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Nos EUA, os ventos mudaram a favor da Palestina

Segundo o NYT, pesquisas nos EUA revelam erosão rápida do apoio dos norte-americanos a Israel no genocídio em Gaza.

Várias pesquisas de 2025 destacam essa transformação, com a desaprovação das ações de Israel agora superando a aprovação por grandes margens.

O apoio despencou entre democratas, independentes, jovens e até alguns republicanos, refletindo frustração com as baixas civis, a ajuda financiada pelos EUA e a percepção de excesso por parte de Israel.
Essas tendências não são isoladas.

Uma análise da Brookings observa uma “mudança paradigmática” entre jovens americanos (especialmente democratas e independentes), que veem o “horror” de Gaza como reflexo do caráter de Israel.

Até democratas mais velhos estão se tornando críticos, isolando republicanos mais velhos como a base principal de apoio a Israel nos EUA.

O Papel das Mídias Sociais
Imagens Cruas vs. Narrativas ControladasAs redes sociais democratizaram a narrativa de Gaza, inundando os feeds americanos com vídeos não filtrados de ataques aéreos, crianças famintas procurando comida e famílias vasculhando escombros — conteúdos muitas vezes ausentes dos meios de comunicação tradicionais.

Plataformas como TikTok, Instagram e X (antigo Twitter) são populares entre os menores de 35 anos, onde a oposição a Israel é mais alta (por exemplo, 76% dos jovens americanos nas pesquisas da Pew veem Israel desfavoravelmente).

Amplificando Vozes Palestinianas
Jornalistas e influenciadores de Gaza, como Motaz Azaiza (mais de 10 milhões de seguidores no Instagram), compartilharam imagens em primeira mão, humanizando a crise e acumulando bilhões de visualizações.

Hashtags como #FreePalestine e #GazaUnderAttack têm sido tendência global, fomentando solidariedade e ativismo.

Um relatório do CSIS destaca como essa “guerra de representação” influenciou jovens americanos, com as redes sociais permitindo compartilhamento em tempo real que contorna os vieses da mídia tradicional (por exemplo, meios ocidentais mencionam visões israelenses 3 vezes mais que palestinas).

Esforços de Contrapropaganda de Israel: Israel também usou as redes sociais como “ferramenta” para influenciar a opinião dos EUA, admitindo em 2025 o uso de influenciadores pagos, conteúdo gerado por IA e bots.

O governo de Netanyahu financiou campanhas secretas visando democratas, mas estas tiveram efeito contrário em meio a acusações de desinformação.

Apesar de restrições a postagens palestinas (por exemplo, limitações do Meta em contas de Gaza), o volume de conteúdo bruto de Gaza superou as narrativas pró-Israel.

Essa batalha digital acelerou a mudança de opinião.

Pesquisas pós-7 de outubro mostravam 47% de simpatia dos EUA por israelenses contra 20% por palestinos; em meados de 2025, isso se inverteu.

Especialistas como Shibley Telhami (Universidade de Maryland) argumentam que as redes sociais “consolidaram um paradigma geracional”, tornando a política dos EUA — que ainda fornece mais de US$ 3,8 bilhões em ajuda anual — politicamente insustentável a longo prazo.

Implicações Mais Amplas: Política, Política Interna e um Acerto GeracionalO backlash ameaça fraturar a política dos EUA.

Democratas estão cada vez mais vocais: quase metade do caucus apoiou a suspensão de envios de armas no verão de 2025, e figuras como a deputada Summer Lee exigem um cessar-fogo.

À direita, isolacionistas do MAGA (por exemplo, Tucker Carlson, Matt Gaetz) condenam a hipocrisia do “America First”, enquanto até republicanos pró-Israel como Lindsey Graham alertam sobre a erosão do apoio.

Evangélicos, antes aliados firmes, veem defecção entre jovens
Globalmente, isso reflete tendências.

Reino Unido e França avançaram para reconhecer a Palestina, e 78% dos americanos (incluindo 75% dos republicanos) agora querem um cessar-fogo imediato.

Para Israel, a perda do “amor incondicional” dos EUA pode significar redução de ajuda e isolamento; para os palestinos, sinaliza uma possível alavanca para a criação de um Estado.

No entanto, como observa a Al Jazeera, a política de Washington está atrasada em relação à vontade pública — o apoio inabalável persiste apesar das pesquisas.

Em resumo, a lente crua das redes sociais expôs a devastação de Gaza, catalisando um despertar nos EUA. Isso não é passageiro: à medida que eleitores mais jovens ganham influência, o velho consenso desmorona, forçando uma reavaliação do papel dos EUA em um conflito há muito definido por assimetria e impunidade.


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Mundo

Mais de mil imigrantes desaparecem de centro de detenção na Flórida, EUA

Mais de mil imigrantes detidos no centro de detenção conhecido como “Alcatraz dos Jacarés” (ou “Alligator Alcatraz”), localizado nos Everglades, na Flórida, desapareceram dos registros oficiais do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

De acordo com investigações jornalísticas, cerca de dois terços dos aproximadamente 1.800 detidos que passaram pelo local em julho de 2025 não aparecem mais no banco de dados online do ICE, deixando famílias e advogados sem informações sobre seu paradeiro. Cerca de 800 foram completamente removidos do sistema, enquanto outros 450 aparecem apenas com a instrução “Ligue para o ICE para detalhes”, o que indica possível processamento, transferência ou deportação iminente, mas sem transparência.

O centro, construído às pressas em uma pista de pouso militar desativada em uma área pantanosa infestada de jacarés, cobras e crocodilos, foi inaugurado em julho de 2025 pelo governo do presidente Donald Trump e do governador Ron DeSantis, como parte de uma política de deportações em massa.

Projetado para abrigar até 5 mil pessoas, o local foi criticado por violações de direitos humanos, condições precárias (como jaulas em tendas expostas ao clima, falta de higiene e pressão para deportações voluntárias) e falta de acesso a advogados.

Organizações como a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) o descreveram como um “buraco negro” no sistema de imigração, operando como um “local extrajudicial” fora das normas federais, já que é gerido pelo estado da Flórida e não atualiza os registros do ICE adequadamente.

Em agosto de 2025, uma juíza federal ordenou o desmantelamento do centro por violações ambientais e falta de avaliação de impacto, suspendendo novas internações e exigindo a transferência dos detidos.

No entanto, um tribunal de apelações suspendeu temporariamente a ordem, e o governo estadual anunciou a abertura de um segundo centro, apelidado de “Depósito de Deportação”, em uma antiga prisão estadual. Autoridades federais e estaduais afirmam que os detidos foram transferidos para outros centros do ICE ou deportados, e que o número flutua devido a esses processos, garantindo acesso a advogados e familiares.

Críticos, incluindo a Anistia Internacional e a Coalizão de Imigrantes da Flórida, denunciam “desaparecimentos administrativos” e abusos, como negligência médica e violações de direitos constitucionais, agravados pela opacidade do sistema estadual.

Advogados relatam casos de deportações acidentais ou forçadas, e famílias enfrentam pânico ao não localizar entes queridos, com o ICE frequentemente se recusando a fornecer detalhes atualizados. Protestos e vigílias continuam, com chamadas para investigações independentes sobre o destino dos desaparecidos e o fechamento definitivo de tais instalações. O Departamento de Segurança Interna (DHS) nega irregularidades, mas não responde a questionamentos específicos sobre os casos.


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Mundo

Rússia sai em defesa da Venezuela e Lavrov chama pressão estrangeira sobre Caracas de “inaceitável”

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante uma reunião na ONU com seu homólogo venezuelano Yván Gil, disse que a pressão sobre estados soberanos é inaceitável.

Lavrov se encontrou anteriormente com Gil à margem da Semana de Alto Nível da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU. A reunião com o chanceler venezuelano foi a 13ª durante um dia com uma série de conversas bilaterais mantidas por Lavrov.

“Lavrov declarou a categoricamente inadmissível o uso da pressão de poder contra Estados soberanos como ferramenta de política externa. Ele expressou solidariedade à liderança venezuelana diante das crescentes ameaças externas e tentativas de interferência em seus assuntos internos, e reafirmou seu total apoio aos esforços de Caracas para proteger a soberania nacional”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado após a reunião.

Os ministros também destacaram o desenvolvimento dinâmico da parceria estratégica entre Moscou e Caracas e concordaram em continuar a promover seu fortalecimento, com ênfase no aprofundamento do diálogo político, na expansão dos laços comerciais, econômicos, de investimento, científicos e técnicos, e na expansão dos intercâmbios culturais, humanitários e educacionais.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse há cerca de um mês que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava pronto para usar “todos os elementos do poder americano” para combater o narcotráfico, sem descartar a possibilidade de uma operação militar na Venezuela.

A declaração foi feita após relatos de que Washington estava enviando mais de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros para as águas da América Latina e do Caribe para supostamente combater cartéis de drogas.

*Sputnik


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Mundo

Secretário de Guerra dos EUA convoca reunião urgente de generais e almirantes, diz jornal

Centenas de oficiais de alta patente, mesmo os que estão em missões fora dos EUA, foram chamados

O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, teria convocado centenas de generais e almirantes das Forças Armadas dos EUA se reunissem na próxima semana em uma base do Corpo de Fuzileiros Navais na Virgínia. A ordem, emitida com pouco aviso prévio e sem explicação, foi considerada incomum. As informações são do jornal Washington Post.

A convocação, enviada no início desta semana, exige que os principais comandantes com patente de general de brigada ou superior, ou equivalente na Marinha compareçam à reunião na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quântico na próxima terça-feira (30). Até mesmo comandantes em zonas de conflito e aqueles alocados na Europa, Oriente Médio e região da Ásia-Pacífico devem comparecer.

O porta-voz do Pentágono confirmou que Hegseth “se dirigirá aos seus principais líderes militares no início da próxima semana”, mas se recusou a fornecer mais detalhes.

“As pessoas estão muito preocupadas”, disse uma fonte ao Washington Post. “Elas não têm ideia do que isso significa.”

A convocação para que generais e oficiais de alto escalão (GOFOs) se reúnam é tão inédita quanto alarmante, disse outra fonte. “Você não convoca GOFOs que lideram seu povo e a força global para um auditório fora de Washington sem lhes dizer o porquê.”

EUA

Gestão de Hegseth na defesa dos EUA irrita republicanos e democratas
Uma nova estratégia de defesa nacional também está em andamento, com a expectativa de priorizar a defesa nacional em detrimento da competição com a China — e algumas autoridades acreditam que essa mudança pode ser o foco da reunião a portas fechadas da próxima semana, de acordo com o Post.

“Estamos retirando todos os generais e oficiais de alto escalão do Pacífico agora?”, disse uma autoridade americana ao Post. “Tudo isso é estranho.”

“Não se pode chamar oficiais de operações especiais para um auditório fora de Washington, D.C., sem dizer por que/qual é o tópico ou a agenda”, acrescentou essa fonte. “Estamos tirando todos os generais e oficiais da bandeira do Pacífico agora?”, disse uma autoridade americana. “Tudo isso é estranho.”

No Capitólio, onde a gestão um pouco ortodoxa de Hegseth no Departamento de Guerra irritou membros de ambos os partidos políticos, os legisladores também pareceram pegos de surpresa. Líderes republicanos e democratas dos comitês de Serviços Armados do Senado e da Câmara não comentaram imediatamente sobre o ocorrido.

De acordo com o ICL, a convocação de reunião coincide com o pedido do presidente Donald Trump, que instou a OTAN a assumir um papel mais assertivo na defesa da Ucrânia, usando armas para repelir os avanços russos diretamente nas linhas de frente. Essa mudança marca um afastamento de sua postura anterior de intervenção direta limitada e reflete uma recalibração mais ampla do envolvimento dos EUA na guerra.


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Política

Vera Magalhães, seu antilulismo doentio e as sabujices da moça com os EUA.

A expressão “aceno de rodapé”, usada por Vera Magalhães no contexto do discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2025, refere-se a uma menção breve e aparentemente secundária feita por Trump a Lula.

O New York Times viu outro jogo e sapecou na capa “Trump adota um tom mais suave em relação ao Brasil, após um discurso mordaz de Lula.”

Se deu no jornalão norte americano que Trump afinou para Lula, não serei eu a dizer que não é verdade.

Mas Vera Magalhães, aquela deslumbrada com o “enxadrista Moro” já havia sentenciado que Lula não era player para uma entrevista no Roda Viva, programa que comanda, então nada a se espantar.

A vítima desse tipo de patacoada é quem dá cisco de crédito jornalístico a essa figuraça que, na boca de urna em 2018, disse que a disputa entre Bolsonaro e Haddad era uma “escolha difícil”.


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Brasil Mundo

Brasil exclui EUA de reunião sobre democracia durante Assembleia da ONU

Decisão do governo Lula reflete críticas ao governo Trump e leva a ausência inédita dos EUA em cúpula internacional sobre democracia

O Brasil decidiu não incluir os Estados Unidos na lista de participantes da reunião “Democracia Sempre”, que será realizada na próxima semana em Nova York, paralelamente à Assembleia-Geral da ONU. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo, que destacou a mudança em relação ao ano passado, quando os norte-americanos estiveram entre os convidados.

A cúpula, idealizada inicialmente por Brasil e Espanha, reunirá cerca de 30 países, entre eles Uruguai, Colômbia, Chile, Alemanha, Canadá, França, México, Noruega, Quênia, Senegal e Timor Leste. Também deve participar o secretário-geral da ONU, António Guterres, além de representantes da União Europeia.

Critérios de exclusão dos EUA
Segundo um integrante do governo brasileiro, a lista de convidados foi restrita a nações consideradas plenamente democráticas. A exclusão dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, foi justificada pelo “retrocesso extremista” vivido no país e pelo questionamento do governo americano às eleições brasileiras, de acordo com Otávio Rosso, 247.

Entre os principais temas do encontro estão a defesa da democracia, o combate à desigualdade social e a luta contra a desinformação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia participado de uma edição do evento no Chile, em julho, quando os líderes reafirmaram seu compromisso com a preservação das instituições democráticas e com a cooperação internacional frente às ameaças globais.

Tensões com o governo Trump
Desde que reassumiu a Casa Branca, Donald Trump tem adotado medidas que geram atritos em fóruns multilaterais. Um dos primeiros atos de seu governo foi uma ordem executiva que proíbe políticas de combate à desinformação, consideradas pelo republicano como censura. Além disso, Trump tem pressionado emissoras e empresas a punirem figuras públicas que fizeram críticas a apoiadores conservadores. O apresentador Jimmy Kimmel, da ABC, foi suspenso após comentário sobre o assassinato de Charlie Kirk, militante de direita morto na semana passada.

Outro ponto de fricção é a regulação das grandes plataformas digitais. Enquanto União Europeia e países latino-americanos pressionam por leis que obriguem as Big Tech a moderar conteúdos nocivos, Trump se coloca contra qualquer restrição e ameaça impor tarifas a blocos econômicos que adotem legislações mais rígidas.

Referências a ataques antidemocráticos
No convite enviado aos países em 2024, Lula e Sánchez citaram tanto os ataques de 8 de janeiro em Brasília quanto a invasão ao Capitólio, em Washington, como exemplos de movimentos violentos que rejeitam a alternância de poder e a diversidade. Já em seu novo mandato, Trump concedeu perdão a 1.500 pessoas condenadas pela invasão ao Congresso americano, medida que aprofundou a percepção de enfraquecimento democrático nos EUA.


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Mundo

NYT: militares dos EUA dizem que a missão no caribe é derrubar Maduro

Segundo uma publicação do The New York Times, militares dos EUA teriam afirmado que a missão no Caribe visa derrubar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A operação, que envolve navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35 e milhares de militares, seria oficialmente para combater o narcotráfico, mas a escala da mobilização levanta especulações sobre intenções de mudança de regime.

Maduro denunciou a ação como um “cerco hostil” e mobilizou milhões de milicianos em resposta.

Analistas questionam se o objetivo real é desestabilizar o governo venezuelano, embora os EUA neguem oficialmente planos de invasão.
Incidentes recentes, como o afundamento de embarcações venezuelanas, intensificaram as tensões.

A retórica agressiva da administração Trump contra Maduro alimenta o debate sobre as verdadeiras intenções da missão.


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Mundo

‘Daremos resposta decisiva e defenderemos nossa soberania se formos prejudicados’, China afirma sobre sanções dos EUA contra petróleo russo

Pequim indicou cooperação econômica, comercial e energética com países ao redor do mundo, incluindo a Rússia

Pequim dará uma resposta decisiva e defenderá sua soberania se seus interesses forem prejudicados, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, nesta segunda-feira (15/09), quando questionado sobre as exigências dos EUA de que os países do G7 e da OTAN imponham tarifas sobre as importações de petróleo russo do gigante asiático para pressioná-lo a participar da resolução do conflito na Ucrânia.

“Se os direitos e interesses legítimos da China forem prejudicados, ela retaliará firmemente e protegerá firmemente sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento”, disse durante uma coletiva de imprensa, enfatizando que Pequim se opõe firmemente ao “abuso ilegal de sanções unilaterais e à ‘jurisdição de braço longo’ contra a nação asiática”.

Nesse contexto, o porta-voz indicou que a cooperação econômica, comercial e energética com países ao redor do mundo, incluindo a Rússia, é “legítima e irrepreensível”. “As ações dos EUA constituem uma típica intimidação unilateral e coerção econômica, que compromete seriamente as normas do comércio internacional e ameaça a segurança e a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais”, enfatizou.

Sobre a crise ucraniana, Jian enfatizou que, desde o primeiro dia de hostilidades, o gigante asiático tem mantido “uma postura objetiva e imparcial, insistindo em promover a paz e o diálogo”. Ele reiterou que o diálogo e a negociação são a única solução viável para o conflito.

Em relação ao conflito ucraniano, Pequim tem apelado repetidamente a uma solução política entre Moscou e Kiev, enfatizando sua disposição de contribuir para ela. Também tem reiterado seu compromisso com a promoção do diálogo , que nunca forneceu armas letais às partes em conflito e que controla rigorosamente a exportação de itens de dupla utilização.

No último sábado (13/09), o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma carta “a todas as nações da OTAN e ao mundo” pedindo sanções mais severas aos países que compram petróleo russo. Segundo o presidente, isso, juntamente com a imposição pela OTAN de tarifas de 50% a 100% à China, que serão totalmente retiradas após o fim do conflito Rússia-Ucrânia, também “contribuirá significativamente para o fim” das hostilidades.

Trump propõe à UE tarifas de 100% sobre a Índia e a China
Os Estados Unidos estão prontos para ampliar as tarifas sobre os importadores de petróleo russo caso a União Europeia adote medidas semelhantes, reduzindo assim a receita essencial de Moscou para sustentar a guerra na Ucrânia, afirmou uma autoridade americana à agência AFP na terça-feira (09/09).

O presidente Donald Trump propôs tarifas entre 50% e 100% sobre países como China e Índia, durante uma reunião com altos representantes dos EUA e da Europa sobre possíveis ações contra a Rússia, de acordo com um funcionário de alto escalão que preferiu não fornecer mais detalhes.

De acordo com a fonte, Trump estaria “disposto a implementar imediatamente, mas considera que a UE deve agir da mesma forma”. Essa mensagem foi transmitida aos representantes europeus, ressaltando que, caso Bruxelas concorde em apoiar as tarifas, Washington agirá em conjunto.

*Opera Mundi


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Política

Nikolas Ferreira recebeu quase R$ 10 milhões para não aprovar um único projeto na Câmara dos Deputados

O pigmeu, X9 dos EUA no Brasil Nikolas Ferreira, em dois anos de mandato sem aprovar um cisco de projeto, vivendo só de molecagem nas redes sociais, já sugou dos cofres públicos quase 10 milhões.

Esse valor, a imensa maior parte do povo brasileira poderia passar a vida toda ralando de sol a sol tentando juntar cada centavo, que jamais chegaria perto dessa quantia. Talvez conseguiria esse feito épico em 20 encarnações.

Ou seja, um vagabundo público de corpo e alma, que nunca trabalhou na vida, vivendo de dízimos da igreja da família, e que tem zero escrúpulos, tem uma gama inteira de mordomias e privilégios gastos na surdina, montado em pelo no lombo do povo.

Agora, o inútil sem escrúpulos, deu para vigiar quem fala mal dos EUA e linkar os perfis de brasileiros com a embaixada dos EUA no Brasil para sancionar quem critica qualquer coisa dos EUA.

É para isso que Nikolas Ferreira centrifugou quase R$ 10 milhões de fortuna pública nesses dois anos de gandaia e sacanagem na Câmara dos Deputados.


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Brasil Mundo

Em homenagem a Moraes, EUA retira tarifas do ferro-níquel e celulose do Brasil

Com isso, um quarto das exportações brasileiras aos EUA fica livre do tarifaço

A exclusão da celulose e do ferro-níquel da lista de produtos sujeitos às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos abriu espaço para que 25,1% das exportações brasileiras ao país fiquem livres do tarifaço implementado pelo presidente Donald Trump.

Segundo cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em 2024 as vendas brasileiras aos EUA que não sofreram impacto das tarifas — sejam elas a alíquota linear de 10%, o adicional de 40% vinculado ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro ou os encargos setoriais sobre aço e alumínio — chegaram a US$ 10,1 bilhões.

Impacto das tarifas sobre os produtos brasileiros
De acordo com o levantamento, 34,9% das exportações (US$ 14,1 bilhões) continuam sob o tarifaço de 50%, que atinge mercadorias como café e cacau.

Já US$ 6,8 bilhões (16,7%) das vendas estão sujeitos apenas à tarifa de 10% anunciada em abril, enquanto outros US$ 9,4 bilhões sofrem incidência de tarifas setoriais, como a do aço, que chega a 50% e é aplicada a todos os parceiros comerciais dos EUA.

Apesar da retirada da celulose e do ferro-níquel, outros dez produtos tiveram a tarifa de 10% suspensa, mas seguem sujeitos à alíquota adicional de 40% imposta apenas ao Brasil. Nesse grupo estão minerais brutos, níquel e herbicidas, que somaram cerca de US$ 113 milhões em exportações no ano passado.

Benefício direto para a indústria brasileira de celulose
A medida tem efeito relevante sobre a cadeia de celulose, já que o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para os EUA em 2024 — o equivalente a 15% das vendas totais ao exterior. Três tipos de celulose foram incluídos na isenção, mas permanecem válidos os 50% de sobretaxa sobre papéis em geral e painéis de madeira.

De acordo com o ICL, empresas brasileiras do setor atuaram ativamente para reverter a tarifa, contratando escritórios de advocacia e lobistas nos EUA. A pressão também partiu de fornecedores e clientes americanos, interessados em garantir o fornecimento de insumos essenciais para a produção de papel higiênico, fraldas e lenços umedecidos.

Alterações em outras categorias
A mesma ordem executiva publicada na última sexta-feira (5) também promoveu ajustes em outras frentes. Segundo o Mdic, 76 produtos passaram a ser enquadrados apenas nas tarifas da seção 232 — regime no qual já estavam incluídos —, enquanto sete itens químicos e plásticos industriais passaram a ser tarifados em 10% além da alíquota extra de 40% exclusiva para o Brasil.

Esses produtos representaram US$ 145 milhões em exportações brasileiras em 2024.


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