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Em protesto, 21 cientistas rejeitam condecoração de Bolsonaro

Inconformados com a exclusão dos colegas, vários cientistas rejeitaram a condecoração dada por Bolsonaro, em protesto e repúdio, que só demonstra evidencia o desprezo do presidente à ciência e sua perseguição aos cientistas.

O presidente Jair Bolsonaro, em ato em que se condecora como Grão Mestre por suas ‘relevantes contribuições prestadas à Ciência, à Tecnologia e à Inovação’, concedeu a Ordem Nacional do Mérito Científico a vários cientistas. No entanto, logo após a publicação do MP no Diário Oficial, no dia 4 último, excluiu arbitrariamente dois deles: Adele Schwartz Benzaken e Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda. A exclusão se deu no dia 5.

Inconformados com a exclusão dos colegas, vários cientistas rejeitaram a condecoração dada por Bolsonaro, em protesto e repúdio, que só demonstra evidencia o desprezo do presidente à ciência e sua perseguição aos cientistas.

Leia a carta

Carta aberta dos cientistas condecorados com a Ordem Nacional do Mérito Científico em 03/11/2011

Os cientistas abaixo assinados, condecorados com a Ordem Nacional do Mérito Científico, em decreto presidencial de 3 de novembro de 2021, vêm a público declarar sua indignação, protesto e repúdio pela exclusão arbitrária dos colegas Adele Schwartz Benzaken e Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda da lista de agraciados, em novo decreto presidencial na data de 5 de novembro de 2021.

Tal exclusão, inaceitável sob todos os aspectos, torna-se ainda mais condenável por ter ocorrido em menos de 48 horas após a publicação inicial, em mais uma clara demonstração de perseguição a cientistas, configurando um novo passo do sistemático ataque à Ciência e Tecnologia por parte do Governo vigente.

Enquanto cientistas, não compactuamos com a forma pela qual o negacionismo em geral, as perseguições a colegas cientistas e os recentes cortes nos orçamentos federais para a ciência e tecnologia têm sido utilizados como ferramentas para fazer retroceder os importantes progressos alcançados pela comunidade cientifica brasileira nas últimas décadas.

Como bem pontuaram a Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em notas divulgadas no dia 5/11/2021, a Ordem Nacional do Mérito Científico, fundada em 1993, é um instrumento de Estado para reconhecer contribuições científicas e técnicas de personalidades brasileiras e estrangeiras. A indicação de membros agraciados é realizada por uma Comissão, formada por três membros indicados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, três membros indicados pela Academia Brasileira de Ciências e três membros indicados pela SBPC. Nossos nomes foram honrosamente indicados por essa comissão, reunida em 2019. mérito científico (como não poderia deixar de ser) foi o único parâmetro considerado para a inclusão de um nome na lista.

Consideramos, portanto, gratificante nossa presença nessa lista, e ficamos extremamente honrados com a possibilidade de sermos agraciados com um dos maiores reconhecimentos que um cientista pode receber em nosso país. Entretanto, a homenagem oferecida por um Governo Federal que não apenas ignora a ciência, mas ativamente boicota as recomendações da epidemiologia e da saúde coletiva, não é condizente com nossas trajetórias científicas. Em solidariedade aos colegas que foram sumariamente excluídos da lista de agraciados, e condizentes com nossa postura ética, renunciamos coletivamente a essa indicação.

Outrossim, desejamos expressar nosso reconhecimento às indicações da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidades que têm respeito duradouro em defesa da Ciência, Tecnologia e Inovação na sociedade brasileira.

Esse ato de renúncia, que nos entristece, expressa nossa indignação frente ao processo de destruição do sistema universitário e de Ciência e Tecnologia. Agimos conscientes no intuito de preservar as instituições universitárias e científicas brasileiras, na construção do processo civilizatório no Brasil.

Brasil, 6 de novembro de 2021

Assinam (em ordem alfabética)

Aldo Ângelo Moreira Lima (UFC)
Aldo José Gorgatti Zarbin (UFPR)
Alfredo Wagner Berno de Almeida (UEMA)
Anderson Stevens Leonidas Gomes (UFPE)
Angela De Luca Rebello Wagener (PUC-RJ)
Carlos Gustavo Tamm de Araujo Moreira (IMPA)
Cesar Gomes Victora (UFPel)
Claudio Landim (IMPA)
Fernando Garcia de Melo (UFRJ)
Fernando de Queiroz Cunha (USP)
João Candido Portinari (Projeto Portinari)
José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS)
Luiz Antonio Martinelli (USP)
Maria Paula Cruz Schneider (UFPA)
Marília Oliveira Fonseca Goulart (UFAL)
Neusa Hamada (INPA)
Paulo Hilário Nascimento Saldiva (USP)
Paulo Sérgio Lacerda Beirão (UFMG)
Pedro Leite da Silva Dias (USP)
Regina Pekelmann Markus (USP)
Ronald Cintra Shellard (CBPF)

*Com informações do GGN

 

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Rejeitado na Itália – vídeo: Bolsonaro é recebido em Pádua com protesto contra sua presença

A polícia de Pádua, na Itália, usou jatos de água nesta segunda-feira (1º) para dispersar um grupo de cerca de 500 manifestantes que estão no local para protestar contra a visita do presidente Jair Bolsonaro. Como reação, parte das pessoas está jogando objetos contra os agentes.

Segundo os jornalistas que estão no local, o grupo é formado por jovens e se concentra na via Belludi, uma das rotas que leva para a Basílica de Santo Antônio. Toda a área que dá acesso à igreja foi blindada pelos agentes e, nessa rua, há seis carros da polícia fechando o trânsito.

Nas redes sociais circulam vídeos do momento em que jatos de água são usados contra os manifestantes e do confronto.

*Com informações do Uol

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Em protesto, delegados federais prometem renunciar a cargos

Em um documento que começa a receber assinaturas nesta quinta-feira (18) e que deverá ser entregue ao diretor-geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), Rolando Alexandre de Souza, no dia 28 de março, quando a instituição completará 77 anos, os delegados federais de todo o Brasil colocam à disposição os seus cargos de chefia e anunciam a disposição de “recusar a assumir toda e qualquer função de chefia e/ou comissionada”.

Na carta que deverá contar com a adesão de uma grande quantidade de delegados, os signatários afirmam que no governo de Jair Bolsonaro o DPF e o serviço público em geral sofrem “um desmonte jamais visto com tal intensidade em governos anteriores”.

O movimento busca para a Polícia Federal “um tratamento digno e similar ao dispensado aos militares, membros do poder Judiciário, Ministério Público, Legislativo e outras Instituições correlatas”.

Esse protesto vem sendo idealizado há algum tempo. Mas ganhou força a partir do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) nº 32/20 que a pretexto de fazer a Reforma Administrativa retira direitos dos servidores públicos e atinge diretamente a carreira dos policiais federais em geral.

Vinganças políticas

O debate que vinha sendo travado nos bastidores do DPF se corporificou no Ofício Nº 19/2921 da Delegacia de Segurança Privada (DELESP) da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro (OFÍCIO Nº 19/2021/DELESP/DREX/SR/PF/RJ), tendo à frente o delegado Marcelo de Souza Daemon Guimarães, autor da assinatura eletrônica da carta.

O Ofício relembra que os policiais federais não pararam de trabalhar “um só dia durante a pandemia de coronavírus, diferentemente das outras Instituições envolvidas na persecução criminal”.

Ao falar das medidas implementadas pelo governo federal que estão desmontando a Polícia Federal e o serviço público em geral, destaca que “é dever dos Delegados de Polícia Federal estar ao lado da sociedade contra esse ataque ao Estado Democrático de Direito”.

Eles associam estas medidas contra o DPF a uma vingança “dos grupos políticos afetados” pelo “intenso combate à corrupção e aos desvios de recursos públicos, sem distinções de grupos eleitorais ou econômicos que a Polícia Federal desenvolveu nas últimas décadas”.

Reclamam, por fim, do “aparelhamento das Instituições e servidores militares em detrimento das civis, como se pôde verificar pelo tratamento dispensado nas PECs 06/19, 186/19 e 32/20, as quais sepultam a boa qualidade na prestação dos serviços públicos no país.”

*Marcelo Auler/247

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Exemplo a ser seguido: Em vídeos, multidão pede renúncia do presidente do Paraguai por negligência no combate à pandemia

Manifestantes foram às ruas na noite desta sexta-feira pedir a saída do presidente Mario Abdo Benítez, diante do colapso da crise sanitária. Horas antes, o ministro da Saúde renunciou após pressão pública. Polícia foi para cima da multidão.

Milhares de manifestantes foram às ruas na noite desta sexta-feira (5) na capital do Paraguai, Assunção, para pedir a renúncia do presidente do país, Mario Abdo Benítez, diante do colapso da saúde por conta da pandemia. Benítez é aliado de Jair Bolsonaro, que chama a atenção do mundo pelo desastre no combate à pandemia.

O protesto acontece no mesmo dia em que o ministro da Saúde do país, Julio Mazzoleni, renunciou ao cargo, também devido à pressão política diante da crise sanitária. Nesta quinta, chegou a pedir apoio do Senado diante de um cenário de falta de medicamentos nos hospitais públicos lotados.

As forças policiais utilizaram balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, além de água e cavalaria, no momento em que eles tentavam contornar um bloqueio policial para seguir em direção ao Palácio do Governo.

Confira alguns vídeos da manifestação e da repressão policial:

*Com informações do 247

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Vídeo: Iranianos protestam contra os EUA pela morte de Soleimani e pedem vingança

Dezenas de milhares de iranianos se manifestaram nesta sexta-feira em diferentes cidades do país, em protesto contra os Estados Unidos pela morte do comandante da Força Quds, unidade especial dos Guardiões da Revolução Islâmica, general Qasem Soleimani.

No centro de Teerã, em frente à mesquita do complexo de Mosala, os manifestantes gritavam palavras de ordens como “morte aos EUA”. e “morte a Israel”, além de exigirem vingança por parte da Força Quds.

Alguns dos participantes das manifestações atearam fogo às bandeiras dos Estados Unidos e Israel.

Os Guardiões da Revolução, em comunicado divulgado em seu site oficial, prometeu “uma dura vingança contra os criminosos por seu injusto derramamento de sangue”.

Soleimani é a figura mais importante e conhecida dos Guardiões da Revolução, tanto interna quanto internacionalmente, e era muito próximo ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e de seu representante na região.

Khamenei disse em um comunicado que aqueles que mataram Soleimani enfrentarão uma “dura vingança”.

“Sua morte não interromperá sua missão, mas os criminosos que mancharam as mãos com o sangue do general Soleimani e outros mártires no ataque devem esperar uma dura vingança”, afirmou o líder.

O Pentágono informou que o ataque, que também matou o vice-presidente da milícia iraquiana majoritariamente xiita, Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês), Abu Mahdi al-Muhandis, tinha como objetivo deter os planos futuros do Irã.

Soleimani morreu hoje, aos 63 anos, em Bagdá, no suposto bombardeio seletivo que ocorreu depois do aumento das tensões nos últimos dias entre Washington e Teerã, com o ataque de seguidores da PMF a embaixada americana em Bagdá, no último dia de 2019, quando eles conseguiram invadir e incendiar uma pequena parte do complexo.

https://twitter.com/annavictorix/status/1213056016910295047?s=20

 

 

*Com informações do EFE

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Vídeo – Urgente! Greenpeace invade casa de embaixador brasileiro em Paris, que hospeda Ricardo Salles

O Greenpeace invadiu a residência do embaixador brasileiro, onde está hospedado o ministro do Meio Ambiente. As portas foram bloqueadas, ninguém entra ou sai do imóvel.

O protesto acontece na embaixada em Paris.

m uma ação de protesto contra a política do governo de total descaso em relação ao meio ambiente, o Greenpeace invadiu, na manhã desta quinta-feira (26), a casa do embaixador brasileiro em Paris, na França, onde está hospedado Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro.

A manifestação é contra as práticas de destruição da Amazônia e do meio ambiente brasileiro. O grupo usou apitos e buzinas com o objetivo de atrapalhar a reunião que Salles realizou com executivos de grandes empresas.

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Vídeos – Quem ri por último…: explode panelaço pelo Brasil durante pronunciamento de Bolsonaro

O clima de indignação generalizada contra o governo começa a ficar parecido com aquele que se observou em 2015 e levou a presidenta Dilma Rousseff ao impeachment; a diferença é que Bolsonaro tem apenas 8 meses de mandato. Confira a repercussão.

Milhares de pessoas, por todo o Brasil, pegaram as panelas que estavam guardadas desde 2015, na noite desta sexta-feira (23), e promoveram um “panelaço” contra o presidente Jair Bolsonaro. A ação de protesto aconteceu durante o pronunciamento do capitão da reserva em cadeia nacional de rádio e televisão.

O motivo é a política ambiental destrutiva e negligente de Bolsonaro que vem provocando a destruição da Floresta Amazônica, que arde em chamas por conta das crescentes queimadas em seu governo.

https://twitter.com/pedreco/status/1165046320295501825?s=20

https://twitter.com/alvaroruoso/status/1165045244892786690?s=20