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Departamento de Justiça ocultou informações sobre Trump no caso Epstein, diz NPR

Ao menos 53 páginas de entrevistas do FBI, incluindo acusações de abuso sexual de menor, foram suprimidas dos arquivos

A NPR revelou nesta terça-feira (24/02) que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos reteve uma série de documentos dos arquivos Epstein que comprometem o presidente norte-americano Donald Trump, incluindo alegações de abuso sexual contra menores.

Registros que poderiam implicar o atual presidente norte-americano também foram removidos do banco de dados público ou nunca chegaram a ser divulgados, aponta a reportagem, contabilizando mais de 50 páginas apagadas de entrevistas conduzidas pelo FBI. O Departamento de Justiça alega que os documentos podem ser confidenciais, duplicados ou vinculados a investigações federais em andamento.

Após a divulgação da reportagem, o deputado democrata Robert Garcia (Califórnia), à frente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados, anunciou uma investigação paralela sobre a supressão dos documentos. A alegação de abuso sexual contra Trump está sendo investigada pelos democratas.

“Ontem, revisei os registros de evidências não editados no Departamento de Justiça. Os democratas responsáveis pela supervisão podem confirmar que o Departamento de Justiça parece ter retido ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente que acusou o presidente Trump de crimes hediondos”, afirmou Garcia, nas redes sociais.

A Casa Branca reagiu às revelações afirmando que o presidente foi “totalmente exonerado” em relação a Epstein. Em nota enviada à NPR, a porta-voz Abigail Jackson declarou que o republicano teria feito mais pelas vítimas do que qualquer outra figura pública, citando a liberação de documentos e a assinatura da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

Abuso sexual
Os registros ligados à mulher que acusou Trump de abuso sexual ao FBI apontam que o suposto crime ocorreu em 1983, quando ela tinha 13 anos de idade. A acusadora foi entrevistada quatro vezes pelo FBI, mas apenas a primeira entrevista, realizada em julho de 2019 e que não menciona Trump, aparece no acervo público.

Ela relatou ter sido apresentada a Trump por Epstein e que, na ocasião, ele “a forçou a abaixar a cabeça em direção ao seu pênis exposto, que ela mordeu em seguida”. Segundo o relato, Trump a atingiu “na cabeça e a expulsou” do local.

Dos 15 documentos listados referentes à acusadora, apenas sete constam no banco de dados dos arquivos de Epstein. Entre os documentos faltantes estão anotações dos agentes que acompanharam três das entrevistas.

A reportagem também destaca outra menção a Trump, encontrada nos arquivos de Maxwell, relativa a seis entrevistas concedidas ao FBI, entre setembro de 2019 e setembro de 2021. Ao detalhar como os abusos de Epstein e Maxwell começaram, a vítima, também de 13 anos, menciona ter sido levada ao clube Mar-a-Lago de Trump.

Ao ser mostrada por Epstein a Trump, o financista teria dito: “essa é boa, hein?’”. A acusadora afirma que ambos riram e que ela “se sentiu desconfortável, mas, na época, era muito jovem para entender o porquê”. Segundo a reportagem, em outra entrevista, ainda offline, a mãe da vítima relatou ter ouvido da menina que “um príncipe e Donald Trump visitaram a casa de Epstein”, o que a fez “pensar que, se eles estavam lá, como Epstein poderia ser um criminoso?”

A NPR menciona ainda uma circular do FBI relacionando Trump e Epstein, no final de julho e início de agosto de 2025. A lista incluía inúmeras alegações escabrosas e os agentes classificaram a maioria das acusações como não verificáveis ou não credíveis.

*Opera Mundi


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Brasil

Compra de apartamento e endereço em SP revelam envolvimento de Epstein no Brasil

Novas informações reveladas indicam que o envolvimento de Epstein no Brasil é mais amplo do que se conhecia até agora

Jeffrey Epstein fez pagamentos para um escritório de advocacia no Brasil referentes à compra de um apartamento. A empresa que recebeu os recursos manteve por anos uma sede no mesmo endereço em que o financista americano registrou seu CPF em São Paulo.

As novas informações reveladas pelo ICL Notícias indicam que o envolvimento e a presença de Epstein no Brasil são mais amplos do que se conhecia até agora.

Nesta semana, o ICL Notícias revelou com exclusividade a existência do documento brasileiro em nome de Epstein. O CPF foi localizado por autoridades dos Estados Unidos e, na base de dados da Receita Federal, permanece com situação ativa.

O registro foi feito em 2003. A reportagem confirmou que o documento está vinculado ao endereço Rua da Consolação, 247, 3º andar, em São Paulo — o mesmo local onde funcionou por anos o escritório Machado Meyer Advogados. A informação foi publicada em primeira mão pelo site Brasil 247.

Arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que reúnem cerca de 3 milhões de documentos, também detalham movimentações financeiras do financista. No mesmo ano em que obteve o CPF brasileiro, há registros de transferências de Epstein ao escritório de advocacia sediado em São Paulo.

Em 22 de abril de 2003, consta um débito de 76 mil dólares destinado à Machado Meyer, registrado em Nova York. A descrição da transação é direta: “PURCHASE OF APT IN BRAZIL” — compra de apartamento no Brasil.

Outras transferências aparecem ao longo dos anos seguintes. Em 28 de outubro de 2005, por exemplo, há um registro de US$ 9,9 mil enviado ao mesmo escritório.

Tentativa de impedir registro de imagens
Para verificar a situação da empresa fora dos registros formais, a reportagem esteve nos endereços associados ao grupo em documentos oficiais.

No local onde funcionava a antiga sede, a empresa já não opera mais. Comerciantes e trabalhadores da região relataram que ela deixou o imóvel por volta de 2019. Desde então, outras companhias passaram a ocupar o espaço, sem qualquer identificação que remeta à antiga atividade.

A equipe seguiu então para os dois endereços atualmente vinculados à empresa: o prédio administrativo e a sede principal.

No prédio administrativo, funcionários informaram que não havia ninguém disponível para prestar esclarecimentos. Nenhum responsável foi indicado para falar oficialmente.

Já na sede principal, localizada na Avenida Faria Lima, a reportagem se identificou na recepção e solicitou contato com um representante. A resposta foi imediata: não haveria ninguém para atender, sob a justificativa de que o expediente ocorria em regime de home office.

Enquanto registrava imagens externas da fachada, procedimento padrão em coberturas jornalísticas realizadas a partir da calçada, a equipe foi abordada por seguranças do edifício. Um homem que se apresentou como gerente tentou impedir as gravações, exigiu a exclusão do material e afirmou que acionaria a polícia.

A equipe manteve as gravações.

Funcionários do entorno relataram ainda que a empresa opera no prédio principal há cerca de quatro ou cinco anos. O edifício administrativo seria mais antigo, o que indica que a estrutura atual foi consolidada após a saída do endereço original.

*Jamil Chade e Cleber Lourenço/ICL


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Política

Epstein e Vorcaro, duas ratazanas do mercado financeiro

O submundo do mercado financeiro expõe suas tripas diante do mundo, tanto Epstein quanto Vorcaro não são herdeiros de milionários, são financistas que se criaram e enriqueceram no esgoto do sistema financeiro, deixando claro que, além hábeis manipuladores, conhecem todos os caminhos paralelos do submundo financeirista.

Cada qual a seu modo, criarsm um sistema de aliciamento que lhes rendeu uma fortuna. Os dois, segundo a justiça, afortunaram-se com aprendizagem em segredos das brechas deixadas por um sistema com regulação totalmente frouxa e falha em dois países cujo Banco Central é independente, numa flagrante exposição do ambiente promíscuo, tanto nativo quanto nos EUA.

Como um sistema financeiro se mostrou tão inerte diante de dois criminosos que se locupletaram de verdadeiras fortunas, mansões, ilhas imponentes, extraídas da podridão desse esgoto financeirista. O que se observa é que o sistema parece ter sido  modelado por banqueiros para se beneficiarem a ferro e fogo dessa choldra.

Não é possível que esses camaradas tenham cavado a modo e gosto, túneis que lhes garantiriam invisibilidde eterna enquanto vegetavam sem produzir um único parafuso dentro dos ambientes mais perversos, imorais e desumanos.

Aonde encontraram estratégias que os levaram ao mapa da mina? Claro, silenciosamente, longe de um campo de batalha.

Ninguém sondou a alma de seus negócios, que são um supremo engodo, como assim?

Esse tempo topo, puderam falsear paisagens e delas escolher somente o melhor do fruto dessa esculhambação sem serem incomodados pelo próprio sistema financeiro e pela justiça?

Esses verdadeiros artistas do submundo do crime, mostram como o panorama da mistificação vale ouro se funcionarem como satélites que gravitam em torno de determinados sóis que lhes rendem verdadeiros tesouros.

Todo sadismo e todos os frutos que vemos emergir das revelações expõem que esses são processos clássicos de bolsonaristas, não de grandes mestres do futurismo financeiro, muito menos tem algum poder premunitório capaz de interprtar a luz no mais imbricado sistema para os mortais.

Seja como for,  os truques dos dois foram desmascarados e, se não são absolutamente iguais nas ações, o são nos resultados.

É disso que se trata, mas é disso também que a mídia, que é parte do sistema financceiro, não coloca na mesa nem um pedaço desse carvão, que fará o pedal utilizado pela talentosa dupla de criminosos que produziram duas bíblias da picaretagem financeira, utilizando apenas os buracos de um sistema totalmente fraudável para chegarem ao pico da riqueza.


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Brasil Mundo

Imagens sugerem que há documentos de Epstein sobre o Brasil ainda não revelados

Fotos mostram arquivos sobre o Brasil e viagens do financista com pelo menos uma menina ao país

effrey Epstein guardava um dossiê sobre o Brasil e novos documentos sugerem que pode existir um volume ainda desconhecido de fotos e informações sobre suas atividades no país.

Há uma semana, o Departamento de Justiça publicou 3 milhões de páginas de documentos, assim como 2 mil vídeos e 180 mil imagens. Trata-se do material que, durante duas décadas, foi usado como base para as investigações contra o financista.

Numa das fotos, arquivos de propriedade do americano aparecem sobre uma estante em sua residência em Little St James, a ilha onde ele organizava operações criminosas com meninas menores de idades.

E, neles, pelo menos um conta com um adesivo no qual se pode ler a palavra “Brazil”.

O mesmo fichário ainda traz nomes de outros destinos, como St. Barts — uma ilha no Caribe — ou Chateau Villete, conhecido como “Pequeno Versalhes” ao norte de Paris.

Epstein

Fotos arquivo Epstein

As fotos também sugerem que Epstein viajou com pelo menos uma das menores ao Brasil. Num dos documentos, os arquivos trazem uma espécie de fotonovela, feito à mão e contando a história de uma viagem que Epstein teria feito com uma menina, por volta de 2007.

No roteiro da viagem, uma vez mais aparece o Brasil como destino.

A garota, que tem sua identidade preservada, é quem conta a história. Fala, inicialmente, de uma “pequena menina sem noção” e que, ao encontrar Epstein, vai vivendo diferentes etapas de uma relação.

Numa das passagens, o rosto do financista é colado na página, numa referência ao Natal. Ao lado, uma frase: “eu serei o primeiro”. “Eu aprendi e cresci”, escreveu ela em outro trecho.

Nas páginas seguintes da pequena novela, ela mostra como “cuidou” de Epstein, colocando cremes em seu rosto.

“Nós viajamos”, diz outro trecho. Nesta página, onde se misturam elementos infantis como um biscoito e leite, ela cita Dubai, Praga, St. Barths e Brasil.

Epstein

Epstein

Fotos em arquivos de Epstein citam Brasil

Operação Brasil
Em recente reportagem, a BBC Brasil revelou que existiriam cerca de 4 mil menções ao país em documentos.

Os arquivos ainda apontam que ele teria uma conexão no Brasil com uma “agente”, que conseguia garotas menores de idade quando ele estava no país.

Segundo a reportagem, os documentos apontam que ao menos quatro garotas brasileiras, inclusive adolescentes, teriam sido levadas para ele em uma festa, em uma de suas casas, nos Estados Unidos.

“A BBC News Brasil mostrou, em dezembro, que uma das vítimas de Epstein disse que ao menos 50 brasileiras estiveram em sua mansão”, indicou o site.

“Há ainda conversas em emails sobre uma ideia de criar um concurso de beleza para atrair garotas jovens no Brasil e o interesse em adquirir uma revista de moda para atrair modelos”, completou.

*Leandro Demore e Jamil Chade/ICL


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Mundo

Conversa de Epstein e ex-premiê de Israel questiona valores pagos a Tony Blair da Inglaterra

Em áudio divulgado pela Justiça dos EUA, empresário acusado de tráfico sexual e Ehud Barak especulam sobre remuneração do ex-premiê britânico e sugerem desvio de parte dos fundos

Uma gravação de áudio divulgada recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revela uma conversa entre o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein e o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak discutindo as somas “gigantescas” pagas ao ex-premiê britânico Tony Blair por seu trabalho de consultoria e questionando os “arranjos financeiros” do ex-premiê, especulando que parte do dinheiro poderia estar sendo desviada.

Epstein, com quem Blair admitiu ter se encontrado uma vez em Downing Street durante seu período como primeiro-ministro, fala favoravelmente sobre as quantias significativas pagas ao ex-líder do Reino Unido por seu trabalho, mas especula que parte do dinheiro não ia para Blair, sendo desviada para ‘outras partes’.

O áudio não fornece detalhes específicos sobre as outras partes envolvidas. O Departamento de Justiça dos EUA não confirmou quando a conversa gravada ocorreu. Reportagens da mídia sugerem que ela aconteceu no início de 2013.

Na gravação, Barak expõe o caráter mercenário da operação ao perguntar a Epstein “como ganhamos dinheiro com um contrato com um governo ou governos”.

Ele menciona “algo que ouvi de você… que Tony Blair, por exemplo, provavelmente recebe US$ 11 milhões por ano do governo do Cazaquistão apenas para dar conselhos e ajudá-los com o lobby em alguma ONG ou organização da ONU“.

“Não sei o que Tony está fazendo para ganhar dinheiro. E não sei se o dinheiro que Tony está recebendo é realmente para ele ou para outra pessoa”, diz Epstein. E continua: “Ouço falar de números gigantescos atribuídos a Tony – 5 milhões de dólares aqui, 10 milhões de dólares ali. Tony não ganha 30 milhões de dólares por ano.”

Barak respondeu: “Sim, mas ele se tornou bastante… Posso deduzir pelo estilo dos seus relógios que ele está…”. A conversa, repleta de insinuações, continua com Epstein: “Sim, mas ele ganha 10 milhões de dólares por ano”.

Barak então responde: “Provavelmente ele [fica com] o dinheiro e deixa uma parte para os outros, provavelmente alguns dos fornecedores.”

Tony Blair, uma figura controversa que liderou o Reino Unido de 1997 a 2007 e foi um dos arquitetos da catastrófica guerra do Iraque, prestou serviços de consultoria a clientes, incluindo governos, por meio de sua empresa, a Tony Blair Associates, após deixar o cargo. Atualmente está incluído por Donald Trump no ‘Conselho de Paz’ para Gaza.

Segundo informações, ele encerrou as atividades da empresa em 2016 para fundar o Instituto Tony Blair para a Mudança Global, que se descreve como uma “organização sem fins lucrativos e apartidária que ajuda governos e líderes a transformar ideias ousadas em realidade”.

O jornal britânico The Guardian noticiou que a Tony Blair Associates assinou um contrato para prestar consultoria ao governo do Cazaquistão em 2011, meses depois da controversa reeleição do ex-presidente autocrático Nursultan Nazarbayev com uma vitória esmagadora e semanas antes de as forças de segurança do mesmo governo matarem 14 pessoas durante um levante antigovernamental.

*Opera Mundi


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Brasil Música

Quem é Jean-Luc Brunel, o elo entre o caso Epstein e o Brasil

A principal ponte do caso do bilionário, encontrado morto numa cela em 2019, com o Brasil, é o francês Jean-Luc Brunel, que foi agente de modelos e era considerado “braço direito” de Epstein

Embora o escândalo de tráfico sexual envolvendo o bilionário Jeffrey Epstein seja investigado nos Estados Unidos, as investigações do Departamento de Justiça e os desdobramentos sobre o caso mostram diversas conexões internacionais do esquema, incluindo o Brasil.

A principal ponte do caso do bilionário, encontrado morto numa cela em 2019, com o Brasil, é o francês Jean-Luc Brunel, que foi agente de modelos e era considerado “braço direito” de Epstein. Brunel – acusado de estupro, agressão sexual e assédio sexual – esteve no Brasil em abril de 2019 para recrutar novas modelos e levá-las aos Estados Unidos.

O ex-agente era fundador da agência de modelos MC2 que tinha sede em Miami e contava com a ajuda financeira de Epstein. Na época, a MEGA Model Brasília publicou uma foto com uma legenda de agradecimento pela visita do empresário. “Jean-Luc Brunel esteve aqui hoje para um casting para levar os nossos modelos para Nova York”, escreveu a publicação.

Procurada, a MEGA Model informou que Jean-Luc Brunel fez apenas uma visita breve e sem agendamento prévio à antiga sede da agência, localizada em um shopping em Brasília. Segundo a empresa, o encontro durou cerca de 15 minutos. A agência afirmou ainda que desconhecia o seu histórico e garantiu que nenhuma modelo foi recrutada ou abordada durante a visita.

Ainda em 2019, uma reportagem do The Guardian expôs uma série de denúncias que acusavam Brunel de trazer adolescentes, vindas de outros países com visto de modelos, para os Estados Unidos com o objetivo de exploração sexual. De acordo com o Correio Braziliense, outras três mulheres disseram ao jornal que foram sexualmente agredidas pelo ex-agenciador nos anos 1980 e 1990.

Brunel foi encontrado morto em uma cela em Paris, na França, em 2022. Ele estava detido desde dezembro de 2020, quando foi acusado de estupro contra jovens menores de idade.

Essa não é a única conexão do escândalo com o Brasil. No fim do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou público outros documentos que também mencionavam essa possível ligação. Entre os arquivos está um depoimento do FBI, a polícia federal americana, que reúne informações relacionadas ao caso Epstein.

Segundo a BBC News Brasil, o documento com anotações escritas à mão cita um “grande grupo brasileiro”, sem detalhar quem seriam os integrantes e a participação dessas pessoas no esquema. Grande parte das informações, no entanto, aparece tarjada, o que limita a compreensão completa do conteúdo e de eventuais conexões citadas nos arquivos.

Na sexta-feira, dia 30, o Departamento de Justiça dos EUA liberou para o acesso público um total de três milhões de páginas de arquivos, 180 mil imagens e 2 mil vídeos relativos ao caso Epstein.

Essa é a maior quantidade de informações liberadas pelo governo americano sobre o caso. Uma lei do Congresso dos EUA, sancionada pelo presidente Donald Trump, determinava a publicidade de todos os documentos até 19 de dezembro, mas a medida só foi cumprida agora.

A análise dos documentos ainda está em curso, e novas informações podem vir à tona à medida que o conteúdo for examinado.


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Mundo

O caso de Trump, que envolve uma rede asquerosa de pedofilia, é sério e deve lhe custar o mandado e cadeia

Trump está sendo arrastado para o inferno pelo seu eleitorado mais fiel.

Nos EUA, grandes jornais, como o NYT, têm publicado muitas matérias diárias sobre esse escândalo, porque Trump não cumpre o que prometeu, apresentar a lista macabra de gente graúda que fazia parte da agenda da figura principal dessa rede, o bilionário, Jeffrey Epstein, que se suicidou após ser preso.

Muitos dos mais devotos apoiantes de Trump exigem a divulgação de mais informações sobre Jeffrey Epstein, acusado e condenado por abusos sexuais de menores e pela organização de uma rede de pedofilia.

O assunto criou uma rara ruptura na sua base de apoio.

O que Trump quer esconder?

Nos Estados Unidos, “a controvérsia não dá sinais de abrandamento”, admite ao Expresso John E. Jones, presidente do Dickinson College e antigo juiz distrital da Pensilvânia. Refere-se ao “caso” de tráfico humano e abusos sexuais praticados Jeffrey Epstein, com quem Donald Trump mantinha relação amigável.

Indícios dessa ligação têm estado no centro das polémicas, depois de Elon Musk, em ruptura com Trump, ter levantado a suspeita, há cerca de um mês, de que o Presidente americano estivesse implicado nos ficheiros do caso de pedofilia.

O fato é que Trump está embananado e ninguém consegue ver saída para ele.

Está na cara que não quer apresentar o que prometeu e deve ter motivos sérios e isso faz do seu eleitorado mais fiel o principal protagonista da caçada ao “xerife” universal, que acha que manda no mundo.

Seja como for, nesse mato tem coelho e dos gigantes.

Trump diz que processará jornal WSJ por publicar uma carta que escreveu ao pedófilo Epstein. Isso não muda em nada sua situação para melhor, é apenas joga mais gasolina na fogueira.

A reportagem, publicada na quinta-feira (17), afirma que Trump enviou a carta para Epstein em 2003.

O jornal diz que a correspondência fazia parte de um álbum comemorativo produzido por Ghislaine Maxwell, parceira de Epstein, para celebrar os 50 anos dele — anos antes de o bilionário ser preso por abuso sexual de menores.

A carta, atribuída ao atual presidente dos EUA, inclui uma mensagem datilografada dentro da silhueta de uma mulher nua desenhada à mão.
A assinatura “Donald” aparece abaixo da cintura da figura. O texto termina com a frase: “Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um maravilhoso segredo”.

Autoridades públicas, legisladores, especialistas e cidadãos comuns continuam profundamente interessados e preocupados com o caso Epstein”, disse o procurador-geral adjunto Todd Blanche no documento. “Afinal, Jeffrey Epstein é o pedófilo mais infame da história americana”

https://x.com/i/status/1930730687453188562

Cómo Donald Trump puede ser la llave para descubrir toda la verdad sobre su  amigo Jeffrey


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Mundo

Elon Musk acusa Trump de pedofilia

A acusação de Elon Musk de que Donald Trump está nos “arquivos de Epstein” e que isso seria o motivo para a não divulgação total dos documentos foi feita em 5 de junho de 2025, em uma postagem no X, e intensificou uma disputa pública entre os dois, que já foram aliados próximos. Abaixo, mais detalhes sobre o contexto, os arquivos de Epstein, a relação entre Musk e Trump, e as implicações da acusação.

Contexto da Acusação
Declaração de Musk: Em um post no X, Musk escreveu: “Hora de soltar a bomba de verdade: @realDonaldTrump está nos arquivos de Epstein. Esse é o verdadeiro motivo de eles nunca terem sido divulgados. Tenha um bom dia, DJT!”. Ele complementou: “Marque este post para o futuro. A verdade virá à tona”. Musk não apresentou evidências para sustentar a alegação.

Escalada da Disputa: A acusação veio após Musk criticar publicamente um projeto de lei orçamentária apoiado por Trump, chamando-o de “abominação cheia de desperdícios”. Trump retaliou, ameaçando cortar contratos governamentais de empresas de Musk, como SpaceX e Tesla, e afirmando que Musk sofria de “síndrome de derretimento por Trump”.

Reação de Trump: Trump negou qualquer conexão ilícita com Epstein, reiterando em 2024 que nunca esteve no avião ou na ilha de Epstein e que eles romperam relações no início dos anos 2000. Ele não respondeu diretamente à acusação de Musk em eventos públicos no dia 5 de junho.

Os Arquivos de Epstein
O que são os arquivos?: Os “arquivos de Epstein” referem-se a documentos judiciais, registros de voos, listas de contatos e evidências relacionadas a Jeffrey Epstein, um financeiro condenado por crimes sexuais envolvendo menores. Epstein morreu em 2019, oficialmente por suicídio, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

Divulgação Parcial: Em fevereiro de 2025, a procuradora-geral Pam Bondi, nomeada por Trump, liberou a “fase 1” dos arquivos, cerca de 200 páginas, incluindo registros de voos e uma lista de contatos redigida. Esses documentos não trouxeram novas revelações sérias e foram criticadas por já serem bastante conhecidos.

Nomes citados: Os documentos divulgados mencionam figuras públicas como Trump, Bill Clinton, o príncipe Andrew, David Copperfield e Michael Jackson. No caso de Trump, registros de voos de maio de 1994 ou lista como passageiro no jato privado de Epstein, junto com sua ex-esposa Marla Maples e sua filha Tiffany, mas não há evidências de envolvimento em atividades criminosas.


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Documentos Pendentes: A “fase 2” dos arqivos, que pode incluir vídeos de vigilância da prisão de Epstein, ainda não tem data de lançamento. O Departamento de Justiça (DOJ) cita a proteção de vítimas como motivo para o atraso, mas isso alimenta especulações de encobrimento.Relação entre Trump e Epstein

Amizade Documentada: Trump e Epstein foram amigos nas décadas de 1990 e 2000, frequentando eventos sociais juntos, como uma festa em 1992 em Mar-a-Lago, registrada em vídeo. Trump descreveu Epstein como “um cara fantástico” em 2002, antes das acusações contra Epstein virem à tona.

Rompimento: Trump afirmou que cortou laços com Epstein após suas reportagens sobre crimes sexuais em 2007 na Flórida. Ele negou ter visitado a ilha de Epstein (Little St. James) ou participado de atividades ilícitas.

Menções nos Arquivos: Trump aparece em registros de voos de Epstein, mas não há, nos documentos divulgados, nenhuma acusação formal ou evidência de envolvimento em crimes. Uma testemunha em 2016 cometeu ter passado horas com Epstein em um cassino de Trump, mas sem indicar que Trump esteve presente ou envolvido.

Relação entre Musk e Epstein
Conexões de Musk: Musk também foi ligado a Epstein. Em 2018, Epstein alegou estar aconselhando Musk, o que Musk negou veementemente. Além disso, Musk foi fotografado com Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, em eventos sociais, embora ele tenha afirmado que não o conhecia bem.

Acusações de Musk: Em uma entrevista com Joe Rogan em fevereiro de 2025, Musk especulou que figuras como Bill Clinton, Bill Gates e Reid Hoffman temiam lançar os arquivos de Epstein por possíveis conexões. Isso sugere que Musk já veio acompanhando o caso de perto, mas suas observações sobre Trump em junho carecem de provas públicas.

Impactos e Reações
Mercado Financeiro: Após uma troca de acusações, as ações da Tesla caíram 14,3% em 5 de junho de 2025, resultando em uma perda de US$ 34 bilhões no patrimônio de Musk, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Reações Políticas: O gabinete de Trump apresentou-se majoritariamente silencioso, com a porta-voz Karoline Leavitt apenas reiterando o apoio ao projeto de lei de Trump. Alguns aliados de Trump, como Marjorie Taylor Greene, reafirmaram lealdade ao presidente.

Especulações Online: A acusação de Musk gerou mais de 16 milhões de Rio Vermelho no X, com memes e especulações sobre a rixa. Figuras como Piers Morgan sugeriram mediar um debate entre os dois.
Análise Crítica

Falta de Evidências: Musk não apresentou provas para sua alegação, o que levanta dúvidas sobre sua veracidade. A acusação parece ser uma tática em meio a uma disputa pessoal e política, especialmente depois que Musk deixou o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e criticou Trump publicamente.

Contexto Político: A rixa reflete uma ruptura entre dois aliados que compartilhavam interesses, mas divergiram sobre políticas como subsídios para veículos elétricos e o orçamento federal. Musk alegou que seu apoio financeiro (mais de US$ 200 milhões) foi crucial para a vitória de Trump em 2024.

Conspirações: O caso Epstein é um terreno fértil para teorias de conspiração, e a acusação de Musk alimenta especulações sem base sólida, especialmente entre apoiadores de Trump que desbloqueiam a liberação total dos arquivos.

Conclusão
A acusação de Musk é grave, mas carece de provas públicas. Os arquivos de Epstein, parcialmente divulgados, mencionam Trump, mas não o implicam em crimes. A rixa entre Musk e Trump parece mais motivada por desavenças políticas e pessoais do que por fatos concretos sobre o caso Epstein. A liberação de mais documentos pelo DOJ pode esclarecer ou intensificar essas especulações, mas até o momento, não há confirmação de que Trump está envolvido em atividades ilícitas ligadas a Epstein.

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