. Além disso, cerca de 18,4% da força de trabalho vem dessa imensa massa e 25% das empresas são constituídas por imigrantes, segundo dados do Departamento do Trabalho.

Resultado do estrago com os setores mais afetados

Entre os setores nos EUA que mais sentirão o impacto da deportação em massa estão o hoteleiro, alimentos e construção civil, de acordo com dados do banco de investimento Jefferies. Todos eles são intensivos em mão de obra e devem sentir a pressão em seus custos.

Os restaurantes de fast food, por exemplo, já enfrentam problemas com o mercado de trabalho e os custos dos alimentos, que devem aumentar.

Na construção, os problemas vão desde as varejistas de materiais de construção até os trabalhadores nas obras propriamente ditas, uma vez que em estados como Texas, Califórnia e Flórida mais de 45% dos trabalhadores da construção são imigrantes, segundo dados do Jefferies.

Na Agricultura, estima-se que em todo os Estados Unidos cerca 70% dos trabalhadores agrícolas são imigrantes, muitos deles sem documentos, segundo a Pesquisa Nacional de Trabalhadores Agrícolas do Departamento de Trabalho dos EUA.

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Mundo

‘Se os latinos nos EUA fossem uma única economia, seria a quinta maior do mundo’, diz pesquisadora

Anualmente, mais 50% das novas empresas nos Estados Unidos são fundadas por latinos.

Somente em 2022, as comunidades latinas foram responsáveis pela produção – em bens e serviços – de 3,6 trilhões de dólares do PIB dos EUA (cerca de R$ 21,24 trilhões). Isto significa que, se os latinos fossem um país separado dentro dos Estados Unidos, representariam a quinta maior economia do mundo, à frente de países como o Reino Unido, a França ou mesmo o Brasil.

Os dados foram apresentados por Ana Tereza Ramirez Valdez, presidente e diretora executiva da Latino Donor Collaborative, durante a coletiva de imprensa da presidente mexicana Claudia Sheinbaum na manhã desta quinta-feira (23). Eles fazem parte dos resultados do estudo Fast Facts: Latinos in the United States 2024, que, com base em fontes oficiais dos EUA, mostra o impacto econômico da comunidade latina no país.

“Estes dados sobre mexicanos e latinos são surpreendentes e ajuda muito que sejam conhecidos no México, mas também que esta informação seja conhecida nos Estados Unidos, porque a comunidade mexicana contribui muito”, disse a presidente Claudia Sheinbaum.

Ela assegurou também que os mexicanos nos Estados Unidos são “heróis e heroínas”, a quem agradeceu porque “contribuem para a economia nacional com remessas que representam o amor por suas famílias, o amor por seu país”.

O estudo mostra que atualmente existem mais de 4,7 milhões de empresas latinas nos Estados Unidos, as quais contribuem anualmente com cerca de 800 bilhões de dólares para a economia dos EUA. No entanto, apenas 463 mil dessas empresas latinas empregam mais de 3,5 milhões de trabalhadores no país. Além disso, anualmente, 50% das novas empresas nos Estados Unidos são fundadas por latinos.

Fundada em 2010, a Latino Donor Collaborative é uma organização sem fins lucrativos que, de acordo com sua própria apresentação, é “dedicada a mudar a percepção dos latinos como parte da sociedade dominante dos EUA”.

Nas últimas semanas, em resposta à retórica e às políticas cada vez mais xenófobas do presidente Trump, que – sem qualquer base na realidade – tem apontado os migrantes como a fonte dos problemas que o país enfrenta, o governo mexicano da Quarta Transformação vem implementando uma campanha integral para proteger os direitos humanos dos migrantes perseguidos e promover o “orgulho de ser mexicano”.

Um motor de crescimento

Enquanto o discurso oficial do trumpismo e a mídia de direita constroem falsos estereótipos em que os latinos estão ligados ao crime ou fingem viver de esmolas do governo, os dados mostram que a grande maioria são famílias e pessoas trabalhadoras.

Atualmente, as comunidades latinas são o segundo maior grupo do país, atrás apenas dos anglo-saxões. Elas representam 19,5% da população total, o que significa que uma em cada cinco pessoas que vivem nos Estados Unidos é de origem latina. De todos os latinos, 60% são de origem mexicana.

Diferente da narrativa preconceituosa propagada pela Casa Branca, a maioria dos latinos tem algum tipo de status legal no país. E na grande maioria dos casos em que isso não acontece, são pessoas que trabalham e querem regularizar sua situação imigratória.

De acordo com os dados apresentados, 81% dos latinos (4 em cada 5) são cidadãos americanos. “Dos 20% que não são cidadãos, a maioria tem permissão”, afirmou Ramirez Valdez.

“Venezuelanos, cubanos, salvadorenhos chegam aos Estados Unidos com licenças. Portanto, a verdade é que a porcentagem, o número de migrantes sem documentos nos Estados Unidos é muito menor do que toda a retórica de que falam os jornais e a mídia nos Estados Unidos”, afirma.

Estima-se que 93% dos jovens latinos são nascidos no país. Enquanto 8 em cada 10 latinos nos EUA são bilíngues.Trata-se de uma potência cultural.

Além disso, o enorme peso demográfico que as comunidades latinas têm no país significa que elas representam uma crescente influência cultural, econômica e também política. Em nível eleitoral, as comunidades latinas – levando em conta sua diversidade – representam um setor estratégico na política dos EUA. Nas últimas eleições de novembro, 14,7% dos eleitores foram latinos.

A população latina é também uma das mais jovens do país. Isso projeta um grande potencial de crescimento nos próximos anos. De acordo com dados apresentados por Ramirez Valdez, em 2022 a idade média dos latinos foi de 30,7 anos, quase dez anos a menos do que a idade média dos anglo-americanos, que foi de 41,1 anos.

A população jovem das comunidades latinas faz delas um importante contribuinte para os setores economicamente ativos do país. Atualmente, os latinos representam 19% de todos os trabalhadores do país. Espera-se que, até 2030, 78% da nova força de trabalho seja composta por latinos.

*BdF