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Eleições: EUA fecham embaixada no Brasil, citam “ameaças”

EUA suspendem atendimento presencial em todas as representações diplomáticas no país a dois dias do primeiro turno; Departamento de Estado fala em “questões de segurança”

A dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, os Estados Unidos suspenderam nesta sexta-feira (2) o atendimento presencial na Embaixada em Brasília e nos consulados instalados no país por “questões de segurança”. Washington não explicou o que motivou a medida, mas, ao se pronunciar sobre o caso, o Departamento de Estado citou alertas sobre “ameaças” e afirmou estar trabalhando em conjunto com autoridades brasileiras.

A medida atinge todas as instalações diplomáticas estadunidenses no Brasil. Cidadãos dos EUA que precisem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer aos prédios e a procurar o oficial de plantão por telefone ou e-mail.

Até o momento, no entanto, não há qualquer informação oficial que relacione a medida adotada pelos Estados Unidos ao processo eleitoral brasileiro.

Embaixada teria sido alvo de ameaça
Segundo apuração do site Metrópoles, funcionários da Embaixada dos Estados Unidos foram dispensados do trabalho presencial depois que a representação diplomática teria sido alvo de uma ameaça.

O tipo de ameaça não foi divulgado. Os funcionários receberam na quinta-feira (1º) um comunicado por e-mail determinando que trabalhassem de casa nesta sexta.

A decisão, no entanto, acabou tendo alcance maior: o atendimento presencial também foi suspenso nos consulados estadunidenses no Brasil, afetando todas as instalações diplomáticas do país.

Washington não informou a origem da ameaça, sua natureza ou o grau de risco identificado.

EUA citam “ameaças” e dizem atuar com autoridades brasileiras
Questionado sobre o episódio, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou à imprensa que “a administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos”.

Na resposta, o governo estadunidense mencionou expressamente “ameaças”.

“As Embaixadas e Consulados dos Estados Unidos no exterior utilizam regularmente o sistema de mensagens STEP, incluindo alertas, para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local”, afirmou o Departamento de Estado.

O STEP (Smart Traveler Enrollment Program) é o sistema utilizado pelo governo dos EUA para fornecer informações consulares e alertas de segurança a cidadãos estadunidenses que estejam no exterior, segundo a Forum.

O Departamento de Estado acrescentou ainda que mantém contato com o governo brasileiro.

“Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, declarou.

Washington, entretanto, não informou quais seriam essas “questões de segurança”, que autoridades brasileiras estão envolvidas nas tratativas ou se existe uma ameaça específica contra outras representações diplomáticas além da Embaixada em Brasília.

Suspeita de bomba mobilizou segurança no STF
A suspensão ocorre ainda em meio a outro episódio de segurança registrado em Brasília.

Na quinta-feira, um homem tentou pular as grades em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e lançou uma mochila sobre uma parada de ônibus próxima à Corte. Diante da suspeita de que pudesse haver um explosivo, a Polícia Judicial do Supremo acionou a Polícia Militar do Distrito Federal.

Parte da Esplanada dos Ministérios chegou a ser interditada. Após a deflagração da Operação Petardo, porém, a PMDF descartou a existência de uma bomba: dentro da mochila havia apenas roupas. O homem detido aparentava estar em surto e apresentava falas desconexas.

Não há, até agora, confirmação de qualquer ligação entre o episódio ocorrido nas proximidades do STF e a ameaça relatada contra a Embaixada dos Estados Unidos.

Da mesma forma, não há indicação oficial de que a suspensão do atendimento diplomático esteja relacionada às eleições deste domingo.


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Brasil

PM reforça segurança em embaixadas e sinagogas do DF após guerra

Segundo a PMDF, além das sinagogas, há “destacamento permanente nas embaixadas de Israel e da Palestina desde 7 de outubro”.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforçou a segurança nas embaixadas de Israel e da Palestina, em sinagogas e em pontos como Associação Cultural Israelita de Brasília (ACIB), após a guerra entre as nações. Segundo a corporação, há um destacamento permanente em áreas relacionadas aos lados envolvidos no conflito desde 7 de outubro, diz o Metrópoles.

“O policiamento também foi reforçado periodicamente nas áreas das sinagogas no Distrito Federal. A medida foi adotada pelo 5º Batalhão da PMDF assim que os confrontos se iniciaram. Até o momento, não foram registrados incidentes nesses locais”, divulgou a PMDF, em nota.

Foi reforçado, ainda, o suporte e a orientação da Inteligência da corporação. Veja imagens da ação preventiva:

Solicitação parlamentar
Mais cedo, o deputado federal Gilvan Máximo (Republicanos-DF) havia emitido ofício ao secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, e ao comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Adão Teixeira de Macedo, pedindo o aumento do policiamento próximo à Embaixada de Israel em Brasília e a sinagogas da capital do país.

No documento, o parlamentar destacou que o grupo extremista Hamas, em guerra com Israel, convocou um “dia da raiva” internacional para esta sexta-feira (13/10). “Por esse motivo, há protestos em vários países, em todo o mundo, o que pode evoluir para eventos ainda mais violentos”, enfatizou o deputado.

Além da Embaixada de Israel, o parlamentar listou outros cinco locais ligados à comunidade judaica e israelense no DF, para terem reforço do policiamento.

Após o Hamas convocar a ação, o Conselho de Segurança Nacional e o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel pediram, nessa quinta-feira (12/10), que todos os israelenses espalhados pelo mundo fiquem em alerta.

Segundo o jornal The Jerusalem Post, “a liderança do Hamas fez um apelo a todos os apoiadores no mundo para fazerem um ‘dia da raiva’ na sexta-feira [13/10], pedindo que saiam às ruas e agridam israelenses e judeus”.

 

 

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Relações Internacionais

Futuro chanceler planeja ‘limpa’ em embaixadas ocupadas por bolsonaristas

Mauro Vieira pretende já na primeira semana como chanceler fazer uma limpa em vários postos ocupados por diplomatas bolsonaristas. Embaixador em Washington, Nestor Forster, será substituído interinamente por um encarregado de negócios enquanto não se define o nome do futuro representante do Brasil na capital americana.

De acordo com Lauro Jardim, O Globo, Maria Nazareth Farani Azevêdo, cônsul-geral em Nova York, será também ejetada na primeira leva. Ex-chefe de gabinete de Celso Amorim, Lelé, como é conhecida, caiu nos braços do bolsonarismo já em 2019.

No mesmo movimento será enviado a Caracas um encarregado de negócios com a missão de reabrir a embaixada e o consulado-geral.

Também será enviado a Caracas, fazendo o mesmo movimento, um encarregado de negócios com a missão de reabrir a embaixada e o consulado-geral. Mauro Vieira já havia dito em suas primeiras declarações sobre a retomada de relações diplomáticas com a Venezuela a partir de 1º de janeiro.

Ele também destacou o retorno a mecanismos de integração regional, como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Comunidade do Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). “Teremos uma volta a esses organismos, mas com olhar novo, porque o mundo mudou. Será olhar novo, construtivo, com solidariedade, visando sempre a colaboração entre países em desenvolvimento”, disse.

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Ampulheta virada: As chamas que queimam a Amazônia podem se transformar no impeachment de Bolsonaro

Antes de outubro chegar o grito pelo impeachment de Bolsonaro já será atordoante. Evidente que ele não deve derrapar na primeira curva, mas o caminho estará aberto para que o seu governo seja interrompido antes das eleições de 2020.

A destruição da Amazônia provocada pelas ações do governo Bolsonaro e da nova política, que tem como ministro do Meio Ambiente um dos quadros mais importantes do Partido Novo, o advogado Ricardo Salles, tem todos os ingredientes para levar o Brasil a uma crise sem precedentes.

O grito de Macron pedindo a convocação em caráter de urgência de uma reunião do G7 não é nada mais do que uma ação oportunista de um governante que aprendeu a interpretar os sinais das ruas depois de viver uma crise que quase o derrubou.

A Europa foi tomada ontem por imagens de uma floresta em chamas, de animais queimados, de fumaça cobrindo cidades, de relatos catastróficos, porém realistas, do que ocorre por essas paragens.

Em menos de 24 horas a cidadania ativa dos países desenvolvidos ligou os pontos. Um presidente fascista e bufão, que já tinha péssima imagem pública por lá, virou o responsável pelo maior crime ambiental da história recente.

Os europeus têm razão. O programa de governo e os discursos de Bolsonaro referendam o que está acontecendo. Não foi acidente. É crime.

E a cidadania ativa europeia exige um posicionamento dos seus governantes. Macron foi apenas o primeiro a trucar. Outros seguirão sua linha nos próximos dias.

Em breve, os produtos agrícolas brasileiros serão boicotados e interditados nos supermercados europeus. Sanções serão decretadas para importações de produtos como soja e carne. E haverá protestos na frente de embaixadas verde e amarela mundo afora.

Bolsonaro tentará usar a mesma tática da política interna para lidar com essa avalanche internacional e provocará mais crise.

A economia que já se arrasta na estagnação tende a entrar rapidamente em recessão. O nível de desemprego que já é alto se ampliará. E os filhos das madames de laquê e dos mascus de pulover vão abandonar o barco do capitão. Porque é impossível pra eles se manter a favor de um governo que destrói a Amazônia. Nem o discurso mais neoliberal moderno aceita esse roteiro demoníaco.

Para que imensas manifestações de rua sejam construídas falta apenas uma boa convocação. Serão milhões em todos os cantos do planeta.

E antes de outubro chegar o grito pelo impeachment de Bolsonaro já será atordoante. Evidente que ele não deve derrapar na primeira curva, mas o caminho estará aberto para que o seu governo seja interrompido antes das eleições de 2020. Foi assim com Collor. Foi assim com Dilma.

Já há condições para um pedido de impeachment de Bolsonaro antes do Natal chegar. Talvez de muitos pedidos.
A economia, essa donzela, será decisiva. E o crime contra a Amazônia tende a esfarelar qualquer perspectiva (que já era baixa) de reação.

A queda de Bolsonaro se tornou uma questão de tempo. A ampulheta está virada.

 

*Com informações da Forum