Categorias
Política

O porquê da reação agressiva de Flavio Bolsonaro e mídia contra o aumento de R$ 90 que Lula deu ao Bolsa Família

Existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. (Milton Santos.

Abra um parêntese para lembrar que os maiores beneficiários do Bolsa Família são crianças e suas mães.

Dito isso, a histórica desigualdade brasileira, através da direita, sempre produziu a fome e a miséria das camadas mais pobres da população.

É aí que reside a gigantesca diferença entre a esquerda e a direita no Brasil, entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso tanto Flavio quanto a mídia reagiram tão mal ao aumento de R$ 90 dado por Lula ao programa Bolsa Família.

É um ataque que expõe, sem maquiagem, a brutalidade da desigualdade social. De um lado, milhões de pessoas lutando diariamente pelo básico: comida na mesa, moradia, trabalho e dignidade. Do outro, uma minoria que acumula riquezas, patrimônio e privilégios e que, diante de qualquer avanço social, enxerga não uma conquista coletiva, mas uma ameaça aos próprios privilégios.

O problema nunca foi a existência de pobres que reivindicam direitos. O problema, para quem concentra riqueza, é quando os pobres deixam de aceitar a pobreza como destino.

É por isso que a desigualdade não se sustenta apenas pela concentração de renda. Ela também precisa do medo, da desinformação e da tentativa permanente de convencer os de baixo de que seus adversários estão entre os próprios pobres.

Quando a maioria percebe que riqueza e dignidade não precisam ser privilégios de poucos, o discurso muda. A pergunta deixa de ser “por que alguns têm tanto?” e passa a ser “por que tantos têm tão pouco?”

E é justamente essa pergunta que as sociedades profundamente desiguais mais temem.

Em última análise, essa é a linha divisória que define campos tão antagônicos. De um lado, Lula com autoridade de quem viveue sofreu coma fome e a miséria, do outro, Flavio Bolsonaro e mídia defendendo as camadas privilegiadas do Brasil. Daí a histeria dessa gente contra o aumento do Bolsa Família.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Mundo

OMS: EUA pode ser o novo epicentro da pandemia de coronavírus

Dados recebidos durante a noite pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o avanço da pandemia pelo planeta foram considerados como “alarmantes” pelos técnicos da entidade com sede em Genebra.

A entidade ainda está reunindo as informações consolidadas e deve publica-los pela tarde desta terça-feira. Mas, em uma conversa com jornalistas na Suíça, representantes da agência indicaram que o mundo irá registrar um “aumento significativo” em comparação ao que existia na segunda-feira.

Oficialmente, a OMS contabiliza 334 mil casos até a noite de ontem, com 14,5 mil mortes. “Mas devemos nos preparar para um salto importante, com base nos dados que recebemos ao longo da noite”, indicou Margaret Harris, porta-voz da OMS.

Segundo ela, 85% de todos os novos casos estão sendo registrados na Europa e EUA. Mas rapidamente a situação americana está se deteriorando. 40% de todos os novos casos seriam americanos.

“Há um enorme surto e que está aumentando”, explicou. Para a OMS, os EUA têm o potencial de se transformar no novo epicentro da pandemia no mundo “Estamos vendo uma progressão muito rápida no número de casos nos EUA”, alertou Harris.

Até hoje, 35 mil pessoas nos EUA tinham sido contaminadas pelo vírus.

Imagem atrasada

De acordo com a OMS, os números que o mundo conhece hoje da pandemia são, no fundo, uma imagem do que era a transmissão há cinco ou seis dias.

Para Harris, as medidas de distanciamento social são importantes. Mas apenas uma reação “agressiva” dos governos para testar, isolar e identificar as pessoas pode controlar a pandemia.

A quarentena, para ela, é importante para “comprar tempo”. Mas tais confinamentos não podem ser as únicas medidas adotadas.

 

*Jamil Chade – Uol